Notas iniciais
desculpem a demora, eu estava sem tempo pra escrever, agora, aqui está ^.^

Julia desceu as escadas, livre de Angelique dessa vez. E essa é aliás, uma pergunta que Julia andava se fazendo, onde estava Angelique?

Elizabeth encarava Julia com timidez e medo ao mesmo tempo. Dra. Hoffman não pode evitar o sorriso satisfeito. As coisas que Angelique apronta quando possui o corpo de Julia, passa em sua mente como sonho ou imaginação. Ela não pode evitar lembrar que Angelique tinha usado o corpo de Elizabeth, saber que a certinha pedigree da família tinha uma queda por ela era no mínimo um trunfo.

Sentando-se em seu lugar na mesa, pela falta da Angelique, ela não sentia a menor vontade de comer. Seguido dela, entrou Barnabas

Ele cumprimentou a todos, exceto Julia. O que não passou despercebido por Carolyn, que pigarreou.

– sim, madame?

– nada... foi só... a minha garganta... e minha cabeça... eu estava passeando pelo corredor ontem a noite e ouvi barulhos estranhos ecoando....

– que tipo de barulho? – Elizabeth perguntou

– talvez a Dra. Hoffman possa explicar, pode?

– que tipo de barulho, Carolyn? – Julia empertigou-se

– acho que... gemidos.... até gritos...

Barnabas começou a corar.

– Carolyn... acho que você é grande o suficiente pra saber o que eu estava fazendo...

– estava se tocando?

– masturbação seria o termo correto, mas não. Eu não estava me masturbando. – ao terminar sua sentença, percebeu que toda a mesa, com exceção de Carolyn estava em estado de choque – o que? A palavra masturbação é proibida? É um tabu, eu concordo...

– não acho que seja um tipo de conversa conveniente para o pequeno David ouvir.

– Liz, querendo ou não, no futuro, não muito distante, ele saberá e praticará.

– até lá é preferível que evitasse estimular essas conversas.

– como quiser.... – Julia passou a mexer o café que estava ao lado do seu prato com torradas – uma mulher só pode ter prazer quando ela conhece a si mesma... – ela continuou como forma de provocação – eu não espero ter estimulado ninguém... – sorriu travessa pra Carolyn.

– parece que não sou só eu que ando rebelde.... – Carolyn respondeu antes de se levantar.

...

– onde você estava? – Julia perguntou estressada a Angelique

– preocupada comigo? Own... que fofo... – Angelique zombou

– não comece com seus joguinhos, eu não estou brincando...

– imagino que não...

– então sabe que estou esperando respostas. – Julia respondeu visivelmente brava

– eu estava resolvendo, os nossos problemas. o que diz respeito aos Collins, é claro

– o que vai fazer dessa vez?

– cortar o mal pela raiz.... – Angelique explicou o plano – está de acordo? – disse ao final da sua proposta.

– totalmente. – Julia esboçou seu melhor sorriso maligno.

...

Dirigiu-se imediatamente ao seu quarto, sentindo aquele cheiro invadir suas narinas “sangue...”. Então parou e pensou melhor “você não é um animal... controle seus instintos, você é um Collins... demonstre sua superioridade”

Ao chegar no quarto, viu o corpo da mulher ruiva e sedutora em sua cama. Sua boca estava suja de sangue.

– um atrativo interessante, eu diria. – Barnabas disse.

– um atrativo interessante?

– sim... – respondeu nervoso.

Barnabas pensava muito em Julia. Mas ao lembrar de Angelique, seu desejo transformava-se em repugnância.

– Barnabas, eu estou seminua e coberta de sangue.

– er... – ele não conseguia controlar-se

– por que você não vem?

E ele avançou. Em direção ao pescoço de Julia, que rapidamente desviou.

– quem manda aqui sou eu.

– madame... a senhora está no meu quarto, na minha mansão....

– shi... – ela colocou o indicador em sua boca. – você fala demais.

Pela segunda vez, Barnabas sentiu as presas de Julia penetrarem em seu pescoço. Ao invés de sentir-se desesperado, ou de sentir dor, ele foi preenchido por uma onda de prazer.

Ele agarrou o quadril nu de Julia, trazendo seu corpo a colar ao seu. Ela por sua vez montou sobre ele, sentindo o órgão frio e duro penetrar em sua entrada. Foi quando ela começou a trabalhar.

Movendo os quadris pra frente e pra trás, num movimento sincronizado ao de Barnabas. O sangue do homem escorria pelo lençol e pelos lábios de Julia. Levantando o corpo, ele agarrou-se ao corpo esguio de Julia, e levou suas presas ao seio excitado dela, fazendo-a gritar, estimulando-a a ir mais rápido. Mas sua velocidade já não o satisfazia.

Segurando-a pela cintura, seus corpos chegaram ao teto, onde ele começou a controlar a frequência em que seu órgão se movia dentro dela, aumentando ainda mais seu prazer, e deixando seu orgasmo cada vez mais próximo.

Mais uma vez seus corpos atravessaram o quarto, batendo no guarda-roupa, o qual caiu por cima deles quando aterrissaram. Não foi um obstáculo ao Barnabas, que o empurrou pra longe.

Julia gritava desesperadamente, desejando mais e mais o corpo de Barnabas, e ele finalmente chegou ao seu ponto máximo. Julia soltou um suspiro prazeroso ao sentir o liquido quente invadir seu canal.

Abraçados ali no chão, Barnabas tinha o corpo de Julia presa por baixo dele.

Os olhares foram trocados e algo aconteceu. Uma conexão que não era privilégio de vampiros, ou de humanos. Era algo universal. É o que chamamos de amor.

Barnabas afastou mechas ruivas que caiam sobre os olhos de Julia e então beijou-a. Embora seu corpo e consciência mandasse ela parar, seu coração dizia pra ela continuar.

Barnabas levantou sem dizer sequer uma palavra, e pegou-a no colo.

De pé, ao lado da janela, via-se o caixão de Barnabas.

E lá dentro os dois vampiros descansaram juntos.

...

– você conseguiu o que eu disse?

– não... – Julia chegou em seu quarto cerca de 4 horas depois do combinado com Angelique. Estava amanhecendo.

– não? O que ficou fazendo esse tempo todo?

– sexo.

– e você diz assim sem pudor o que faz com meu homem!

– seu homem? você não disse que quer mata-lo?

– quero mata-lo por que ele não quer ser meu.

– você é uma maluca. – Julia respondeu sentindo os efeitos do nascer do sol.

– o que aconteceu naquele quarto? – Angelique tinha o tom sombrio.

– olha, eu vou te explicar: — Julia disse com sarcasmo – quando um homem e uma mulher se desejam, fisicamente, tendenciosamente a circulação sanguínea do homem aumenta, ele sente-se excitado, portanto o seu...

– você pode parar com seu tom irônico!?

– eu já disse o que aconteceu.

– você está apaixonada? – Angelique perguntou.

As memórias de Julia passaram rapidamente e um sorriso ameaçou aparecer

– eu...?

Não contendo sua raiva, Angelique avançou em Julia, que desviou pra esquerda, e com sua mão segurou os cabelos loiros e atirou o corpo de Angelique pra longe.

– não ouse fazer isso novamente! – Julia disse com autoridade

– você vai pôr tudo a perder! Sua vadia escrota!

Julia sorriu abaixando a cabeça. Os cabelos vermelhos como fogo caíram sobre seu rosto. Nesse momento, Barnabas invadiu o quarto de Julia.

Ambas olharam pra ele.

– ahn... Dra. Hoffman...

– sim, Barnabas?

– você... – ele olhou ameaçadoramente a Angelique, que se recompunha – em minha casa!

– em sua casa, no seu quarto, na sua cama, na sua mente... em todo lugar.. eu vou estar

– em qualquer lugar, exceto em meu coração.

Isso era o suficiente pra enfurecer Angelique

– POR QUE!? POR QUE VOCÊ NUNCA ME AMOU!?

Ela avançou insana na direção de Barnabas, e empurrou-o pra trás, com uma força descomunal, fazendo-o atravessar as paredes do quarto de Carolyn.

– MAS O QUE...?! – a garota loira observou a dupla voar, completamente pasma

– ANGELIQUE! – Julia gritou correndo atrás de Barnabas e Angelique que atravessavam parede após parede

Barnabas e Angelique chegaram a escada e os dois rolaram por ela. Elizabeth e Carolyn observaram aquela briga.

No andar de baixo, David ainda chegava com sua mochila.

– sua mulher estranha! – Barnabas a segurou pelo pescoço

– Barnabas! Solte-a!

– Dra. Hoffman?

– solte-a Barnabas.... por mim...

Os olhos de Julia se encheram. Ela sabia o que viria depois disso.

Angelique sacou sua estaca.

– NÃO!

O corpo do homem despencou no chão.

....

– Tio Barnabas?

– Mestre David... onde está...?

– elas se foram.

– Julia estava realmente envolvida com Angelique.... – a voz de Elizabeth soou pela sala

– as mulheres por quem eu me apaixono.... Elas se condenam... – Barnabas sentou-se cobrindo o rosto

– Barnabas... – Elizabeth se aproximou – ela não morreu... ela saiu. Ela partiu com Angelique.

– ela me trocou...?

– ela nunca o desejou, Barnabas...

...

– VOCÊ ME TRAIU!

– EU TE SALVEI SUA VADIA ESTUPIDA! ELE PODIA TER TE MATADO!

– FODA-SE! EU ESTAVA TÃO PERTO DE MATA-LO!

– foda-se... preciso de uma boa garrafa de conhaque, ou um corpo bem robusto com pelo menos 7 litros de sangue...

– precisamos voltar lá.

– vai sozinha. Eu não vou mata-lo.

– como não?! Era o que você queria! Vamos combinar nossos poderes e acabar com ele!

– não, eu já disse, não é o que eu quero.

– você o ama não é? – Angelique avançou até Julia, lançando um tapa em seu rosto – sua burra!

Julia gargalhou.

– e ele me ama também. – ela disse com a voz carregada de orgulho.

– VADIA! – Angelique tentou acerta-la mais uma vez. Mas sua mão foi barrada. Pelo ar.

– não me toque novamente. Se não quer morrer, não clame por isso. – Julia disse em tom de ameaça.

– EU SOU UMA BRUXA DE MAIS DE 200 ANOS! VOCÊ ME DEVE RESPEITO E OBEDIÊNCIA!

– acho que já está na hora de você descansar então...