As lendas de heróis sagrados
7 O lamento dos três! Almas também choram (Parte1)
Notas iniciais
Sieghart, depois de seus mais de 600 anos de vida, se encontrava em umas das situações mais difíceis de sua vida, lutar contra três guerreiros da classe SS de Canaban e também, seus antigos aliados.
— Olha só o que temos aqui. O meio demônio, domador da Crescente, uma das três armas mais poderosas dos Asmodianos, capaz de se tornar qualquer arma existente, Ikelos. — o imortal sorriu e em um piscar de olhos havia arrancado o manto negro que cobria Ikelos, revelando seus dois metros de altura e seu grande porte físico, junto de seu cabelo ruivo e olhos verdes, carregando sua espada, Crescente.
— É bom saber que sua memória ainda funciona. Porque quero que esteja bem lúcido quando eu esmagar você e essa sua presunção, seu moleque orgulhoso. — com os dentes trincados disse Ikelos virando-se para seu oponente.
— Estou louco para ver. Pode vir com tudo, ruivinho. — riu arrancando o próximo manto negro. — Continuando. Agora temos a garota que se tornou fada, mas não qualquer fada não é mesmo?! A Fada Negra. Pena q foi banida de seu reino encantado. — sorriu para Phantasos.
— Sieghart, você pode voltar atrás não é tarde demais…
— Silêncio! — com isso arrancou o último manto negro. — O pródigo da ordem dos magos das trevas. Conhecido como o Mago Negro. Morpheu. Uma pena que você não suportou o ritual da imortalidade.
— Ercnard, prepare-se. Não seremos piedosos como fomos quando você matou Duel na nossa frente, enquanto ele tentava em vão fazer um monstro como você se redimir.
— Que triste história, os alunos observaram o mestre morrer. — riu debochado se afastando dos três. — Eu não tenho tempo para vocês, tem algo muito mais importante pra ser feito. Por um dia quando houve uma amizade entre nós eu fingirei que não os vi, e os deixarei ir embora, sem que eu mate cada um dos três. Já podem ir. — deu às costas seguindo na sua busca por Uno.
— Como acha que vamos embora? Não somos covardes iguais a você! — Ikelos transformou sua espada em uma corrente com uma bola de espinhos na ponta e lançou contra Sieghart.
— Tsc… — tirou uma de suas espadas da bainha de suas costas e parou a grande bola de espinhos. — Então escolheram a morte. — uma única lágrima desceu de um dos olhos de Ercnard. — Que sua vontade seja feita! — mais que depressa pegou sua outra espada e partiu para um ataque direto contra o grande ruivo.
— Vai precisar mais do que ataques básicos para me deter! — Ikelos defendia o ataque de ambas espadas, já que agora suas armas era a barra dupla.
— Barra dupla?! Esperto. — Sieghart se afastou, e quando menos esperava quase foi apunhalado por uma adaga em suas costas. — Que ataque rápido. — sorriu para Morpheu. — Mas não o suficiente.
— Nunca tive intenção de atacá-lo. — foi a vez dele sorrir.
— Como? — um semblante preocupado tomou conta da face do imortal.
— Reino das Ilusões! — os olhos de Morpheu ficaram vermelhos e o corpo do inimigo paralisado.
— O que é isso? — o céu havia passado de azul claro para vermelho sangue, a luz do sol era azul escura e a grama negra como as trevas. — Técnica de controle mental. Isso é destruído com determinação! — brandiu sua espada com fervor quebrando a realidade paralela.
— Ele apenas brandiu a espada e desfez seu reino das ilusões?! — disse Ikelos incrédulo.
— Não se preocupe Ikelos. Isso é o mínimo de se esperar de alguém que enfrentou Dio, o príncipe das trevas, de igual para igual. — respondeu Morpheu.
—Seus vermes. Sumam do meu caminho. — Sieghart partiu para o ataque contra Morpheu, porém Ikelos interviu com sua espada. — Ondas de chamas!
— Cuidado Ikelos! Se as chamas te atingirem você pode morrer! — gritou Phantasos.
Mais que depressa Ikelos recuou evitando as chamas negras. Ercnard sorriu confiante, olhava com desdém.
— Por que está com esse sorriso, Ercnard? — perguntou Morpheu.
— Eu vou te ensinar a não me chamar assim seu… — quando se preparava para avançar percebeu seu corpo pesado, como se tivesse algo extremamente pesado em cima de si. — O que diabos é isso?
— Olhe em volta. — respondeu a fada. — Jardim de flores!
— Só são pétalas, como…? — pétalas de rosas caíam sobre Sieghart, mas a cada uma que pousava em seu corpo era como uma enorme pedra em cima de si. Em alguns segundos estava todo coberto com as pétalas, de joelhos no chão.
— Apenas uma flor inofensiva. — Phantasos riu. — Morpheu, sua vez.
— Prepare-se para se tornar meu boneco, Sieghart! — o jovem mago tocou a sombra do imortal no chão. — Maldição da sombra! — e então ela se conectou a mão dele.
— Acham mesmo que essas flores malditas vão me impedir?! — uma energia elétrica saiu e seu corpo destruindo as flores. — Tempestade Final! — uma onda elétrica era preparada para ser lançada, mas seu corpo não correspondeu. — O que?!
— Sua sombra está amaldiçoada, então ela me pertence, logo, você também. Dance minha marionete, contemple a dança da morte! — controlando o corpo do inimigo, Morpheu fez com que ele largasse as espadas gêmeas e começasse a apertar seu próprio pescoço.
— Pretende fazer eu me estrangular?! — perguntou o imortal rouco, mas ainda com um sorriso irônico. — concentrou toda sua energia. — Eu pretendia usar isso futuramente, mas não tenho alternativa. Fúria Descontrolada! — essa era uma técnica extremamente poderosa, selada por Duel. Ela poderia quebrar qualquer efeito negativo provocado ao conjurador. Logo quebrou a ligação das sombras de Morpheu.
— Duel… Você criou um monstro. Phantasos, Ikelos, preparem-se para atacar com tudo! — gritou Morpheu ao ver a enorme energia emanando.
— Vou mandá-los para junto de seu mestre! — Sieghart bateu com a espada no solo, provocando um enorme raio em direção aos inimigos. — Impacto Destruidor!
— Escudo Milenar! — Ikelos invocou um escudo dourado capaz de absorver qualquer habilidade, porém só pode ser usado uma vez em um longo período de tempo.
— Bem pensado Ikelos. — disse Morpheu. — Adaga das Trevas! — o mago negro invocou sua adaga mágica, o que agora tornava-o um mago assassino.
— Você será o primeiro Morpheu! — partiu com toda sua fúria em direção à Morpheu.
— Visão da Morte! — por um segundo Sieghart se viu em um inferno, mas graças a Fúria Descontrolada, a ilusão se foi.
— Eu já disse… — antes de terminar foi atingido por uma esfera negra.
— Impacto das sombras. — concluiu o mago.
Caído no chão antes que pudesse se levantar, Ikelos possuía um enorme machado, pronto para o decapitar.
— Morra! — atacou com toda intensidade com o machado no chão, pois Sieghart já estava atrás dele, pronto para matá-lo.
— É você que vai morrer!
— Cronoquebra! — Phantasos conjurou um feitiço de distorção de tempo e espaço.
— Já disse que efeitos negativos não funcionaram enquanto minha fúria estiver viva! — gritou.
— Não foi em você que eu distorci. — sorriu a garota.
— Como?! — antes que pudesse se dar conta, Ikelos já havia se virado para atacá-lo com o machado. Phantasos havia acelerado o tempo correndo sobre seu corpo.
— Adeus! — mais que depressa foi capaz de bloquear com uma de suas espadas, mas em uma rápida reação seu machado foi transformado em foice, que rodeou o pescoço do imortal que se abaixou rapidamente e recuou alguns passos, mas Ikelos estava determinado. Começaram novamente uma troca, a foice era extremamente rápida como as espadas gêmeas.
Em um movimento rápido Sieghart conseguiu retirar a foice de Ikelos, sorriu confiante, mas sentiu seu ombro queimar e quando vi,u diversas borboletas negras pousavam nele e ao toque elas se transformavam em chama negra.
— Fadas Infernais. — disse Phantasos.
— Borboletas miseráveis. Impacto mortal! — um enorme tornado de chamas surgiu em volta destruindo todas as fadas. Porém antes que pudesse se livrar delas, Ikelos começou uma sequências de socos contra Sieghart, dessa vez suas armas eram duas manoplas. Terminou lançando-o para alguns metros dali.
Os três de pé observavam que a fúria havia acabado, e agora estava extremamente exausto, ofegante, com os dentes trincados, olhando para eles.
— Droga! Sobrevivi a isso graças a fúria. São os três guerreiros Rank SS de Canaban. Era de se esperar, fui do time deles um dia. Eu não queria ter que enfrentá-los. Mari…
— Pois bem. Já chega, monstro. — disse Morpheu se aproximando, sorrindo. — Nós te demos uma chance de se redimir desde o começo da batalha, mas você é mesmo um novo homem. Não terei piedade.
— Não me faça rir. Por que já está cantando vitória? — nada tirava o sorriso de seu rosto, porém uma lágrima escorreu de um de seus olhos.
— Descanse em paz. — os olhos de Morpheu ficaram totalmente negros e uma enorme energia era emanada. — Magia negra, Tortura das Trevas!
Sieghart começou a gritar e se contorcer de dor. A Tortura das Trevas era uma técnica proibida pela ordem dos magos, por ser uma magia negra poderosa e cruel. Ela precisava de uma grande concentração e canalização de energia negra, e quando aplicada causava uma tortura física e mental no inimigo, fazia com que o corpo fosse atingindo em todas suas células por magia negra, e causava confusão mental, deixando-o louco.
— Morpheu! — gritou Phantasos. — Não pode fazer isso! É proibido, mesmo ele sendo Sieghart. Você sabe que não pode. Isso é demais até para ele.
Ikelos e Morpheu nada disseram. Um apenas assistia, o outro estava determinado em destruir. Morpheu estava dominado pelo ódio e desejo da vingança por Duel.
— Morpheu pare! Você sabe que posso ver as almas, e o que elas sentem. — Phantasos ficou entre o torturado e o torturador. — Não é só você, nem eu, nem Ikelos. Ele também. A alma de Sieghart também está chorando. Nenhum de nós queria essa luta. Não torne isso tão sangrento.
— Por que desde o começo você quer tanto evitar esse combate? Diga a verdade Phantasos. — perguntou ainda aplicando a dor em seu rival.
— Por quê? Porque eu amo Ercnard Sieghart! — gritou a fada chorando observando seu amado ser destruído. — Viagem Noturna da Morte! — a garota atacou Morpheu. Essa habilidade fazia com quem o inimigo dormisse tranquilamente e visse suas melhores memórias até que seu coração parasse de bater.
— O que está fazendo?! — o mago sentiu o sono chegar, se não quisesse morrer teria que interromper a Tortura das Trevas, e foi o que fez. Assim conseguiu anular o feitiço. — Phantasos… — lágrimas também começaram a sair de seus olhos.
— Que linda história de amor… Tsc. — disse Sieghart irônico, ofegante, se levantando. — Perderam sua única chance. — dito isso, acertou um soco em Phantasos que estava em sua frente, fazendo a mesma cair desacordada.
— Não… toque… Na… Phantasos! — Morpheu deu um grito, e sua energia explodiu. Imediatamente começou a troca com as espadas gêmeas, usando apenas sua adaga.
— Parece que irritei um coração apaixonado. — sorriu. A velocidade do combate aumentou, Morpheu não seria capaz de se denfender apenas com sua adaga.
— Morpheu, tenha cuidado! — Ikelos usou sua Crescente para defender o amigo. — Eu cuido dele, vá ver como está a Phantasos.
— Phantasos você está bem?! — perguntou pegando a mesma no colo, usando um feitiço para que ela acordasse.
— Morpheu… Me desculpe. — antes que pudesse dizer qualquer coisa, Morpheu deu um beijo em Phantasos selando seus lábios.
— Eu amo você, Phantasos. — olhou no fundo de seus olhos. — Agora vamos derrotá-lo!
— Espinhos das Trevas! — diversos espinhos surgiram em volta de Ercnard, impossibilitando seus movimentos. — Conhece bem essa técnica não é? Sabe que se tocar em um deles o veneno irá entrar no seu sangue e ficará duro como um desses espinhos.
— Maldito. Tem razão, não posso me mexer, mas a minha espada pode. — enfiou uma de suas espadas em seu abdomên assim destruindo um dos espinhos atrás dele. — Talvez agora eu possa sair. — sorriu e deu passos para trás, mas não esperava pela próxima armadilha.
— Círculo Mágico! — conjurou a fada negra.
— Não! — Sieghart sabia bem o que aquilo fazia.
— Como você já sabe, o Círculo Mágico deixa o inimigo preso dentro dele, além disso ele retira qualquer magia de defesa que você possa ter. E como todos sabem, você não nasceu imortal, logo, agora não passa de um ser humano comum com uma espada dentro de si. — olhou para ele com certa pena e arrependimento.
— Como um rato na ratoeira. Muito bem, definitivamente acabou Sieghart. A morte agora é certa. Você é muito poderoso, sem dúvida poderia matar todos nós, mas não juntos. — concluiu Morpheu.
— E o que vão fazer? Me olhar morrer de hemorragia? — a dor era intensa, já começava a cuspir sangue.
— Pela nossa amizade que existiu um dia, não. Irei te mandar a uma outra dimensão, de onde você não sairá, vagará o resto de sua vida perdido, pensando no que poderia ter evitado. Adeus Sieghart, velho amigo. — dito isso todos os quatro choravam por suas razões, pela amizade de algum dia tiveram. — Onda Espectral!
— Me perdoe Mari, eu falhei, não consegui te salvar. É tarde demais para voltar a ser o que eu era, adeus Mari.
Continua...
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