Ascensão - Nobreza

1 O primeiro portão


Notas iniciais
Olá meus queridos, estou de volta com a segunda temporada de Ascensão, espero que se divirtam lendo!

O último ano de minha vida foi o pior que já vivi. Não é fácil deixar para trás uma vida inteira em nome daqueles que você tenta proteger. Talvez ter morrido naquela noite tivesse sido um destino menos cruel do que sobreviver para contar a história. Eu sei que eles me procuraram, sei que sofreram a terrível dor da perda e que talvez suas vidas tomassem rumos diferentes por causa de minha decisão, mas eu jamais arriscaria a vida de meus amigos apenas para satisfazer minha solidão. Sky, Tillie, Jace... Zander... Eu sentia falta especialmente dele e da companhia da inseparável Sky. Eu estava tão confiante de que acabaríamos com tudo naquela noite, que ao menos me despedi dela.

Pensar nessas coisas me fazia sentir terrivelmente culpada. Mesmo sem saber o que estavam passando, eu sempre esperei que o tempo os curasse e curasse a mim também, afinal minha antiga vida já não existia mais. Meu lar agora é uma ilha e eu me sinto mais só do que nunca.

Tive um sonho ainda mais arrepiante do que os que costumava ter desde a noite no castelo... via uma luz branca muito forte, me cegava, ouvia vozes que sussurravam algo inteligível, alguma coisa me instigava a seguir aquela luz, mas quando a alcancei, tudo o que vi foi o vulto de uma mulher flutuar e desaparecer. Por algum motivo estranho, aquilo me assustou. Acordei e me sentei na cama, a luz forte do sol atravessava a cortina de folhas da porta. Talvez uma poção para insônia acabe com esses meus pesadelos de uma vez...

Me levantei e prendi os cabelos, penteando a franja na altura dos olhos com os dedos. Pouco antes de sair da cabana, avistei um pequeno pedaço de pergaminho no chão e o apanhei.

“Seu par de adagas está pronto. Pode vir buscá-las quando acordar. Ainda acho que poderia ter comprado um novo par com o dinheiro que gastou reparando-as.

Diga a Faelern que ele precisa me pagar pelo arco que pegou “emprestado””.

Victor.

Saí da cabana e dei logo de cara com uma das boas pessoas que conheci na ilha.

– Aida! – Glenn acenou de cima da rocha onde estava sentado pescando – Você é exatamente a pessoa que eu queria ver.

– É mesmo? – coloquei a mão sobre os olhos para bloquear a luz do sol – E por quê? – me aproximei do pescador.

– Tem uma boa leva de camarões naquela rede, acho que você é a pessoa certa para pegá-los para mim antes que a correnteza os leve para casa.

Eu ri – E eu sou a pessoa certa? Estou ofendida.

– Ora, vamos. Te pagarei por isso. – ele retrucou enquanto tirava o anzol da boca de peixe que ainda se debatia.

– Oh, agora está falando minha língua. – isso o fez rir. Entrei no mar com os pés descalços, a água estava quente. Puxei a rede de pesca, virando os camarões numa bacia de madeira, soltando os que haviam ficado presos entre as linhas e então devolvi a rede ao mar. – Irei cobrar isso, Glenn!

– Não se preocupe, Aida, sabe que pago bem! – ele devolveu com humor.

Uma visita a Victor para pegar minhas adagas e então quem sabe eu esteja disposta a caminhar um pouco pela ilha. Minha vida aqui não é muito interessante, vivo fazendo qualquer coisa que me paguem pelo serviço e nunca saio da ilha. É tanta emoção que quase não cabe em mim...

– Ei, Aida! – Victor acenou ao ver que eu estava chegando.

– Olá Vic. Vim pegar minhas belezinhas – sorri.

– Direto ao ponto... – ele revirou os olhos. – Eu incrementei um pouco, mas achei que iam ficar exatamente como você gostaria. Espero estar certo.

– Vamos logo com isso... – realmente não havia palavras para descrever as armas que ele me entregou. Apesar de ter mantido seu formato original, não se pareciam nada com as adagas que deixei com ele há algumas semanas. O cabo era colorido em vermelho rubro e adornado com pedras negras que brilhavam com a luz do sol, a lâmina negra dava uma sensação estranha e ao mesmo tempo deliciosa de poder e era muito mais leve do que eu me lembrava.

– Uau! Estão perfeitas, Vic... Muito obrigada mesmo. Te vejo por aí! – fui saindo com um sorrisinho amigável, mas ele me segurou.

– Espere Aida... Eu estava pensando se não gostaria de jan...

– Victor bom dia! – o elfo chegou interrompendo-o – E... Solyn.

Qual será o problema dele em compreender o meu nome? – Faelern, já disse que meu nome é Aida. A-I-D-A.

– Você é uma chave, não é? Sendo assim, Solyn. – ele insistiu.

– Eu ainda tenho um nome. – era como discutir com uma criança. Victor só olhava, o vento bagunçando os cabelos longos e ruivos.

– Não há nenhuma necessidade de chamar um objeto por um nome em especial.

– Eu ainda vou matar você. Preciso falar com Ava. Até mais Vic. – deixei Faelern falando com o vento e saí o mais depressa possível. Aquele elfo me dava nos nervos.

Caminhei de volta para a praia, seguindo por uma trilha entre as árvores e então chegando à uma cabana velha, mas organizada, era onde vivia Ava, uma alquimista realmente muito talentosa, mas um tanto maluca.

– Como se lembrar de algo que você não consegue? – ela falava sozinha enquanto andava de um lado para outro em sua casa.

– Tente com mais perseverança? – tentei uma resposta, mas ela ao menos pareceu notar que era eu.

– Não, não... Isso nunca funciona. Será que era algo com sal? Ora, eu sabia a resposta há alguns minutos. – ela continuava falando sozinha.

– Ava...

– Seriam vermes...?

– Ava! – chamei alto.

– Oh, Aida, não tinha visto você aí, quando chegou? – pelos deuses...

– Ouça, preciso de sua ajuda. Meus pesadelos estão ficando piores, não consigo dormir direito... Me lembro de você ter dito algo sobre poções do sono.

– Posso te dar poções do sono, mas sabe que isso não irá resolver seu problema, Aida. – ela parecia totalmente consciente agora.

– Eu sei. Mas não tenho ideia do que esses sonhos significam, eles simplesmente não me deixam em paz.

– Estive pensando no dia em que Faelern encontrou você. Estava quase morta nos escombros do castelo, mas aquela construção havia desabado há meses.

– Eu sei. Na verdade não sei... Já disse o que me lembro. Estava com meus amigos no castelo, nos separamos para pegar Diego e então aconteceu.

– Diego, o líder da organização, certo?

– Sim. Foi tudo uma armadilha, depois disso eu não me lembro de mais nada, apenas da cara feia de Faelern e então de acordar aqui.

– Me lembro de você ter mencionado algo sobre ser uma chave. – ela me pergunta isso toda a santa vez que eu apareço aqui.

– Sim. Diego me disse que eu era a suposta chave que abriria o portão para o Reino Antigo. Ele também disse que a chave morreria depois do processo, mas...

– Você está viva. Alguma chance desta informação estar errada?

– Duvido. Ele parecia muito certo de seu triunfo. Ainda assim não posso arriscar ser vista por nenhum dos homens dele. Qualquer coisa que o prove que estou viva pode fazê-lo machucar pessoas que eu amo para que ele possa me ter. – me sentei no monte de almofadas que ela deixava como sofá. – E é por isso que não posso dizer para eles. Não posso contar a verdade a meus amigos e não posso deixar esta maldita ilha. Sem ofensa. – me defendi. Gostava das pessoas dali, exceto do irritante Faelern, mas a calmaria daquele lugar me deixava irada – Queria ao menos contar a Sky, ela deve estar em algum lugar se culpando por tudo... – não estava pensando somente em Sky e isso ficou transparente.

– Pensando em alguém especial? – perguntou Ava com a voz tranquila.

Suspirei – Às vezes me pergunto se ele não era “a pessoa”... Eu sinto como se o conhecesse há anos e cultivasse esse sentimento por muito tempo... E nem sei se o verei outra vez. – mordi os lábios, estava falando demais. A falta de amigos com quem desabafar me deixava louca.

– Às vezes você precisa deixar isso fluir, Aida... talvez você não seja tão forte quanto acha que é.

– Se esse é o caso, Ava, então eu só tenho que treinar mais.

– Certo, certo. Bem você disse que queria uma poção do sono, infelizmente eu não tenho todos os ingredientes e estou ocupada arrumando esta pilha de livros. – ela apontou para uma bagunça enorme num canto da casa – já sabe quais são, traga-os para mim e prepararei a poção.

Sorri para ela em agradecimento e saí da casa, entrando na floresta para buscar o que ela precisava. Um pequeno punha de sombra noturna – uma pequena flor roxa um tanto alucinógena – alguns cogumelos-taça cor-de-rosa – ótimos para fazer qualquer um dormir – e cerejas-dedal.

Talvez uma caminhada pela floresta desse a Ava algum tempo com seus livros e um descanso de suas conversas loucas e repetitivas. Saí da trilha, caminhando por entre as árvores, o medo de me perder não existia, afinal eu conhecia aquela mata como a palma de minha mão. Depois de um longo tempo caminhando a esmo, ouvi passos atrás de mim e me virei, já imaginando o que teria que dizer para afastar Faelern desta vez. Mas ao me virar não me deparei com o elfo de pele bronzeada e cabelos louros. Era um homem de idade avançada, cabelos grisalhos e barba longa, vestido num traje surrado e velho.

– Você é nova por aqui? – ele falava lentamente.

– Por que tem sempre alguém me seguindo? – perguntei para mim mesma, mas pelo visto o fiz em voz alta.

– Desculpe-me, fiquei curioso então estava te observando... – ele respondeu no tom lento.

– O senhor precisa de algo? – perguntei para compensar a grosseria.

– Preciso de algo? É você quem precisa de alguma coisa, senão por que estaria aqui? – ele fez uma longa pausa para respirar – Uma ladra? Uma pirata? Quem sabe uma mercenária muito frágil? – o homem ponderava sobre o que eu poderia ser enquanto me analisava de cima abaixo – Não... cabelos brancos, mas não é velha... Nobre. Mas isso não está certo. Você tem a aparência de um nobre, mas não...

– Não me pareço com um, sim eu sei. Já ouvi muito isso. – revirei os olhos.

– Mas talvez seja verdade...

– Sabe algo sobre mim? – perguntei na esperança de que talvez ele esclarecesse alguma coisa.

– Você? Não... Quem é você? – ah, velho louco. – Diga-me nobre, o que procura nesta ilha?

– Refúgio.

– Refúgio? Seja lá do que um nobre está se escondendo, deve ser aterrorizante. – ele olhou para o que eu carregava – Sombra noturna, cogumelos-taça e cereja-dedal... Paralisia? – ele pensou por um momento. – Não. Poção de sono. Por quê?

– Apenas um pequeno problema com pesadelos, nada demais.

– Que coisa mais ridícula. Nobres não sonham. Eles veem.

– Eu tenho certeza que sonhei com um macaco voador cavalgando uma banana, no dia em que cheguei aqui, se isso não é um sonho então o fim do mundo está próximo.

– Mas creio que com o pesadelo é diferente... – esse homem está muito intrometido. Mas até agora eu não me arrependi de dar detalhes para ninguém aqui nesta ilha, sempre consegui ajuda. Então nada me impede.

– Desde o colapso do castelo eu tenho tido este mesmo sonho. Por dias, meses... Mas nos últimos cinco meses ele se repete sempre e cada vez parece mais real. Alguém... Alguma coisa me chamando. Dizendo coisas que não compreendo.

– Castelo? Espere... Você... – ele estreitou os olhos, como se tentasse ver além de mim – Você abriu um portão?

– Bem, aparentemente sim.

– Mas você deveria estar...

– Morta?

– Morta... Uma chave que não morre ao abrir um portão... Hm. Curioso. E problemático – ele acariciou a barba. – A abertura do primeiro portão é realmente problemático... Talvez algo tenha interrompido a abertura.

– Não senhor. – por Eana, quando foi que o elfo chegou? – O portão foi aberto. Eu vi com meus próprios olhos. A torre veio abaixo e o cristal desapareceu.

– Diga-me. Ava ainda tem sua casa de alquimia? – o velho perguntou.

– Sim senhor. – Faelern respondeu.

– Me encontrem lá. Se eu tivesse sabido antes... – ele respirou fundo – Bem. Me encontrem lá!

– Estou com problemas? – perguntei com um sorrisinho forçado depois que o homem se foi, tentando extorquir alguma informação daquele elfo cabeça dura.

– Você é o problema, Solyn.

Acabei deixando-o para trás na floresta e voltei para a casa de Ava, encontrando-a discutindo com o velho.

– Malvin, sabemos que o Reino Antigo não é nada mais do que fantasia, você prometeu deixar isso de lado!

– Achei que confiaria em mim, sendo minha estudante.

– Sempre fui contra sua obcessão pelo Reino Antigo, além do mais Aida está traumatizada. Pelos antigos reis, uma torre caiu sobre a cabeça dela!

Estão cogitando que eu esteja louca?

– E mesmo que ela realmente tivesse aberto o primeiro portão, há centenas deles, levariam anos até o que se pudesse provar qualquer coisa.

– Após a abertura do primeiro, os outros se abrem sucessivamente até o que estiver preso lá dentro seja libertado.

– Ei, esperem um segundo! – intervi – “O que estiver preso”, há algo que eu deva saber?

– O que você sabe sobre o Reino Antigo, Aida? – Malvin perguntou, ignorando a careta de Ava.

– Foi um lugar construído por elfos da lua, homens e anões juntos, de início era um belo lugar, mas então “algo” aconteceu. Não sei, não sou boa com história.

– Ninguém sabe de fato o porquê do Reino Antigo ter sido perdido, mas alguns acreditam que os necromantes descobriam um modo de reverter o ritual da Ascensão.

– Reverter?

– Originalmente o ritual consistia em libertar a alma de um rei morto para seu lugar em Erani para que descansasse em paz. Mas os necromantes conseguiram aprisioná-la no corpo de um mortal. O que o ritual criou foi algo totalmente diferente, não se sabe o quê, mas foi a ruína do Reino Antigo. Quando isso aconteceu, os necromantes abriram portões em toda Arúnia e então trancaram sua falha, trazendo consigo as chaves, ou se preferir que eu os chame assim, os nobres. Todos esses portões eram selados por apenas um, o mais importante. O primeiro portão. Assim, se algum deles era aberto por engano, poderia ser rapidamente selado, mas se o primeiro fosse aberto, não haveria volta. Eu não sei como encontrou o primeiro portão ou como o abriu, mas quando fez, condenou a todos nós.

– Não foi minha culpa! Eu ao menos sabia sobre isso, muito menos que eu era a chave. Talvez haja um jeito de fechá-lo... Alguma coisa que poss...

– Não... Se o primeiro foi aberto, não há o que se fazer.

Mordi os lábios, assentindo com a cabeça e então notando o tamanho da bola de neve.

– Está me dizendo que eu matei todos nós?

– Provavelmente. – ele respondeu friamente.

– “Provavelmente”? – me irritei – Não há nada que eu possa fazer? Tem que ter alguma coisa!

– Aida, se acalme. – falou Ava pacientemente – Malvin sempre foi fascinado pelo Reino Antigo, há a possibilidade de que o que ele está dizendo seja mera lenda.

– E se não for? A coisa que está lá dentro matou milhares de pessoas. Acabou com um reino inteiro, se realmente libertei aquilo, matei mais milhares! – aquilo estava me desesperando. – Pelos deuses... Preciso ver Sky.

– Ainda que seja verdade, levará anos para que o último portão se abra e liberte o que há lá dentro. Ainda temos tempo para descobrir mais sobre isso. – a calma dela era impressionante. – Existe a grande biblioteca ao norte de Ildis. Você precisa ir até lá e descobrir tudo o que puder sobre o assunto.

– Ficou maluca? Não posso colocar a cara em Ildis, estou morta se lembra? Meus amigos podem ser mortos.

– Então acho melhor avisar seus amigos. Se a teoria de Malvin estiver correta, o que vem por aí é muito maior do que as Águias.

– Ótimo... Isso é simplesmente ótimo, por que eu sempre estou no meio de eventos caóticos?

– Antes de se dirigir à Ildis, deveria visitar uma pequena vila Lith chamada “Ratta”. O líder Seeru é a pessoa mais entendida sobre o Reino Antigo que eu jamais conheci. – falou Malvin.

– Mais uma coisa – disse Ava – Faelern... – ah não. – Quero que vá com Aida.

– O quê? Por quê? – ele pareceu tão desconsertado quanto eu.

– Por que ela precisará de toda ajuda que puder ter e eu confio em você.

Ora, mas isso não quer dizer que eu o queira perto de mim.

– Mas eu...

– Pense nisso como um favor em troca de sua vida. – Ava rebateu antes que ele pudesse protestar.

– Sim, Ava...

– Isso vai ser doloroso. – falei, revirando os olhos e saindo da casa.

– Te encontrarei no porto hoje à noite. Não se atrase. – Faelern falou antes que eu pudesse me distanciar demais.

Quando a noite caiu, quente e abafada, deixei minha cabana nada feliz com a jornada em péssima companhia que teria que enfrentar. Mas tive a boa sorte de encontrar Victor no caminho para as docas.

– Olá, Aida. – ele me cumprimentou.

– Boa noite, Vic.

– Ouvi que está indo embora.

– Sim... Preciso consertar algo que baguncei...

– Bem... Eu queria dizer que... Que... Bem, se não nos encontrarmos de novo, eu...

Eu sei o que ele queria dizer, mas também sabia que eu não queria ouvir. Não quis que Victor desenvolvesse aquele sentimento por mim, ainda mais pelo fato de eu ainda estar extremamente ligada à Zander.

– Vic... Eu realmente preciso ir depressa. Duvido que o navio vá esperar por mim... – falei um tanto sem graça.

– Bem, eu só queria dizer que um dia farei o melhor par de adagas que você já viu em toda sua vida! – ele sorriu. – Não morra e tome cuidado! – ele acenou de longe.

– Se cuide, Vic...

Cheguei nas docas e é claro que meu elfo marrento estava esperando.

– Está atrasada.

– Você é pior que um relógio. Queria que tivesse uma placa “proibido idiotas a bordo”...

– E por que colocariam uma placa dessas? – ele perguntou sério.

Bufei. – Você sabe o que é uma piada? Pelos deuses, precisa se animar.

– Você é animada o suficiente por nós dois. O que é engraçado, considerando como destruiu toda a vida em Arunia.

– Preciso de uma bebida... – dei as costas para ele e subi no navio.

– Bebida é apenas um escape temporário de seus problemas.

– Eu preciso de um escape temporário de você!

Notas finais
E então, o que acharam? Podem me dizer, eu deixo XD