Notas iniciais
Perdoem a demora e Boa leitura >.

Agora***
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— Rukia?...

É como se de uma hora para outra, meu apartamento tivesse se tornado um ambiente inóspito. Como se nenhum deles devesse estar ali, inclusive eu.

Grimmjow ainda se contorce de dor, caído ao chão. Tomado pela curiosidade, inclina o corpo constando que era realmente Rukia quem estava ali, inerte ao meio da sala.

— Você... – Rosna em um gemido de dor, ainda segura o saco; fazendo-me pensar se não teria eu pegado pesado demais com o chute.

— Você fez besteira, não é mesmo seu idiota? – Interpela Rukia. Sáfaro, o azulado lentamente levanta a mão, mostrando para a outra seu dedo do meio como resposta a indagação.

— E continua o mesmo mal educado. – Comenta a morena soltando um suspiro de censura. De vagar, balançando a cabeça em desgosto.

— O que você?... – Murmuro em uma tentativa de desintrincar os pensamentos emaranhados, franzindo o cenho ao vê-la sorrir.

— Na verdade eu estava planejando o fim de semana para vim ver meu irmão. Depois que esse idiota me ligou pedindo o número de seu apartamento, eu achei melhor vir também. – Sorriu condescendente, como se estivesse fazendo-me o maior dos favores.

Essa maldita... Simplesmente deu o número de meu apartamento para aquele idiota. Contudo não estou exatamente com raiva. Por apenas um segundo, soa como se a presença dele fosse reconfortante. E irritante; claro.

— Não pode simplesmente sair Dan...

— Você já falou para ele? – Corta-me Rukia no meio de minha frase, fazendo-me ferver em ódio. Grimmjow assente, aparentemente não achando a situação nada aprazível, logo se pondo de pé, ainda segurando o saco com uma das mãos e sentando-se no sofá, tendo uma cômica careta de dor.

— Contou para ele o qu...

— Tem certeza? – Uma vez mais sou interrompido por Rukia. Rosno de raiva empurrando-a pelo ombro; sentindo-me frustrado por ter cada frase interceptada por esta baixinha irritante.

— É falta de educação interromper a fala de alguém! – Informo cerrando os punhos, vendo-a me fitar com uma cara de quem pouco liga, abusando da indiferença a qual ela não costuma ter, dando de ombros. Fingindo que não acabei de surtar, Rukia volta o olhar inquisitivo para Grimmjow. Está me ignorando!

— Eu já pedir desculpas, falou? – Resmunga em toda sua essência. Exalando arrogância ao fuzilá-la com o olhar carregado. Sua testa mostrando-se cheia de ruguinhas enquanto as sobrancelhas encontram-se franzidas.

Ele realmente está com raiva. Rukia suspira, sentando-se ao seu lado no sofá.

— Ele está doente. – As palavras dela não chegam a me atingir, todavia com certeza cheguei a ouvi-las. Atônito, alternei olhares; direcionado-os hora para Rukia e hora para Grimmjow. O que ela disse?

— Que merda você pensa que está fazendo? – Grimmjow censurou-a com um olhar pesado, porém ela não se abala.

— Ele não criou juízo de uma hora para outra. – Prosseguiu – Você acha mesmo que um imbecil como ele criaria?

— Oe! – Protestou Grimmjow de cara feia, dando-lhe um empurrãozinho.

— Cala a boca! Você me pediu ajuda e estou ajudando! – Resmoneou renitentemente, levando uma das pequenas mãos à boca antes de pigarrear e prosseguir. – É chamado Síndrome De Ondina. – Anuncia em um murmurejo, levando-me a franzir o cenho.

— Síndrome de quê? – Retruco desentendido, assistindo Rukia suspirar e acomoda uma mexa negra atrás da orelha.

— Também é conhecida como Hipoventilação Alveolar. Eu andei pesquisando. – Deu de ombros, fitando um canto qualquer da casa, evitando meu olhar, o qual faz mil indagações silenciosas, sequiosos por informação.

— E o que faz essa síndrome? – Pergunto aproximando-me, sentando ao braço do sofá, vizinho a certo emburrado smurf.

— Funcionamento inadequado nos movimentos respiratórios. No caso do Grimmjow, acontece apenas durante o sono, mas se ele não tiver cuidado, pode simplesmente se esquecer de respirar e acabar sufocando.

Estagnei, piscando vagarosamente; processando toda a informação. Encarei o azulado, o mesmo que está incrivelmente emburrado; de braços cruzados e fazendo cara feia. Qual o problema dele? É orgulhoso demais até mesmo para contar sobre uma doença respiratória? É orgulhoso demais para me manter informado sobre algo tão sério? Eu merecia saber...

O silêncio se propaga. Posso ouvir claramente o som de nossas respirações, a tensão mostrando-se cada vez mais densa com o correr dos segundos.

O azulado ainda está com uma cara de birra e não olha ninguém nos olhos, cheio de arrogância e desdém. Solto um pesado suspiro e o encaro; freneticamente balançando os dedos das mãos na esperança de que o sangue volte a circular, já que sinto as pontas de meus dedos incrivelmente gélidas, ou não as sinto. Não sei ao certo.

Um tépido vento parece soprar em minha orelha e Rukia pigarreia; já incomodada pelo silêncio.

— De tantos problemas... – Murmuro – Por que você tinha que ter logo essa síndrome de retardado? – Sou fuzilado pelo olhar de Grimmjow que logo me puxa pela gola da camisa. Desde quando esse desgraçado perde o ensejo?

— Maldito, você quer brigar?! – Rosna tendo o punho cerrado.

Ri, logo suspirando; deslizando a mão por seus cabelos macios como sempre. Seus olhos se arregalaram; revelando a surpresa pela afável carícia que lhe fiz nos fios coloridos.

Em um instante, o azulado suavizou as expressões, fazendo àquele biquinho de canto, o mesmo o qual denuncia suas frustrações. No momento, sua frustração é pelo motivo de eu não ter me deixado levar. Ele sempre gostou de uma boa briga, principalmente comigo. Respirando fundo o azulado me larga, sentando-se emburrado no sofá. Desviando os olhos ligeiramente apoteóticos, àqueles olhos os quais ao serem fitados, passam uma imagem distorcida de um garoto com ideias afetadas e que se sente no topo do mundo. O garoto que teria orgulho de ter a queda mais alta...

Me encontrei aqui, nesta sala fria, sem ter a mínima ciência do que está acontecendo, do que estou fazendo. Meus dedos deslizando pelos fios azuis, vendo-o deliciosamente caroável, como um bichinho de estimação. Havia anos que eu não tocava essas madeixas macias...

Estava desligado do mundo até que Rukia se levantou repentinamente, sorrindo para mim.

— Já é bem tarde. Preciso ir. – Informa, tomando nas mãos a bolça que trouxera consigo. Ao passar por mim, sorriu sugestiva, meneando disfarçadamente com a cabeça. – Acho que você sabe o que fazer... – Murmurou antes de ir.

Fez-se um silêncio demorado. Sei que ele espera que eu diga algo, contudo o que eu deveria dizer? Não se preocupe com essa doença, pensei em você por todo esse tempo, nunca amei minha esposa?

Suspiro. De uma hora para outra compreendendo tudo o que Rukia dissera. Ele está doente... Ele pode simplesmente morrer enquanto dorme. Pode simplesmente se esquecer de respirar e acabar sufocando...

Mostro-me atônito uma vez mais. A informação atingindo-me de forma tardia, entretanto não menos dolorida. Respiro fundo, encarando-o. Parece que o "back" o qual a porta fizera ao ser fechada por Rukia ainda ecoa pela casa. Suspiro antes de murmurar em baixo tom:

— Era isso que você tinha para contar? – Sentando-me ao seu lado, acomodando-me no sofá. Ele apenas deu de ombros, descansando a cabeça na cabeceira.

— É uma doença idiota. – Responde em um suspiro.

— Mas é perigoso, não é? – Indago, mesmo sabendo que parar de respirar é mais do que apenas perigoso. Tudo se torna ainda mais intenso porque estou falando de Grimmjow. Meu amor colegial snobe e idiota. Estranho seria eu não me importar com ele.

— O que você acha? – Sorriu sarcasticamente, levando-me a revirar os olhos. Óbvio que eu aguardava uma resposta assim.

— Ela não vai te matar. – Assevero, referindo-me a doença; ignorando sua arrogância de segundos atrás.

Na verdade, não faço ideia de qual seja essa doença, todavia me senti obrigado a falar algo que soe no mínimo reconfortante. Se eu ao menos não tentasse suavizar o clima, me sentiria culpado por toda vida.

Grimmjow... Eu sei que ele se mostrará forte. O cara que não se assustaria com uma doença boba como essa síndrome de não sei o que mais lá, porém sei que ele tem um amor próprio muito imenso e incondicional para admitir que vai simplesmente se esquecer de respirar de uma hora para a outra, ou para desistir de se cuidar; seja lá quais são os procedimentos para essa doença bizarra da qual nunca ouvir falar antes. Talvez ele ainda venha fazer alguma piadinha do tipo:

— Alguém especial como eu não poderia morrer de uma gripe, hahahaha... Hilário.

Após o silêncio nefasto que pesou sobre todo o apartamento, ele olhou-me de sobrancelhas arqueada, torcendo os lábios antes de soltar um letárgico suspiro. Está estranhamente quieto...

— Você está bem com isso? – Pergunto mesmo sabendo que por dentro ele está morrendo de preocupação consigo. Novamente o azulado suspira, subindo os pés até o sofá, acomodando-se ali. Dá de ombros e com um meneio de cabeça pede para que eu lhe passe o copo de suco.

— Óbvio que eu preferia está saudável. – Rezinga tomando alguns goles do suco. – Morrer será uma perda triste para mim e para a sociedade. Inclusive para mim. – riu de sua própria piadinha de mau gosto, apertando bem o copo de suco entre os dedos. Revirei os olhos. Não sei se o reprocho pelo ato de está falando de sua morte ou pelo fato de está se vangloriando de uma forma um tanto quanto cômica.

— Não seja idiota. – Murmuro, tendo um ínfimo sorriso. O outro apenas deu de ombros, deixando o silencio se propagar uma vez mais.

Então era isso? Ele tomou ciência de seu futuro incerto e não gostaria que eu esquecesse-o caso partisse? Isso soa romântico... E melancólico. Melancólico e um tanto idiota.

Por desconhecido motivo, não é como se eu falasse de Grimmjow; meu ex-namorado idiota. É como se fosse outra pessoa. Uma pessoa com sentimentos, o que soa de grande estranheza.

Volto para o agora ao ouvir sua risada. Olha-me nos olhos, esboçando seu portentoso sorriso sacana. Levando uma das mãos até meus cabelos, faz uma delicada carícia.

— Sabe o que deixaria uma pessoa como eu feliz? – Pergunta aparentemente divertido. Não respondo. Apenas permaneço inexpressível a encarar este exuberante rosto sorridente.

— Certo ruivinho debruçado sobre a bancada da cozinha. – Solta sem titubear, ampliando o sorriso por relevantes centímetros. Como sempre, esse cara tem a língua maior do que deveria.

Murchei o cenho. Estava absorto pela ilógica ilusão de que ele diria algo como “Seu sorriso” ou “você“ ou “você e eu” ou qualquer coisa romântica que soasse mais plausível. Suspirei.

— O ruivinho é casado. – Murmuro; um involuntário sorriso me traçando os lábios.

— Eu não ligo... – Retorquiu com compenetração, abrindo seu melhor sorriso cafajeste. Inclinando-se aos poucos, os lábios me tocando o pescoço de leve, não tardando a deslizar a língua. Aperto os olhos; retendo todo o desejo o qual o outro desperta em mim.

— Grimmjow... – Diligentemente o afasto, tentando manter a respiração ritmada. Sentindo receio pelo vil fato da mesma fazer ameaças de tornar-se falha. – Eu... Eu não posso... – Olhos arrogantes me fitam. Um olhar profundo, o qual aparenta tentar ler minha mente. O vi torcer os lábios, logo revirando os olhos para mim.

— Mas eu posso. Depois só finge que não aconteceu. – Resmoneou, inclinando-se uma vez mais, agora enveredando beijos por meu queijo. Céus... Ele ainda tirará minha sanidade subitamente.

— Grimmjow... – Procuro por minhas forças, evitando a todo custo à dissuasão que o outro faz tão meticulosamente. Hesitante, afasto seu corpo, vendo os olhos já irritados pela rejeição. Eu sei o quanto ele odeia isso.

— O quê? – Resmunga arrogante.

Respiro fundo ao fitar um canto qualquer. Tentando desemaranha meus pensamentos aturdidos.

Gosto dele. Gosto muito. Ele é o idiota que mais amei. O cara o qual eu sentia vontade de proteger a todo custo, o mesmo que me tirava qualquer resquício de pudor, o cara o qual me fazia gemer.

Em curtos segundos, recordo que ele é apenas o Grimmjow. Nada mais que isso. E sendo ele, está agindo conforme sempre agiu. Arguindo arrogância, mostrando-se inabalável; com algumas quedas consecutivas, porém o Grimmjow. Ele não é nada, além disso...

Toquei sua bochecha com as pontas dos dedos, sentindo o delicioso choque elétrico subir por todo o tecido de minha pele. Como esse cara consegue fazer isso comigo?...

— Eu gosto muito de você... – Assevero em um escuso sussurro, ainda tocando-lhe a bochecha. Grimmjow me fita o rosto com desdém. O olhar o qual questiona se não seria isso uma piadinha, todavia ele sabe que eu jamais faria uma brincadeira envolvendo nossa frase mais romântica e pessoal.

De repente foi como se nunca tivesse passado. O tempo, digo. Ainda estamos no ensino médio e estamos apenas nos reconciliando depois de uma idiota briga de casal. Uma daquelas que sempre acontecia entre nós, com muitos socos e chutes e uma deliciosa transa como pedido de desculpas no final.

Demora alguns segundos; porém ele sorri. Infelizmente é um sorriso qualquer. Aquele que costuma dar quando quer sexo mixado àquele que costuma dar depois do sexo. É um belo sorriso, por sinal.

Sem perder mais nenhum segundo, agarra-me os cabelos, puxando-me para um beijo embriagante. Seus lábios... Estes não mudaram o gosto desde a última vez que lhes provei. A mesma textura macia, o mesmo gosto adocicado... Poderia experimentá-lo todos os dias.

Sinto uma alegria inexplicável subir aquecendo-me o peito ao sentir seus lábios colados aos meus uma vez mais, em um encaixe cheio de imperfeiçoes, o que o torna inesquecível. O cheiro de seus cabelos embriagando-me, a textura da pele macia de sua nuca embriagando-me... Tudo é extasiante.

Não posso omitir as saudades que senti durante esses anos. Saudades de nossas brigas violentas; socos, insultos e pontapés; saudades de nossos toques sempre tão vivos, tão devassos; saudades de livrá-lo das encrencas e de carregá-lo bêbado, acolhendo-o em minha casa. Tudo me fez sentir absurdas saudades e no momento, sei que o que faço é errado, entretanto o que fizemos de certo até aqui? Um erro a mais, um a menos. Soa como se fosse irrelevante na base do possível, mesmo sabendo que a relevância seria drástica.

A única certeza é de que nada é certo; e se você se sente certo demais, está errado, e esse seria o pior erro de todos. Estar certo.

A única certeza é de que se eu não aproveitar cada instante com ele, não terei mais esta chance. É como se Grimmjow fosse água corrente deslizando por entre meus dedos e caindo sobre a terra. Como se eu estivesse o perdendo, e definitivamente não quero o perdê-lo. Três anos de distância é o bastante para elucidar o fato de que era com ele que eu deveria ter passado todos os dias os quais já foram e jamais voltarão.

— Eu também gosto muito de você. – Responde com certo atraso, separando nossos lábios. Ofegante, ele me aperta a cintura. – Gosto tanto... – As mãos atrevidas começam a se enfiar por dentro de minha camisa, acariciando com os longos e tépidos dedos todo meu tronco. Aperto os olhos, sentindo-me estremecer. Infelizmente não posso resistir. Como resisti a ele? A cada segundo soa como se fosse mais impossível.

Praticamente não percebi quando minha pele estava completamente nua e quando suas roupas estavam trilando caminho pelo chão. Foi tão rápido, e ironicamente do jeitinho que ele queria.

Não havia racionalizado quando fui guiado até à cozinha. Estava extasiado ao ser debruçado sobre a bancada. Estava incrivelmente apaixonado, como se por toda minha vida ele tivesse sido o único, e sei que algo lá dentro de mim ilude-se com tal pensamento...

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— Que foda. – Murmura tendo uma leve falha na voz, sorrindo sacana enquanto me penetra com força. Acabo por gemer mesmo que tentasse manter um tom baixo. – Você já fodeu sua mulher na bancada da cozinha? – Indaga rindo. Não parando os movimentos por nenhum segundo. – Aposto que não...

— C-cale a boca! – Rezingo entre gemidos enquanto aperto seus ombros e enlaço ainda mais minhas pernas ao redor de sua cintura. Ele suspira pesadamente, apertando minhas nádegas logo desferindo um forte tapa... Ahh esse maldito! Ele ainda tem essa mania irritante.

— N-não me bata! – Resmoneio com a voz trêmula, apertando suas costas, gemendo ao seu ouvido.

— Não dá. Você é muito gostoso... – Assevera apertando o mesmo local entre os dedos. Por que ele não pode tentar algo mais romântico? Pelo menos desta vez... – Está mais apertado depois de todo esse tempo sem me ter aqui para te foder... – Como sempre, faz um de seus comentários impertinentes e desnecessários. Como ele consegue ser tão antirromântico?

— Cale a bo... – Não tenho a chance de dar o desfecho, já que ele acertou minha próstata com força, estocando impetuosamente, levando-me a soltar um quase grito de prazer.

— Aaaah... S-seu maldito... – Gemo ao seu ouvido, apertando os olhos, os quais se encontram marejados de prazer.

Então esse é o sexo de reencontro? Não exatamente diferente do que fazíamos nos tempos do colégio, contudo cada um tem suas particularidades e pequenas diferenças. Este parece realmente muito mais intenso.

— Você gosta não é mesmo? – Sussurra arrastado, suspirando pesadamente contra meu ombro. Mordo o lábio inferior, apreciando o calor de sua respiração contra mim, lhe arranhando as costas e lhe mordendo a orelha devagar.

— Gosto de tudo relacionado a você... – Dou a resposta em um sussurro.

Tendo nos lábios o sorriso libertino, o azulado me desce da bancada. Fito o azul de seus olhos por alguns segundos, logo sendo surpreendido quando ele me vira o corpo, puxando minha bunda para si, ousadamente aperta minhas nádegas com força; não tardando em desferir um tapa.

Trinco os dentes, sentindo o local formigar. Por que esse maldito precisa bater não forte? Antes mesmo que eu possa reprochá-lo, ele me penetra de uma vez, acertando meu ponto, deixando-me à beira de soltar um grito.

Tomado pelo aprouver, empino mais o trazeiro, segurando bem a bancada com os trêmulos dedos.

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Foram vezes consecutivas. O famoso sexo de reencontro.

O ato lúbrico tivera seu desfecho há mais ou menos cinco minutos e o sol já brilha do lado de fora da janela, à qual fiz questão de fechar.

Depois de tantos anos, ele me banhou o corpo. A sensação é ligeiramente nostálgica; como sentira saudades de sua mirabolante maneira de dar-me um banho.

Deitamos exaustos depois das atividades extenuantes praticadas. Um delicioso silêncio estendeu-se e senti minhas pálpebras pesarem, sendo puxado de volta para o quartou ao senti-lo remexer-se na cama.

— Será que você nunca vai aprender a comprar peças mais folgadas? – Resmunga puxando o coes de minha cueca que lhe apertava o quadril. Sorri abobalhado, fitando-lhe o rosto.

Ele está aqui... Está aqui comigo. Tem a pele macia, fresca; com a deliciosa textura tão gostosa de tocar; com seu característico cheiro levemente amadeirado, quase o mesmo cheiro de seus cabelos ainda molhados, resquícios do recente banho.

Fechei os olhos e sorri, sendo aos poucos dominado por um delicioso torpor. É confortável, é quente, é extasiante...

— Pensei muito em você nesses últimos anos. – Admito de olhos fechados, escondendo o rosto provavelmente rubro em seus braços.

Uma delicada carícia é feita em meus cabelos, levando-me a abrir um sorriso. Está em seus braços é um sentimento tão família...

— Eu sei. – Diz desdenhoso, dando uma leve risada. Fechei a cara em um provável cenho risível. Esse imbecil provavelmente está se sentindo o tal.

Levanto os olhos para seu rosto, qual se encontra em uma deliciosa proximidade. Soltando um suspiro, ele resolve externar seriedade nem que por breves segundos.

— Você sabe... – Murmurou fitando a tudo, menos a mim. Parecia estar tomando coragem para fazê-lo, logo direcionando os olhos azuis para meu rosto. – Também pensei muito em você...

Gradativamente, esse abobalhado sorriso estende-se por meu rosto, subindo por minhas bochechas. É impossível retê-lo, for dos padrões disfarçá-lo. Como poderia não sorrir diante desta afirmação? Inclinei-me um pouco, tomando-lhe os lábios com ternura.

— Sétima rodada? – Brincou ainda com nossos lábios entrelaçados, já abrindo um debochado sorriso. Mesmo não sabendo ao certo quantas rodadas de sexo foram; ele não poderia perder o ensejo. Idiota...

— Hilário. – Murmuro, arrumando-me ao seu lado, lhe lançando um sorriso.

Mais uma vez vejo os duendes dançarem com as flores, o sonho que apenas tenho quando ele está perto de mim. Por um segundo, Samantha não existe. Eu não sou casado, não tenho uma família. Apenas sou um colegial apaixonado, compulsivo e loucamente atraído pela cor azul. Poderia haver uma cor mais bonita?

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^ Esse é o penúltimo capítulo ^u^