Notas iniciais
Agora tudo começa a melhorar... Ou não.

~DAMON~

— E ai? Nervoso cara? – perguntou Tyler. Ele estava estranho hoje, sei lá, mas quem não estava estranho hoje? Estavam todos envolvidos e nervosos pelo casamento. Eu andava de um lado para o outro, até Tyler se indignar. – Hey, Damon para de andar assim, já estou ficando tonto. – o ignorei e continuei. – Vamos fazer o seguinte: eu e os outros vamos buscar nossos ternos e seu smoking e já que você está todo hiperativo hoje...

— Claro que estou nervoso! Eu vou me casar!

— Certo. – falou revirando os olhos. – Enquanto pegamos as coisas, você vai ao apartamento de Vickie pegar minha carteira e a gravata que a Lena me deu pra usar hoje.

— Porque diabos deixou a gravata e a carteira lá? – não fazia sentido nenhum!

— Hm... Saímos para beber... e...

— Dormiu com ela? – perguntei. – Por quê? A garota é maluca!

— Olha, ela parece doidinha, mas é legal. Você vai ver.

— Não, obrigado.

— Mas vai lá pra mim?

— Tirando o fato de que eu odeio a garota, sim eu vou. Preciso pensar além do casamento. Não vejo a hora de ver a Elena entrando na igreja e que seja minha oficialmente! – sorri ao lembrar que isso irá acontecer em algumas horas.

— E precisa de um pedaço de papel e um anel pra isso?

— Claro que sim! Quando você amar alguém, vai entender.

— Ta bom. Você vai lá ou não?

— Já disse que vou!

— Certo. – ele me estendeu uma chave.

— Que isso?

— A chave do apartamento dela. Não se preocupe, ela não vai estar em casa, ela está com a Lena e as outras meninas.

— O que... Certo. Onde deixou? – peguei a chave e guardei no bolso. Ele parou para pensar.

— Acho que em cima da cômoda ao lado da janela.

— Tudo bem.

— Hey Damon!

Que foi?! – já estava me irritando.

— Passa pra cá o celular. – disse estendendo a mão. O olhei confuso.

Por quê?

— Você acha que eu sou idiota? Não vou deixar por conta da sorte, sei que vai ligar para Elena. E não vou deixar que trapaceiem, se verão e se falarão apenas no altar, amigo. – revirei os olhos e lhe passei o aparelho.

— Agora vê se não enche.

[...]

Subi no apartamento e fui ao quarto da garota que por sinal era o último em um apartamento muito estranho. Sem escada de incêndio e com grades nas janelas.

Na cômoda não havia sinal da gravata ou da carteira.

— Que bom que chegou. – olhei para trás e a vi encostada no arco da porta sorrindo.

— Vickie? Você devia estar com Elena... Não devia? – a olhei estranhando. Ela não esboçou reação alguma. – Enfim, você viu por ai as coisas do Tyler? Ele me pediu para vir buscar.

— Bobinho! Ele não deixou nada aqui não.

— Mas ele falou...

— Ah, ele mentiu. Eu pedi. Agora vai, abre a primeira gaveta! Abre, vai! Você vai gostar! – fiz o que ele falou. Havia uma caixa na gaveta, a retirei e olhei para Vickie. – Abre a caixa. – ordenou sorridente. Levei a caixa até a cama e abri.

— Oh meu Deus... – sussurrei abismado.

— Viu amor? Nossa historia! Não é lindo? – na caixa havia diversas fotos que originalmente seriam minha e de Elena, mas onde devia estar o rosto de Lena, havia recortes do rosto de Vickie.

— Você é louca.

— Você é meu. Só meu.

— Claro que não! Eu vou me casar! – ela ainda me olhava maravilhada. – Eu vou sair daqui agora!

— Não, não vai. – ela fechou a porta e a trancou. – Mais tarde ira me agradecer por isso Dam. – falou atrás da porta.

— Abre essa porta Vickie! Abre essa porcaria agora garota! – nada. Tentei arrombar, mas foi inútil. Merda! E eu nem tinha como avisar alguém, porque o desgraçado me fez deixar o celular com ele. Aqueles dois malucos armaram tudo, merda! – Vickie, pelo amor de Deus! Abre a porta... Eu vou me casar!

— Sim você vai. Mas não hoje e nem com Elena. Agora vai valer a pena cada dia que tive que ouvir aquela sem sal contar de como você era perfeito. De ouvi-la dar detalhes das noites de vocês... Tudo vai ter valido a pena meu amor.

— VADIAAA! – gritei socando a porta.

~ELENA~

Eu já estava pronta e á caminho da igreja. (http://1.bp.blogspot.com/-p90zu2lJ_M4/UA9TdMpRx8I/AAAAAAAAZMQ/_XrMhCZhgJA/s1600/c-238-x_clica_sorocaba.jpg ) Meu coração disparava e a meu estomago estava se revirando. Era uma sensação estranha, mas tão boa. Ric encostou o carro para atender o telefone, depois de um tempo ouvindo ele quase gritou.

O que?... Certo, sim faço isso. – e desligou.

— Tudo bem Ric? – perguntei.

— Humm... Sim, claro Lena. – e voltou a dirigir.

[...]

Estávamos dando voltas a mais de 50 minutos, sendo que de carro a igreja era 10 minutos do salão. Até a ansiedade havia passado!

— Chega Ric! Já perdi a paciência! Me leva agora pra igreja! – esbravejei.

— Mas Elena...

— Eu disse agora Alaric!

Ele deu meia volta e me levou para a igreja.

Quando chegamos desci furiosa do carro e fui a encontro de Caroline, que junto com todos nossos amigos estavam fora da igreja nervosos e falando no celular.

— Agora eu quero saber exatamente que merda é essa! – disse furiosa para uma Caroline que me olhava com os olhos arregalados.

— Elena...

— Fala agora!

— Damon ainda não chegou. – disse de uma vez.

— Como assim não chegou? Liga pra ele!

— É o que estamos fazendo a mais de uma hora. Ligando para ele, para conhecidos, para hospitais, delegacias... Mas ele... Sumiu, Elena.

— O que? Não, ele não pode... Não depois de tudo... – comecei a chorar. – Liga de novo caramba!

— Elena...

— Não, ele não pode ter feito isso comigo! Ele não fez isso!

— Elena. – disse Vickie. – Eu preciso te contar uma coisa.

— O que?

— Há algumas horas Damon foi me procurar no meu apartamento. Disse que havia se arrependido e que me amava. – eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Ela chorava. – Me desculpa amiga! Eu jamais fiz nada para seduzi-lo, juro. Mas ele insistiu hoje e disse que percebeu que me amava demais...

— O que? – perguntei chorando.

— Mas onde ele está então Vickie? – perguntou Caroline impaciente.

— Ele não quis me dizer. Não queria que fossem todos atrás dele o julgando. Apenas falou que a noite iria me ligar para que pegássemos um avião para longe daqui.

— Mas Damon não tem dinheiro para isso! – disse Car. Parei de prestar atenção. Eu não acredito nisso! Todo o tempo ele dizia que a odiava e agora... Como eu me enganei tanto? Mas eu não me rebaixaria. Não iria atrás dele ou bateria em Vickie, eu sairia dessa humilhação por cima. Despedaçada por dentro, mas aparentemente, por cima. Com elegância. Começando uma nova vida. Eu não acreditava que Damon... eu estava chorando descontroladamente. Sai correndo e peguei o carro que Ric deixara em frente à igreja, ainda com a chave na ignição, devido ao tumulto. Eu faria minhas malas e fugiria da minha dor!

Notas finais
No começo é meio lento msm mais a fic vai melhorar, prometo!
xoxo, Carolyn