As cronicas dos Semideuses - A revolução
2 Segredos
Notas iniciais
SEGREDOS
Os dois desconhecidos eram Guardiões das terras, eles se nomearam Jack e Thomas, depois de me explicarem e me acalmarem, me levaram para um Instituto, este parecia uma mansão do séc. XIX.
– O que era aquele monstro? – Pergunto
– Era um transmorfo – respondeu Jack, ele parecia se diverti a cada pergunta que eu fazia, seus olhos tinha o mesmo brilho quando ele viu o transmorfo, e este brilho eu conseguia muito bem decifrar: era de quem estava se divertindo.
–Uma pergunta, na qual você deveria se perguntar agora. O que guardamos. – disse Thomas- guardamos ou protegemos as barreiras entre seu mundo e o nosso...
– Mundos? – interrompo.
–Sim, mas não me refiro daqueles no qual os mortais tendem a apreciar, me refiro aqueles no qual chamam de mito.
– Então você se refere às historias, sobre lobisomens, vampiros, deuses, demônios etc.? – pergunta Sam
–Sim – responde Jack.
–Eu não entendo... Se isto mesmo existe...
–Você viu aquele transmorfo, você nos viu mata-lo, você acha que algum mortal conseguiria fazer algo como isso? – me interrompeu Jack.
–Tudo bem – digo serrando minha mandíbula, eu não vou dar razão pra ele se diverti as minhas custas – Mas o que isso tem a ver comigo, ou com o Sam.
– Por que você é uma de nós – disse Thomas calmamente –e seu amigo tem a Visão, mas ele não é um de nós, ele é um mortal.
–Você se refere a mim como mortal, como se vocês não fossem – diz Sam.
–Nós não somos – diz Jack
–Quando você chegar ao Floreia você entenderá melhor.
–Floreia? A escola?
– Na verdade esta mais para um instituto.
–Eu não posso, eu não faço parte deste seu mundo, eu sou normal, min há mãe é uma farmacêutica, e meu pai morreu antes de eu nascer...
–Morreu? Melissa você diz que sua mãe é farmacêutica...
–Então é o pai dela que é um Olimpiano- diz Jack
–Um Olimpiano? Tipo um dos deuses do Olimpo? — pergunto pasma.
–Sim
Não sei o que me da, mas assim que ele responde tenho uma crise de risos, a ideia é tão absurda que chega a ser hilária.
–Não, não pode ser eu sou completamente normal, tipo não sou nenhuma semideusa, sabe eu acho que vocês estão loucos, pois isso está parecendo Percy Jackson, e eu sei que ele não existe – digo tentando me conter da crise.
– Bom uma coisa você tem razão Percy Jackson não é real, mais os Olimpianos são.
–Não acredito em vocês, meu pai esta morto, foi o que minha mãe disse.
– Ah é? Você e sua mãe conversam muito sobre seu pai? Você e Clarisse conversam sobre como foi que eles se conheceram?
Ele tinha um ponto, mais eu não ia da o braço a torcer tão fácil assim.
– Como você sabe o nome de minha mãe? – pergunto
–Por que ela sabia sobre nós, ela sabe quem é seu pai. — disse Jack desta vez parece que a diversão estava acabando pra ele.
– Nós não sabemos os deuses reclamam os seus filhos no Instituto.
Certo poderia ser verdades depois de tudo que eu presenciei minha vida coisas estranhas que outros não viam, como cães enormes, mulheres cobras e outras coisas, mas eu havia achado que era minha imaginação, e agora isso.
–Eu não acredito em você, você invadiu a minha casa, e me perseguiu, por que acha que eu acredito em vocês? Por que acreditaria?
BUM
O chão tremeu.
– O que é isso? – pergunta Thomas
BUM
– Isso não é bom, não é nada bom.
Eu não entendi o que ele queria dizer. Eles sacaram suas facas, do nada surge um Cão, e ao seu lado surge um homem, não, não era um homem, ele era maior que qualquer humano, mais forte que qualquer humano, e só tinha um olho no meio da cabeça.
– O que um cão infernal e um ciclope fazem em um instituto – ruge Jack
–Melissa –Grita Thomas – pegue uma Spart.
– Uma o que? – será que eu não posso ter um sai normal?
Thomas me puxa, me pondo entre ele e Jack.
– Samuel vem agora – grito
Thomas me entrega uma faca, e manda-me ficar em guarda.
O ciclope estava sorrindo.
– Ora, ora, ora, filhotes de deuses, há um século não saboreio uns meios sangues.
Ele avança com o cão infernal, nos rodeia, e depois atacam Thomas e Jack logo se entretém na luta contra o ciclope e o cão infernal, o ciclope levanta o punho e desce de uma vez na direção de Thomas, este se esquiva, e investe contra o ciclope, acertando o lado de seu corpo, o ciclope urra e tenta de novo, erra mais uma vez, Thomas se afasta, mas quando tenta acerta o ciclope, este o joga pra longe. Thomas bate na parede e aparenta estar inconsciente, o ciclope sorri satisfeito, em seu rosto parece uma careta, ele se vira pra mim.
– Agora é sua vez docinho – diz ele vindo em minha direção. Eu estava paralisada, isso não era pra mim, não era meu mundo eu não me encachava ali. Olhei para os lados, Jack estava em uma briga feroz com o cão infernal, seu braço estava manchado de sangue que saia de um ferimento em seu antebraço, Thomas estava inconsciente no chão, uma onda de raiva me inundou, eu não queria essa vida, eu não queria que Thomas e Jack se ferissem por minha causa, e os dois estavam tudo por causa de um segredo escondido.
Olhei pro ciclope e aquele sorrisinho dele só serviu para piorar a minha fúria. Eu ataquei, encurtei a pequena distancia que havia entre nós, brande a Spart na minha frente eu queria ver aquele ciclope de joelhos, e pela primeira vez desejei ver alguém morto, ele ataca, eu escorrego por entre suas pernas e corto-as atrás dos joelhos, me levanto com o ciclope urrando, ele se vira e tenta me derrubar, eu corto um de seus pulsos, ele me joga pra trás, caio sentada, a espada de Thomas reluz ao meu lado, eu a pego a raiva ainda não havia me deixado, brando a espada e acerto o ciclope deixando uma marca em seu tórax, ele fica atordoado e eu passo a espada em sua garganta, ele explode em uma poeira cinzenta, da mesma forma que o transmorfo, olho atordoada por causa do meu pequeno feito, mas não tenho tempo para me animar, Sam e Jack estavam a enfrentar o cão infernal, me levanto e espreito por trás da fera bem na hora em que ele se levantava para atacar meus amigos, subo em suas costas e atravesso a garganta do cão infernal.
Caio no chão junto com o pó.
Jack sorrir, Sam me olha atordoado se levanta e me abraça.
– Você foi ótima – Diz Jack se levantando- pra uma principiante.
Sorrio.
– Você não perde a chance de me abusar não é? – digo e por brincadeira empurro seu braço- vocês estão bem?- pergunto olhando o sangue escorrendo dos dois.
– Isso? Não é nada – diz Jack.
– Eu vou ficar bem – diz Sam.
– Onde esta Thomas? – pergunta Jack.
–Thomas! – Grito correndo para o local onde ele havia caído.
Ele ainda estava desmaiado onde havia caído pego sua cabeça e coloco em meu colo.
–Thomas? – chamo, o sacudindo de leve para acorda.
Jack se aproxima, o pega pelo ombro e o sacode.
– Irmão acorde, vamos mano. – ele o sacudia – vamos seu chato, fraco, pequeno acorde.
Thomas acorda assustado, sem entender o que havia acontecido.
– O que... O que aconteceu? – pergunta.
– Seu grande idiota – Jack o abraça rindo.
– Tá, como se eu não o tivesse escutado você me insultando – diz ele se sentando.
– Quem eu? Thom assim você me ofende – Jack ri.
– Você esta bem? – pergunto.
– Sim. Mas o que aconteceu com o ciclope e o cão infernal? – Thomas pergunta – Você não os matou sozinho não é irmão?
– Desta vez não, foi a Mel, a heroína da vez.
– Ora ora obrigado Mel – ironiza Thomas – Agora vamos sair daqui, não foi um bom sinal ter seres do submundo por aqui.
– Algo esta terrivelmente errado. – afirma Jack
– iremos com vocês – digo.
Jack me olha, e pela primeira vez, desde que eu o conheci vi algo mais do que divertimento em seus olhos.
– Mel, o Samuel não pode entrar no instituto, ele é mortal, não é seguro mortais conosco – diz ele em tom meigo.
– Mas... – começo.
– Mel ele está certo, eu vou ficar bem e quando suas férias chegar nós nos encontramos ok?
Eu o olho, ele parece esta fazendo um grande esforço para se manter confiante.
– Ok Sam – o abraço – fica bem viu.
– Eu sempre fico – diz ele sorrindo.
Jack e Thomas se levantam e se despede de Sam.
– Até logo Samuel – diz Jack dando um tampinha em seu ombro.
– Até logo – diz Thomas.
Seguimos Sam para fora do Instituto, e lá seguimos direções diferentes.
Eu não queria ter que deixar Sam, não depois do que acabamos de passar e dos anos em que havíamos compartilhado, mas ele não poderia ir pra onde estou indo e eu terei que esperar para velo de novo e até lá sentindo muitas saudades.
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