As Volturi: Throne of Blood
14 Non l'ultima volta
Notas iniciais
Não, não, e não…
Eu vou matar Caius, ou chegar perto da morte.
Fechei a porta na cara da pessoa na hora. Daqui eu não saio e daqui ninguém me tira. Nem pensar que eu vou com Alec nessa missão. Caius passou do limite dessa vez. Se fosse Jane eu poderia até aguentar mas Alec, já até imagino situações estranhas e embaraçosos. Seria tão horrível deixar Demetri ir e fazer o trabalho direito?
Não era essa o objectivo de Caius mas de ter certeza que o trabalho seria feito.
“Eu ainda estou aqui.”
Pulei com o susto em ouvir sua voz sussurrar na porta.
Abri a porta novamente. Ele deve tá se deliciando com minha tortura, ou não. Seu rosto perfeito se contornava de desprezo de esta ali. Menos mal, éramos dois adorando a situação.
Fechei a porta atrás de mim e o liderei para longe do meu conforto. Tudo menos deixar Alec entrar no meu santuário, e ver minhas coisas. Não bastava ter que passar dias ou meses juntos. Arrepiei só de passar na minha mente, ter que conviver lado a lado com essa criatura. Se eu era um monstro, Alec era mil vezes pior. Um dos únicos vampiros a vencer em um combate contra mim, nem Jane conseguiu essa proeza.
Onde eu estava indo?
Andamos vagamente pelos corredores, Alec calado o tempo todo. Ele esta esperando o que exatamente?
Lancei meu olhar para ele disfarçado. Alec apenas levantou os ombros e virou o rosto tomando o cenário para si. Ele também não sabia o que estávamos fazendo. Maravilha. Olhei para os lado procurando por portas, quartos vazios com mesas de preferência. Ah, a biblioteca seria o lugar perfeito.
“Biblioteca!”
Alec saltou de susto, se recuperou e me seguiu.
O seus rubis clarearam observando o local majestoso. Alec ficou parado na porta absorvendo os detalhes do espaço. Jurava ouvir “magnífico” sair de seus lábios rosados murmurando ao ver as pilhas de livros na minha mesa privada.
Minha curiosidade queria perguntar se ele alguma vez leu um livro ou entrou em uma biblioteca, contudo mantive minha boca fechada.
“Na minha época isso tudo seria queimado.” disse Alec virando as páginas de um livro.
“Sempre esqueço que você é da época das medieval.”
Isso o fez frisar na hora e arregalar seus olhos.
Burra, burra.
Alec apertou o livro quebrando sua capa dura. Seu maxilar trincou e as veias de sua mão pulsava o veneno mais rápido. Tranquei minha posição pronta para suas sombras. Os raios estalavam baixo quase silencioso reagindo contra qualquer tipo de ataque. Ele continuou parado fixado no livro em suas mãos.
A sua raiva pareceu desaparecer. Alec respirava o ar em sua volta controlando qualquer tipo de emoção implorando para sair.
As memórias de antes era tabu entre nós. Um assunto que ninguém tocava por medo e respeito por todos, principalmente assuntos envolvendo nossos ultimo dias sendo humanos. A maioria não lembra o que é ser humano ou como eram suas vidas antes de tudo isso. Alec e Jane lembravam de tudo, cada detalhes de suas vidas e quase morte.
“Caius entrou em detalhes sobre o lobisomem?” Eu falei querendo acabar com a tensão no ar.
“Existe algumas testemunha. Todas dizem que viu um lobo deformado enorme roubando o cemiterio.”
“Onde?”
Andei até minha mesa abrindo o mapa da Europa/Ásia. Alec ficou do meu lado tentando localizar, perto demais. O moreno pegou um lápis e foi marcando as cidades da onde as testemunhas vinham e as datas. Cheguei um passo pra trás vendo se havia algum padrão.
O velocidade de Alec foi tão rápida que ele já estava do meu lado também vendo se havia relações entre elas e talvez a próxima localização. Meus olhos mexiam de um lado para o outro. Existia sim um padrão entre elas.
Me xinguei mentalmente. Eu irei estrangular Caius quando voltasse. Finalmente descobri o seu propósito em me colocar na missão.
O lobisomem estava na Irlanda, e eu sabia onde ele estava indo.
Circulei três cidades perto da última que o vira. Alec verificou os círculos tentando ver alguma falha na minha predição. Rolei meus olhos mas continuei estudando por onde começaremos.
“Parece ser preciso. Bom trabalho para uma humana.”
“Hibr- Quer saber? Eu não vou te corrigir.” Massageei minhas têmporas e ignorei a pequena dor se formando.
“Podemos começar aqui.” Disse quieto apontando para meu maior medo.
“Essa é a mais distante das outras. A distância entre elas são dias a pé, nosso alvo só tem velocidade na lua cheia, e ela foi ontem.”
Alec se calou estudando o mapa um pouco mais. Depois de um tempo ele assentiu com a cabeça e se virou para sair. O deixei ir sem perguntar onde ia.
Guardei o mapa no seu lugar e fui atrás de Demetri. Não que eu não confiasse na minhas intuições mas seria melhor ouvir do melhor rastreador do mundo sobre meu plano.
O moreno de cabelo espetado andava pelo o corredor indo em direção a sala do trono quando o avistei.
“Demetri.” O grito de longe.
Ele parou virando-se para mim, seu sorriso enorme exuberante radiante ao seu redor.
“Marieeeee.” O vampiro abriu seus braços correndo para me abraçar. “Você mal chegou e já vai?”
“Ordem de Caius. Falando nisso, preciso da sua ajuda.”
“Não quer esperar Alec?” Demetri mexeu as sobrancelhas e sorriu maliciosamente.
“Você é impossível.”
Conversamos sobre as localizações e como eu e Alec poderia atacar nosso adversário. Infelizmente, eu não tinha nenhuma foto ou algo relacionado ao lobisomem, o que faria minha procura fácil. Demetri me deu algumas dicas em como se aproximar e tentar terminar essa missão antes da próxima lua ou depois, mas nunca na lua quando os lobisomens tem mais vantagem.
“Faz séculos desde que matei um.”
Eu e Demetri decidimos discutir minha missão na biblioteca longe de qualquer ouvido. Meus olhos fixos no mapa, em um ponto exato.
“Eu sei que vai ser difícil mas Alec vai esta la.”
“Se isso é sua ideia de conforto, não está adiantando.”
Demetri pegou meu queixo tirando meus olhos do mapa e me fazendo o encarar.
“Vai da tudo certo! Quem sabe você nem precisa de ir lá.”
“Torcendo que não.”
Alec socou as portas da biblioteca, havia chamas nos seus olhos. Demetri me olhou e beijou minha testa saindo com sua entrada estrondosa. Os lábios de Demetri formou ‘boa sorte’ antes de ir.
“A princesa com certeza tomou seu tempo.” Eu falei.
Retirei meus olhos sobre ele pousando nas minhas unhas e limpando elas.
A raiva não saiu de seus olhos. Ele continuou calado e indicou para suas costas onde uma bolsa de couro se localizava. Soltei um suspiro enquanto passava dele.
“Me espere na porta do fundo, não vou demorar.”
Dobrei o mapa na minha frente e segui para meu quarto. Alec andou atrás de mim e pareceu não escutar minhas palavras de antes. Apenas o ignorei e tentei ser mais rápida possível. Embalei algumas roupas e dinheiro, na esperança de não demorar muito. Demetri também achou melhor começar pela cidade mais perto da ultima vez que o lobisomem foi visto e longe da onde eu não queria ir.
Mesmo depois de mais de setenta anos, eu não conseguiria ir até onde eu vi Freya pela a ultima vez.
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