Notas iniciais
Boa leitura!

— E ai? Conseguiu o que eu pedi? – perguntei para Torrey.

Olha, eu não sei por que você quer isso, mas sim consegui. Mandei para o seu e-mail. E eu preciso de você para...

— Hey, sem trabalho. Estou fora de área. – falei enquanto ligava o macbook e tomava o café. Katherine apenas me observava.

Como assim?

— Estou embarcando hoje para Sófia, sem data para voltar.

O que?

— Isso mesmo que ouviu.

- Damon, você não pode...

— Sim eu posso. Já esperei tempo demais. E sabe esse lance de namoro midiático que você e esses malucos inventaram?

Não são malucos, são empresários que cuidam da melhor maneira possível da carreira de vocês dois!

— Que seja. A palhaçada acabou.

Como assim acabou Damon?

— Katherine está noiva há um ano e não pode se casar porque a mídia descobriria e eu, bom eu sou comprometido você sabe.

Comprometido com uma fantasma, pelo amor de Deus, você nem sabe se a garota vai te querer de volta.

— Bom, é isso. Anunciem o fim do namoro que nem existe.

E direi o que?

— Diga que decidimos seguir como amigos, que não tínhamos tempo para ficar juntos. – ironizei e Kath sorria a minha frente.

Mas Damon...

— Tchau Tori, me deseje boa viagem. – desliguei.

— Obrigado. – disse Katherine se levantando para me abraçar.

— Não era justo eu viajar e te deixar presa a essa farsa ridícula.

— Obrigado!

— Pare de agradecer! – ri e ela me acompanhou, voltei ao computador e entrei em meu e-mail.

— Alias, o que pediu para ela?

— Ela tem um amigo policial ou algo do tipo, — eu não sabia bem o que ele era, só sabia que conseguia informações. – E pedi que conseguisse algumas informações sobre Elena Petrova. – com receio abri o e- mail e comecei a ler.

Elena Petrova Constantinova

Idade: 22 anos

Ficha criminal: -//-

Reside em: Sófia, Bulgária.

Estado Civil: Casada

Cônjuge: Matthew Koliman Constantinova

Idade: 25 anos

Parei de ler.

— Ela se casou? – sussurrei.

— O que Damon? O que diz ai? – Kath sentou-se ao meu lado, pegou o computador e leu. – Oh meu Deus. — Meus olhos encheram – se de lágrimas que caíram lentamente. Eu não podia acreditar nisso. – Damon...

ELA SE CASOU! – gritei e joguei longe o abajur da mesinha ao lado do sofá. Comecei a jogar tudo longe. Vasos decorativos, porta retratos com fotos minhas e de Elena e por fim a mesinha de cento. Eu chorava descontroladamente, eu devia saber. Devia saber que ela não me esperaria. Tudo aquilo toda a luta foi em vão.

— Oi Dam, — disse Kath entrando no quarto, meio abalada.

— Oi. – respondi fraco.

— Como você está? – ri sem humor enquanto ela se sentava na poltrona ao lado da cama.

— Bem, muito bem Katherine.

— Certo essa pergunta foi idiota. – falou mexendo na franja. Ela sorriu um pouco. – Estou orgulhosa de você.

— Ah é? Posso saber o porquê do orgulho?

— O medico veio falar comigo e com Stefan quando cheguei. – aquilo me deixou nervoso.

— O que ele disse?

— Está bem impressionado na verdade.

— O que? Por quê?

— Ele disse que seu corpo já devia ter desistido a essa altura. Que parece que você está lutando muito para não se deixar ir... – vi lagrimas em seus olhos.

— Hey, não chora. Tudo o que eu não preciso é de pena. Já tem auto piedade o suficiente em mim. Olha aqui, vocês não vão se livrar de mim tão fácil, viu? – lágrimas desceram por seu rosto e ao meu também. – Já falei que não vou desistir. Vou lutar até o fim, e quando eu sair daqui andando sozinho e respirando sozinho também, vamos ir tomar sorvete. – dei um sorriso triste. Após quase um ano e dois meses no hospital eu me recusaria a sair daqui em um caixão.

— Deixe-me chamar a Elena. – suplicou.

— Não. – falei firme. – Quando eu a ver novamente não será para ela ter que ficar em um hospital chorando por mim. Quando eu a rever quero estar saudável e bonito novamente. – sorri de canto, mas agora não era nada sexy, ajeitei a toca na cabeça.

— Tudo isso é para ela?

— Eu não encontraria outro motivo para aguentar tanta dor como estou aguentando agora, para me ver do jeito que me vejo.

— Isso é tão lindo. Você a ama tanto a ponto de... De aguentar uma tortura diária, apenas para poder vê-la novamente.

— Eu devo isso a ela. É minha culpa o que aconteceu, foi minha culpa não nos casarmos.

— Não, não foi Damon. – ela levantou da poltrona e segurou minha mão. – Você não tinha como imaginar o que ia acontecer.

— Mas eu vou sair daqui e me preparar para ver ela de novo, para que ela não saiba de nada. Apenas o que me entrega é as cicatrizes de todas essas cirurgias...

— Tenho certeza que ela ira te achar bonito do mesmo jeito. – reconfortou-me.

— Hey, Damon! – ela me puxou pelo braço e me abraçou. – Você não pode desistir!

— Ela falou que ia casar com o cara, Rebekah também falou. Eu não acreditei, pensei que ela mandou falarem isso para que eu não fosse mais atrás dela... Jamais imaginei que ela realmente iria se casar com outra pessoa...

— Damon...

— Eu lutei tanto para viver, para poder busca-la e traze-la para meus braços... A amei mais de tudo mesmo longe por esses anos, você sabe.

— Mas você não ira desistir, — ela se afastou e pegou meu rosto entre as mãos, me olhando nos olhos. – Você irá atrás dela e mostrar que você é melhor que esse marido meia- tigela dela!

— Não tenho o direito de estragar a felicidade dela.

— Claro que tem! E o mínimo que ela pode fazer, depois de tudo o que você passou por ela, é se jogar em seus braços.

— Você acha?

— Claro que sim! Agora se arrume e vamos tomar um café, Stefan chegara aqui em alguns minutos! – sai cabisbaixo e ela me deu um tapa na bunda, me fazendo rir fraco. – Anime-se! – ordenou.

— Pode deixar sargento!

[...]

Na porta do prédio Stefan estava encostado na parede.

— Vamos? – perguntou.

— Sim! – começamos a andar e logo começaram a se aglomerar paparazzis ao nosso redor, revirei os olhos.

— E ai Salvatores, como vão?

— Muito bem, obrigado Dinny! – respondi. Sim, os fotógrafos eram tantos que eu já sabia seus nomes. Katherine apenas ria.

— E como vai o namoro do maior modelo atual e da nossa grande modelo e atriz? – perguntou. Olhei para Stefan que ria.

— Assim fico ofendido. – Stef brincou colocando a mão no peito.

— Só modo de falar, você sabe. Mas como vocês estão? – perguntou Andie para Katherine que me olhou rindo, eu e Stef rimos juntos.

— Não tem “nós” não.

— Terminaram?

— Sim, mas continuamos amigos. Sempre fomos amigos apenas confundimos as coisas. – chegamos no Starbucks e eles pararam de nos seguir.

— Então, quando é seu voo? – perguntou Stefan.

— Daqui a três horas.

— Vamos com você! – disseram Kath e Stefan juntos.

— Calma ai! – falei rindo. – Porque todo esse interesse em me fazer companhia agora?

— Lembra o que aconteceu da ultima vez?

— Nem me lembre!

[...]

Meu voo já havia sido chamado e agora era a hora dos “boa sorte” e dos adeus.

— Boa sorte! Estou torcendo por vocês! Tem certeza que está bem?

— Sim Katherine, tenho certeza.

— Tchau irmão, boa sorte, se cuide.

— Claro. Tchau, ligo quando chegar, prometo. – e fui deixando um Stefan sorridente e Katherine chorando.

— Vou ficar com saudades do meu melhor amigo! – gritou.

— Eu também! – gritei.

E agora nada iria me impedir de reconquista-la. Como Katherine havia dito, eu não podia desistir, eu merecia isso.

Notas finais
Comentem e recomendem amores,
xoxo Carolyn