As Crônicas dos Semideuses: The Lost Mermaid

5 Capitulo V -- Multiplicando com Cabeças, Ameaçada no Mundo Inferior e Áureas Poderosas.


Notas iniciais
Olá meus cupcakes alados! Demorei menos tempo dessa vez (bem menos), mas ainda não está no tempo que eu planejava. Qualquer erro que encontrarem no texto, me avisem! Espero que gostem do cap.

??? – 19:44pm

Davi POV's

– Como nós acabamos desse jeito? – Safira perguntou puxando o ar com força. Tentando se manter de pé na areia fina.

– Não sei – falei com ironia – Talvez tenha começado quando Jean cortou a cabeça da Hidra, coisa que ele devia saber que não é um jeito eficaz de mata-la. – alfinetei tentando limpar o sangue do rosto, estava com bastante raiva.

– Ah claro, julguem o Jean, sejam ingratos. – ele esbravejou – Na próxima eu não vou me arriscar para salvar o traseiro de vocês.

O que tinha acontecido? Fomos atacados pela Hidra, mas ela não tinha só três cabeças. Não, nós tínhamos que encontrar uma com cinco. Eu estava alarmado e assustado no início, ela chegara destruindo metade proa do navio, só deu tempo de abrir a portinha e me jogar lá dentro antes que ela destruísse todo o convés. Abri a porta de metal e tranquei rapidamente.

FLASHBACK

A Hidra destruiu toda a parte de fora e agora estava atacando o submarino. Jean sorriu e partiu para o painel de ataque, enquanto Safira foi para o de direção. Peguei minha espada de fio duplo de ferro estígio e encaixei a bainha na cintura e me sentei no outro monitor com miras. Eu e Jean tentamos acertar a hidra diversas vezes, enquanto Safira nos dirigia para terra firme, para ganhar possibilidade de um ataque terrestre. Acertamos ela algumas vezes, o suficiente para atrasá-la até que finalmente chegamos em na areia e saímos do submarino. Safira sacou sua foice e Jean seu soco inglês, abrimos a porta e corremos um pouco até estarmos com os pés em algo que não escorregasse.

A Hidra saiu de baixo da água, sua boca salivando pra arrancar alguns pedaços de carne. Safira foi a primeira a atacar, tentou por cima, mas ela deu uma patada em sua perna, o que a desequilibrou e a fez cair no chão. Me preparei para atacá-lo com a espada e corri em sua direção. Desviei do primeiro, do segundo e do terceiro golpe, porém uma das cabeças invadiu meu ponto cego e arranhou meu braço com suas garras. A dor era intensa, vi outra cabeça chegando e me preparei para tentar bloqueá-la, foi quando Jean deu um soco na cara do monstro. O local em que ele acertou queimava e a Hidra rugia de dor, o que me deu tempo suficiente para sair dali, enquanto Jean pegava a espada da minha mão e cortava três das cabeças dela. Safira já tinha se levantado e correu para a nossa direção.

Parou ofegante ao nosso lado e respirou com força, segurando a perna machucada que ainda sangrava, enquanto a Hidra se recuperava do ataque e mais uma cabeça se formava no canto esquerdo. Jean me devolveu a espada e falou rapidamente:

– Ok, temos oito cabeças. Uma soltando fogo e as outras sete esfomeadas. Plano de ataque: Dois pelos lados enquanto o outro da a volta e acerta o bicho desprevenido. Davi, eu e você as atacamos, tente não ser pego novamente -- se eu não tivesse tão ocupado, com certeza retrucaria -- Safira, preciso que vá com cuidado pelas costas dela, contamos com você.

Assentimos e tentamos mais uma vez. Eu e Jean, atacamos e as distraímos enquanto Safira tentou atacá-la por trás. Uma garra me acertou, um pouco acima da orelha esquerda e eu senti o sangue quente escorrer pelo canto do rosto. Nesse meio tempo, uma cabeça percebeu Safira e todas se viraram para ela. Quando a primeira cabeça mordeu ela na perna machucada (que, diga-se de passagem, não estava nada bonita antes), vi uma brecha se formando. Não pensei duas vezes e a cortei ao meio, um pouco abaixo dos pescoços. Enquanto ela se desfazia em pó dourado, tentamos amparar Safira, que estava exausta e ferida. Quando olhamos para o lugar onde se encontrava a Hidra, restou apenas uma cabeça jogada no chão.

FLASHBACK OFF

Safira olhou me repreendendo e eu bufei.

– Então, voltamos a procura da chave? – Jean suspirou pesadamente e se sentou num tronco ali perto.

– Primeiro, suprimentos. Depois nós a procuramos... – assentimos – Mas antes de tudo, vamos descansar – e se sentou debaixo de uma palmeira para enfaixar a perna.

Certo, a missão está começando a se complicar....

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Mundo Inferior – ???

Ivana POV's

Eu fui envolvida por uma névoa negra, até que tudo o que eu vi foram os rostos de Douglas e Jéssica. Me senti sendo puxada rapidamente e logo se tornou difícil me segurar em suas mãos. A velocidade aumentou e eu comecei a ficar enjoada. Paramos de repente, mas não soltei as mãos deles, ainda estava com um pouco de tontura e enjoo. Douglas olhou para mim e deu uma risada.

– Você se acostuma – me curvei para frente, soltando minha mão da dele, tentando segurar meu estômago que se revirava – Ou não.

Jéssica nos olhou um pouco estranha e soltou a minha mão com um pouco de brutalidade. Aproveitei e botei a outra mão na boca. Após alguns minutos, eu me estabilizei, mas vi que Jéssica estava um pouco impaciente.

– Desculpem por isso. Não é normal que eu fique assim após uma viagem.

O filho de Hades sorriu, vi um brilho azul passar pelos seus olhos. Pisquei algumas vezes e seus olhos estavam normais, provavelmente foi alguma impressão causada pela tontura.

– É normal com a gente, nem todos saem intactos nas viagens pelas sombras.

Sorri e ele me ajudou a levantar.

– Vamos logo, não temos o dia todo! – Jéssica disse.

– Acho melhor irmos, antes que ela nos arraste até lá

Dei um meio sorrido e assenti. Fomos até Jéssica e então começamos a andar.

– Para onde estamos indo? – perguntei curiosa

– Para o castelo do nosso pai. Ele pode saber onde se encontra a chave.

Jéssica concordou com a cabeça.

===============================Quebra de tempo============================

– O que querem aqui? – Perséfone não parecia feliz em nos ver. Nem um pouco.

Douglas revirou os olhos:

– Falar com nosso pai. Nós precis-

– Ele está ocupado. – Perséfone o interrompeu

– Aposto que ele tem tempo para seus filhos – dessa vez foi Jéssica que disse. A deusa bufou.

– Está bem. – nós começamos a andar em direção a sala – Mas só os filhos. – ela sorriu maldosa para mim e eu engoli em seco.

– Certo, eu vou. Jéssica, fique aqui com a Ivana. – antes de entrar, ele se virou para Perséfone e disse com a voz carregada de ironia – Senti falta do seu bom humor.

Assim que ele entrou, Jéssica se espreguiçou e me puxou até um cômodo afastado.

– Aqui é meu quarto. Ficaremos aqui até que Doug volte, não confio nela.

Sorri um pouco e ela, relutante, retribuiu. Tentei ser educada, conversei um pouco com ela, ainda de pé. No início, ela pareceu fazer isso meio a contra-gosto, mas depois começou a ceder e conversar normalmente.

– Sabe, acho que pode não ser uma má ideia. Sabe, sou um pouco ciumenta quando se trata do meu irmão, mas você parece ser uma boa garota.

A olhei confusa.

– Você logo vai entender. Só digo uma coisa: se sonhar em fazer algo que o chateie, o purgatório não será o suficiente para você.

Nervosa, desviei o olhar para a cama que tinha ali. Qualquer coisa parecia ser mais agradável que encarar Jéssica. Decidi realmente olhar a cama. Ela era grande, preta, com cobertas de seda brilhosa. Parecia tão confortável quanto a minha cama no chalé 1.

Jéssica sorriu e se sentou, dando tapinhas ao seu lado, indicando o lugar para que eu sentasse. Eu não tenho certeza se estou segura aqui. Mas quais as opções que eu tenho? A madrasta maluca ou a irmã que me dá medo? Eu só espero que ele não demore.

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Monte Tamalpais -- 18:12pm

Mabe POV's

Finalmente saímos daquela prisão, vulgo o carro de Apolo. Estávamos nos Montes e não sabíamos nem por onde começar. Subimos até o topo de um deles e esquadrinhamos o local com os olhos.

– Podemos nos separar, assim vai mais rápido. – Adriano tentou.

– Claro, e se formos atacados, morreremos mais rápido. Belíssimo plano. – falei com sarcasmo.

– Sem brigas por favor, nós podemos começar procurando por coisas que podem ser chaves. Vamos começar por baixo, depois subimos pelos morros.

– Mas vai demorar muito assim, podemos acabar atrasando a missão. Eu acho que tem um modo mais rápido. – Adriano pareceu pensar.

– O que você sugere então, já que sabe tanto? – alfinetei, mas ele nem pareceu notar. Revirei os olhos e os mirei no céu. Estava escurecendo rápido, então, observando o extenso lugar, logo achei um tipo de árvore antiga e grande, na base de um morro. Seus galhos eram grossos o suficiente para aguentar um vigia durante a noite. Não seria confortável, mas era o que tínhamos para hoje, eu procuraria um estabelecimento no dia seguinte.

– Existe um feitiço que pode nos ajudar a localizar. A chave é mágica certo? – assentimos – Então, filhos de Hécate tem poder de detectar magias ou essências mágicas. Não posso dizer o lugar exato, nem usufruir muito desse poder, pois exige concentração e energia, e enquanto eu o fizer, ficarei vulnerável. Mas é a maneira mais rápida de acharmos a chave.

Olhei para Kimberly, ela estava com os olhos brilhando, ela acreditava que o plano daria certo. Passei o olhar para Adriano, ele estava visivelmente nervoso... Não, nervoso não, diria que ansioso por aquilo. Suspirei e assenti.

– Você tem certeza que consegue fazer isso? Não vai ser de muita utilidade se estiver muito cansado. – ele pareceu pensar, mas acenou positivamente com a cabeça – Como funciona esse poder?

– Eu irei me concentrar. A magia, para os filhos de Hécate, é como uma essência que se envolve no alvo, ela pode se tornar visível se nos concentrarmos mentalmente, mas é difícil focar em um só lugar para poder senti-la. Ainda mais em um lugar grande como esse. Mas estou confiante de que vou conseguir. – ele deu uma pausa e olhou em volta – É melhor montarmos o acampamento logo, quando eu acabar, estarei cansado demais para fazer qualquer coisa, precisarei dormir. Assim que eu acordar, voltarei a procurar.

Eu e Kimberly consentimos em silêncio e eu indiquei a grande árvore. Kimberly pegou parte da bagagem e Adriano a outra e descemos até a árvore. Montamos a tenda, fizemos a fogueira e eu subi na árvore.

– O que você está fazendo? – perguntou Kimberly.

Sorri um pouco.

– A noite é meu horário natural. Acredite, eu os vigiarei bem. Pegarei o primeiro turno de vigia, e você o segundo. – olhei para Adriano – Pode começar agora.

Ele me olhou meio incerto, mas se sentou no chão e fechou os olhos. Fui invadida por uma sensação estranha, parecia que existia uma massa de poder naquele lugar, acho que era o efeito da habilidade do filho de Hécate.

– Kimberly – a chamei e ela me olhou. – Durma um pouco, descanse, quando for seu turno, irei lhe chamar.

Ela assentiu e foi para dentro da tenda.

Respirei fundo enquanto sentia a brisa fria da noite gelar meu rosto. Com certeza, esse era só o início da missão.

Notas finais
Enfim, é isso, até o próximo cap... Ahh, quase esqueci, estou guardando uma pequena surpresa para vocês. Se gostou ou não, deixe seu comentário. Como sempre, críticas construtivas serão bem-vindas. Kissus kissus, Mata Ne