Notas iniciais
meus lindos, desculpem a demora... eu juro que toda vez que eu tento postar esse cap dá bug nessa bodega aqui... mas, estou aqui postando pra vocês... aproveitem ^.^

Barnabas pôs seu cérebro pra funcionar. Ele precisaria de uma armadilha que pegasse as duas mulheres. Agora que Julia parecia ser mais poderosa que ele, não seria fácil.

Ao mesmo tempo Julia e Angelique colocaria o plano “destruição de Barnabas” em ação, pois segundo Angelique a estaca na noite anterior era só o aquecimento.

– temos que acertá-lo no coração, e faze-lo sofrer como ele nos fez sofrer.

– e como pretende fazer isso? Agora não tem mais Josette ou Victória.

– não seja tola Dra. Hoffman... há mais uma por quem ele ainda pode se apaixonar...

– você pode fazê-lo se apaixonar por você de novo?

– é por você sua encefala!

– o que? Não! Não... Barnabas... ele não poderia...

– como não.... ele se arrependeu de tê-la matado, é o primeiro passo. Já que ele não me ama, ele será capaz de ama-la... e com a minha ajuda, isso será ainda mais fácil

Angelique se aproximou de Julia e cortou uma mecha ruiva

– mas o que...? – a ruiva protestou diante da mecha cortada

– você vai seduzi-lo e trazer uma mecha de seu cabelo essa noite... é a sua missão.

– e você?

– eu vou me divertir enquanto ele possui o nosso corpo....

– meu corpo!

– achou que eu ia ficar só olhando, querida? – e soltou um riso antes de desaparecer.

...

Era madrugada e Barnabas estava faminto. Desde a volta de Julia ele não se alimentava.

Desceu pelo cais e sentou-se lá. Um moça se aproximou, ela claramente parecia ser uma “mulher da vida”, como Barnabas costuma dizer.

– hm... o que temos aqui... homem sozinho... estaria eu em perigo?

– suponho que sim... madame... – Barnabas recuou

– tsc tsc... suponho que não... – a mulher respondeu.

O cheiro de álcool era muito forte, e isso incomodava.

– suponho então que, és uma presa que quer ser caçada... – ele disse observando o pescoço da mulher

E ela nem percebeu que ele falava realmente em caça-la

– caça... eu gosto de caça... vem me pegar

A mulher bêbada que ia correr tropeçou e caiu.

– essa foi a caça mais estupida que eu já participei.

Levantando-a em seus braços, Barnabas mordeu o pescoço da mulher. Ela por sua vez mal tinha forças pra se debater ou se defender.

– vai levar o corpo dela pro fundo do mar como fez com o meu?

– Angelique...

– Julia Hoffman. Doutora Julia Hoffman

– você tentou me matar, mas não me matou, por que? – Barnabas se referia a noite anterior

– porque não era eu, se fosse teria matado

– teria mesmo?

– não sei... – Julia sentou ao lado de Barnabas. – acho que...

– não.

– sim, eu acho que sim. Eu não vou te perdoar pelo que você fez.

– Dra. Hoffman... eu me arrependo das minhas ações, e espero que se arrependa das que fez também. E que me perdoe é claro.

– como sempre, a culpa nunca é sua! – Julia se exaltou – o Collins que nunca erra... escute aqui...

Julia usava um dos vestidos de Angelique, encaixava-se perfeitamente ao corpo pálido e bem torneado, avantajando seu decote.

– ...eu não vou ceder aos seus caprichos... e você está sujo... aqui.. – ela limpou o sangue que ainda escorria nos lábios de Barnabas.

– revertendo os fatos... eu deveria ceder aos seus caprichos?

– não deveria...?

Cheiro do sangue fresco aproximou ainda mais o rosto da bela ruiva, e Barnabas, que não é bobo, aproveitou-se aqueles lábios vermelhos pra si.

Julia podia sentir as presas de Barnabas batendo nas suas e raspando levemente em seus lábios. Pouco a pouco eles estavam mais próximos até que o corpo de Julia estava colado ao corpo de Barnabas.

O beijo tornou-se mais desesperado, Barnabas agarrou a cintura de Julia encaixando ao seu quadril e cada vez mais, Julia sentia o desejo de ser possuída por Barnabas.

Não resistindo ao corpo de Julia, Barnabas arrancou sua roupa, deixando-a apenas com sua lingerie.

– deixe-me possuir seu corpo de mulher...

– não pense que vou resistir...

Deitados no cais, Julia/Angelique subiu por cima do corpo pálido de Barnabas, arrancando sua camisa, mergulhou em busca de seus lábios novamente.

“o cabelo... agora...”

“agora?”

“o que você quer, uma transa com ele?”

“por que não?”

“ahn... como você é fraca...” Angelique argumentou

“apenas aproveite...”

Julia sentiu entrar orgão ereto de Barnabas, e passou a mover o quadril. Os gemidos começaram e foram crescendo de acordo com seus movimentos. Era frio e grande, o que a deixava mais excitada.

– mais rápido – ela gemeu

Consumidos pela luxuria seus corpos moviam em sincronia perfeita. Barnabas estava próximo de alcançar seu ápice.

“você é tão fria... “

“eu?”

“eu assumo a partir daqui...”

Angelique, possuindo o corpo de Julia, passou a arranhar e morder enquanto sentia a pressão em seu corpo.

Trocando de posição, eles voaram pela baia indo parar na areia. Barnabas de alguma forma sentiu a diferença. Mas... tarde demais. Já estava tão envolvido que não adiantava lutar contra o desejo carnal que lhe possuía.

...

– Angelique.

“você dorme com ele e chama meu nome?”

– não... eu... sempre que durmo você apronta alguma...

– eu não aprontei nada querida, eu juro. – Angelique materializou-se ao lado de Julia.

Barnabas dormia tranquilamente no lado esquerdo da cama de Julia.

– se ele te ver? – a ruiva perguntou intrigada

– está cansado demais pra acordar agora.

Julia sentiu a fadiga tomar seu corpo.

– era pra dar um trato nele, ou em mim?

– hehe... foi divertido.

Julia hesitou. E Angelique percebeu.

– escute aqui, se você se apaixonar... – a Loira se aproximou segurando o queixo de Julia

– me apaixon.. me apaixonar... eu não!

– ótimo, esse homem é meu.

– como? Como assim seu sua loira aguada!

– aguada? Escuta aqui sua vadia, eu tomei seu corpo...

– escuta aqui... – Julia jogou-a na parede voou em sua direção – o corpo é meu. O poder é meu. Abaixe o volume do seu latido, você precisa de mim, e isso é um fato. Pense duas vezes antes de entrar no meu caminho...

– Julia...

Ambas olharam assustadas pro homem que dormia

– grite... pra todo mundo ouvir...

– não preciso gritar.. – Julia cochichou no ouvido de Angelique. – você sabe qual é o seu lugar. Vou pegar o cabelo e vou acorda-lo.

Julia pegou a tesoura e cortou uma madeixa dos cabelos de Barnabas.

– acorda filho da mãe!

“ele não vai acordar desse jeito...” Angelique já estava na mente de Julia

– mas tem outras maneiras de acorda-lo...

Julia foi até o banheiro, encheu um balde que tinha panos de passar no chão.

– Barnaby? Barnabas? Branca de Neve!?

– hm?

– Ô FILHO DA PUTA ACORDA! – Julia despejou a agua em cima do corpo recém acordado de Barnabas

– é uma bela maneira de despertar um cavalheiro, madame...

– você não é um cavalheiro. Dá um fora do meu quarto.

– mas..

– mas é o cacete, vaza daqui.

– e a nossa noite... eu...

– essa noite... Barnabas... – Julia suspirou

“quanta putaria... acabe logo com isso. Eu tenho mais o que fazer...”

– cala a boca!

– eu não disse nada... madame...

– não to falando com você! Barnabas, por favor, vá embora.

– você, estava diferente, essa noite... em um momento era você e no outro... era ela, não era?

– como pode saber?

– um homem sabe quando uma mulher o deseja ou quando ela quer te dominar. Dra. Hoffman, eu sei que parti seu coração... ainda vejo em seus olhos... ainda é uma mulher triste...

Barnabas se aproximou novamente de Julia, ele segurou em sua cintura, e ela estremeceu ao seu toque.

– Barnabas... você não sabe o que é amar... – Julia olhou nos olhos dele – nem você sabe o que é amar... – ela disse pra Angelique

– então me ensine...

– vai aprender com Josette ou sei lá mais quem! – Julia rebateu voltando ao seu estado de fúria – cuidado, necrofilia é crime.

– somos dois criminosos, por que nenhum de nós estamos vivos...

– vai Barnabas, dá um fora daqui... vai, xô....

Angelique tinha o cabelo de Barnabas em mãos

– vejo que ele não vai precisar de um feitiço...

– que foi? Estava com dó de matar seus urubus?

– eu cuido dos meus negócios. Aliás, não gostei do tom ameaçador que você usou.

– chora, que passa.

Julia tornou a deitar na cama, adormeceu rapidamente, o sol já estava a se levantar.