Notas iniciais
Aproveitem amores...

~ELENA~

Eu faria minhas malas e fugiria da minha dor!

[...]

Cheguei ao nosso apartamento, não, no apartamento dele. Peguei uma mala grande e comecei a jogar tudo dentro. Eu pegaria apenas minhas coisas. Fotos nossas e outras lembranças eu deixaria, ele que fizesse o que bem entendesse, eu não me importava. Iria apaga-lo da minha vida. Meu celular tocou e paralisei ao ver no visor quem era.

— Alo. – falei.

— Olá querida. Como está indo a festa de seu casamento? – sua voz era fria.

— Não finja que se importa mamãe. – guardei todo meu orgulho para lhe fazer um pedido. – Olha, você poderia fazer um favor para mim? – perguntei humilde. Não era hora para ter orgulho. Tempos desesperados pedem medidas desesperadas.

— Diga Elena.

— Me manda uma passagem para a Bulgária? É com urgência.

— Como assim? Você vai voltar?

— Sim, eu vou mamãe. – comecei a chorar de novo.

— O que aconteceu?

— Nada não. Só pensei melhor. – menti.

— Certo. Irei depositar o dinheiro em sua conta e amanha você compra uma passagem e volta para a Bulgária, certo meu bebe?

— Sim, obrigado mamãe.

— Mas Elena, você sabe que o casamento que arranjamos ainda está de pé, não sabe?

— Sei sim mamãe.

— Oh querida! Matthew ficará tão feliz meu amor!

— Aham. Pode começar a preparar o jantar de noivado. Eu caso.

— Certo. Até mais querida.

— Até mamãe. – desliguei. Eu jamais quisera me casar com Matthew, mas com toda certeza se eu não aceitasse o casamento, ela não me deixaria voltar. Era melhor assim, eu iria esquecer Damon.

Onde será que eu podia dormir? Não queria dormir na casa de nenhuma de minha amiga. Não queria que sentissem pena de mim.

Bom, provavelmente Damon não iria voltar para casa hoje, então eu ficaria aqui por hoje. Entrei no quarto e tranquei a porta, por precaução.

~DAMON~

Passei a noite inteira acordado tentando derrubar a maldita porta. Mas parecia que minha força se esvairia, eu estava fraco e cansado. Suei a noite inteira e minha dor de cabeça era excruciante juntamente com a febre. Meu braço doía devido ao esforço que fiz para arrombar a porta. Abaixei a jaqueta e percebi que meu braço estava com um grande hematoma. Merda.

[...]

A porta foi aberta e Vickie adentrou com uma bandeja cheia de coisas.

— Oi amor, bom-dia! O que você acha de irmos ao cinema hoje, hein?

Levantei rápido, mesmo que meus movimentos fizessem meu corpo doer, e a segurei pelo pescoço com toda a força. Ela me olhava assustada.

Olha aqui sua vadia! É melhor ficar longe de mim ou eu juro que te mato desgraçada! – minha voz saia baixa devido à raiva e com certeza eu estava ameaçador a suficiente.

— Damon... Você está me machucando... – sua voz falhava e ela começava a ficar roxa. A joguei no chão, ela começou a tossir. – Eu... Fiz isso porque te amo! ... Eu te amo... – balbuciava em meio á tosse e as lágrimas. Aquilo me deu mais raiva ainda. A puxei pelo queixo e apertei forte.

Eu juro que te mato a próxima vez que chegar perto de mim ou de Elena, entendeu garota? – disse no mesmo tom de antes. Ela permaneceu quieta, a apertei mais e ela gemeu de dor e voltou a chorar. – ENTENDEU? – gritei.

— S-Sim... – falou chorando. A joguei no chão com toda a força e sai dali, indo até meu apartamento e de Elena.

[...]

Cheguei em casa e fechei a porta com força. Olhei para frente e vi varias malas na sala. Não, não, não, não.

— Elena! – chamei. Fui até o quarto e lá estava ela (http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_12/set?id=69565285 ) com o cabelo preso e os olhos inchados, provavelmente de chorar. Só de imagina-la chorando meu coração se apertou. Quando a vi pronta para sair e as malas, prontamente liguei as duas coisas. Elena me olhava friamente. Nenhum dos dois tinham coragem de falar. Lágrimas que evitei a noite inteira vieram aos meus olhos, dessa vez deixei-as cair. As dor essa demais.

— Não... – sussurrei.\"\" — Por favor... – não pude evitar o soluço que veio e o rio de lágrimas a seguir. Ela continuava calada. Apenas foi até a sala, a segui. Tocaram a campainha e ela atendeu, um homem de uniforme estava na porta.

— Pode levar e colocar no carro, já estou descendo. – falou.

— Quem é ele? – perguntei. Ela se virou e me olhou indiferente, aquilo doía tanto.

— O motorista. Minha mãe ligou e a pedi uma passagem, mas ela me ligou depois com uma solução muito mais rápida. Pediu que um avião particular viesse me buscar.

— Você vai mesmo embora? – as lagrimas escorriam por meus olhos. Eu não podia viver sem ela... – Pelo amor de Deus Elena... Não... – ela não demonstrava sentimento algum.

— Você não se importou em aparecer no nosso casamento. Porque eu me importaria com suas suplicas?

— Me deixa explicar... – implorei, mas ela logo me cortou.

— Explicar o que? Ham? O quanto ama Vickie, porque sim, ela me falou que você a procurou.

— Eu não a procurei! Tyler me pediu que fosse buscar umas coisas dele na casa dela, mas ela chegou lá e me trancou no quarto!

— Tyler? O mesmo que ontem ligava pra você sem parar e estava super preocupado?

— Ele estava com meu celular!

— Claro que sim. E tudo aquilo na frente da igreja foi fingimento, né?

— Eu estou falando a verdade.

— Devia ter arranjado uma desculpa melhor.

— Não é desculpa, é a verdade, eu juro...

— Eu não acredito em nada que saia da sua boca!

— Por favor... Não me deixa...

— Não te deixar? Você percebe que foi você quem me deixou ontem mesmo, não percebe?

— Elena...

— Faltou ao casamento que planejamos juntos! Detalhe por detalhe. Que guardamos dinheiro, e o resto nossos amigos deram para nós. – agora ela chorava. Aquilo era horrível de se ver. – Que passamos dias falando o quanto estávamos ansiosos! Éramos o casal perfeito... Fizemos milhões de empréstimos para comprar nosso terreno e ter nossa casa. Onde formaríamos nossa família... – a voz dela falhou. Me aproximei para consola-la mas ela se afastou, estava com a mão na boca tentando conter os soluços e a outra me restringia.

— Não, pelo amor de Deus, eu te amo Elena. Você sabe disso! Te amo mais que minha própria vida! – voltei a chorar junto com ela.

— Eu estou voltando para a Bulgária... – eu sabia o que aquilo significava.

— Não... – sussurrei.

— E não te quero mais perto de mim...

— Por favor...

— Eu vou me casar com Matt, e ter uma vida de luxo e feliz... – aquilo me derrubou. Fiquei paralisado. Luxo. Aquilo com que ela era acostumada e abrira mão por mim. Luxo. Aquilo que eu jamais conseguiria dar a ela.

— Então é isso? Se trata de luxo? Dinheiro? – perguntei.

— Não. Sabe que não sou assim. Se trata de quem me merece, e você não é esse alguém.

— Não, Elena... – ela saiu correndo e fui atrás dela. Ela entrou no elevador e sai correndo escada abaixo. Quando cheguei à portaria ela fechava a porta de um grande e luxuoso carro.

— Adeus. – disse movendo apenas os lábios. E o carro partiu.

— ELENAAAA! – sai correndo e gritando seu nome atrás do carro, mas logo o perdi de vista. A perdi. Quando me dei conta disso deixei-me cair de joelhos no asfalto. – Elena eu te amo. – sussurrei em meio às lágrimas e ao soluço.

Notas finais
Comentem e recomendem, ok?
xoxo, Carolyn...