Assassinadas

11 Capitulo 11 - O sonho vira pesadelo


Notas iniciais
Oi de novo gente, mais um capitulo. Boa Leitura *-*'

POV’s Gray Fullbuster.

Acharam um corpo, fui avisado agora, enquanto estou a caminho da casa de Natsu, o bilhete segundo Gazille dizia “Apenas três e tudo se acaba, Tic Tac o relógio não para”.

Deram um dia de folga para Laxus, o acontecido de ontem ficou somente entre as pessoas que estavam na casa de Natsu, e é melhor assim, ele é um bom detetive. Estaciono, caminho até a porta, ou melhor, o que restou dela. Chamei Natsu e ele gritou da cozinha para que eu entrasse.

– Bom dia detetive. – Ele parecia abalado, olheiras contornavam os olhos dele.

– Bom dia. – Respondi meio desconfiado.

– Como está o loirinho? – Ri ao se referir a Laxus como loirinho, o cara era quase um monstro de tão forte. Natsu serviu o café, era composto de panquecas e café.

– Ele continua abalado, afinal você matou a irmã dele. – Observei-o atentamente.

– Fale para ele que pedi desculpas, apesar de saber que não vai a trazer de volta. – ele suspirou comendo um pouco das panquecas, ele realmente esta estranho.

– O que aconteceu Natsu? – Ele pareceu surpreso com a pergunta, logo ficando tenso.

– É Lucy. – Falou, quase não ouvi.

– O que ela fez? – Então realmente ele tem alucinações.

– Ela ta muito estranha, não é a minha doce Lucy. – Os olhos já marejados.

– Porque não se livra dela?

– Ela não me deixa em paz! E eu a amo. – Ele parecia um gato indefeso.

– Quer ajuda para expulsá-la? – balançou a cabeça negativamente. – Por que não?

– Eu a quero comigo, mesmo que não seja a mesma eu a amo de qualquer jeito. – Nunca tinha visto ele tão atormentado.

– Talvez se livrar dela seja o melhor para você.

– Não quero o melhor pra mim! Eu a quero! – É esse o Natsu que mata as mulheres? O assassino mais cruel que já pisou em Magnólia?

– Tente deixa-la de lado Natsu, será melhor!

– Não consigo!

– Eu te ajudo. – Coloquei a mão em seu ombro.

– Certo. – Ele sorriu como uma criança que ganha um doce.

Talvez ele seja apenas isso! Uma criança que nunca teve para onde voltar, uma criança que sempre era decepcionado, uma criança que só quer amor. Ele olhou para mim mais pousou seu olhar em algo atrás de mim se assustando. Olhei para trás não tinha nada.

– O que você está vendo Natsu? – Perguntei tentando manter a atenção dele em mim.

– A Lucy. Ela voltou – Os olhos dele demonstravam puro terror.

POV’s Salamander

– Calma Natsu, ela não é real. – Gray falava, enquanto Lucy sorria para mim de uma forma assustadora.

– Vai acreditar em quem Natsu? Nesse detetive ou em mim seu grande amor? – A voz de Lucy soava terrivelmente ameaçadora.

– Eu te amo Lucy, Eu te amo! – Só conseguia falar isso, fechei os olhos tampando os ouvidos.

– Natsu não cai nisso! Eu sou seu amigo! – Gray gritou me chacoalhando pelos ombros.

– Natsu! Não me deixe! – Lucy gritou por cima da voz de Gray. – Mande ele embora!

– Não sei o que fazer. – Minhas lagrimas rolavam soltas.

– Natsu, eu serei seu amigo, não a escute! – A voz de Gray ficava distante, cada vez mais, me sentia como se tivesse girando, girando, girando, até que tudo apagou.

Abri os olhos devagar, até esse ato era doloroso, as luzes faziam minha cabeça latejar, pisquei algumas vezes até me acostumar. Olhei em volta devido a decoração estou em um hospital, Gray estava sentado ao meu lado.

– Natsu, tudo bem? – falava calmamente.

– O que aconteceu? – Perguntei após tentar lembrar, sem sucesso.

– Você estava confrontando Lucy e desmaiou.

– Quanto tempo se passou?

– Umas duas horas. – Gray concluiu após consultar o relógio.

– Preciso voltar para a Lucy. – Levante-me tentando sair do quarto, sendo impedido por Gray.

– Você não pode sair daqui Natsu, sua saúde ainda esta frágil.

– Não ligo, preciso voltar para ela! – quase gritei saindo desesperado.

– Posso ir te visitar mais tarde? – Gray gritou.

– Não! Nunca mais vá até a minha casa, não vou mais te atender! – Falei com autoridade, o vi abaixar a cabeça.

Continuei, sem parar um minuto, peguei um táxi e fui para a casa. Ao abrir o que um dia já chamei de porta da minha casa e entrar, Lucy me esperava no sofá, fiquei estático quando ela direcionou aquele olhar que não pertencia a minha Lucy.

– Demorou Natsu! Não deveria ter saído! – Não consegui me mover muito menos a responder. – Ainda vai me deixar conversando sozinha?

– Desculpe. – Falei baixinho.

– Vem ficar comigo até a hora de você ir caçar Natsu. – Sentei-me ao lado dela, será mesmo a minha Lucy?

Ficamos assim um ao lado do outro, ela falava algumas coisas e eu respondia quando necessário quando caiu a noite ela me obrigou a sair de carro pela cidade procurando novas vitimas.

Achei uma facilmente, em uma barraca idiota, a levei para a casa e a droguei. Ao algema-la e começar a mata-la lentamente esfaqueada percebi que isso é a única coisa que não muda. Por mais que Gray trapaceie por mais que Lucy não será mais a mesma, somente os gritos agonizantes me dão paz, acho que porque me sinto assim, por dentro sou apenas um monte de gritos guardados. De tão perdido em meu mundo que estava quase acabai matando-a antes da hora, percebendo que dali alguns minutos todas as forças dela iriam embora, a incendiei, consegui relaxar com seus gritos, ao final a joguei no saco deixando um bilhete para Gray. A despachei em um lugar qualquer, ao voltar para casa lá estava ela me esperando, me abraçou repetindo que fiz um bom trabalho.

– Não fale assim, você não é ela – Falei baixinho.

– O que disse Natsu? – Aquela voz de novo.

– Nada. – Meu olhar fixo no chão.

– A gente podia fazer um piquenique não acha? – Falou saltitando a minha volta, com a voz que talvez um dia fora de Lucy.

– Não quero, Quero falar com o detetive. – continuei com o tom baixo.

– O que disse? – Me lançou um olhar assustador assim como a voz.

– Quero falar com o detetive. – Repeti.

– AQUELE HOMEM NUNCA MAIS PISA NESTA CASA, ESTAMOS ENTENDIDOS? – Ela disse aos berros.

– Porque não? – Continuo acuado.

– SE EU VÊ-LO AQUI DENTRO DE NOVO SERÁ O MESMO DE VOCÊ ME ABANDONAR. – Continuou com os gritos.

– Mais por quê?

– VOCÊ IRÁ ME ABANDONAR DE NOVO NATSU?

– Não nunca mais. – As lagrimas já se mostravam presentes.

– É isso que eu pensei, aquele maldito detetive não entra mais aqui. – Falou se controlando um pouco.

Subi as escadas correndo me trancando no banheiro, escorreguei pela porta até estar sentado com as mãos escondendo o rosto, soluçando enquanto as lagrimas corriam livremente.

– Quero a minha Lucy de volta. – Repetia sem parar.