As lendas de heróis sagrados

6 A triste melodia! Uma breve história do passado


Notas iniciais
Olá pessoal!!! Mais um capítulo da Fanfic para vocês, espero que gostem! Agradeço por ter chegado às 99 visualizações nessa semana! Boa leitura.

Após sair da mansão de Rey, Dio seguiu com sua missão de rastrear Sieghart para que pudesse capturá-lo, e chegou até o castelo de Cazeaje, que havia dado ordens para que o mesmo atacasse Canaban.

No caminho para Canaban, Dio se perdeu de Sieghart após um encontro inesperado com uma mendiga que possuía algo que lhe chamou atenção. Um colar Asmodiano em forma de caveira. Objeto que continha um encanto proibido que fazia com que pudesse reparar seus ferimentos através de um poder dimensional. Sabia que isso seria útil para sua luta com Sieghart.

— Ei! Sua velha! — gritou com ela. — Onde conseguiu isso? Me entregue! — pegou a velha pelo capuz negro, invocou sua foice e colocou atrás do pescoço de sua vítima.

— Dio Burning Canyon. — sorriu a velha.

— Como sabe meu nome? — arregalou os olhos de espanto.

— Eu sei de tudo, Príncipe das Trevas. — em um piscar de olhos a mendiga se encontrava atrás dele.

— Quem é você? — se pôs em posição de luta, rangendo os dentes. — Me entregue o colar, agora! Esquife de ossos! — uma enorme boca demoníaca surgiu do solo e engoliu a desconhecida. — Aprenda a ser mais educada. — sorriu confiante.

— Você que poderia ser mais cavalheiro. — Dio se sentiu paralisado ao perceber que ela se encontrava novamente às suas costas.

— Sua maldita! Vou garantir que não sobreviva dessa vez! — correu para próximo dela e canalizou toda sua energia. — Esfera das Trevas! — uma enorme esfera espectral ao seu redor surgiu, causando uma explosão esmagadora em seu interior. — Por que estou tão cansado? — perguntava-se ofegante.

— Não pode me matar Burning Canyon. — respondeu a mendiga.

— O que diabos é você? — olhava assustado.

— Assustado? — perguntou sarcástica. — Sempre fica assustado quando seu poder parece duvidoso não é? Eu posso ver seu coração.

— Não sabe o que está dizendo. Cala a boca! — investiu com sua foice sem sucesso novamente. — Você não sabe nada sobre mim!

— Tão jovem, tão inocente. Como eu disse, eu sei de tudo. — mais uma vez a velha se teletransportou e dessa vez estava bem ao lado de sua orelha. — Garoto da lira. — sussurrou.

— Como… ? — Dio se viu totalmente imóvel, sem reação, completamente vulnerável.

— Vou lhe contar uma história. Então talvez eu dê o colar à você. — falou a mendiga. — Escute com atenção.

Era uma vez, um garoto, um pequeno Asmodiano de uma nobre família militar, os Burning Canyon. Nascido com um destino qual não desejava, tornar-se mais um membro de honra da família, o jovem que cresceu sob o nome de Dio Burning Canyon sempre viveu cercado de um bom coração, cheio de doçura e amor.

Desde que observou algo chamado música se apaixonou pelo som e quis saber produzir também. Apesar de amar todos as notas de todos os instrumentos que pôde observar, o som da lira tocou sua alma, cada corda tocada fazia seu coração vibrar. E era isso que estava decidido a fazer.

Aos 10 anos (no mundo dos humanos), o jovem Dio teve que começar seu treinamento para sua vida militar. Vida que ele não escolheu. Porém nessa mesma idade foi quando conseguiu sua primeira lira, uma dourada com cordas resistentes que produziam sons limpos e vibrantes.

Tocava-a todos os dias escondido de seus pais, em seu grande e solitário quarto. A família Burning Canyon não tinha amigos, apenas aliados e inimigos de guerra. Mas o destino fora generoso e concedeu um segundo desejo ao jovem. Uma amiga.

Dio andava pelo Vale da Ventania na terra de Elyos, onde havia um lindo jardim, procurava um lugar confortável para tocar seu instrumento. Sentou-se no meio de Camélias “Kuro-tsubaki”, flores negras existentes somente naquela dimensão.

Quando estava no êxtase ao som de sua doce lira uma voz o despertou, fazendo-o ofegar de medo. Assim que olhou para cima observou uma bela menina de cabelos rosas sorrindo para ele.

— Desculpe eu o assustei? — perguntou a menina preocupada. — Eu estava passando por aqui e ouvi uma bela música, então era você o dono desse som. — sorriu sentando-se ao lado dele. — Sou Rey Von Crimson River, e você quem é?

— M -meu nome é Dio. Dio Burning Canyon. — respondeu tímido. — Quem é… ? — indagou assustado vendo o homem que estava atrás de Rey.

— Ah, esse é James, meu mordomo, ele sempre vai comigo aonde eu estiver. — explicou. — Não se preocupe, ele não irá lhe fazer mal. Pode tocar sua lira para mim?

Então desde aquele instante, Dio e Rey se tornaram amigos, todos os dias na mesma hora iam se encontrar no Vale da Ventania, para que ele tocasse uma música para ela. Foram dias gloriosos e divertidos, dia após dia a amizade dos dois ia crescendo à medida que iam desvendando um ao outro.

Dio soube que os Von Crimson River eram uma família da aristocracia, e que no futuro Rey poderia ter o direito de ser a soberana de Elyos, o que lhe pareceu algo incrível, mas a garota alertou que nem sempre uma vida de luxo é fácil, ela tinha suas responsabilidades.

Por sua vez, o jovem Asmodiano disse sobre seu destino, e seu dever de se tornar mais um militar como a tradição se sua família planejava, porém não era esse seu verdadeiro desejo. Ele já não suportava mais os pesados e árduos treinamentos que seu pai propunha, queria desistir mas não sabia como.

Mesmo em dias quentes de verão tudo pode escurecer e de repente a chuva destruir tudo. E foi assim que aconteceu.

Mais um dia que os dois amigos se encontravam em meio as flores, o doce Dio não estava muito bem devido ao cansaço de seus treinos. Contava a Rey seus planos de deixar sua família e seguir seus sonhos.

— Jamais irá deixar nossa família na vergonha e miséria, Dio! Vamos já para casa! — esse grito, essa voz, essa imponência. Só de ouvir fazia-o ter calafrios.

— Papai… — disse com os olhos arregalados olhando seu pai furioso.

Assim que chegaram em casa, o pai de Dio, líder dos Burning Canyon, aplicou severos castigos físicos, e psicológicos em seu pequeno filho. Durante uma semana Dio ficou pendurado em seu quarto de cabeça para baixo, sem comida, se água, apenas sozinho… No escuro.

— Está liberado. — disse seu pai cortando a corda que o prendia no teto.

O garoto chorava de dor, sede, fome, tristeza, e ódio. O pai olhava com desdém, e o pequeno de cabeça baixa chorando. Até que por fim secou as lágrimas e olhou nos olhos.

— Eu odeio você! — dito isso quebrou a janela de seu quarto e saiu correndo, sem rumo, sem direção, sem destino, apenas vazio.

Vagando durante meses sob a chuva, os ventos frios, roubando para comer, dormindo onde era possível, Dio encontrou a Floresta do Esquecimento, onde todos os renegados iam para que nunca fossem lembrados. Uma vez lá dentro jamais se sai.

Caminhando sob a névoa espessa, o jovem encontrou uma caverna qual ele podia se abrigar. Após verificar se não havia ninguém, adentrou o lugar. Andando por minutos, talvez horas lá dentro, encontrou o fim. Um enorme lugar em forma de círculo, com apenas uma entrada e uma saída. No centro, uma chama azul brilhando intensamente, que chamou atenção de Dio, que foi ver mais de perto.

— Você, venha até aqui. — o pequeno se assustou ao perceber que vinha uma voz das chamas.

— Quem está aí? — perguntou se afastando.

— Não tenha medo, sou parte de você. Sou o espírito demoníaco, somente o escolhido pode me tocar, e ele é você. Dio.

— Eu?

— Vamos, me toque me aceite. Se quer que seus sonhos sejam realizados deve aceitar parte de você. — chamou a voz.

Sem mais nada a perder em vida, Dio tocou a chama azul e sentiu sua mão esquerda queimar, mas percebeu que ela não derretia. Gritava de dor, sentia seu coração queimar junto, o fogo azul cobriu seus olhos e foi a última coisa que viu.

Quando acordou estava na caverna, estava assustado. Olhou para sua mão e viu que estava diferente, parecia com uma garra demoníaca, não sabia o que era aquilo.

— Escute pequeno jovem. Essa é a mão demoníaca, com um poder destrutivo, ela pode invocar um arsenal de armas demoníacas, assim que dominar esse novo poder, irá mostrar ao seu pai do que você é capaz.

Dia após dia treinou na Floresta do Esquecimento, contra todo tipo de criatura maligna, renegados sedentos de sangue. Cada dia ia ganhando mais poder, mais domínio sobre seu novo arsenal, e fez de sua arma preferida uma foice, Deathstar, qual conseguiu matando o líder de uma facção sangrenta.

Aos catorze anos (idade do mundo dos humanos), partiu de volta para sua casa. Dominou a Floresta do Esquecimento fazendo-a seu território. Apesar de desejar sua vingança, o que manteve de pé todo o tempo, foi a descoberta do amor, de viver para encontrar quem ele amava, Rey.

Ao fim de uma longa viagem, chegou em sua casa, parou em frente a mesma e observou com ódio. Brandiu a foice e a porta se partiu em pedaços.

— O que está acontecendo?! — seu pai com a espada em mão chegou ao local. — Dio? — surpreendeu-se por ver seu filho de volta.

— Olha só, quem eu queria ver. — sorriu sarcástico. — Meu querido pai. Quanto tempo.

— Filho… Você cresceu. — em um instante Dio estava do seu lado e havia cortado sua mão direita que segurava uma espada, e agora o prensava contra a parece segurando pelo pescoço com a garra do demônio.

— Não me chame de filho. Sua escória. — falou entre dentes, com ódio nítido nos olhos.

— Por favor… — falava sendo sufocado. — Não faça isso.

— Implore pela sua vida. — apertou mais.

— Eu imploro… — falou rouco, quase sem voz.

Dito isso o jovem cravou suas unhas no pescoço do pai, causando um enorme sangramento e o jogando no chão.

— Como se sente sendo humilhado e ninguém podendo te ajudar? — perguntou irônico chutando-o para o outro lado da sala.

— Por quê? — perguntava se engasgando com seu próprio sangue.

— Palavras estragam o jogo.

Com isso a sentença final foi dada. Decapitou a cabeça de seu pai com sucesso de sua vingança. O restante dos membros da família observavam assustado.

— Escutem aqui seus covardes idiotas! — pegou a cabeça exibindo-a. — Isso é a prova que sou mais forte do que todos vocês! Eu tenho a garra demoníaca e a Deathstar. Curvem-se diante de mim! Diante de seu novo líder, Dio Burning Canyon, o militar mais poderoso de toda dimensão de Elyos!

— Só há uma explicação para tudo isso. — Dio falou para a velha. — Você é umas da três Parcas do destino.

— Muito bom meu jovem. — elogiou. — Vamos fazer uma aposta, se você ganhar leva o colar, se perder eu e minhas irmãs cortamos o fio da sua vida.

— Fechado. — assim que concordou uma energia mágica envolveu o local onde estavam. — Qual a aposta?

— Qual das três Parcas eu sou? — perguntou.

— Você é Láchesis. A parca que tece o fio da sorte ou do azar, dos ganhos e perdas… — o príncipe das trevas concluíra algo em sua mente. — Espere, foi você… Você que me deu a garra demoníaca, a lira e também… Rey.

— Hum. Como esperado de você. Tome isso. — falou dando o colar para ele. — Cuidado meu jovem, muita coisa te espera.

— Ei volta aqui! — era tarde demais, a Parca havia desaparecido.

Com o sumiço de Láchesis, Dio seguiu com sua busca por Sieghart apesar de agora tê-lo perdido de vista devido sua pausa.

De volta a Canaban, no templo da sacerdotisa, a Parca da sorte volta para falar com a líder religiosa do reino.

— Fiz o que me pediu. O atrasei e entreguei o colar. Agora devolva meu tear. — exigiu nervosa.

— Foi muito bom fazer negócio com você. — riu e entregou o tear para a velha.

— Eu não sei que tipo de magia usou para que sua vida não possa ser interrompida, mas escute bem o que digo, irá se arrepender de brincar com o trabalho dos fios das Parcas, sua magia terá um preço caro a se pagar. — dito isso a velha Láchesis desapareceu daquele mundo.

— Parcas idiotas. Quando tudo estiver em seu lugar, elas não terão mais esse trabalho. — começou suas gargalhadas almejando seu futuro perverso.

O imortal Sieghart, seguia para sua missão de encontrar o guerreiro Uno. Caminhava pelas planícies de Arquimídia, quando se deparou com um trio que ele conhecia muito bem.

— Parado Ercnard. — disse o líder deles. — Prepare-se, aqui será o seu túmulo.

— Morfeu, Phantasos, Ikelos. — apenas com sua energia foi capaz de produzir uma ventania para tirar os capuzes de seus inimigos. — O que querem?

— Vamos vingar a morte de Duel. Você será derrotado, agora.

— É o que veremos. — empunhou suas duas espadas gêmeas pronto para o ataque.

Continua…

Notas finais
Então gostaram?! Espero que sim. Até semana que vem com o capítulo 7.