As Surpresas do Amor
11 Brigas Por Amor
Notas iniciais
No dia seguinte na escola, antes da aula, Fleer se lamentava com Mino, sentada em um banquinho em frente à piscina:
– Eu juro Mino, acabarei com a Esmeralda e com toda a turminha dela.
– Não exagere Fleer, acabar é muito forte. Você vai acertar as contas.
Nisso, em um corredor atrás, elas escutaram uma discussão e ficaram quietas:
– Ikki isto é injusto. Você prometeu ou não tem palavra?
– Você quer que eu fale para Esmeralda: Amor, meus namoro com a June foi um plano para separar você e o Shun. Ela vai me odiar. Ela e o Shun. Eu nunca vou contar a verdade. Nunca!
– Ikki, fale mais baixo! Senão podem escutar tudo.
– Tudo bem! Mas não insista. E tchau!
– Volta aqui, seu sem educação. – disse June correndo atrás de Ikki.
Fleer como um sorriso nos lábias pergunta:
– Mino, você escutou o que eu escutei?
– Sim, escutei. Mas não estou entendendo nada. A June namorou com o com Ikki?
– Ah, é! Esqueci que você não está sabendo dos acontecimentos que envolveram Ikki e June. Vou te contar todos os babados desde o início do ano. E você vai me ajudar a da uma lição naquele grupo.
Então o sinal soou. O básico foi ter aula de literatura na sala de vídeo. O segundo ano teria a aula de matemática.
Na hora do recreio, Mino e Fleer foram na sala de informática e escreveram um bilhete anônimo e deixaram entre os livros de Esmeralda.
– Estou doida para ver a cara dela ao ver essa cartinha! – empolgou-se Fleer.
Quando a turma voltou do recreio, Esmeralda levou um susto com o envelope que dizia: Você e o Shun foram enganados...
– Por que fomos enganados? – pensou Esmeralda.
Ela foi até a mesa de Shun
– Leia esse bilhete comigo. – pediu Esmeralda falando baixo.
Eles leram: O namoro de June e Ikki só foi uma armação para separa você e o Shun. Uma brincadeirinha para gozar com a cara de você. E o pior é que você e o Shun são tão burros que caíram igual patinhos... Quem diria que o conto de fada é uma farsa! Você é muito otária. Esmeralda!
– Não acredito que a June possa ter feito uma coisa dessa. – falou Shun.
– Temos que tirar essa história a limpo. – disse Esmeralda com a voz embargada pela vontade de chorar.
– Na hora da saída, falaremos com eles. Mas eu tenho certeza que tudo isso é mentira.
Na saída, June foi falar com Ikki. Shun e Esmeralda se aproximaram da árvore onde eles estavam.
– Ikki, o Shun e a Esmeralda estão cochichando demais. Será que descobriram algo?
– Não pira! Como eles iriam descobrir alguma coisa?
– Ikki, pense melhor... Por favor?
– Não tenho nada o que pensar, não podemos contar a verdade. Entenda isso, June. Eles não iriam nos perdoar.
– Mas, Ikki...
– Para, June! Não quero mais saber.
Ikki virou-se e viu Shun e Esmeralda em sua frente.
– Esmeralda? Shun? O que fazem aqui?
– Não acredito que vocês fizeram isso. Que coisa feia, Ikki! – disse Esmeralda tomando a frente da situação.
– Fizemos o que?
– Deixa de ser sínico! – gritou a garota – Eu e o Shun já sabemos a armações de vocês. Recebemos em bilhete contando tudo. – mostrou o papel e Ikki leu em voz alta.
– Isso é mentira! Deixa-me te explicara verdade. – pediu Ikki desesperado
– Eu não quero saber mais de nada! Nunca mais olhe na minha cara. – exigiu Esmeralda dando as costas e indo embora.
– Esmeralda, espere! Deixe eu te explicar. Não foi por maldade – disse Ikki correndo atrás da Esmeralda.
June ficou sem ação e Shun descontou a raiva que estava sentindo.
– June, por que você fez isso comigo? Nunca pensei que você fosse capaz.
– Shun, eu fiz isso porque eu amo você. Eu queria você pra mim.
– Você manipulou os meus sentimentos. Estou me sentindo a pior pessoa do mundo, enganado por quem eu mais confiava. Você é o Ikki são muito maus, brincam com os sentimentos das pessoas. Que decepção, June!
– Eu não fiz nada por maldade. Eu só queria que você prestasse atenção em mim, nos meus sentimentos. Eu não sou o tipo de pessoa que gosta de brincar com os sentimentos outros.
– Nada do que você disser vai me fazer entender sua atitude.
– Chega, Shun! – gritou June. – Você só está pensando em si, alias, como sempre. Agora eu vejo quem você é, um egoísta.
– Eu egoísta?! É você inescrupulosa.
– Fique sabendo de uma coisa, o que eu fiz ta feito, não tem como mudar e não me arrependo de nada. Eu fiz por amor e não por maldade. Agora vale de a sua consciência acreditar em mim ou não.
– Eu mereço desculpas, não acha, June?
– Desculpas minhas? Está sonhando? Eu posso ter errado, mas pensa que foi fácil para mim, ver você namorava a minha amiga? Eu sofria quando você falava dela e eu tinha que sorrir... Foi muito difícil aguentar! E você nunca de tocou disso.
Esmeralda voltou até a árvore e Ikki estava atrás dela.
– Shun, você vai ficar aqui? Eu já vou.
– Esmeralda, me deixe explicar.
– Tchau, Ikki, não quero mais olhar para você, enquanto a você June, com essa carinha de santinha...
– Eu nunca fui santa, porque se eu fosse uma, estaria lá no céu.
– Esmeralda, para! Ela não tem nada a ver com isso.
– Pare Ikki. Eu não tenho medo de assumir. Tenho tanta culpa como você.
Esmeralda voltou ao pátio e Ikki tentava falar com ela:
– Esmeralda, deixa eu falar com você?
– Ikki, saia de perto de mim. Você esta me tirando do sério com essa cara de cão arrependido.
– Eu não quis te magoar, eu juro.
– Chega! – falou Esmeralda dando um tapa no rosto do rapaz.
Eire e Shiryu viram a cena de longe.
– Meu Deus! Será que eles descobriram? – indagou Eire.
– Descobriram o que, Eire?
– Nada, Shiryu. É melhor você perguntar diretamente a eles.
– O namoro deles era uma farsa, não é?
– Já disse, pergunte a eles.
Fleer ria junto de Mino num canto do pátio.
Eire foi correndo até a confusão.
– Esmeralda, você não pode fazer isso com o Ikki. Ele te ama.
– Então, quer dizer que você sabia?
– É sabia...
Próximo à árvore...
– Shun está tudo acabado. Eu não quero mais te ver na minha frente. Sai!
June empurrou Shun e saiu correndo em direção ao portão de saída do colégio. Eire ia atrás dela, mas Esmeralda segurou o seu braço, questionando:
– Onde você pensa que vai? Temos contas para acertar.
– Vou atrás da minha amiga June.
– E eu, não sou sua amiga?
– Claro que é.
– Então por que você não me contou essa armação?
– Não podia, porque quando eu descobri, eles pediram para eu não contar nada. Eu conheço a June desde quando eu nasci e o Ikki é meu melhor amigo, assim como você e o Shiryu. Tente me entender, também não concordei com essa loucura, mas não quis ser uma falsa com eles.
– Mas você foi falsa comigo e com o Shun.
– Esmeralda não foi minha intenção, eu juro! Mas agora eu preciso ir. Depois nós conversamos. Eu preciso ir atrás da June, você sabe como ela é quando está de cabeça quente, sempre faz alguma besteira.
– Vá atrás dela, mas saiba que nunca mais será a minha amiga.
– Esmeralda, eu sei que, mais tarde, você irá me entender.
Eire estava preocupado com Ikki, mas ele havia desaparecido. Seguiu em frente, saiu correndo pela rua atrás de sua amiga que já estava na outra esquina.
– June. – gritou – Me espera!
June esperou, estava com muita raiva e chorando muito. Eire se aproximou dela e a abraçou.
– Que ódio dele! Que ódio! Se eu pudesse torcia o pescoço dele.
– Calma amiga não fique assim, tudo vai se resolver. Vamos, eu vou te acompanhar até em casa e ficar um pouco com você, certo?
Na casa de June, Eire ligou para sua mãe explicando que iria ficar lá ate a noite. Depois de algum tempo, Ikki chegou lá com um semblante muito triste.
– Ikki! Eu iria lhe perguntar se você estava melhor, mas, pelo jeito não está nada bem. – falou Eire.
– Ai amiga eu tô aqui vivo, mas a minha vontade é de morrer. A pessoa que eu mais amo, nunca mais vai querer olhar na minha cara e isso é a pior coisa que pode ter acontecido. – disse Ikki abraçando a sua amiga.
– Meu amigo, a única coisa que eu tenho a dizer é a mesma coisa que eu disse para June: quando a poeira abaixar e se o amor de vocês for verdadeiro, tudo voltará ao normal.
– Tomara! – torceu June deitando no sofá.
Ikki e Eire se sentaram.
– Sabe meninas, o que estou sentindo é muito ruim. Tenho a sensação que não fui feito para o amor.
– Que isso, Ikki! – exclamou Eire.
– Desculpe, meu amigo, mas eu acho que você está fazendo muito drama.
– Gostaria, June. Mas a coisa é seria. Nunca tive sorte com o amor. Todas as minhas histórias amorosas acabaram de uma forma muito chata me deixando sempre arrasado.
– Calma, amigo. Se todas as suas histórias de amor acabaram mal, essa vai ser diferente e só saber esperar um pouco. Coragem! – afirmou Eire.
– Ai! Espero que você tenha razão, pois se eu perder a Esmeralda, não sei se vou superar esse baque. Vou contar para vocês o que o que realmente me fez vir para o Brasil. Ano passado eu comecei a namorar uma garota linda ela tinha uma amiga que começou, ao mesmo tempo, a namorar o Shiryu. Estávamos felizes, mas então elas foram encontradas mortas.
– Caramba! – assustou-se June.
– Então eu fique deprimido e minha tia Mary me chamou para morra no Brasil. Vim para cá, querendo esquecer que o amor existia, mas conhecia a Esmeralda e uma revolução aconteceu dentro de mim. Percebi, então, que nunca tinha amado alguém de verdade, a não ser ela.
Eire abraçou o amigo e falou:
– Eu sei que você confia em mim, né? Então presta bastante atenção. Eu sei que tudo vai ficar bem. Acredite!
Nesse mesmo tempo, Shiryu e Shunrei foram consolar a sua amiga na casa dela:
– Esmeralda como você está se sentindo? – questionou Shunrei.
– Decepcionada. Eu nunca pensei que eles fossem capazes de fazer isso comigo. Pensei que aquelas duas fossem minhas amigas e que o Ikki gostasse de mim. Agora eu vejo que são todos mentirosos.
– Esmeralda, eu posso te contar uma coisa?
– Fala Shiry.
– Eu sempre desconfiei que aquele namoro fosse uma farsa, só não te contei, porque não tinha certeza. E também porque eu pensava que o Ikki gostava de você. Me desculpe por eu não ter te alertado.
– Que isso amigo. Aliás, eu nem sei por que vocês estão aqui me aturando, eu tô chata!
– É o mínimo que podemos fazer. Você sempre quis o nosso bem, sempre nos aturou e agora que você está precisando de um ombro-amigo você acha que eu e o Shiryu vamos te deixar aí abandonada.
– É isso mesmo! Esmeralda você não pode ficar aí sofrendo. Vamos para a academia, ou se preferir, eu, você, a Shunrei e Shun podíamos ir ao cinema... Anda, sacode a poeira, porque ficar aí nessa fossa não vai dar em nada.
– Gente, muito obrigada por essa força! É nessas horas que as pessoas conhecem seus verdadeiros amigos, mas eu hoje estou sem ânimo e acho que o coitado do Shun deve estar também assim. Que tal deixarmos esse programa para outro dia.
– Então ta, vou para academia, mas a Shunrei deve ficar aí com você.
Shiryu foi para academia e as amigas ficaram conversando.
– Me conta, Shunrei, como anda a história de vocês dois?
– Não tem história, amiga. Ainda estou analisando.
– Não dá mole! Para que se remoer por algum que não gosta de você? Esqueci o Hyoga.
– Fácil fala.
– Pelo mesmo dá uma chance ao Shiryu.
– Vamos ver. – suspirou Shunrei – Não quero iludir ninguém. Só vou tomar uma decisão quando tiver certeza do que eu quero.
Mais tarde no apartamento dos rapazes Shiryu chegou da academia e encontrou Ikki no quarto, mas não falou com o amigo.
– Shiryu, como está a Esmeralda?
– E como você esperava que ela estivesse depois do que você fez?
– Ela não está pior que eu. – disse Ikki abaixando a cabeça.
– E por que você estaria mal?
– Eu amo a Esmeralda e ela me retribuiu com um tapa na cara.
– Você não pensou nela quando fez o que fez. E ainda tem o Shun nessa história, que é nosso amigo.
– Shiryu, eu não fiz nada de mais, além de correr atrás de minha felicidade. Você sabe muito bem o que é isso. Eu só queria a Esmeralda comigo. Eu faria qualquer coisa para ter a Esmeralda de volta aos meus braços por mais uns instantes.
– Posso até te entender! Foi uma barra o que passamos por conta da morte da Débora e Catarina. Achamos que não voltaríamos a gosta de ninguém. Então você esse apaixonou, não vejo problema nisso, mas por conta disso você enganou e manipulou os sentimentos dos outros. Você e June foram muito frios.
– Não me arrependo de nada. A minha intenção e da June na era magoar ninguém era de chamara atenção deles.
– Agora, você vai ter que ralar para reconquistar a Esmeralda. Além de reconquistar a amizade do Shun.
– Shiryu, não adianta ficar discutindo com você. Quanto ao Shun, pode demorar, mas ele vai me entender. Eu sei que vai.
– Vamos ver os rumos dessa história – disse Shiryu indo para o banheiro.
No dia seguinte...
June e Esmeralda faltaram à escola. Eire continuava esnobando Seiya e Saori enquanto Shun, Shiryu e Shunrei permaneciam distantes de Ikki e Eire.
Na hora da saída Fenrir foi falar com Shunrei.
– Oi princesinha do meu coração!
– Oi Fenrir!
– Posso fazer um pergunta indiscreta?
– Pergunte e eu verei se dou a resposta.
– Você e o lourinho aguado terminaram?
– Sim... Não chama ele desse jeito...
– Ok! Sinto que essa é a hora de você dar uma chance para esse admirador aqui. – apontando para si – Minha querida, há muito tempo, sou afim de você, e tu sabe disso.
– Da chance pra você? Fenrir, você não quer nada sério com ninguém, só que curtição.
– Se eu tiver ao seu lado entro na linha rapidinho.
– Você é lindinho. – disse sorrindo – Mas eu to fechada pra balanço. Não quero meu envolver com ninguém por enquanto. Agora eu preciso ir. Tchau!
– Se mudar de ideia to aqui.
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