As cores
4 Laranja.
Notas iniciais
Antes ***
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Gemia sem pudor algum. Nossos corpos se chocando deliciosamente, fazendo o som ecoar belamente por todo o quarto.
Mesmo depois de quase três anos de namoro e inúmeras sessões de sexo, ele ainda consegue me deixar de bochechas coradas a cada vez que me abre as pernas, me debruça sobre uma mesa, me põe de quatro, me empurra contra a parede do banheiro ou me chupa olhando-me nos olhos. Ele ainda consegue me fazer suspirar e me deixar a desejar; ludibriar-me com suas histórias, viciar-me em seu sexo. Nosso sexo...
Não importa quantas vezes venhamos a transar, sempre soará como à primeira vez, como se nunca tivesse acontecido.
Aperto os lenções entre os dedos trêmulos, empinando mais o trazeiro, arfando e silenciosamente implorando para que me foda com mais força, o que certamente não será um problema para o outro.
Suas mãos me apertam os quadris e gemo contra o travesseiro, hora ou outra o olhando por cima do ombro, vendo-o sorrir para mim enquanto estoca sem piedade, levando-me ao delírio.
Gemo mais alto quando ele me acerta a próstata, sentindo todo meu corpo trêmulo pelo ato repentino. Passo a encará-lo por cima do ombro, implorando ao olhar-lhe nos olhos. Geralmente não sou fã de ficar de quatro, já que amo contemplar de pertinho cada traço de seu rosto, olhar no fundo de seus olhos azuis e lhe tocar todo o corpo enquanto estou sendo fodido. Contudo, ele pode me fazer gozar quantas vezes quiser e em quais posições quiser. Ele sabe disso. Eu sei.
Acerta novamente meu ponto, dessa vez com mais força, fazendo-me quase gritar. Baixinho, soltei alguns palavrões, empurrando minha bunda contra seu corpo, implorando por isso. Murmurar frases pornográficas passou a ser comum depois de certo tempo. Quando me dei conta, com o passar dos tempos, já estava implorando por mais, contando o jeito o qual gostava que ele me fodesse. Quando passamos a ser tão íntimos?
— gostoso ruivinho? – indagou tendo a voz deliciosamente rouca, a respiração entrecortada.
— muito... – sussurrei. – aí... Mais forte... – imploro, vendo-o sorrir devassamente. Volto a afunda o rosto no travesseiro, gemendo pelas lentas e provocantes estocadas que o outro passa a dar. Porra! – p-por favor, Grimmjow... – imploro baixinho, não me contendo.
Ouço a risada sacana, completamente satisfeito por me ouvir implorar. Ele me fode freneticamente, acertando o mesmo ponto na medida em que vai apertando minha bunda, abrindo-me as nádegas.
Gemo cada vez mais alto, entorpecido pela junção de nossos corpos. Um tapa é desferido em meu trazeiro, me levando a praguejar mentalmente. Ele ainda insiste em fazer essas coisas que detesto. – não faça... – não tenho chance de terminar a frase. Esse maldito sempre tem movimentos premeditados, tudo ensaiado para escapar de minhas broncas. Toma meu membro em uma das mãos, começando uma ágil masturbação, enquanto estoca freneticamente, tirando seu membro de dentro de mim apenas para empurrá-lo novamente, levando-me a loucura.
Sinto os espasmos e já não lembro mais o porquê de estar com raiva, gozando em sua mão. O outro me aperta a cintura, estocando freneticamente, soltando suspiros mais pesados antes de empurrar com força, me arranhando os quadris enquanto se desmancha dentro de mim em um jato delicioso, quente...
Logo seu corpo desaba sobre meu, estando este completamente exausto. Vagarosamente, ele retira seu pau de minha entrada, fazendo seu líquido escorrer, o que é uma sensação entorpecente.
Tentando controlar a respiração, me beijou a bochecha, abrindo um sorriso. Ambos ainda aturdidos pelo advento do orgasmo.
— hoje você estava mais empolgado. – comentei tendo a respiração pesada, logo lhe lançando um doce sorriso. Com as pontas dos dedos, o azulado me acariciou o ombro, olhando-me nos olhos.
— quase duas semanas sem te foder... Fiquei com saudades.
— já comentei o quanto você soa romântico e idiota quando usa essas frases toscas? – ri, inclinando-me para dar-lhe um delicado selo nos lábios avermelhados.
— provavelmente algumas vezes. – tocou-me a ponta do nariz em um gesto simples e carinhoso.
Apertei os lábios em um sorriso, aninhando-me ao seu corpo, sentindo o calor transmutar. Já deve ser em torno das dez da noite e temos aula pela manhã. Todavia nenhuma aula costuma ser desculpa para falta de sexo, pelo menos não para Grimmjow que é um pequeno duende azul pervertido.
— segunda rodada? – essa pergunta sempre é feita, mesmo que tenhamos acabado de sair da segunda rodada, ele nunca está cansado demais para mais uma. Sorri, inclinando-me para beijar-lhe os lábios com carinho.
— acabamos de sair da segunda rodada, caso tenha esquecido. – relembro, jogando minha perna sobre sua coxa nua e abraçando seu corpo como conseguia.
— é verdade. Terceira rodada? – reformulou a pergunta, exibindo este sorriso sacana e talvez um tanto quanto arrogante. Revirei os olhos. Como não ri?
— não. – disse como ultimato, vendo Grimmjow elaborar uma cara de criança birrenta. – preciso de um banho e de sono. – informo, dando-lhe um casto colar de lábios e soltando-o.
Sento-me a cama, respirando profundamente, logo sendo surpreendido por braços fortes e esguios que me envolvem com carinho. Sorri, sentindo-o a inspira o cheiro dos cabelos de minha nuca, acariciando meu peitoral com uma das mãos.
— vamos lá ruivinho. Eu te dou um banho. – murmurou subindo os lábios até minha orelha, roçando-os ali. Suspirei pesadamente, quase inconscientemente apertando os olhos.
— você ia conseguir essa terceira rodada de qualquer jeito. – resmungo, pondo-me de pé. – mas agora vai ter que me dar banho mesmo. – alertei, vendo-o levantar-se em um piscar de olhos.
— claro que vou te dar banho ruivinho. – murmurou com um devasso sorriso, puxando-me pela cintura e colando nossos lábios, logo descansando a cabeça em meu ombro.
— eu gosto muito de você – murmurou. Os lábios roçando minha pele com carinho durante seu delicado sibilar. Sorri lhe afagando os cabelos.
Eu sempre soube que esse é o nosso Eu te amo. Uma espécie de Eu te amo um pouco mais covarde que os demais. O eu te amo que apenas ele e eu entenderíamos e único Eu te amo que usaríamos; o Eu te amo que soa mais forte o do que o original, porque nosso jeito demostrar amor, é mais valioso que qualquer Eu te amo do mundo.
— eu também gosto muito de você, Grimmjow.
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Os dias me pareciam mais longos que o normal, as aulas mais cansativas, os amigos mais chatos. Talvez eles não estivessem exatamente chatos, apenas eu estivesse caindo aos pedaços e com um terrivelmente oscilante humor.
Flores e duendes dançando em um ritmo bonito, uma visão embriagante, repleta de cores. Sorri para eles os quais fazem sinais para que eu olhe além do horizonte, onde um extasiante por do sol alaranjado cintila. Um tintilar soa como música e os duendes dançam como se não houvesse amanhã, já que é normal quando eles dançam em sintonia...
— oe! Ichigo!
Desperto assustado. Que sonho mais bizarro...
Ergo o olhar à Grimmjow, o qual me encara feio. Coço os olhos vagarosamente, sentindo minhas pálpebras pesarem em protesto, meu corpo implorando por sono. Eu ainda estava sonhando ou ele me chamou pelo nome?
— Grimm... Jow? – murmuro com uma visão turva de seus cabelos azuis. A sala está completamente vazia se não por nós dois.
— estou te chamando a um tempão. – resmunga; como sempre impaciente. – você perdeu toda a aula de história. – informa estando de braços cruzados e me olhando de cima com aquele olhar snobe, superior.
— estou morto. – anuncio desabando sobre a mesa, me perguntando se conseguiria levantar dali depois de notar quão confortável pode ser o material escolar. Ouvir uma risadinha e logo em seguida um arrastar de cadeira.
— a marca do caderno está desenhada perfeitamente em sua bochecha. – informa me cutucando o ombro.
— que ótimo. – resmungo ainda de cara com meu material, esperando a coragem de levantar e ir para casa.
— eu vou á um show de rock com o Ulquiorra. – dá a informação nesse tom casual. De repente me senti enérgico, ao menos o bastante para levantar o rosto da mesa em um passe de mágica. Ergui uma sobrancelha, mentalmente desafiando-o a repetir isso.
— com quem?
— você ouviu. Ciúmes? – ri sarcasticamente erguendo uma sobrancelha.
— não estou com ciúmes. Só não gosto dele. Você sabe muito bem disso.
— está me proibindo? – franzi o cenho, fitando bem sua cara lisa, esse sorriso o qual tenho vontade de socar até não haver mais dentes.
— quem sou eu para te proibir de alguma coisa Grimmjow? – interpelo, pondo-me de pé. Exacerbando-me, passo a enfiar o material dentro da bolsa, enfiando-os com raiva, fingindo ser a cara do outro ali entre meus dedos. – você não é nenhuma criança. – vejo-o torcer o lábio e me encarar feio. Aposto como queria comprar uma briga, queria que eu o proibisse só pra me contrariar, entretanto minha resposta foi muito mais frustrante para ele. Grimmjow nem sequer gosta daquele cara, já que se sente o todo poderoso e sabe que perde uma briga para Ulquiorra, o mesmo que é bem mais forte do que ele.
Estou prestes a me retirar, quando ele me segura pelo pulso, puxando-me pra um repentino, rápido e simples beijo. Claro que essa é sua metodologia para pedir desculpas, já que jamais ouvirei esta palavra saída de seus lábios. O encaro de olhos baixos, soltando um suspiro letárgico.
— te vejo amanhã. – murmuro antes sair porta a fora.
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Eu não queria. Deus sabe que não, porém estou morrendo por dentro.
Como ele consegue me deixar tão exacerbado? Esse imbecil sempre faz isso. Adora me irritar e perdi a conta de quantas vezes nos desentendemos ao pondo de sair aos socos.
Estou incrivelmente cansado, meu corpo implora por uma noite tranquila de sono, e até mesmo isso esse maldito consegue me tirar.
E se estiver bebendo? E se ficar bêbado? E se for roubado no caminho de casa por que está bêbado? E se desentender-se com Ulquiorra (aquele idiota adora uma desavença) e acabar apanhando bêbado?
Penso em mais situações retardadas para adicionar a minha lista de: Situações retardadas que o imbecil de meu namorado azul idiota poderia se meter.
A lista cresce cada instante, não duvido de que nada dela aconteça. Afinal, ele é só um idiota que está frustrado por não ter me deixado com raiva. Quer dizer, estou irado já que ele está curtindo com meu inimigo mortal que ele também odeia e não me chamou para ir junto, é plena quinta e no dia seguinte tem aula e aquele retardado não responde nenhuma de minhas mensagens. Então sim, estou bravo! Além de tudo, estou morto de cansaço e perdendo minhas horas de sono preocupado com o que está acontecendo nesse show idiota.
Até onde sei, a casa de shows que está apresentando a banda não fica muito longe daqui, mas o que eu deveria fazer? Correr atrás dele, puxar sua orelha na frente de todos e mandá-lo para casa? Se eu fizer isso, significa que ele venceu, e eu não estou nem afim de deixá-lo cantar vitória tão facilmente. Aquele smurf idiota!
Suspiro pesadamente, enfiando os dedos por entre meus cabelos. Por que estou pensando tanto nisso? Novamente suspiro. Minhas pálpebras começam a pesar e não posso resisti. Acabo por resignar-me a isso. Não tarada até que eu veja flores dançando e duendes apontando para... Espera... Celular... Vibrando? Sol? Flores dançando?... Levanto assustado, já palmeando a cama em busca de meu aparelho celular. Ao encontrá-lo atendo rapidamente. Algo me diz que é aquele azulado idiota.
— alô? – minha voz soa sôfrega e por algum motivo estou ofegante.
— yo – soluço – rui... Ruivinho! – reviro os olhos. Se ele já consegue ser incrivelmente irritante sóbrio imagine bêbado. Já vi essa cena algumas vezes, talvez por isso que em cada linha de minha lista tinha bebida envolvida.
— ah seu idiota... – suspirei e segurei meu cenho que está franzido. – está completamente bêbado, não está? – silêncio.
Espalmo a mão sobre meu cenho, esperando a resposta do outro. Logo outro soluço soa. Óbvio que ele está desmaiando de bêbado e precisa de minha ajuda. O canalha do Ulquiorra deve ter largando-o no instante em que ficou mais insuportável do que costuma ser.
— ruivinho Ichigo... As garotas... Todas elas ficam me olhando... Olhando muito... Elas reconhecem que eu sou... Muito lindo. Estou ficando constrangido... Com os olhares delas... – revirei os olhos perante tanta estupidez.
— não amorzinho; estão te olhando por que você é um idiota. – suspirei. – onde você está? Estou indo te buscar. – fez-se outro longo silêncio. Provavelmente ele está tentando reconhecer o ambiente, o que é tão estúpido que chega a ser cômico.
— hm... Tem um poste. – revirei os olhos. – amorzinho... – respirei fundo. – tem muitos postes em cada esquina da cidade. Você precisa ser mais especifico. – outro um longo silêncio. É cômico imaginá-lo com a cabeleira azul completamente despenteada, olhando para os lados tentando encontrar um ponto de referência útil.
— hm... Tem... Bancos. – suspire, colocando-me de pé, pegando meu casaco.
— é uma praça? – questiono, saindo do quarto.
— uma das garotas... Ela me beijou. Você está com raiva de mim? – arregalo os olhos. O quê?!
— o quê?! Você simplesmente deixou ela te beijar? – se fez um silêncio incrivelmente irritante, como se ele estivesse ponderando algo sensato para se dizer depois de ter se entregado de bandeja. – claro que estou com raiva de você imbecil! Quase todo mês você me apronta uma diferente! Sinceramente! – desço as escadas torcendo para não ter acordado ninguém da casa com as broncas que estou dando em Grimmjow.
— não... Não fique com raiva de mim ruivinho. – rosno. Saio de casa e ponho o casaco, contendo-me para não arremessar o celular no chão.
— como assim não fique com raiva de mim?! Você sempre faz essas coisas na intenção de me deixar com raiva! Você gosta de me ver com raiva! Apronta-me uma dessas e ainda me trai!
— ela quem me beijou... – se defendeu tendo a voz embargada. Revirei os olhos. Aah... Não dá para discutir com esse idiota. Respiro fundo, tentando não me deixar levar pela ira.
— não saia de onde está. Certo? Não mova um músculo. – ordeno para o outro. Não tenho certeza, mas provavelmente ele está na praça que estou pensando. Não é longe daqui.
— não vou... Eu gosto muito de você... Você vai terminar comigo? – sinceramente... Ele realmente fica irritante quando bêbado. Irritantemente engraçado e maleável. Sorri. Por que sorri? Estou queimando de raiva! Ele está mais uma vez roubando horas de meu sono e me fazendo rodar a cidade a sua procura, me deixando preocupado e me fazendo de idiota, mas é incrível como me faz sorrir em uma situação como esta.
— não amorzinho – respondo – não vou terminar com você. – apresso o passo.
— ei...
— o que foi amorzinho? – pergunto já avistando a praça a poucos metros de distância. Tem algumas pessoas aleatórias em pequenos grupos e um ser jogado em um banco. Reconheceria esse ser de qualquer distância.
— eu gosto do jeito que você sempre me trata quando estou bêbado... Chama-me de amorz... – desliguei a ligação e aprecei o passo. Vejo-o agir como um retardado, discando o número em uma lentidão preocupante.
Tento não levar a sério as coisas que ele diz quando bêbado. No geral é um monte de bobagem, mesmo que sejam as bobagens mais sinceras que saiam de sua boca. Paro ao seu lado, ajudando-o a levantar-se. Ao me reconhecer, sorri para mim. Aquele sorriso que diz: que bom que você veio.
Suspirei, encarando seus olhos baixos e seus cabelos desgrenhados. Ele segura meu ombro e sorri novamente.
— você... Desligou em minha cara... – murmura entre um soluço e outro, com uma cara de retardado incrivelmente cômica, enfiando o dedo em minha boca, um dedo sujo e fedorento. Faço uma careta ao me desvencilhar dele.
— desliguei. Vamos para casa. – sorri e comecei a guiá-lo. O azulado se inclinou em uma tentativa desajeitada de me beijar, automaticamente virei o rosto.
— não me beije. – censurei seu ato.
— por que não? – resmungou.
— porque você está com bafo. – respondi e beijei sua bochecha. – vamos. – novamente comecei a guiá-lo em direção à minha casa.
— espera! – segurou minha mão e cambaleou levemente para a direita. – eu estou apertado... Quero ir ao banheiro.
— tudo bem amorzinho, você faz em casa.
— não. Eu quero agora! – faz birra como um pirralho, logo fechando a cara para mim. Suspirei. Hoje eu descobrir que guardo toda minha paciência para o dia em que vou ter que aturar esse garoto bêbado.
— não dá agora. Sem cena, ande bonitinho do meu lado. Quando chegar em casa você vai. – falo como se estivesse conversando com uma criança de seis anos. Fazendo bico, o azulado cruzou os braços, aparentemente indignado por minha resposta.
— por que não posso ir naquela árvore? – pergunta apontando.
— porque não! É nojento e feio! Bons garotos não urinam em árvores. Agora se comporte e me acompanhe! – ordeno autoritário. Ainda fazendo bico, ele me segura a mão, acompanhando-me de mau grado.
— você é mau, eu estou muito apertado! – resmunga como uma criança birrenta. Não pude evitar rir disso mentalmente. Como ele fica fofo assim. Óbvio que eu preferiria evitar essa situação, contudo ele é incrivelmente engraçado quando bêbado.
— sim eu sou mau. Considere isso como um castigo por ter ido para esse show mesmo sabendo que eu não gostaria que você fosse. – o outro revirou os olhos, logo estalando a língua e virando o rosto para o lado contrario ao meu. Balancei a cabeça, não evitando o riso.
Chegando a casa, correu para meu banheiro. Ri assistindo Grimmjow apoiar o braço na parede enquanto urina quase dormindo, completamente ébrio, mas não foi nada engraçado quando mijou na tampa.
Depois de tantos banhos que ele me deu, agora é minha vez. Lavei sua pele macia, extasiando-me com a doce textura de seu corpo, dos fios azulados... É quase insuportável tocar-lhe o traseiro, peitoral, membro sem poder fazer nada, já que ele está em uma situação deplorável.
Sequei seu corpo e lhe vesti com uma de minhas cuecas e uma calça moletom. Ficou um tanto apertado, porém nada muito incomodo. Até mesmo escovei seus dentes usando minha escova. Seu bafo já estava a me deixar enjoado.
O outro acompanha meus movimentos com as pálpebras baixas e um leve sorriso. Deitei-o na cama e suspirei, cansado do trabalho extenuante.
— credo! Você dá mais trabalho do que um bebê. – resmunguei e fui surpreendido quando ele me puxou repentinamente, me fazendo cair ao seu lado na cama. Fiquei de olhos arregalados a encará-lo sorrir para mim. Está cheiroso e limpinho enquanto estou aqui sujo e molhado depois de cuidar dele.
Os braços me envolvem em um abraço apertado e com o nariz ele me afaga os cabelos sujos e suados, como se tivesse um cheiro bom, o que duvido muito.
Grimmjow cheira bem. Muito bem. Sua pele está fresca e gostosa de tocar. É... Eu realmente adoro esse idiota, mesmo ele me fazendo tantas provocações e testando minha paciência todo santo dia.
— gosto muito de você – murmura com os olhos fechado e um leve sorriso no rosto. – estou feliz que tenha ido me buscar... – foi impossível não ficar feliz.
Um agradecimento dele é algo raro.
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