As músicas que me guiaram
22 Aproveite a visão
Notas iniciais
Lydia estava nervosa. Muito nervosa. Os joelhos tremiam, as mãos suavam e tinha certeza de que o rosto estava corado demais. No entanto, os olhos castanhos de seu melhor amigo a acompanhava de forma tão desconcertante, apaixonante, que era impossível desistir do desafio.
Ela avançou dois passos para frente e apesar da timidez, seus movimentos pareceram firmes para todos que a observavam. Os joelhos nus roçaram no jeans grosso que cobria as pernas de Stiles.
A menina fechou os olhos mais uma vez e se permitiu se deliciar com a música conhecida e de bom gosto que dominava o ambiente da festa. Jogou a cabeça para cima, apoiou as duas mãos na nuca e bem de leve, girou o quadril.
Gostou de sentir a forma como suas pernas se esfregaram contra o jeans de Stiles e por isso, rebolou de novo. Dessa vez fez um movimento mais firme, o que fez que a saia curta que usava subir mais por suas coxas.
Aproveitando as mãos sobre a nuca, levou os dedos até o rabo de cavalo que continham os fios ruivos. Se livrou do elástico de cabelo em um único puxão e balançou a cabeça para os lados, deixando que as cascatas acobreadas se libertassem e caíssem por cima das costas e seios.
Abriu os olhos e viu que Stiles estava pálido, os olhos arregalados e boca entreaberta. Ela sorriu e jogou o elástico no colo dele como se de alguma forma, aquilo fosse sugestivo. O garoto arfou alto.
A Martin se afastou um passo, mais segura do que fazia. Balançou o corpo para os lados nos momentos certos em que as batidas da música marcavam o tempo. Rebolando, virou de costas bem devagar, como se estivesse com preguiça de girar o corpo.
Assim que ficou com as costas viradas para Stiles, empinou o bumbum e deslizou as pequenas mãos até as coxas. Alguns assobios masculinos se sobressaltaram por cima da música e para não paralisar, Lydia precisou fechar os olhos mais uma vez.
Se ela encarasse as pessoas desconhecidas que assistiam a dança sugestiva, não conseguiria continuar. Então, continuou se concentrando apenas em Stiles.
Lydia seguiu seu instinto, realizou os desejos do próprio corpo. Rebolou muito, se empinando o máximo possível para Stiles, se oferecendo para ele. Quis que ele enxergasse a cor de sua calcinha e por isso, teve a coragem de levantar um pouco a saia e inclinar bem o tronco para frente, quase encostando o bumbum no rosto do garoto.
Quando voltou a virar de frente para o amigo e abriu os olhos em busca do rosto familiar, se surpreendeu ao ver a ereção nada discreta marcando na calça de Stiles. Ele lambia os lábios de forma quase compulsiva, as mãos estavam fechadas em punho e chegavam a tremer com a força que fazia para se conter.
Ela o encarou por tanto tempo, que seu corpo parou de se mover por vários segundos. Não conseguia acreditar no quanto o garoto estava excitado, vê-lo daquela forma era desconcertante.
— Continua — ele pediu com a voz muito grave, sedutora.
Apesar da música alta, Lydia teve a sensação de que a voz de Stiles se tornou o único som que era capaz de ouvir. Arfando, devorando o Stilinski com o olhar, ela inclinou o corpo para frente e apoiou as mãos nos joelhos do garoto.
— E-eu estou... — apesar do desejo de provocar, Lydia travou no meio da fala. Engoliu em seco.
Stiles também se inclinou para frente, deixando o rosto a centímetros do da melhor amiga. Sua respiração era pesada e a pele estava sendo coberta por gotículas de suor. Deixou o hálito atingir a menina por diversas vezes seguidas.
— Você está molhada, pequena? Está excitada por se exibir assim para mim?
Bastou ouvir aquelas palavras, para um arrepio gélido subir pela coluna de Lydia, da base até a nuca, lhe preenchendo com uma dose de adrenalina e coragem.
— Isso que você ia falar, não é? — Ele perguntou ansioso por uma confirmação vindo de Lydia.
Ela não respondeu. Stiles a conhecia o suficiente para ter a certeza de que tinha de fato, adivinhado as palavras que ficaram presas em sua garganta. A Martin apenas continuou o encarando e voltou a se mover.
Devagar, deslizou as mãos que continuavam sobre as pernas de Stiles para cima. Alisou os joelhos, alcançou as coxas e então, rompeu o toque e de maneira repentina, sentou sobre ele.
Os gritos que surgiram foram tão altos, que era impossível ignorar. Vozes masculinas e femininas proferiram ao mesmo tempo exclamações de elogio, surpresa e incentivos para que Lydia continuasse a dança.
E ela continuou.
O rosto vermelho de vergonha, no entanto, criando coragem através dos olhos castanhos, apoiou os braços ao redor do pescoço de Stiles. Em resposta, ele agarrou suas coxas expostas com uma força exagerada, fazendo um enorme esforço para não apertar sua bunda na frente das pessoas.
Ela dançou em seu colo, movimento o quadril de maneira que fazia com que se esfregasse por cima da ereção bem formada. Stiles apoiou o rosto no ombro de Lydia e começou a grunhir de prazer. Só a Martin podia ouvi-lo.
Aquilo se tornou muito mais do que ambos os adolescentes podiam suportar. A menina sentiu seu interior se contorcendo e o desejo era tanto que seu líquido começava a escorrer pelo interior das pernas.
Stiles estava recebendo tanto estímulo com a dança da menina, que percebeu os sinais de que estava prestes a alcançar o alívio por baixo da calça, no meio da festa.
— Chega! Desafio cumprido! — Ele gritou aquilo, desesperado.
Inclinou um pouco a cabeça para o lado e viu que Isaac gargalhava, balançando a cabeça positivamente. Então não esperou mais nada. Ajeitou melhor as mãos nas pernas da melhor amiga e tomou impulso para ficar de pé, a trazendo consigo.
Lydia arfou, surpresa e se preocupou em tentar puxar a saia para baixo, querendo evitar maior exposição do corpo. Stiles andou rápido para fora da roda, sem se preocupar com que os outros iam pensar.
A menina só entendeu para onde ele estava a levando quando viu o céu escuro acima de sua cabeça. Eles estavam do lado de fora da casa e só ai, com cuidado, Stiles a colocou no chão.
— Não chega muito perto de mim, por favor. — Stiles pediu e a confusão de Lydia transbordou de seu rosto. Teve receio de que ele tivesse se chateado com algo. — Estou me controlando para não agarrar você.
— E-eu... — A voz de Lydia morreu por uns instantes. Ela abaixou a cabeça, envergonhada. — Não quero que você se controle.
Stiles rosnou. O som animalesco veio de sua garganta e no mesmo instante agarrou os pulsos da melhor amiga e a empurrou contra a árvore mais próxima, levantando seus braços acima da cabeça e os prendendo ali.
— Nossa primeira vez não vai ser hoje, Lydia — Ele estava tão decidido que sua voz parecia quase zangada.
— Só por que nossos pais estão em casa? — Ela balbuciou a pergunta, choramingando. Os olhos fixos nos lábios finos tão perto de si.
— Sim, pequena, porque tenho que certeza de que eles iam acordar com você gemendo meu nome.
Lydia estremeceu e não teve nenhuma chance de falar, pois os dentes do menino foram de repente ao seu pescoço. Ele mordeu sua pele e puxou, para depois distribuir inúmeros beijos molhados.
A menina se arrepiou e jogou a cabeça para trás. Suas mãos presas lutaram contra o aperto de Stiles, porém ele não a libertou. Primeiro, Lydia tentou morder os lábios para se manter em total silêncio, mas logo fracassou e passou a suspirar alto demais, demonstrando sua satisfação.
— Está incomodando muito... — Ela reclamou em algum momento, esfregando as pernas uma na outra enquanto o pescoço continuava a ser atacado.
Stiles não perguntou o que a incomodava, ele já sabia o que era. Forçou mais o aperto contra seus pulsos e subiu os lábios até a orelha, onde mordiscou com cuidado e arriscou lamber.
— Quer que eu resolva isso? Que faça você gozar?
— Q-quero.
Sorrindo, o garoto viu a timidez típica dominando Lydia. Ela estava com os olhos fechados e o rosto muito vermelho. Stiles roçou o nariz contra seu maxilar, se deliciando com a fragrância da menina, provocando mais arrepios nela.
— Vai continuar querendo, pequena. Hoje você vai se resolver sozinha.
A frase sussurrada foi acompanhada de uma risada. Mesmo com a ereção dolorida, Stiles se afastou bruscamente de Lydia e começou a andar, se distanciando da garota arfante.
— Stiles! — Lydia gritou seu nome e inconformada, acelerou o passo para alcançá-lo.
Ele continuou andando sem olhar para trás, no entanto, mãos pequenas atingiram suas costas. Ele arfou, surpreso com o toque bruto e logo em seguida, foi puxado para trás pela camisa.
— Você não vai me deixar assim! — Ela foi agressiva, a voz irritada e decidida.
Usando toda força que tinha, Lydia levou as mãos aos ombros de Stiles e fez com que ele virasse de frente para si. Imitando o que ele tinha feito minutos antes, o empurrou contra um carro estacionado na rua e o beijou.
Ela mordeu os lábios dele com muita força e o beijou sem a habitual delicadeza. Estava faminta pela boca do melhor amigo e demonstrou isso ao guiar o beijo que lhe roubou todo o fôlego.
O menino ainda estava atordoado, tentando acompanhar o beijo quando sentiu a pequena mão apalpando sua ereção. Ele interrompeu o beijo de rompante, grunhido de satisfação por causa dos dedos inseguros que começaram a lhe cariciar por cima do jeans.
— Lydia... — Ele murmurou o nome da menina com alguma incoerência na voz. Estava extasiado pelo desejo.
Ela parou o toque indecente, voltando as mãos para o pescoço conhecido e fazendo força para que Stiles se inclinasse para ela. Assim que conseguiu o que queria, mais uma vez, iniciou um beijo.
O Stilinski pensou que não tinha mais nada que Lydia pudesse fazer para surpreende-lo. Ele nunca esteve tão enganado. A menina, inquieta ao sentir as palpitações entre as pernas, começou um movimento impensado com o corpo, se esfregando contra o melhor amigo.
Stiles só conseguiu gemer durante o beijo e tomou a liberdade para agarrar, finalmente, o bumbum arrebitado mal escondido pela saia curta. Ela continuou se roçando nele, sem nem a timidez a impedir de continuar o ato imoral.
— Pequena, nós estamos no meio da rua...
— Não quero parar. — Ela reclamou com os lábios ainda grudados na boca que tanto amava.
— Tenho uma ideia!
Aflito, Stiles saiu de perto do carro e agarrou a mão de Lydia, entrelaçando seus dedos e a puxando com grosseira para que a seguisse. Andaram um ao lado do outro na rua vazia devido o horário.
— O qu...
— Você vai ver! — Percebendo o ânimo na voz do menino, ela se calou.
Andaram até quase chegar a casa de Stiles. Lydia estava confusa, no entanto, não tinha sanidade para formular frases completas, por isso, continuou o seguindo, analisando a forma como ele andava e o quanto era lindo.
Quando a casa dos Stilinski já estava a vista, o garoto virou em uma pequena rua e andou em direção ao início de floresta que ficava logo atrás de sua casa. A Martin foi preenchida por uma sensação de familiaridade e finalmente entendeu.
— Stiles, a casinha deve estar imunda! Faz anos que nós não...
— Ela está limpa, Lydia. Estava preparando tudo para nossa primeira vez! — Muda de surpresa, a garota o encarou com os olhos meio arregalados. — Por isso eu queria esperar, para terminar de arrumar.
Quando pequenos, o pai de Stiles fez uma casa da árvore para o filho e a Lydia poderem brincar. Eles iam sempre ali, a Martin fingia que era um castelo e o garoto gostava de imaginar que era uma casa infestada de zumbis.
A casa era bem pequena, feita de madeira e ficava em uma árvore antiga e robusta. Era atrás da casa dos Stilinski, com alguns metros de distância de modo que os pais do menino tinham fácil acesso, mas ao mesmo tempo, dava privacidade para as crianças, pois algumas árvores menores cobriam o lugar.
Aquela casinha sempre foi um lugar só deles, mas com o tempo, foi esquecida.
— Você estava preparando desde que eu... — Como costume, Lydia travou na fala por um resquício de timidez.
— Não, eu comecei a preparar bem antes de você dizer que estava pronta para transar — Ele confessou com um sorriso malicioso, enquanto alcançava a escada que levava até a casinha — Eu já sabia que você ia querer, então estava me preparando para ser especial.
Lydia pensou em reclamar, no entanto, quando entrou na casinha e Stiles pegou uma lanterna e acendeu, revelando o interior, ela voltou a fechar a boca. A primeira coisa que lhe chamou atenção foi a pintura renovada do lugar, não tinha mais nenhum resquício de tinta descascada.
— Stiles...
— Foca em mim, Lydia! Não na casa. — Antes que a menina pudesse interpretar as palavras, foi puxada pelo melhor amigo sem ter a oportunidade de observar qualquer detalhe de onde estava. — Ainda bem que tem mais de uma lanterna aqui, eu preciso ver bem seu corpo. — Essa última afirmação foi dita mais para ele mesmo.
A Martin ainda pensava em dizer alguma coisa, porém foi surpreendida quando as mãos grandes de Stiles a empurraram para trás sem delicadeza. Ela tropeçou os próprios pés e caiu no colchão de casal macio que estava centralizado na casinha, no chão, ocupando a maior parte do espaço.
A menina resmungou algumas palavras confusas e ergueu a cabeça, entendendo enfim o que Stiles queria. Ele já tinha se livrado dos tênis, estava com os pés descalços na madeira e posicionado bem em frente a cama. Três lanternas jogadas no chão espalhavam luz o suficiente para que os adolescentes se enxergassem bem.
— Aproveite a visão, sereia.
Desinibido, Stiles agarrou a barra de sua blusa e puxou um pouco para cima, revelando a pele branca coberta por inúmeras pintinhas. Olhou para si mesmo, sorriu e com a mão livre acariciou o abdômen por alguns instantes.
Bem devagar, ele puxou o tecido para cima e o arrancou pela cabeça, mostrando o corpo que possuía uma beleza alarmante. Encarou Lydia e sorriu safado ao ver como os olhos verdes estavam atentos ao seu tronco nu, admirando como se nunca tivesse visto nada tão lindo em toda a vida.
As mãos grandes puxaram o cinto e o jogou no chão em um movimento rápido. Abriu o zíper com a mesma velocidade, no entanto, quando agarrou a calça, ele paralisou as mãos, fazendo suspense.
Lydia não conseguia tirar os olhos do corpo do menino. Estava sentada no colchão, desajeitada, vendo o volume enorme da ereção empurrar o jeans já aberto para frente. Conseguia ver um pedaço da cueca boxer branca escapando da calça.
Como se aquela visão não fosse estimulante o suficiente, Stiles alisou a ereção por cima do tecido, fazendo um carinho breve e depois, apertando com força. Lydia estremeceu no lugar e acabou soltando um barulhinho de admiração.
Por fim Stiles empurrou a calça para baixo, dando a amiga a magnifica paisagem da cueca branca justa e molhada por já estar no limite de seu desejo. Chamá-lo de lindo seria um eufemismo, o garoto parecia ter acabado de sair de uma revista com modelos de cueca.
O rosto demonstrava uma confiança atraente, os olhos castanhos pareciam alguns tons mais escuros. Os lábios finos estavam inchados por causa dos beijos recém dados, o corpo pálido era magro na medida certa, com pequenas definições que encantavam Lydia.
— Vou deixar isso para você tirar — Anunciou gesticulando para única peça que ainda vestia.
A Martin, ansiosa, nervosa, mordeu o lábio inferior e ergueu os dois braços para cima, como se pedisse um abraço. O Stilinski sorriu e foi até o colchão, porém, antes de dar a devida atenção que ela pediu, tirou os sapatos da menina com puxões brutos.
Ela deu uma risadinha surpresa e ele continuou sorrindo ao se ajeitar por cima do corpo da garota. Fez com que ela deitasse e encontrou espaço entre suas pernas, apoiou os braços ao lado da cabeleira ruiva.
— Ainda não acredito que Lydia Martin fez uma dança sexy para mim no meio de uma roda!
— Eu amo você — Foi a resposta sem graça da garota, desviando o olhar.
— Então foi uma demonstração de amor? — Apesar da zombaria na voz, os olhos de Stiles se derreteram de afeição. — O que acha de mostrar mais um pouco do seu amor?
Lydia o olhou em dúvida, desconfiada. Stiles lambeu os lábios e antes de continuar a falar, levou uma mão para a parte de trás da saia da menina. Sentiu onde estava o zíper e em vez de abrir, forçou a peça até ouvir o barulho reconfortante do zíper sendo arrebentado.
— Tira a saia pra mim — Pediu com a voz naturalmente sexy.
A menina arfou, porém não tinha como negar. Desajeitada, envergonhada, tentou puxar a saia para baixo. Ao perceber a dificuldade que ela estava tendo, Stiles saiu de cima dela, deitando ao seu lado para lhe dar espaço.
Finalmente, a garota conseguiu tirar a peça e jogar no chão. Por autopreservação, levou as pequenas mãos a frente da calcinha azul marinho. Stiles soltou um som semelhante a um gemido por ver que a lingerie além de ter sua cor favorita, tinha transparência.
— Agora tira a blusa.
Lydia não entendia como ele podia continuar a pedir mesmo após ver como ela foi desajeitada. Mesmo assim, puxou a camisa para cima, bagunçando todo o cabelo no processo. Ela não fazia ideia de como Stiles considerava linda a visão de como ela se despia mesmo tímida.
Aproximou a boca da orelha da menina e suspirou forte contra sua pele antes de sussurrar:
— Eu quero ver você dançando de novo no meu colo, dessa vez sem ninguém para atrapalhar. — Sua voz estava arrastada de desejo enquanto visualizava o que dizia. — Preciso que se esfregue bem para eu gozar antes de me enfiar em você. — Observou a garota arregalar os olhos e como visivelmente se incomodou com o palavreado que ele usou. — A não ser que prefira que nosso sexo dure três segundos, porque estou explodindo!
Com a nova afirmação, Lydia o encarou com uma expressão engraçada e quando perceberam, os dois riram juntos. Ela também sentia que estava prestes a se desmanchar de tanto desejo, porém não teve coragem de dizer isso em voz alta.
Stiles se ajeitou no colchão, ficando com a barriga para cima. Sorrindo malicioso, ergueu uma mão e chamou a garota para vir. Ainda corada, espremendo os lábios um no outro, a menina foi até ele e sentou sobre seu quadril com as pernas bem separadas.
Enquanto ela ainda tomava coragem para agir, Stiles segurou sua cintura com uma delicadeza inesperada. Os polegares começaram a fazer carinho na pele nua, fazendo movimentos aleatórios e confortáveis, distribuindo ondas de calor e arrepios para a garota.
— Como consegue ser tão linda? — Ele murmurou carinhoso, admirado. — Tudo em você é lindo.
Lydia fechou os olhos, desejando absorver aquelas palavras. Apoiou as mãos sobre o peito do garoto, buscando equilíbrio e conseguiu, finalmente, se mover. Jogou a cabeça para trás e fez com que o quadril se requebrasse para frente e para trás.
Stiles gemeu de prazer, estava sensível demais, todo toque causava explosões em seu organismo. Apesar da temperatura do ambiente fria, ele suava e o coração não descansava, batendo acelerado, martelando em seus ouvidos.
Observando a garota, Stiles desejou conhecer o ritmo da música imaginaria que ela parecia se guiar, por isso, desceu as mãos até o quadril largo. Apoiou bem os dedos ali, apertou de leve e permitiu que os braços sentissem as batidas mudas que ela se guiava.
A menina também começava a suar. O cabelo ruivo, solto e bagunçado grudava na pele suada e o Stilinski gostou disso, do jeito como os fios acobreados se prendiam em seu pescoço pálido.
Os olhos castanhos admiraram sem parar a visão a sua frente. Os seios pequenos escapando do sutiã justo, a barriga lisinha, a cintura bem definida e vermelha pelos apertos que tinha recebido, as pernas pálidas e separadas, deixando que ele encarasse a parte mais intima quase exposta por baixo do tecido azul marinho com transparência.
Lydia começou a resmungar pelo prazer e intensificou os movimentos sugestivos, se esfregando no garoto para aumentar a sensação de alivio. Stiles, grunhindo, levou uma mão ao interior da coxa da menina e tocou no líquido transparente e consistente que escorria por ali.
— Você está muito molhada! — Disse arfando, atordoado.
A Martin não parou de se mover, porém o rosto ficou ainda mais vermelho ao ouvir aquela constatação. Ela não tinha coragem de abrir os olhos e o Stilinski, não conseguia parar de olhar.
Ali, Stiles só conseguia ver, ouvir e sentir Lydia Martin. Ela consumia todos seus sentidos e tudo era tão intenso, que fazia seu peito doer e o trazia a sensação de que os pulmões não sugavam ar o suficiente.
A forma como a garota se movia, comandando o quadril com destreza e jogando a cabeça para os lados, fazia com que de fato, ela parecesse pertencer a um filme de princesas da Disney. Como Ariel, a pequena sereia. Pois ela estava linda demais, perfeita demais, nem parecia ser real.
De repente, o garoto foi dominado pelo medo insano de descobrir que aquilo se tratava apenas de um sonho. Levou as mãos até a cintura de Lydia e a puxou com força, obrigando que o tronco da menina desabasse sobre si.
Ela arfou alto e abriu os olhos, relevando a íris verde intensa. Ficou completamente deitada sobre Stiles, no entanto, seu peso não incomodava o garoto. Ele segurou seu rosto corado e a encarou bem de perto, os narizes se tocavam.
Estavam tão excitados, que mesmo naquela nova posição que não era tão favorável para se mover, Lydia se esforçou para continuar se roçando no melhor amigo. Stiles ajudou com o próprio quadril, erguendo para cima para lhes proporcionar mais conforto.
Foi daquela forma que seus corpos entraram em colapso e pararam de resistir ao excesso de estimulo. Eles nunca tinham sentido um prazer tão intenso como aquele.
As mãos de Lydia estavam sobre os ombros do melhor amigo, fincando as unhas enquanto era preenchida pelo descanso que a invadiu como ondas de calor. Stiles continuou com as duas mãos sobre o rosto da menina, com um toque delicado.
Os olhos estavam perdidos encarando um ao outro. Intimidade e confiança transbordava daquele olhar. Roçaram o nariz em um breve beijo de esquimó e depois, os lábios se encontraram em um selinho inocente.
— Amo tanto você — Stiles sussurrou a frase que a menina jamais cansaria de ouvir. — Estou tão apaixonado...
Ficaram se encarando durante várias eternidades de segundos, esperando que seus corpos se recuperassem para então, unirem os corpos da forma que mais ansiavam.
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