As Desventuras Sexuais de Dylan Stark

74 Capítulo 73 –A Escolha de Dylan Stark –Terra 69


Notas iniciais
Desculpem-me pelo pequeno atraso, meu notebook me traiu rsrsrs Mas cá estou eu, vamos ao capítulo!

Na vida temos que fazer várias escolhas, qual é nossa cor favorita? Devo comprar sorvete de flocos ou de chocolate? Devo transar antes ou depois do casamento? Devo escolher qual dos meus amores? Quem devo deixar morrer? As vezes são escolhas simples, outras são tão difíceis que temos vontade de desistir de tudo e deixar que se exploda. Mas naquele momento desistir não era uma opção.

—Este é o quarto teste.

—Você deve fazer sua escolha.

—Descubra sua verdadeira essência.

—Quem você é?

—Hétero?

—Homo?

—Quem você ama de verdade?

—É hora de fazer sua escolha.

—Um você salvará.

—E o outro morrerá.

—É hora de escolher –Disseram Afrodite Urânia e Afrodite Pandemos juntas.

Caí de joelhos, não podia acreditar que a Afrodite estava fazendo aquilo comigo, me fazendo escolher entre a vida do Henry e da Lucy. Tremi dos pés à cabeça, aquele era o pior teste até agora e sem dúvida o que me modificaria para sempre.

Houve um lampejo de luz e me vi num futuro que não chegou a acontecer, mas que me marcou para sempre.

—Você nunca vai conseguir se controlar perto de mim, sabe porquê? –Lucy caminhou rebolando em minha direção –Porque sou a vadia mais gostosa de todas.

Ela me deu um empurrão que me jogou alto, caí surpreso em cima da cama. De onde ela tinha tirado aquela força? Lucy saltou quase planando no ar e parou em cima de mim, seus lábios se encaixaram nos meus e foi como juntar fogo e gasolina.

Me livrei rapidamente de minhas roupas, nossos corpos nus se esfregavam, nossos beijos praticamente liberavam labaredas de fogo. Lucy rebolava sobre mim, apertei sua bunda, seus seios se apertavam no meu tórax. Ela ergueu os quadris e com uma mão posicionou meu pau duro encaixando-o naquela buceta quente e molhada, então escorregou completando toda penetração.

—Ooooor! –Gememos juntos.

Meu pau estava praticamente pegando fogo, comecei a meter e ela a quicar, ambos nos movendo conectados. Suas unhas arranharam meu peito, minhas mãos apertaram os dela. Segurei seus quadris e meti com tanta força que senti seus poros se arrepiando.

—Aaaaaar! Me faz ficar acesa, amor!

Minha mente voltou para o planeta Afrodisia, diante de mim duas Afrodites me cobravam uma escolha.

—Lucy é a mulher de sua vida, vocês nasceram um para o outro! Escolha salvá-la! –Disse Afrodite Pandemos.

—E você esta mesmo disposto a deixar o Henry morrer? –Perguntou Afrodite Urânia me fazendo ter um flash do Novo Mundo.

Escancarei a porta do meu quarto e entrei agarrado com meu melhor amigo, minhas mãos deslizando e apertando seu corpo e as dele o meu, nossos lábios colados e nossas línguas entrelaçadas. Nossos hormônios estavam à mil, respirávamos ofegantes tomados por um calor carnal de duas pessoas que se desejavam. Tirei minha camisa com desespero e ele repetiu o gesto, caímos na cama, sentir sua pele colada à minha aumentou ainda mais o tesão.

Estávamos com tanto fogo que nem dava pra acreditar que éramos virgens. Somos melhores amigos desde à infância, as mães do Henry sempre nos chamavam de namoradinhos por sermos tão próximos e naquele dia sua piada se tornou verdade. Por muito tempo desejei tocá-lo, mas negava à mim mesmo essa vontade, quando enfim soube o quanto ele também me queria, tomei coragem e me permiti sentir aquele amor.

Tirámos nossas calças ficando só de cueca, ele estava por cima, apertei sua bunda e ele gemeu em minha boca.

—Dylan –Ele sussurrou –Não acredito que estamos mesmo fazendo isso. Tenho medo de acordar e tudo ser apenas um sonho.

—Caso isso seja um sonho, te garanto uma coisa –Por cima da cueca empurrei meus dedos entre suas nádegas pressionando seu cuzinho com força, seu lábio inferior tremeu num gemido –Que você vai acordar todo gozado.

Caí de joelhos no chão desértico do planeta Afrodisia.

—Eu não consigo escolher! Não posso decidir pela vida de um dos meus dois amores! Eu... –Lembrei do sorriso provocante da Lucy, do jeito apaixonado que o Henry me olha, de ambos os beijos, das sensações dos seus toques –É impossível escolher apenas um.

—Vamos ao pensamento lógico –Começou Afrodite Pandemos –O Henry nem se quer é uma pessoa de verdade, ele é uma mera cópia criada por um acidente do universo.

Aquilo era tão cruel de se dizer, mas não deixava de ser verdade. O Henry por quem me apaixonei ainda morava em Storybroke. As memórias falsas do Novo Mundo fervilhavam em minha mente, todos os anos que passei ao lado da falso Henry como seu melhor amigo, nosso primeiro beijo no meio da rua, todas nossas trepadas.

—Mesmo que a maioria de nossas lembranças nem tenham acontecido de verdade, o sentimento é real. Amo esse Henry com todas as minhas forças! –Gritei.

—Isso mesmo! –Me apoiou Afrodite Urânia –Escolha ele! A Lucy já foi uma deusa já viveu milhares de anos, o pobre garoto merece ter pelo menos uma vida feliz. Se você olhar para o seu coração vai perceber que é pelo Henry que ele realmente bate.

Deixar a Lucy morrer só por que ela já viveu de mais? Ela abriu mão de sua divindade para salvar a vida de vários de seus amigos, ela deixou tudo que conhecia para trás para se juntar a mim em minha jornada, para começar uma nova vida ao meu lado. Como podia abandonar alguém que deixara tudo para estar comigo?

Tem que haver um jeito de salvar os dois!

—Se a questão é ter um homem e uma mulher, escolha o Henry, você ainda terá a Violet.

—Podia ser qualquer um dos três! Eu não poderia escolher jamais entre eles! Que se dane esse preceito que só se pode amar uma pessoa de cada vez, pois amo os três! Não é promiscuidade ou safadeza, é amor de verdade! Só por que minha forma de amar não condis com a da maioria, não quer dizer que não seja real!

Eu estava furioso, minha aura estava azul, da cor da batalha. Talvez eu devesse derrota-las. Talvez isso fizesse que aquele mundo desaparecesse!

—Adaga do cavaleiro de cristal! Espada de Diamantes!

—Escolher nos atacar não é aconselhável.

—Lamento Afrodite, mas você me forçou a isso!

Avancei contra Afrodite Pandemos, ela desviou velozmente, vi a surpresa em seus olhos quando acompanhei seus movimentos. Cansada de desviar, a deusa conjurou uma espada de esgrima e duelamos. Quando as lâminas se chocavam o chão tremia e o ar sacudia para todas as direções.

—Seu poder aumentou espantosamente! Consegue lutar de igual para igual contra uma deusa completa, no entanto ainda lhe falta algumas habilidades.

Entendi suas palavras quando levei um chute na cabeça, Afrodite Urânia me pegou desprevenido, bolei no chão comendo poeira e abrindo uma cratera.

—Pare de nos atacar e faça sua escolha –Ela disse conjurando uma espada de lâmina longa, seu alcance era o dobro da minha.

—A não ser que queira uma terceira opção –Sugeriu a Pandemos –Escolha ignorar seus dois amores, os deixe morrer e de bônus morra nos enfrentando.

As duas correram em minha direção dando início a uma tempestade. Crateras foram abertas, cortes foram infligidos e sangue divino molhava a areia do deserto. Meu corpo estava todo dolorido, cada soco que levava doía como uma martelada. Depois de alguns segundos sentia como se tivesse sido atropelado por um touro.

Fui arremessado contra um rochedo, minha aura de batalha fraquejou e caí no chão exausto. “Nunca imaginei que ela fosse tão forte! Pensei que ela era só um rosto bonito”. Pandemos e Urânia caminhavam em minha direção arrastando suas espadas.

—Logo as estátuas irão sentir fome de carne.

—Quanto mais tempo passar, mais chance terá de seus dois amores serem devorados.

—Lucy.

—Henry.

—Escolha!

—O que isso tem a ver com eu me tornar um deus? Afrodite! Até parece que você teve que fazer esse tipo de escolha! Mesmo casada com Hefesto você não deixa de se divertir com o Ares! Sem falar dos vários mortais.

Minhas palavras ríspidas as atingiram.

—É você quem esta sendo testado –Se defendeu a Pandemos –Tenho o direito de ficar com qualquer homem que eu desejar.

—Ou mulher –Adicionou Urânia –A propósito estou até pensando em visitar um certo presidio feminino na Terra 23. Definitivamente, laranja é minha cor!

Era difícil de acreditar que aquelas duas eram a mesma pessoa. Afrodite não somente se dividiu em duas, como parecia ter duas personalidades completamente diferentes. Ainda assim, elas eram...

—Uma só! –Exclamei –Essa é a resposta! Será que consigo? –Olhei para o caminho que levava a Lucy –Eu amo a Lucy com todas minhas forças, quero viver ao seu lado, quero ter filhos, quero viver um verdadeiro conto de fadas!

Afrodite Pandemos sorriu. Olhei para o caminho que levava ao Henry.

—Não ligo para como o Henry nasceu, ele é o meu Henry! Meu amado namorado! Quero estar com ele para sempre! Quero acordar todos os dias e encontrar seu olhar apaixonado!

Afrodite Urânia sorriu.

—Faça sua escolha –Disseram juntas.

Agora vamos a narrativa da sensação mais estranha que já senti na vida. Me concentrei no que meu coração mais desejava: Os dois. Corri ao mesmo tempo para as duas direções, senti minha consciência se dividindo, senti o vento batendo no meu rosto por ambas as direções. Olhei de relance para trás e me vi correndo para o caminho oposto.

Eu me tornei dois.

Minha determinação se transformou em velocidade e me tornei um raio chegando à uma cachoeira onde uma mulher nua de pedra segurava a Lucy.

—Dylan! Me salva dessa peladona de pedra!

—É pra já!

Saltei mais de seis metros de altura, a mulher só teve tempo de olhar na minha direção antes de ser decapitada. Segurei Lucy nos braços e corri de volta ao ponto de partida.

Exatamente ao mesmo tempo cheguei num desfiladeiro, onde um homem nu de pedra ia largar o Henry num abismo.

—Henry se segura!

—Dylan, socorro!

A estátua o largou, corri para apanha-lo, mas esta percebeu minha aproximação e me atacou. Levei um tabefe e fui jogado no chão. Nem senti a dor, só corri para salvar o Henry. Me surpreendi ao perceber que ele não caiu no abismo, ao invés disso estava pendurado na rola de pedra da estátua.

—Socorro! Os escultores sempre fazem o pênis das estátuas gregas minúsculos!

Mesmo no clima tenso consegui rir. Voei como um raio e agarrei-o, ia atacar a estátua, mas acabei a deixando pra lá. Tudo que me importava era o Henry. Corri de volta ao ponto de partida.

Me vi chegando com a Lucy nos braços.

Me vi chegando com o Henry nos braços.

—Que loucura é essa? –Henry perguntou.

Os colocamos no chão e caminhamos na direção um do outro.

—Você é a cara do Stiles –Comentei sobre o outro eu.

—Você também. Mas só consigo pensar em transarmos –Admitiu o outro.

—Tudo bem, você é muito gostoso.

—Você também.

Demos um passo a frente e nos tornamos um. Fiquei tonto por alguns segundos e então me recompus.

—Cara, que viagem –Comentei.

—O que esta acontecendo? –Lucy perguntou.

—O Dylan acaba de passar no quarto teste –Disseram a Pandemos e a Urânia ao mesmo tempo. Elas caminharam na mesma direção e se tornaram uma –Você aprendeu que pode superar os limites da razão. Que é o amor quem dita as regras. Agora você consegue usar a verdadeira onipresença, pode literalmente estar vários lugares ao mesmo tempo.

—Afrodite, confesso que tive vontade de mata-la.

—Sei que minhas duas personalidades podem ser meio confusas, e olhe que você nem viu minha faceta romana. Vai por mim, sua cabeça ia dar um nó.

Para me dividir tinha que possuir dois desejos ou essências fortes e distintas, esse era o segredo! Aquela nova habilidade ia ser muito útil em batalhas... E em trepadas!

—Agora vamos voltar para a Terra 69 –Afrodite abriu um portal e voltamos para casa.

Alexis estava pondo a mesa do café da manhã, os outros ainda dormiam. Corri para o curral e encontrei Violet dormindo. A acordei com beijos.

—Violet! Eu passei no quarto teste!

—Bom dia pra você também –Ela disse empurrando meu rosto e puxando meu cabelo –A Afrodite pegou leve?

—Pelo contrario!

Lhe contei tudo sobre o difícil teste, ela ficou quase ofendida por não ter sido sequestrada. Todos tomamos café enquanto debatíamos nossos próximos passos.

—Eu irei atacar o castelo de ametista –Disse Luz Escarlate sem rodeios.

—Mas Alexander é muito poderoso! –Lhe disse.

—Confesso que vai ser difícil. Entretanto ele não é um deus, pode me dar trabalho, mas vou conseguir ao menos resgatar o David e as gêmeas.

Fiquei feliz por ele querer salvar minhas irmãs. No entanto Alexander Stark sem nem se tornar um deus ainda, era poderoso o bastante para colocar todo mundo pra correr.

—Formaremos um grupo de resgate –Sugeriu Cupido.

—Enquanto isso eu executarei o último teste –Disse Erzulie olhando nos meus olhos –Se você passar a luz divina irá surgir. Normalmente ela iria diretamente para você, mas com essa palhaçada de profecia não tenho certeza do que vai acontecer.

—Como assim?

—Entendi –Disse Violet –Há a possibilidade do Alexander não estar nos atacando justamente por estar esperando você completar os testes e libertar a luz divina para então ele mesmo a pegar e se tornar um deus.

Abri a boca chocado. Que descarado! Ele não vai roubar meu mérito! Não vou passar pelos cinco testes só para deixa-lo brilhar no meu lugar. Serrei o punho e disse:

—Eu vou acabar com a raça dele!

—Esse é o espirito! –Exclamou Erzulie com um olhar provocante. Eu não gostava nada do seu sorrisinho. Até hoje ela nunca me fez ameaças, mas sempre estava ali rindo das intrigas e incentivando a discórdia –Sei que acabou de passar pelo quarto teste, mas não temos tempo a perder. Siga-me.

—Boa sorte, Dylan! –Me desejaram todos.

Segui Erzulie até o quintal.

—Pensei muito sobre seu quinto teste. Achei o de Afrodite muito interessante, fiquei até com inveja. Poderia ter feito algo parecido com minhas duas contrapartes: Erzulie Freda Dahomey e Erzulie Dantor. Mas como já foi feito vamos ao que planejei –Ela mexeu em seus cabelos, em sua mão esquerda brilharam três anéis. Não sabia o que esperar dela, Afrodite e Cupido eram conhecidos por todos, Eros e Luz Escarlate eram do tipo que exalavam sua própria essência, mas Erzulie era um mistério –Eu sou o espirito do amor, da beleza e da riqueza. No entanto também tenho meu lado obscuro. Até agora seus testes só mostraram a parte bonita do amor, vamos trabalhar o outro lado da moeda, a arte da vingança.

Uma nevoa negra nos envolveu e desaparecemos, senti como se estivesse numa montanha russa e de repente me vi numa caverna.

—Onde estamos? Saímos da Terra 69?

—Não. Vamos pense! De quem você quer se vingar?

—Não acho isso muito legal. Não tenho ninguém de quem queira me vingar.

—Tem certeza? Quem foi a pessoa que lhe infligiu a maior traição da sua vida. Alguém que agiu com tamanho egoísmo que pôs todo o seu mundo em risco. Alguém que você amou muito, mas que te deu o beijo de judas!

Aquela era uma ferida antiga, nunca pensei em me vingar dele, sabia de quem Erzulie estava falando e foi quando reconheci aquele lugar.

—Estamos no ninho da dragão-bruxa.

—Exatamente, e esse é o momento da traição.

Me vi de longe correndo ao lado de um antigo melhor amigo, de alguém que amei muito, mas me traiu. Aquela era a primeira vez em que completara o medidor sexual e então... Zero!

—Esse é o dia em que ele me traiu. O dia em que Nico roubou minha energia zerando meu medidor sexual apenas para curar a si mesmo numa atitude egoísta que poderia ter causado o fim de tudo.

Não entendi qual era o quarto teste, mas ele tinha a ver com vingança. Será que Erzulie queria que eu o matasse? Pensei que nunca mais o veria na vida, no entanto, lá estava eu, prestes a ficar cara-a-cara com Nico, meu melhor amigo da Terra 69.

Notas finais
Nos vemos nos comentários :)