As Espadas dos Arcanjos

4 O hábito não faz a Freira


Notas iniciais
Oie gente linda que eu amo demais!!!!! Os Winchesters precisam continuar na companhia dessas duas irmãs totalmente diferentes e isso vai render boas histórias, claro que Sam ainda está muito preocupado com essa relação de Kate com Lúcifer, isso seria preocupação profissional ou teria algo mais acontecendo ai??? Espero que gostem do capitulo de hoje. Boa Leitura!!!!

Loja de Conveniência – Em algum lugar do Texas

A loja não era muito grande, nem muito luxuosa também, mas naquele momento era o que eles precisavam, uma pequena loja de conveniência com apenas uma atendente para facilitar. No relógio marcava 03:20 da madrugada, mas tanto os Winchesters quanto Sophie não pareciam incomodados com aquele horário, porém Kate não era habituada a ficar acordada assim, então estava muito desanimada, sem falar que ela também estava entrando em um turbilhão de sentimentos, era estranho deixar o habito para trás, principalmente depois de tantos anos.

No rádio tocava All About That Bass de Meghan Trainor, o que deixava Dean com uma expressão de desgosto, ele não era muito fã de músicas atuais, mas as meninas pareciam gostar, principalmente a vendedora que não parava de olhar para ele.

—Gostosinha. – Disse Dean baixo apenas para Sam ouvir, mas seu irmão apenas demonstrou uma expressão de desgosto.

—Dean é sério, estamos aqui muito expostos, será que dá para manter o foco? – Ele falou franzindo o cenho.

—Foi mal mãe. – Dean ainda mantinha o sorriso no rosto.

Because you know I'm all about that bass

'Bout that bass, no treble

I'm all 'bout that bass, 'bout that bass, no treble

I'm all 'bout that bass, 'bout that bass, no treble

I'm all 'bout that bass, 'bout that bass

Yeah, it's pretty clear, I ain't no size two

But I can shake it, shake it

Like I'm supposed to do

'Cause I got that boom boom that all

The boys chase

All the right junk in all the right places

I see the magazines

Working that photoshop

We know that shit ain't real

C'mon now, make it stop

—Elas parecem estar se divertindo. – Disse Sam com um sorriso enquanto Dean permanecia largado em um sofá marrom no centro da loja. –Isso tudo deve ser uma loucura para elas. – Sam sorriu mais triste como se estivesse lembrando do próprio passado.

—Fale pela tampinha, a cara da freira é de puro cansaço. – Disse Dean com um sorriso curto enquanto Sam respondia da mesma forma. – Pra falar a verdade eu não esperava que elas fossem querer ir as compras no meio de tudo isso, quero dizer, não é todo dia que você descobre sobre anjos, demônios e coisas na escuridão. – Dean encarou o rosto das jovens mais uma vez e ficou feliz por elas não serem tão problemáticas. – Acho que só estão abatidas mesmo.

—Não é para menos Dean, nas ultimas quatro horas elas viajaram até nós naquele bar horrível de beira de estrada, e eu nem faço idéia de onde exatamente elas estavam antes de nos achar, depois nós rodamos pela rodovia até o motel e pouco tempo depois estamos aqui, nessa loja. – Ele falou abrindo os braços como se mostrasse o lugar. – Qualquer pessoa em sã consciência ficaria cansada.

—Você está defendendo demais essa garota Sammy, isso está acontecendo desde o bar. – Dean falou virando um gole da cerveja que ele havia comprado do lado de fora ao lado do posto de gasolina que também estava aberto.

—Dean não seja ridículo eu estou falando sobre as duas, eu não sei o que você acha que...

—Sammy. Toma cuidado ok? – Disse o irmão com a voz mais grave e Sam entendeu que aquilo não era um simples aviso. Foi naquele momento que eles olharam para uma Sophie muito animada parada na frente deles, foi possível ver que ela segurava o habito de sua irmã nas mãos.

—Com vocês Katherine Peterson 2.0 versão Apocalipse. – Ela riu e saiu da frente para uma Kate extremamente envergonhada que parecia tentar se esconder, os rapazes ficaram de queixo caído e se levantaram lentamente observando cada detalhe. A jovem usava um vestido branco com pequenas rosas amarelas em um tom bem clarinho, ele era na altura do joelho mais para ela era como se fosse minúsculo, tinha o cabelo loiro mais claro trançado lateralmente e usava um casaquinho cinza suave por cima, ainda não estava pronta para deixar os ombros de fora.

—Eu quero um amém. – Disse Dean com um grande sorriso mais Kate apenas cruzou os braços contra o peito sentindo-se envergonhada. Naquele momento era quase como se estivesse nua na frente de todos.

—Dean para de ser palhaço, ela não está confortável ainda. – Sam falou dando um tapa no ombro do irmão e Dean percebeu que Kate mal conseguia olhar para eles. –Está tudo bem Kate, você vai se acostumar logo. – Disse Sam com a voz baixa tentando tranquilizar a garota.

—E o que eu faço com isso? – Sophie perguntou erguendo o habito para a irmã que respirou fundo mostrando uma grande tristeza.

—Eu não sei. – Foi a única coisa que Kate disse. Ela passou por todos indo em direção ao caixa para pagar não apenas aquele vestido mais algumas outras coisas que havia comprado. Sophie olhou triste para a irmã, mas sabia o que precisava ser feito, ela foi até um grande latão de lixo e jogou a peça lá, não rápido o suficiente para impedir que Kate desse um último olhar no que um dia fora o seu sonho.

Sam caminhou até Kate e a ajudou com algumas sacolas, a moça sorriu triste para ele em forma de agradecimento e ele podia jurar ter visto uma lágrima.

—Olha, eu sei que não há nada nesse momento que possa diminuir sua tristeza, eu sei que você está muito chateada com essa mudança súbita e ainda não passou nem 24 horas na nossa presença, o que significa que ainda pode piorar muito. – Ele deu um sorriso curto e ela o acompanhou o que o fez perceber que estava indo no caminho certo. –Quando o demônio Azazel matou nossa mãe eu era só um bebê, Dean cuidou de mim e nosso pai cuidou dele, mas fomos obrigados a viver uma vida de caçar coisas e matar monstros. O que eu quero dizer com isso é que ninguém começou com isso porque realmente queria, nem meu pai, nem meu irmão, muito menos eu e eu sei que vocês também não queriam isso, mas se Azazel foi pessoalmente até vocês naquela noite e queria de alguma forma você e sua irmã é porque são importantes para os planos de Lúcifer. – Ele falou de modo sombrio. – Pelo menos foi o que eu descobri, porque fizeram exatamente isso comigo.

—Eu sinto muito Sam. Eu sei o quanto é difícil viver rodeado de trevas e escuridão, eu me sentia protegida no internato com as freiras, pensei que não seria encontrada lá, eu não queria aceitar a verdade, no fundo talvez eu nunca tivesse tido vocação a final, talvez eu só estivesse me escondendo desde o início. – Ela falou triste encarando os olhos do rapaz, ela sentia algo que não conseguia explicar. –É melhor irmos, ainda preciso fazer o registro no motel para nós, estou exausta.

Alguns passos atrás Dean vinha com Sophie que havia pego um refrigerante numa máquina ao lado da máquina de cerveja, claro que ele não perdeu a oportunidade de pegar mais uma garrafa o que fez a jovem revirar os olhos, mas acabou sorrindo, aquele cara era mesmo corajoso e debochado, ele não se importava com a opinião dos outros e isso de certa forma deixava ela muito interessada.

—Então você se transformou em uma caçadora nos últimos 4 anos? – Ele falou dando um longo gole em sua garra mais não sem antes prestar bastante atenção na expressão da garota.

—Não exatamente. Quando sai do convento eu levei pouco dinheiro e algumas coisas pessoais, eu não tinha informação nenhuma a não ser umas pesquisas da internet, ouvi falar sobre algumas anomalias e coisas que lembravam as citações bíblicas sobre o apocalipse e comecei a focar nos relatos parecidos com os meus, criatura de olhos negros, uma fumava densa, seres estranhos, aquele cara não parece ser meu marido, e coisas assim. – Ela fez uma pausa tomando seu refrigerante. – Depois disso foi ficando mais fácil, eu acabei encontrando um caçador aqui e outro ali, até que encontrei com um que realmente falou o que eu precisava saber. Daí foi só seguir as migalhas de pão. – Sophie parecia muito orgulhosa de si mesma. –Ele me ajudou muito, foi praticamente como um pai para mim, me mostrou que as coisas desse mundo são muito mais perigosas do que estamos preparadas para aceitar.

—Cara inteligente esse aí. – Dean falou com seu sorriso insinuante. – É claro que você não vai me dizer o nome dele, não é? – Ele tentou erguer a sobrancelha de forma interrogativa mais Sophie apenas riu.

—Não. – Ela falou firme deixando bem claro que aquela conversa estava encerrada.

—Você fez um excelente trabalho, se depois de tudo isso quiser seguir por esse caminho saiba que vai ser um prazer ensinar algumas coisinhas a mais. – Ele falou rindo e Sophie apenas o encarou mordendo os lábios de leve, estava envergonhada mais não intimidada, será que ela sabia o quanto aquilo era sexy?

—Bom, vamos voltar para o motel, todo mundo precisa descansar e se preparar para o que está por vir. – Sam falou sério abrindo a porta para guardar as sacolas com cuidado, ele estava muito preocupado com tudo o que estava acontecendo, sabia que Kate era frágil e ficava apavorado de imaginar Lúcifer invadindo sua mente, ele precisava protege-la, todo mundo procurou seu lugar no carro e Kate apenas respirou fundo e olhou para trás, para uma certa lata de lixo.

Phoenix – Arizona

Internato para Jovens Promessas algumas horas atrás...

O sangue escorria pelo chão de pedra perto da pequena capela no Internato, não se ouvia nenhum ruído, tudo parecia abandonado como a muitos anos não se via, os portões estavam arrombados, alguns objetos incluindo estatuas de santos permaneciam estilhaçados pelo chão, havia um grande caos por toda a parte. Um homem caminhava tranquilo por entre todos os corpos espalhados indo em direção a única pessoa que parecia viva.

—Fique longe de mim filho de Satã. – Disse uma freira que lutava para se arrastar até o portão que dava acesso há rua. Ela tinha o rosto ferido, um corte acima do supercilio sangrava muito, a veste de freira parecia ensopada pelo sangue das irmãs.

—Que coisa feia irmã, falar com um fiel dessa forma, você devia tomar cuidado com o que fala, principalmente quando está tão enganada. – Disse o homem rindo apreciando cada minuto de pânico nos olhos da mulher, ele abriu os braços girando no próprio eixo rindo como se estivesse realmente se divertindo com aquilo e por fim, acabou suspendendo a mulher com apenas uma mão. – Eu não sou filho de Satã. Eu sou o próprio. – Ela foi arremessada contra um vitral e os cacos feriram sua pele em vários lugares.

—Nunca irá encontrar as meninas. Nunca. – Ela riu com o último fio de coragem que lhe tomou. – Eu prefiro morrer a dizer alguma coisa. – Ela apertou firme seu crucifixo com força por uma última vez, sabia que aquele seria seu fim.

— Ah mais que chato isso. – Lúcifer fez um beicinho debochado. — Mas quem sou eu para atrapalhar os sonhos de uma mulher de fé. – Lúcifer segurou a mulher pelo pescoço com apenas uma mão e com a outra atravessou seu coração arrancando o mesmo ainda batendo.

O corpo da mulher caiu sem vida no chão e Lúcifer limpou as mãos com um lenço branco retirado do bolso, ele fazia uma expressão de tristeza mais em seu interior estava saboreando cada morte ali.

— Eu vou acha-las, mas cedo ou mais tarde, é só uma questão de tempo. Lúcifer não conseguia localiza-las por alguma razão desconhecida, talvez fosse alguma artimanha dos anjos, talvez Miguel estivesse por trás daquilo, mas pelo menos conseguia se unir a inocente Katherine em seus sonhos, e era exatamente isso que iria fazer quando saísse dali. E com isso ele saiu assobiando deixando pegadas no sangue fresco.

Notas finais
OMG!!!!!!! E agora???? Será que Lúcifer vai conseguir chegar até os sonhos de Kate mais uma vez? Será que ele vai conseguir alcançar seus objetivos seja lá qual for???? No próximo capitulo tem mais...