As cronicas dos Semideuses - A revolução
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem!
Boa leitura ♥
RASTREADA.
O que deve ter acontecido comigo? Minha mente estava a mil, eu não me lembrava de nada, a única lembrança que eu tive foi de sair de casa e deixar minha mãe falando comigo.
-Mãe?- gritei. E nada de resposta.
-Mãe?- levanto, não houve nenhuma resposta.
Saio do quarto, mas estar tudo muito quieto. Minha mãe deve ter saído. Não me lembrava de como ter chegado em casa, o meu bolso vibra, meu celular...
-Alô?- era Samuel
-Oi, Sam
-Você está bem?(ele pergunta) Eu te deixei em casa ontem você parecia muito mal.
-Ah então foi isso! Estou bem Sam, e obrigada.
-De nada. (ele agradece) Eu vou passar ai ok.
-Ok.
Desligo o celular e vou para cozinha, encontrei o bilhete que minha mãe havia deixado.
Mel,
Irei à casa do Cal, estarei de volta às 17hs.
Sua mãe.
Claro é domingo, ela sempre ia visitar o Cal aos domingos. Cal era um amigo de infância da minha mãe, ele apareceu em casa quando eu tinha oito anos de idade, ele sempre foi como um tio pra mim, embora quando eu completei doze anos eu soube que ele amava minha mãe, mas ela nunca parecia perceber.
Eu voltei para meu quarto estava uma bagunça, fiz uma meia sola e fui tomar um banho, estava mim vestindo quando a campainha tocou.
- Já vai- deve sem o Sam
-Samuel espera ai.
Antes que eu terminasse a frase a porta foi arrombada. E desesperada gritei.
Só tive tempo de ver duas coisas antes de correr: primeiro os arrombadores eram dois homens fortes, altos, e mal encarados, e segundo, eles estavam completamente armados, mas não eram armas normais, tipo calibre, e essas que vemos nos filmes, não, estas armas era tipo espadas, facas, adagas, essas que vemos em filmes de chineses.
Eles me viram, e eu disparei para a porta dos fundos, eu geralmente não iria muito longe a pé, disto eu tinha consciência, mas duvidei que eles pudessem vir atrás de mim, eu estava correndo o mais rápido possível, sempre fui uma ótima corredora, e acrobata, mas eu estava apavorada, tinha que me controlar. Peguei meu celular e me escondi em uma cafeteria, liguei pra primeira pessoa que veio em mente...
-Sam!
-Oi desculpa a demora já tô chegando. (ele responde)
-Não Sam, não vá prá lá. Vem pro Cafeteria da flor.
-Mel o que esta acontecendo- ele se preocupou.
-Sam eu to com medo vem logo. — desliguei.
Ele não demorou. Depois de meia hora ele apareceu na vidraçaria da cafeteria, seu rosto estava molhado de suor, seu rosto estava cheio de preocupação, Samuel era mais velho que eu apenas dois anos, ele também era meu melhor amigo, ele era alto, esbelto, cabelos escuros, e olhos claros...
-Melisa- ele entrou- Você esta bem, o que foi, por que esta chorando?- eu não tinha percebido que estava chorando, eu estava tão apavorada...
-Sam eu to com medo, eu estava me vestindo... – E eu o contei a historia toda, eu estava tremendo, e Sam tinha percebido, ele pegou minhas mãos entre as suas e apertou, depois limpou minhas lagrimas e me abraçou, ele era tão bom em me confortar, eu acho que esse era um dos motivos por eu ter me tornado amiga dele.
-Mel, não se preocupe, vamos ligar pra policia, e depois para sua mãe.
-Minha mãe, ela... Eu me esquece dela- peguei meu celular e liguei... Ocupado.
-Ah não, ela não atende- tentei de novo, e de novo.
Samuel pegou o telefone da minha mão e tentou. Deu certo.
-Alô? Senhora Smith, é o Sam, espera um minuto- ele me passou o celular.
-Mãe, por favor, não vá pra casa... — eu contei metade da historia quando terminei ela estava tentando controlar a sua voz, e me mandou ficar na casa do Sam.
Eu desliguei.
-Sam eu posso ficar em sua casa?- eu perguntei
-Claro Mel.
Saímos do Café da Flor, um nome que eu e o Sam havíamos dado quando mais novos, e pegamos a via expressa, Sam tinha a carteira de motorista, e tinha acabado de comprar uma moto. Quando chegamos a sua casa ele me disse que sua mãe havia saído, Sam morava com a mãe, e seu pai havia se separado dela há uns quatros anos, desde então ele e sua mãe morava em um apartamento e sua mãe bancava as despesas, claro ele trabalhava em uma loja de campe, mas não chegava a ganhar um salário. Entramos, seu apartamento era simples, igual ao meu, ele me levou a sala, e sentamos no sofá, ele me trousse uma xicara de café, ele ainda parecia preocupado.
-Mel, você tem certeza que não conhece aqueles caras?
-sim, tenho eu nunca os vi na minha vida, eles eram enormes, eu teria, com certeza, os reconhecido. — Ele não parece se conformar, mas não diz nada. Mas tarde a mãe do Sam chega.
-Boa Noite... Ah, oi Mel como vai?
-Eu estou bem Sra. Jackson. Como vai?
-Vou bem minha querida. –ela responde.
-Mãe, a Mel vai dormi aqui esses dias.
A Sra. Jackson nos olha e depois de parecer pensar por uma fração de segundos ela com os ombros concorda.
Depois do café, eu e a mãe do Sam arrumamos a mesa e lavamos os pratos, ela me levou ao quarto de hospedes e me entregou uns lençóis.
-Obrigado Sra. Jackson.
-Oh querida, me chame de Eliza.
-ok – ela sai do quarto, depois de ter tomado um banho vou para baixo das cobertas.
Era como se meu dia tivesse saído de um filme, eu não sei quem era aqueles homens não sei o que eles queriam na minha casa. A semana se passou e por algum motivo eu estava em estado de alerta, como se eu soubesse que aqueles dois desconhecidos fosse aparecer do nada e me pegar. Eu acho que estou enlouquecendo, pois nem sei se eles estavam atrás de mim, tipo ele poderiam ter entrado no apartamento errado, poderia muito bem ter sido minha vizinha, ela é um pouco estranha. Tá estou pirando, literalmente ela é estranha, mas não aparentava fazer algo ilegal.
No fim da semana estava indo pra casa e minha mãe não havia chegado, ela é uma farmacêutica, e mesmo que às vezes o salário fique muitas vezes apertado ela me proíbe de trabalhar. Ela diz: Você é jovem de mais pra trabalhar. Claro, eu tenho 16 anos, irei fazer 17 no mês que vem, mas ainda sim, sou muito jovem, não discuto já tivemos muito essa conversa e eu sei o que vem se eu continuar, então apenas fico quieta.
Minha mãe chega em casa, com o Cal, seu nome verdadeiro é Carlos, mas a minha mãe o chama de Cal então. Eles trazem alguns sacos e algumas correspondências.
-Oi Mel – cumprimentam-me. Minha mãe me entrega um envelope. Olho e era de uma escola, bom tem mais umas coisas que deveriam saber sobre mim; eu tenho um histórico escolar devastador, eu não consigo ficar um ano em nenhuma escola já passei por seis escolas, e por instinto as pessoas me evitam em todas elas, até esta ultima, mas quando eu estava achando que ia me dar bem nessa escola algo aconteceu; dois dos meus professores tiraram “ferias permanentes” e dois substitutos foram convocados para dar aulas na escola. E quando este novo professor de literatura entra na sala, eu me desespero, ele era alto, tinha os olhos cor de mel, cabelos pretos, e era alto, era lindo fisicamente, mas eu me sentia estranha como se sua aurea fosse negra e apenas eu enxergasse isso. Ok eu estou parecendo uma daquelas charlatãs que se dizem leitoras de alguma coisa. A semana foi toda assim, e os murmúrios começaram deste dia. Todas as meninas, e acredite em mim até as professoras, estavam encantados por estes novos professores. Mas um certo dia em quanto eu andava pelo corredor da escola que estava estranhamente vazia, acabo me esbarrando com os dois e foi ai que minha suspeitas se tornaram reais. Eles me pararam e me fizeram um interrogatório meio que estranho, bom meio era apelido, e quando eu ia confronta-los seus olhos pareceram mudar de cor e sua pele tremeluzir. Depois aconteceram outras coisas estranhas e eles tiveram que se afastar também. O que foi um grande alivio para mim.
Minha mãe esta na cozinha e Cal na mesa de jantar, eles conversavam baixo, abro o envelope, dentro havia uma carta de uma escola chamada Floreia, a carta dizia.
Srta. Melissa Smith
Estamos honrados em convida-la para
Nossa querida escola Floreia, soubemos.
Que você é uma de nós e ficaríamos honrados
De tela em nossa turma.
Ass: T. Rodrigues
Serio? Uma escola chamada Floreia? Penso
-mãe? A senhora já ouviu falar de alguma escola chamada Floreia?- no instante em que disse, minha mãe deixou o prato cair, me levantei do sofá- mãe? Tudo ok?
Fui para o lado de minha mãe ela estava pálida, mas era raro ve-la assim, ele só ficava assim por um motivo: quando eu falo de meu pai. Eu nunca conheci meu pai, a única coisa que ela havia me dito sobre ele era que morreu enquanto trabalhava só isso minha mãe nunca falou sobre como eles se conheceram, ou com quem ele trabalhava, e sempre que eu tocava no assunto ela pirava, literalmente, depois disso eu aprendi a não tocar no assunto.
Ela pegou o envelope da minha mão ainda em estado de choque, ela leu e mostrou ao Cal, ele olhou a carta e compreensão o inundou, ele me entregou o envelope.
-Mel porque você não me deixa falar com sua mãe.
Eu me afasto e vou pro quarto, mas não tranco a porta.
-Clarisse,...
-Eles nos acharam Cal, depois de tudo eu achei que eles iam nos deixar em paz, eu achei que...
-Clari, Clari eles não irão fazer nada contra você.
-Não Cal, você não entendi, agora eles irão atrás dela, e eu jurei que eu não a envolveria nisto eu só quero uma vida normal, eu só quero que ela tenha uma vida normal.
Eu não aguentei fechei a porta e deitei na cama, do que ela estava falando? O que realmente era aqueles homens? Quem era eles? Porque ela nunca disse nada sobre a invasão a nossa casa? No inicio havia achado estranho, mas com o passar do tempo, comecei a pensar que ela havia dado uma queixa e esperado, mas mesmo assim eu a via tensa, mas relaxei, eu não deveria me preocupar, se minha mãe não tentava demonstrar nenhum sentimento que deixasse transparecer que havia algo errado. Mas agora, tinha algo errado e ela estava apavorada, ela continuava a conversar com o Cal, eu não queria mais ouvir, me levantei e sair.
-Mãe to saindo.
-Mel, espere temos que conversar. – Ah, agora ela quer conversar- pensei.
-Depois mãe, agora tenho mesmo que ir- Antes dela começar a protestar eu já estava na porta, com o celular na mão. Desci as escadas.
-Mel vol... – eu já havia ido.
Pego o celular e disco o único numero que poderia me salvar.
-Oi minha abelhinha- sempre tão irônico.
-Sam não to com humor me encontre na Boate Wenders.
-Claro.
Em menos de trinta minutos, nos encontramos na frente da B.W. Depois de enfrentar uma fila enorme – era sábado então as boates dos lugares lotam. Quando entramos fomos para pista, Sam não é do tipo que dança ou gosta de dança, mas ele finge que se interessa. Então começamos a dançar, quando eu os vi, eu travei era os mesmos caras, eles estavam de preto, com um, sobretudo, sinceramente agora eles estavam parecendo Blade, os dois eram de uma cor totalmente linda, agora que eu não estava assustada e parecia que eles não me olhavam eu os reparavam, eles não eram do mesmo tamanho e não tinha a mesma forma física, o mais alto era apenas alguns centímetros que o outro seu cabelo era preto, seu rosto era firme, e seu corpo tem um porte de atleta, sua cor é de um tipo bronzeado que pega muito sol, o outro tem um cabelo castanho, seu rosto de longe parecia sedoso, seu corpo é um pouco menos atlético que o outro, sua pele era mais um pouco mais clara que o outro, eu os comparo, os dois são mais altos que eu, olho o outro, nossa seus olhos são lindos, a cor é de um verde mar, eu estava inerte naqueles olhos, quando o terror me inundou, ele estava olhando pra mim... Por instinto, dei um passo pra trás, tentei ser discreta, mas o pânico estava começando a surgir, o Sam nota algo em meu rosto por que ele segura em meu braço.
-Mel o que houve?
-Sam são eles.
-Quem? – eu continuo olhando os dois homens-Mel quem? Quem são eles? De quem você esta falando?
-Dos homens que invadiram meu apartamento.
Ele compreende e se vira institivamente.
-Onde? –ele pergunta.
-Naquela direção – aponto com a cabeça. Sam olha e parece os vê.
-Sam, temos que sair daqui. Agora.
Pego o seu braço e o puxo o mais forte que posso. O levo para a saída da frente, olho pra trás, por que sempre que nos apavoramos olhamos pra trás? Eles estavam nos seguindo, o mais alto mantinha os olhos em mim, se eu não tivesse certeza que ele esta com aquelas facas em baixo do, sobretudo, eu não teria tanto medo dele, não estaria correndo dele, e tenho certeza que estaria tentando me aproxima como todas as mulheres da festa estava tentando fazer. Sam me puxava forte corremos para a porta da frente, ao lado de fora nós não medimos esforços, corremos, Sam era ágil em corridas, e eu não entendo como, ele não pratica nenhuma atividade física, entramos em um beco, não tive a chance de me arrepender quando algo feroz pula bem em nossa frente, eu juro que não sei dizer o que era aquilo, só que era mais alto que eu, era peludo, e aparentava estar com muita fome, desta vez me deixei me aterrorizar aquilo não parecia nada humano, ele avançou suas presas eram enormes, me impedir de imaginar qual era seu alimento predileto, agarrei o braço de Sam.
-Não faça movimentos bruscos. – foi à única coisa que ele disse. Demos um passo para trás, mas não adiantava cada passo que dávamos, o monstro ocupava. Duas sombras chamam a minha atenção, o instinto e a curiosidade falam mais alto, viro meu corpo 180° graus para poder manter uma visão do monstro, e saber quem eram os donos das sombras, sabia que ia me arrepender, era os dois invasores, desta vez o mais alto estava com um brilho nos olhos, e pra mim parecia que ele estava gostando de mim caçar. Eles avançaram, as facas em mão, estava tão entretida olhando-os, que quase esquecia do monstro, este atacou, puxei Sam para traz encostando nós dois na parede. Bom agora morremos! Penso. Mas o monstro não nos encarava mais, ele olhava para os dois homens, tudo aconteceu muito rápido, em um minuto ele estava em nossa frente, no outro ele estava atacando-os. Bom pelo menos não serão eles que irão me matar! Ah bom, mais um pensamento reconfortante! Obrigo-me a parar de pensar, e quando me dou conta, percebo que o monstro estava no chão, sangue saia de baixo dele, o mais alto dos homens pega uma faca do tamanho do meu antebraço e corta a cabeça do monstro, este se desfaz em pó. Ele limpa a faca, e olha pra mim, se recomponhe, e vem em nossa direção. Sam dá um passo a frente ficando entre mim e os desconhecidos.
-Há um tempo estamos atrás de você Melissa Smith. – diz o mais alto.
-Quem... Quem é você? – tento manter minha voz firme, mas o pânico não deixa em vez disso minha voz sai fraca.
-Somos os Guardiões, e estávamos tentando rastreá-la, há algum tempo.
Fale com o autor