Notas iniciais
*No Jardim*

Passei pelo arco branco que indicava a entrada do jardim, a entrada com videiras de uvas se entrelaçando. A pequena floresta chamada de jardim por muitos, banhada de flores de várias espécies, horta incluído tipos de frutas e frutas existentes quase do mundo todo. Andei pelo caminho de pedras até meus arco íris de lírios, maioria de rosa e roxo. Poder cuidar de algo delicado e demoroso me dava orgulho. Demorou alguns anos para atingir a perfeição e expandi-las. O caminho de pedra ia mais fundo, a visão uma melhor que a outra.

A silhueta de vestes pretas me chamou a atenção. Caius apreciava os lírios de longe, seus ombro elevados, seus dedos desejando tocar as flores porém não conseguia deixando somente sua palma estendida. Ao ouvir meus passos, Caius continuou na mesma posição mas virando o rosto de leve para minha direção, escondendo qualquer emoção que estava ali antes.

“Ah, você chegou.”

“C-como?

“Intuição.” Senti seu sorriso mesmo não vendo seu rosto inteiro. Diferente de antes, ele tinha determinação, e se eu não estou enganada animação no seu tom. “Preciso que elimine alguem.”

Apenas assenti esperando que continuasse. Sentei na cadeira de aço branco que ficava na minha parte do jardim, geralmente eu tomava meu chá sozinha e sossegada depois de cuidar dos meus lírios. Caius sentou na cadeira a frente de mim e estalou seus dedos. Uma pessoa entrou com uma bandeja de chá e alguns biscoitos. A menina parecia esta nos seus 25 anos ou mais, humana, deixou a bandeja com cuidado colocando chá na minha xícara adicionando um pouco de mel, deu um sorriso envergonhado para Caius (o mesmo nem reparou). Ela afastou nos deixando as sós.

“Estou amando o suborno. Esse alguém deve ser difícil encontrar ou matar.”

“Os dois.” Ele tomou um pouco do chá na sua frente e arrependeu-se na hora.

“Uma lenda então?”

“Se apenas fosse, ainda assim, ele vive e respira muito bem.”

“Um lobisomem?”

Eu sabia muito bem o medo de Caius de lobisomens. Era sobrenatural a ponto de extintor toda a especia. Gargalhei com a possibilidade, e ela foi morrendo aos poucos a ver o medo em seu rosto. Merda.

“Infelizmente.”

“Caius, o senhor matou todos. Isso é impossível.”

“Fale o mesmo para o infeliz que anda e come. Ainda estou investigando co-”

“Não.” O interrompi. Larguei o biscoito da minha mão e o encarei.

“Chiedo scusa.”

“O senhor escutou, não.” Tomei um gole do chá de jasmim. “Não existia alguém que manuseava esse trabalho?”

Caius suspirou impaciente massageando sua testa, por fim colocou sua mão na bochecha me olhando entediado, jogando o óbvio no ar. Ah, existia.

Eu não participaria de eliminar os filhos da lua com tão poucos no mundo principalmente. Eles não são uma ameaça e nunca foram. Caius fez questão de acontecer. Pessoas foram morta em masses, populações extintas em menos de dias. Algo em mim despreza isso, tortura era legal mas com quem merecia.

A intensidade dos nosso olhos aumentaram e nenhum dos dois abaixaria para o outro.

A proximidade entre nós fora se fechando. Seu andar devagar como de um tigre e seus olhos mortíferos prontos para atacar. Os cabelos de minha nuca arrepiaram, meu corpo suou e tremeu de leve. Afastei meu olhar segundos depois. Rosnei para seu lado, em resposta ele rugiu mais alto.

“Amanhã você partirá, e por causa do seu comportamento você não irá com sua guarda e sim com alguém de minha confiança.”

Levantei na hora protestando seu pedido. Então me toquei, por isso ele não conseguiu falar ontem. Ele sabia que eu não gostaria da ideia, e ele não podia pedi para qualquer um. Caius ja havia programado toda nossa conversa para seu favor e eu caí como um patinho.

“Aproveite seu chá da tarde, eu escolhi pessoalmente,” Caius pausou antes de falar. “Seu favorito.”

O vampiro loiro saiu com elegância indo diretamente para a escuridão do castelo. O peso da minha mais nova missão finalmente caiu sobre meus ombros. Eu nunca matei um filho da lua muito menos encontrei um. Rumores são que seu veneno poderia nos matar em segundo e com apenas uma mordida partiria a pessoa na metade. Estranhamente eu estava animada em ver um pessoalmente, talvez seria um dos maiores desafios da minha vida ao contrário de muitos membros da minha clã.

Continuei sentada tentando determinar se estava com raiva ou animada, comendo. Quem Caius colocaria de companhia, eu consigo pensar em poucas pessoas, Demetri talvez, ele o acharia rápido, acabaria com o alvo, e sem contar na experiência de séculos ele tinha. Porém havia o mas, Caius se irritou com minha ousadia o pior que ele poderia seria um dos gêmeos, Jane sendo mais especifica. Duvido, com certeza seria Demetri.

Depois de terminar meu chá da tarde estralei meus dedos na esperança da humana ainda está por volta. Sua rapidez me fez um pouco feliz. A humana tremia ao entrar e me ver sozinha, oh ela tremia de medo, interessante. Continuei sentada observando ela fazer seu trabalho, as xícaras nas suas mãos faziam barulhos batendo uma contra a outra. Ela negava a me olhar ou que eu estava ali. Sem ela perceber cheguei por trás e soltei um boo baixo no seu ouvido. Ela pulou e gritou deixando a bandeja na sua mão cair e quebrar os pratos e xícaras. Ela tentava pegar os cactos do chão ainda trêmula. A ajudei a pegar alguns, ela insistia em fazer o trabalho sozinha. Da mesma forma que entrou, ela saiu desesperada. Soltei uma gargalhada, agora nenhum empregado chegaria perto de mim. Eles já colocaram bastante distancia de mim e minha guarda por conta de histórias circulando no castelo. Nenhum humano gostava da nossa presença, e espero que continue assim.

A escuridão invadia meu quarto. O cheiro de Félix havia abandonado o local rápido assim como em mim, o que frustrava. Como isso era possível? O cheiro do parceiro sempre ficavam no outro por infinito tempo, Aro me contou que fica para sempre, principalmente depois de criarem o laço entre eles. Sera que… não, impossível.

Balancei os pensamentos de minha cabeça e liguei as luzes trazendo um pouco de vida para meu quarto. Pulei na minha cama e fechei os olhos por alguns segundos aconchegando nos lençóis de seda e me afundando nos travesseiros. Era tão bom esta em casa e dormi na minha cama macia e não em lugares estranhos. Só de lembrar que terei que partir por sabe quanto tempo. Marquei mentalmente de não esquecer de avisar Nesrin e Meraki de minha partida e outras coisas.

Saltei da minha cama na hora. Alguém esteve aqui. Como eu não percebi antes? O resíduo da presença da pessoa ainda prolongava. Frio e invasivo. Segui por onde ela andou, direto para a minha mesa de estudo. Outro bilhete. Antes de abri o papel bateram na minha porta apenas duas vezes. Guardei o papel no meio dos meus livro e fui abri a porta. Só poderia ser Demetri com os planos para nossa partida.

Ao abrir a porta, somente para encontrar outra pessoa.

Merda Caius, você deve esta brincando com minha cara.