Assassinadas

10 Capitulo 10 - O Lapso de Laxus.


Notas iniciais
Boa Leitura *-*'

POV’s Gray Fullbuster

Encontro-me no laboratório, acharam mais um corpo e junto um bilhete direcionado a minha pessoa. Ele dizia “Mais quatro e sua vida é minha! Sabia que é contra a lei invadir a casa dos outros? Tic tac o relógio não para”.

Ele sabe, não tem como fazer nada sem que ele descubra, mais valeu a pena, aquela amostra que retirei do corpo no freezer pode nos render boas explicações. Esse corpo é realmente importante, para ele guardar conservado. Vi Erza vindo em minha direção apressada com certeza já tem o resultado, esperei até ela chegar até mim.

– Imagino que já tem o resultado. – Comecei a conversa.

– Sim, e você não vai acreditar. – Ela falou muito agitada. – O corpo é de Lucy Heartfilia, estimei o tempo que estava morta com a amostra que você me deu, o corpo com carbonizado a aproximadamente dois anos, o que coincide com o inicio dos assassinatos. Sem duvida a morte dela afetou-o psicologicamente.

– Eu já imagi... – Erza me interrompeu.

– Ainda não terminei, houve um incêndio na antiga casa de Natsu, um corpo foi encontrado. Trabalharam com a suposição de que apenas Lucy e Natsu estavam na casa e ele não conseguiu salva-la. Mais agora sabemos que não é isso que aconteceu.

– Talvez Natsu tivesse um caso e Lucy descobriu e ao pedir explicações ele teve um acesso de loucura e colocou fogo em tudo, se arrependeu e guardou o corpo dela.

– Ótima teoria só tem um problema.

– E qual é?

– O corpo encontrado pertencia a um homem. – Erza levantou a sobrancelha de uma forma sugestiva.

– Então quem tinha um caso era Lucy e não Natsu. – Dei um risinho. – Ele pirou porque foi traído.

– Exatamente. E conversei com a doutora Wendy, ela falou que a raiva que ele sentiu, pode ter feito com que a mente dele bloqueasse as lembranças. Mais ainda tem mais, ele não foi quem provocou o incêndio. Um vazamento de gás foi o culpado.

– Então a morte de Lucy não foi uma coisa de Natsu, o trauma deve ser o motivo dos assassinatos. E ver a Lucy ser queimada fez o desenvolver um desejo doentio em ver outras mulheres com a descrição de Lucy queimarem também.

– Isso é uma das suposições, mais já que está tão amigo dele, porque não vai fazer uma visita? Claro, uma bem amigável, sem gravadores.

–Eu já aprendi com o erro, não precisa repetir e eu duvido que ele vá me atender. – Falei mais mesmo assim sai do prédio e dirigi a casa de Natsu.

Ao tocar a campainha, esperei muito tempo até que Natsu apareceu na porta. Não estava com o humor debochado de sempre, mais sim com uma indiferença que beirava a raiva, escancarou a porta sem dizer uma palavra e se jogou no sofá.

Sentei-me no sofá aposto o observando, tudo em completo silêncio. Não aguentava mais aquilo não estava ali para ficar totalmente quieto.

– O que o fez descobrir? – Tentei iniciar o diálogo, a tensão era quase palpável.

– Eu sei quando alguém invade a minha casa com uma reunião idiota como desculpa. – Manteve seu olhar fixo no quadro perto da lareira.

– Mais foi a única coisa que pude fazer.

– Pode até ser, mais a trapaça não é o caminho. – Me dirigiu um olhar assustador.

– Que tal começar de novo? Mais uma chance? – Ele ponderou um pouco.

– Pode até ser. Mais não espere que seja da mesma forma.

– Esta bom, já esperava por isso. – Me levantei indo em direção a porta. – Venho aqui tomar o café amanha ok?

– Pode ser, irei te esperar.

Sai da casa voltando para o trabalho. Todos já me esperavam com expectativa de que eu soubesse de algo.

– Ele não gostou de eu ter invadido a casa dele, não falou muito comigo apenas me deu mais uma chance, amanhã vou tomar café lá. – Todos suspiraram derrotados.

– E graças a sua incompetência mais uma vai morrer hoje a noite. Mais não se eu puder impedir! – Laxus gritou saindo do laboratório.

– O que será que ele vai aprontar dessa vez? – Gazille falou com preocupação.

– Nada de bom. – Mirajane falou o que todos já sabiam.

– É melhor segui-lo, vamos! – Disse e sai apressado do prédio sendo seguido por Erza, Gazille e Mirajane, no exato momento o carro de Laxus sai a toda velocidade cantando pneu.

– Droga! – Falei com apreensão, enquanto todos entravam no meu carro, logo liguei o motor seguindo pela rua.

– Não adianta nunca vamos alcança-lo! – Erza falou.

– Eu sei pra onde ele está indo. – Acalmei-a.

– Onde é? – Erza indagou.

– Na casa de quem o fez sofrer. – Falei o obvio.

– Natsu! – Os três entenderam juntos.

Estamos a meio quarteirão da casa de Natsu, ao virar a esquina vimos o carro de Laxus estacionado na casa de Natsu, parei o carro e todos descemos, a porta estava arrombada e os gritos de Laxus já eram audíveis. Entramos na casa, Laxus apontava uma arma para Natsu, que toma seu café calmamente enquanto estava sentado no sofá.

– VOCÊ A MATOU! NÃO TEM NADA MAIS JUSTO QUE EU TE MATAR NÃO? – Laxus estava totalmente descontrolado sem abaixar a arma.

– Demorou detetive. – Natsu falou simplesmente antes de tomar mais café o que fez Laxus olhar para trás.

– O QUE FAZEM AQUI? VÃO EMBORA EU VOU RESOLVER ISSO! – Laxus estava tão insano como Natsu.

– Laxus abaixe essa arma, você não precisa fazer isso, a gente vai conseguir prende-lo, mais mata-lo não é a solução. – Falei com uma voz calma e controlada.

– É FÁCIL PARA VOCÊ FALAR ISSO! FOI POR SUA CAUSA QUE ELA MORREU! SERÁ QUE DEVO MATA-LO TAMBÉM?

– Não foi culpa dele, nem minha foi uma eventualidade já falei isso umas cinco vezes será que tem como entender? – Natsu revirou os olhos.

– Natsu cala a boca quer perder a vida? – Erza falou.

– Não ligo muito para isso. – Natsu deu de ombros continuando com seu café.

– Eu mandei você calar a droga da sua boca! – Erza direcionou um olhar autoritário a Natsu que concordou prontamente. Erza tinha essa mania.

– NÃO DO À MINIMA, VOU MATAR ESSE IDIOTA E VINGAR MINHA IRMÃ! ISSO É O QUE VOU FAZER! – Laxus destravou a arma, e no momento que ia atirar Gazille conseguiu tirar a arma de sua mão, o tiro atingiu o teto.

Corri para segurar Laxus, joguei-o no sofá. Ele se debatia desesperadamente, chorando e insultando Natsu. Após um tempo ele se acalmou deixei-o livre do meu aperto, ele se sentou e continuou a chorar. Erza e Mirajane sentaram uma em cada lado dele tentando o acalmar.

– Natsu desculpe o incomodo, imagino que não vá registrar um boletim de ocorrência. – Gazille falou.

– Pode ficar tranqüilo, não vou mais te garanto que isso vai influenciar no nosso joguinho Gray. – Falou calmamente enquanto se levantava. – Mais alguém terá que pagar pela porta.

– Mande consertar e mande a conta para a delegacia. – Gazille rosnou.

– Está bom, mais agora, todos para fora da minha casa, e espero nunca mais vê-los aqui. – Sorriu enquanto apontava a porta. – A não ser você Gray, o espero para o café da manhã.

– Estarei aqui. – Falei rapidamente com Natsu enquanto saia junto com todos inclusive Laxus mais antes disse olhei para a mesa de centro, tinha outra xícara, intocada, será que Natsu esteve com alguém? Ou pelo menos acha que esteve?

POV’s Salamander

O detetive e sua equipe, sempre estragando meu dia, estava tendo um dia ótimo com Lucy e o loiro chega aqui fazendo o maior escândalo, e ainda por cima quebrou a porta, não acredito nisso, amanhã vou ter que comprar uma nova, mais que se dane, nem isso tirou a minha paz, vou caçar novamente mais desta vez quero alguém especial, alguém para punir a ação do subordinado de Gray, fiquei pensando um bom tempo, mais não tive ideia alguma de quem caçar. Então desisti e sai as ruas procurando qualquer uma, vi um barzinho que geralmente era usados por engravatados que saiam dos seus cubículos e iam até lá para ficar bêbados no final do expediente. Entrei no estabelecimento. Tinha duas mesas muito animas e algumas outras mais quietas, pedi uma bebida a garçonete que me serviu era bem interessante. Fiquei em um papinho com ela durante alguns minutos ficou combinado que ao fim do expediente dela, iríamos para minha casa. Surpreendo-me como essas mulheres são fáceis de dobrar.

Após algum tempo e mais algumas bebidas já estávamos em casa, foi difícil explicar a falta da porta mais como sempre, ela caiu na minha conversa.

Ofereci uma bebida e ela aceitou não é necessário falar que estava batizada. Depois do primeiro gole ela já caiu a levei ao porão a algemando.

Fiz tudo o ritual que era repetido todo dia, já podendo ser classificado como hábito. Dessa vez senti muito prazer ao vê-la sendo carbonizada. A joguei no saco com um bilhete a despachei em um lugar onde nem lembro. Cheguei em casa indo ao banheiro lavar o rosto, eu sou um monstro e nada pode mudar isso.

– Não aguento mais, vou parar com isso! – sussurrei.

– Não, não vai. – Levantei a cabeça olhando no espelho e lá estava Lucy. – Vai ir até o fim.

– Porque meu anjo? Vamos fugir hoje! Não! Agora!

– Nem pensar, você irá matar mais três mulheres e então ficará comigo para sempre! – Nunca vi Lucy tão nervosa.