As Surpresas do Amor
12 Unidos contra a turma
Notas iniciais
Quem estava se divertindo com a briga da turminha era Fleer e Mino embarcou na dela.
– Que ótimo, amiga! Esta dando tudo certo, por enquanto.
– Mas não podemos parar por aqui, Fleer. Temos que fazer a segunda parte do nosso plano. Eu vou dar encima do Shun, enquanto você tentará reconquistar o Shiryu, o mais depressa possível, antes que sua "amiguinha" Shunrei roube definitivamente o seu lugar.
– Eu sei que o Alberich, Mime, Fenrir, Isaak e Sorento são fissurados nas nossas "amiguinhas" e detestam os garotos, por estarem namorando elas.
– O que isso tem haver eles com a sua vingança?
– Ai, tapada! É óbvio que se nós pedirmos, eles poderão nos dar uma pequena ajudinha.
– E quando nós iremos falar com eles?
– Já!
As duas garotas foram falar com os meninos.
– Alberich?
– Fleer, Mino? O que vocês querem falar conosco? – questionou Alberich.
As garotas contaram todo o plano para: Alberich, Sorento, Isaak, Fenrir e Mime que na mesma hora aceitaram.
– Vocês podem fazer tudo o que quiserem com esse grupo exceto o Shiryu, que será meu de novo.
– E do meu Shun.
– Esses idiotas roubaram a minha popularidade. Desculpem-me, não vou poupar ninguém, principalmente o ridículo Shun, eu vou meter porrada naquela carinha dele.
– Não se atreva a tocar no cabelo do Shun, ouviu Alberich? – grito Mino.
– É cara, vai com calma senão você pode machucar a bonequinha. – zombou Sorento.
– Repete o que você falou! – Mino gritou ainda mais forte.
– Bonequinha, ué? Você já viu como aqueles garotos que tem cara de gay? – continuou Sorento.
– Ih, deixa para lá, Mino, isso não passa de inveja deles.
– Pelo que eu saiba, são vocês as invejosas! – disse Fenrir.
– É mesmo, morrem de ciúmes porque a June e as suas amigas deixam todos os meninos aos seus pés delas. – concluiu Mime.
– Pra você Mime, a June é a mais bonita do colégio, mas para mim é a Eire. – disse Isaak.
– Ih! Sou mais a Esmeralda. – falou Sorento.
– Calem a boca! Todos sabem que a mais princesa de todas é a Shunrei. – ordenou Fenrir.
– Sem graça! – gritou o resto do grupo.
Os garotos começaram a discutir deixando as garotas assustadas. Alberich, o único que não estava na briga, disse:
– Não se preocupem, eles são idiotas, mas são eficientes.
O sinal da entrada soou e todos foram para suas devidas salas de aula.
No segundo ano Ikki e Shiryu se falavam friamente. No básico, a grupinho estava no maior baixo astral. Hyoga sentou ao lado de Eire e falou:
– Eire, eu tenho uma coisa muito séria pra te contar.
– Sobre o que?
– Isso não é assunto para se falar aqui no colégio. Eu posso ir à sua casa hoje à tarde.
– Claro. Estou precisando mesmo de companhia.
– Pode deixar eu sou uma ótima companhia. – disse Hyoga acariciando o rosto de Eire.
Shunrei viu essa cena e ficou muito chateada.
Seiya foi falar com Saori e eles marcaram de conversar na hora do recreio.
O recreio chegou e Seiya conversava com Saori:
– O que você queria falar comigo Bone?
– Queria chamar você para dar uma volta pela praia mais tarde.
– Bone, já falei, não quero confusão para o meu lado.
– Não se preocupe, eu me separei da Eire.
– Sei.
– Diz que sim... please!
– Esta bem!
Shiryu esbarrou em Fleer que passou direto.
– Fleer. – chamou.
– O que você quer comigo?
– Eu não queria que você ficasse chateada comigo. Eu sei que não fui muito legal com você.
– Ainda bem que você reconhece. Estou muito triste contigo. – fingiu.
– A verdade é que eu não poderia continuar te iludindo. Eu gosto muito de você, mas não é amor.
– Não quero ouvi mais nada. Me deixe em paz. – saiu correndo – Você vai voltara para mim, eu juro! – pensou.
Na hora da saída, Ikki preocupado com a falta de Esmeralda ao colégio foi visitá-la. Queria saber o porquê ela havia faltado à aula e se estava melhor. Ao apertar a campainha quem atendeu a porta foi Shun.
– Shun?
– Não acredito! Como você é muito cara-de-pau. O que você veio fazer aqui?
– Eu só quero falar com ela.
– Vai embora, Ikki, a Esmeralda não quer te ver nem pintado de ouro. Desapareça!
Shun bateu a porta na cara de Ikki. Ele abaixou a cabeça, muito triste. Ent Shunrei esbarrou nele.
– Ikki! O que você está fazendo aqui?
– Que droga! Todo mundo me pergunta a mesma coisa? Eu só quero saber como a Esmeralda está. Ninguém me entende, eu a amo e quero o melhor para ela. – respondeu meio alterado.
– O melhor para ela, nesse momento, é ficar longe de você. Mais isso vai passar, tenho certza.
– Tá certo. Já que minha presença incomoda tanto, vou ficar longe, mas de todo mundo.
Ikki foi à casa de Eire, como sempre, desabafar com a amiga.
– Oi amigo, entre, que cara é essa?
– Adivinha? É lógico que é por causa da Esmeralda. Eu fui a casa dela saber por que ela faltou ao colégio. Dei de cara com o Shun que me deu meia dúzia de patadas e ainda por cima, bateu com a porta na minha cara. E ainda encontrei a Shunrei que não me tratou nem um pouco bem.
– Amigo, você não tinha que ter ido lá. Eu estava conversando com o Hyoga no telefone e ele me disse que a Esmeralda não está nada bem, ela acredita que você só quis brincar com ela. O Shun também esta magoado e decepcionado. Você esperava o quê? Já Shunrei e o Shiryu só esta querendo proteger a amiga. Tente compreender.
– É. Eu ainda não consigo falar como o Shun, ele nem olha para minha cara.
– Então, dê tempo ao tempo.
– Por isso que vim aqui, por que eu decidi morar meus tios, por enquanto. O que você acha?
– É uma boa. Pelo menos ameniza o clima na sua casa.
– O clima lá em casa ta muito ruim e eu não agüentando essa situação.
– Faz isso então. Pelo menos você vai ficar perto da sua família.
– Vamos comigo pegar minhas coisas lá em casa?
– Certo só que eu não vou entrar. Ficarei te esperando na portaria.
– Por quê?
– Porque eu não quero ver a cara do Seiya.
– Ah é, no caminho você me põe a par dessa história entre você e o Seiya.
– Seu amiginho é um safado, sem vergonha!
Eles foram para o apartamento de Ikki. Eire ficou na portaria enquanto Ikki entrou e começou a arrumar as suas coisas.
– O que você está fazendo Ikki?
– Bone, o clima aqui em casa está insuportável.
– E aonde você vai ficar? – perguntou Seiya
– Na casa dos meus tios.
– Não queria que você fosse. – falou Hyoga – Nós cinco temos que resolver esse problema de uma vez.
– Não agora. Eu prefiro ficar na casa dos meus tios. Hyoga aproveita para ver a Eire, ela esta lá em baixo.
Ikki e Hyoga foram até a portaria.
– Eire! Que bom que você esta aqui. Por que não subiu?
– Eu vim acompanhar o Ikki, mas prefiro ficar aqui para não encontrar o Seiya.
– Já estava saindo para ir a sua casa.
– Antes podemos acompanhar o Ikki até a casa dos tios dele?
– Claro.
Eles foram até o apartamento de Mary e Ronaldo. Chegando lá, Eire e Hyoga foram embora conversando e Ikki subiu. Mary abriu a porta e o rapaz a abraçado.
– Oi meu querido!
– Posso ficar aqui por um tempo, tia?
– Claro! O tempo que você quiser. Mas por quê?
– Me desentendi com o Shun e o Shiryu e quero evitar mal esta. Tia Mary, to tão triste.
– O que eu posso dizer... , se acalme, descanse e depois tente consertar o problema. Se quiser conversar, estou aqui.
– Obrigada, tia. Mas será que eu consigo consertar o que fiz?
– Claro que conseguirá. É só esperar... Jovem sempre faz tempestade em copo d’água. Quando a raiva passar tudo se ajeita.
Na casa de Eire:
– Estou tão chateada com tudo isso que aconteceu com nossa turma.
– Eu também. A melhor coisa que aconteceu nesses dias foi você. – falou beijando a garota.
– A gente tem que fazer alguma coisa.
– Espere. As coisas vão se resolver.
– Só que eu tenho certeza que tem mais pessoas envolvidas nessa historia. Eu tenho que descobrir o autor daquela carta anônima. Sinto que essa pessoa queria prejudicar todos nós.
– Esqueça um pouco esse assunto. Vamos nos curtir.
Hyoga beijou Eire, mas foram interrompidos pelo toque do telefone, a garota atendeu e era June.
– Oi amiga. Esta melhor?
– O que você acha?
– Pela sua você: não.
– Você pode vir aqui, preciso conversar um pouco.
– Esta bem, eu vou.
Ao desligar o telefone Eire falou:
– Hyoga, preciso ir até a casa da June. Amanhã nos vemos na escola.
– Tudo bem, então. – respondeu um pouco triste — Até amanhã. – disse beijando a garota e indo embora.
Na casa de June.
– Por que você não foi à aula hoje, June?
– Eu não estava afim. Não quero ver o Shun nem pintado de ouro, na minha frente.
– O Ikki me disse que foi visitar a Esmeralda e o Shun estava lá. Ele disse para o Ikki, que a Esmeralda também não quer vê-lo tão cedo.
– Quer dizer que o Shun está na casa da Esmeralda!
– Pois é, parece que todos estavam lá, o Shiryu, a Shunrei e ele.
– Danem-se! Não quero saber de nada, nem de ninguém. Amanhã vou para a escola de cabeça erguida, enfrentando tudo e a todos.
– É isso ai amiga, vai mesmo.
– Eu só to falando de mim e você me conte sobre o Seiya?
– Não quero saber dele... Acabou mesmo. Ele continua grudado na tal Saori.
– Serio! É muito cara de pau.
– Deixa estar June, eu também vou namorar o Hyoga, só não comecei ainda porque estou preocupada com você e o Ikki.
– Não acredito que estou empatando sua vida!
– Imagina June! É escolha minha. Eu seu que você e o Ikki querem o meu apoio.
– Me responde uma coisa? Você não gosta do Hyoga? Você sempre quis namorar ele, né?
Eire balançou a cabeça positivamente.
– Eu agradeço sua preocupação... Isso é a maior prova da sua amizade. Mas você não esta sento justa contigo. Procura o Hyoga, não espere para começar a namorá-lo. Eu não ligo nem um pouco e tenho certeza que o Ikki não vai se importar também.
– Tudo bem, quando chegar em casa, vou ligar para ele. Quem sabe, nós não nos encontramos a noite?
Saori e Seiya passeavam pelo calçadão da praia e resolveram sentar em uma das escadas de acesso a areia.
– Eu vim para o Rio por causa do meu pai, a empresa que ele trabalha tem filial aqui e ele pediu transferência. Tudo porque ele queria deixar Minas para trás. A morte da minha mãe foi um baque nas nossas vidas, ela era nosso porto seguro, sabe? Quando ela se foi tive que tomar conta de tudo, inclusive dele, pois meu pai caiu numa depressão profunda, pensei que fosse ficar sozinha no mundo. Ainda bem que eu tinha meu namorado e a família dele para me ajudar. O Jabu foi maravilhoso, ficava dia e noite me dando apoio, mas tudo desmoronou quando disse que viria para cá, ele não aceitou e acabou com o nosso namoro. Fique muito triste e ainda estou, mas estou seguido em frente.
– Caramba! Que história triste... Sabe, eu também perdi meu pai, mas eu era bem pequeno, quase não lembro dele. Mais tarde minha mãe se casou de novo e tive sorte, pois meu padrasto é um cara bem legal. Eu admiro sua coragem, você enfrenta as coisas de peito aberto.
– Não é nada fácil, mas tenho conseguido.
– Sua história te torna muito mais encantadora.
– Obrigada! – olhou para o relógio — Preciso ir embora agora.
– Fica mais um pouco. Queria falar algo importante com você.
– O quê?
– Você sabe que eu desmanchei meu namoro, né? Sabe por quê? Por sua causa.
– Minha causa?
– É. Estou apaixonado por você.
– Você é louco. Mal me conhece.
– Isso não importa. O que realmente conta é que estou louco por você. Quero alisar seus cabelos, senti o toque as sua pele, senti sua respiração no meu rosto, provar o mel da sua boca e muito mais. – a cada palavra, ele se aproximava mais de Saori e ela se afastava — E aposto que você sente o mesmo desejo que eu.
– Credo, menino! Fica longe de mim. Imagine eu com esse fogo todo.
– Vou te provar que você deseja o meu corpo, tanto quanto eu desejo o seu.
– Hã?!
Seiya não deixou Saori falar mais nada, lhe deu um maior beijo, caindo por cima dela. Depois do beijo, Saori continuou deitada na escada ofegante, pensando: “Meu Deus! O que é isso?”. Contudo, puxou Seiya pela camiseta e o beijou sufocadamente. Alguns segundos depois a garota se deu conta do que estava fazendo empurrou Seiya e saiu correndo. O rapaz ficou sentado na escada sem entende o motivo da reação dela.
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