As I Lay Dying
4 Medidas desesperadas
Notas iniciais
– ELENAAAA! – sai correndo e gritando seu nome atrás do carro, mas logo o perdi de vista. A perdi. Quando me dei conta disso deixei-me cair de joelhos no asfalto. – Elena eu te amo. – sussurrei em meio às lágrimas e ao soluço.
[...]
Ao chegar no apartamento encontrei meu celular na mesinha ao lado do sofá, junto tinha um bilhete assinado por Tyler. “Desculpe pelo que fiz. Eu não devia ter ouvido Vickie. Espero mesmo que você e Elena se acertem... Abraço, Tyler.”
Joguei o bilhete no chão e fui até o quarto pegar minha carteira. Peguei um ônibus e fui até o banco.
Assim que tirei o estrato olhei o saldo, $ 41, 67. Ótimo, com certeza eu conseguiria comprar uma passagem para a Bulgária com 41 dólares. Merda! E nem um empréstimo eu poderia fazer, já que eu ainda estava pagando os que fiz para comprar o terreno. Passei as mãos no cabelo, exasperado. Como eu conseguiria o dinheiro necessário para ir até ela?
Voltei para casa e pensei, pensei até cansar e então uma ideia muito obvia me veio à cabeça.
Meu irmão mais novo, Stefan era um grande modelo. A agente dele, Torrey era irmã gêmea da esposa dele, Meredith. A tal Torrey sempre que me via fazia um escândalo e quase me implorava para deixa-la me agenciar. Eu jamais considerara isso. Mas tempos desesperados pedem medidas desesperadas.
Procurei o numero dela na minha agenda de contatos e quando achei disquei e começaram os bips. Ela atendeu no quinto toque, quando eu ia desistir.
— Damon. Que foi gato? Estou ocupada com uma modelo agora amorzinho, mas diga.
— Eu... Queria saber se tem algum trabalho que eu possa fazer... – ela ficou calada por um longo tempo.
— Me diz que eu não estou sonhando pelo amor de Deus. Damon Salvatore acabou de aceitar que eu o agencie! – em seguida ela deu um grito histérico, com isso afastei um pouco o telefone da orelha.
— É, é isso sim. Preciso de dinheiro.
— Gato, como você é sortudo. Eu estava aqui agora procurando modelos para fazer uma campanha da Calvin Klein. A garota eu já achei e agora parece que o cara também. Então, Calvin Klein, é um ótimo começo Damon. E posso te garantir que vai ganhar um ótimo cache.
— Perfeito. Quando vai ser o...
— Ensaio fotográfico amor. Venha agora, vou mandar um motorista ir te buscar. Tome um banho e coloque uma roupa legal para gostarem de você! Mas eles confiam em mim, só vão querer dar o visto final, ou seja, te aprovar bebe.
— Certo. Vou indo então, obrigado.
[...]
Fiz o que ela mandou e quando tocaram o interfone desci e lá estava um motorista me esperando. Aquilo era esquisito. No caminho fui vendo fotos minhas e de Elena, com nossos amigos, de nós dois.
Eu tinha que consegui-la de volta. E iria.
Quando cheguei lá Torrey veio em minha direção sorrindo.
— Eu não acreditei quando você me falou que iria aceitar! – ela me abraçou e retribui.
— Muito obrigado, não sabe o favor que está me fazendo.
— Você vai ver o favor que fez a si mesmo quando aceitou. Mostrei fotos suas para eles, desculpe. Mery que me mandou. Sabe fotos casuais. Eles te amaram. – ela me conduziu até a salinha. – Olá, pessoal, esse é Damon Salvatore. Esse será o primeiro trabalho dele. – esclareceu Torrey. Uma mulher em um terninho me olhou boquiaberta e depois com um sorriso malicioso. Me senti desconfortável, aquilo não era para mim. Esse não é o meu mundo.
— O primeiro de muitos não é Tori? Se for por esse rosto e esse corpo...
— Damon, você pode ir até ali atrás – ela apontou para uma coisa parecida com as dos médicos onde nos mandam tirar a roupa... oh, merda. – e tirar a roupa, por favor? – pediu Torrey, como se não fosse nada.
— Tirar... A roupa?
— É bonitão, vai lá e tira. – disse a mulher.
— Hummm, não posso. – falei envergonhado.
— Por que não Dam? – perguntou Torrey.
— Eu sou comprometido, lembra?
— Desculpe, mas Stefan contou que você deixou a noiva no altar. E qual é não vamos fazer nada.
— Mas...
— Certo, então faça o seguinte. Fique de cueca. É a maior negociação que posso fazer.
— Tudo bem. – fui até lá e sai apenas de cueca Box preta.
— Ótimo. – disse a mulher. – Ele pode fazer a campanha sem problemas.
— Porque eu tenho que ficar de cueca para ser aprovado? – perguntei.
— Porque nas fotos ira ficar de cueca querido. Junto com Katherine, a modelo. Vocês irão fazer a campanha juntos, ela de lingerie e você de cueca bebe. – ela poderia ter mencionado isso antes. – Essa é a modelo Damon.
(essa é a garota que quase ganhou o papel da Elena/Katherine)
A menina da foto era bonita, loira com os olhos claros.
— Certo. – falei. Ela me levou até um lugar cheio de cadeiras e espelhos.
— Vincenzo! Pode, por favor, maquia-lo e depois leva-lo ao figurinista que lhe dará as cuecas para usar no ensaio?
— Claro linda.
— Sente-se aqui. – hesitei e o fiz.
— Primeiro trabalho?
— Sim.
— Como veio parar aqui bonitão?
— Me chamo Damon. – ficarem me dando esses apelidos não era legal. — Preciso de dinheiro para ir á Bulgária.
— Fazer o que lá?
— Trazer de volta a mulher que amo.
— Isso é uma boa causa. – continuamos conversando. O cara era gay, mas era gente boa. Vi de relance a garota loira que também conversava com um maquiador. Eu não podia acreditar que eu havia aceitado aparecer de cueca em revistas. Mas tudo por Elena.
Notas finais
xoxo, Carolyn
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