As Crônicas de Reddie Hunter

24 Pessoas com 1,58 não tem o poder de discutir.


Notas iniciais
Olha o crossoveeer ♥ minha BFF novamente emprestando seus divosos personagens pra CRH, o livro dela "As Aventuras de uma Cook" está disponível no wattpad se você se interessar pela história deste povo ^-^ Ah, este cap é dedicado para @Zooey Bauer Cahill que esperou em expectativa pela volta do Yamazaki, um abraço linda ♥ Beijos povo, desculpa pela demora pra atualizar e boa leitura!

Dez anos se passaram. Ele está bem mais alto que eu. Embora isso seja a coisa mais fácil do mundo. Eu sou adulta.

E a criatura ainda me chama de capeta.

Okay né. Vamos relevar.

— Sério, cara? – Abri um sorriso – Capeta? Só se lembra de mim desse jeito?

Ele riu e me deu um abraço, o que me surpreendeu porque eu tinha esquecido a sensação de ser abraçada, mas retribui na mesma intensidade. Ele me apertou e minha barriga doeu pra caramba.

— Hey, calma aí, eu preciso respirar sabia? – Ri pelo nariz.

— Meu Deus, cara, Sel! Precisava? – Ele olhou pra garota de cabelos azuis que apenas arqueou uma sobrancelha – Eu posso cuidar disso, está doendo muito?

— Nem. Eu tô de boas.

Mentirinha básica que é pra manter a dignidade.

— Você só cresceu o quê? Dez centímetros? Tem certeza que não é uma anã?

— Epa, foram 15, olha o respeito.

— Grandes merdas.

— Você que tá alto demais. – Me separei dele bufando – Desde quando mora em Londres?

— Eu me mudei uns três anos depois que a gente se separou – Ele deu de ombros e aí olhou para meu pescoço, onde havia ainda o colar que ele me deu – Wow! Você ainda tem isso?

— Sim, você fez pra mim – Dei um meio sorriso.

— Então né, na verdade eu comprei na mão de um hippie por dois dólares. – Ele abriu um sorriso enorme como se tivesse dito a coisa mais linda do mundo.

Fiz um bico ao pensar que por todos esses anos acreditei que ele realmente havia feito a mão a merda do colar.

Meu Deus. Sou muito trouxa.

— Voltou a usar lente?

— Ah, cara, por favor, depois que um grupo de freiras tenta te exorcizar...

Ele caiu na gargalhada e eu fiz uma carranca que logo se desfez num sorriso. Selena acenou com uma cara de poucos amigos.

— Não era pra gente se apresentar? – Eu arqueei uma sobrancelha.

— Ah, essa aqui é Reddie Hunter – Ele acentuou meu sobrenome me puxando pela cintura e eu dei um sorriso de canto. – Conhecida também como Capeta.

— Sei me apresentar, Yamazaki. E você que me colocou esse apelido idiota.

— Menina, eu pensei que era imune a suas patadas.

— Ninguém é imune a isso.

Selena olhou para o braço de Nicho na minha cintura e seus olhos faiscaram um pouco novamente. Ela parecia estar tentando mandar por telepatia que Nicho me largasse. Eu queria perguntar se eram namorados, queria perguntar como ele havia passado os últimos anos, mas eu não podia ignorar que Nicho tinha uma katana guardada em suas costas e que ele sabia lutar bem pra caralho. E eu simplesmente queria contar pra ele meus problemas, o que havia acontecido comigo. Mas eu sabia que não teria coragem.

Somente nas viagens para a Irlanda onde eu soltava as lanternas no céu ao pôr do sol que eu deixava a dor de verdade vir. Nicho parecia estar feliz, não precisava de mim despejando meus problemas com uma avalanche de choro.

A primeira coisa que pensei foi que eu não podia ficar muito perto de Nicho. Tinha medo dele correr risco de perigo. Mas eu ia fica ali por tão pouco tempo, e eu não o via há anos. Talvez fosse minha chance de aproveitar.

— Luna – Ela acenou com a mão, com um sorriso tão simpático quanto o que usou quanto me conheceu.

— Ethan. – Ele estava de braços cruzados, parecendo se decidir se olhava para Nicho ou para a mancha de sangue que aumentava cada vez mais na minha camisa – E você precisa de um hospital.

— Bah. Estou bem. – Fiz um gesto de descaso. Ele percebeu que eu não estava tão bem pelo olhar duvidoso que me lançou. Mas revidei dando um olhar que falava “Me deixa em paz”.

— Aaron – Um garoto ruivo com olhos verdes e o rosto repleto de sardas sorriu. Usava uma camiseta azul com a estampa do Darth Vader, calça cinza e tênis.

— Jack – O moreno de olhos castanhos piscou pra Luna que fez um bico tipo “Então né, é sério isso?”. Ethan olhou feio pra ele também. Acho que ele está com algum problema no olho. Jack usava uma camiseta branca, calça preta e botas marrons.

— Rafa – Esse parecia ser mais tranquilo, com cabelos castanhos e olhos verdes, ele só tinha a cara de quem somente observava as tretas, mas sua camiseta cinza suja de poeira dourada de monstro e respingos de sangue mostravam que pra lutar ele entrava de boas.

— Bryan. E eu tô com fome. Então tchau. Ethan, te ligo depois pra me encontrar com vocês. Bye, povo. – O hacker acenou e saiu do depósito correndo, mas parou na entrada do corretor, meio ofegante, e aí continuou andando no modo tartaruga com a sua coluna meio encurvada. Sua preguiça venceu a fome.

Bryan, como podem ver, é um sedentário com problemas de coluna. A idade é 17, mas o corpo é de 70.

— Nicho – Selena chamou – Eu preciso te falar uma coisa.

— Hey, depois – Ele se virou pra mim, eu olhei pra Sel e ela estava de novo com aquela expressão insana momentânea, mas então saiu pisando forte do depósito – Cara, por onde você estava todo esse tempo, e porque tem meio arsenal na tua camiseta? Meu Deus, tenho muita coisa pra perguntar.

— Ela queria falar alguma coisa. – Falei de forma meio vaga.

— A Sel sabe se cuidar.

Sério? Nem percebi isso no momento que ela cravou suas garras na minha barriga.

Ethan se aproximou e me puxou do braço de Nicho.

— Eu acho bom você cuidar disso. – Ele apontou pra meu ferimento.

— Posso ajudar. – Nicho se aproximou e tocou os dedos na minha barriga.

Eu senti um frio percorrer meu corpo e, por mais o ferimento não tivesse curado, a dor tinha aliviado, como quando se passa um gelo na ferida.

Tenho quase certeza que quando conheci esta criatura ele não fazia isso.

— Posso te chamar de Iceberg agora?

— Não. – Ele fez uma careta.

— É melhor que capeta.

— Mas esse tem história.

— Uma história que só foi legal pra você – Bufei, me lembrando do jato de água na cara que recebi no dia. – O que você e a Selena são?

— Hã... Lance complicado.

— Então acho melhor eu ver com meus próprios olhos. – Falei ao ver Selena montar uma moto preta e sair em disparada do depósito. – Eu quero saber o que ela é.

Fui guardando todas as minhas armas.

— E o que você é?

— Caçadora de monstros.

Ele ficou calado por uns momentos, provavelmente ligando isso ao que eu falei quando era criança de não ter muitas opções da minha futura profissão.

— Era o que você não...

— É. Mas agora é minha única opção. – Avistei um carro preto no fundo do depósito e fui em direção a ele – Hey, não estou a fim de fazer ligação direta. Alguém me dá a chave?

— Espera, se tiver um único arranhão nesse carro a Sel me mata.

— Moço, se duvidar eu dirijo melhor que você – Pisquei e sorri enquanto Nicho me jogava a chave que agarrei no ar.

Pouco a pouco todo mundo foi entrando no carro, embora os amigos de Selena tivessem sérias dúvidas em me deixar dirigir o carro dela. Sei como é, invasão de privacidade. Mas estou com os amigos e o que eu acho ser o namorado dela, então foda-se. Harold já ia entrando quando eu o barrei. Nop, não aturarei esse cara.

— Putz, Ross, não tem mais espaço.

— Ah, dá sim.

— Dá não. E eu que não quero mesmo. Bye. – Fechei a porta do carro enquanto ele me encarava indignado e pisei no acelerador. Ethan me olhou agradecido, até porque se Harold entrasse, ficaria ao lado dele.

Tentei seguir a trilha da moto na neve. Até que vi, numa velocidade que provavelmente seria motivo de multa, a cabeleira azul de Sel ondulando sob o capacete preto.

— Onde acha que ela está indo?

— Atrás de um monstro, ela sente isso.

— Então por que não ouviu ela?

— Acredite, a Sel realmente sabe se cuidar. Ela nem deixa eu me preocupar direito com ela.

Minha cabeça estava maquinando. Eu queria matar Selena. Ela era um monstro afinal de contas. Mas era amiga de Nicho. Eu não sabia o que pensar, Nicho não seria amigo dela se ela fosse uma sedenta de sangue desumana. Acelerei para não perdê-la de vista.

Quando a alcancei novamente, ela estava dando uma mortal com sua moto.

Exibida.

A moto caiu em cima de alguém, eu realmente espero que esse alguém seja um monstro. Selena desceu da garupa da moto e se abaixou até puxar o cara pelo colarinho. Vi seus lábios se moverem, mas não entendo leitura labial e de dentro do carro não dá para ouvir.

E ela se transformou em lobisomem.

Meus dedos formigaram para pegar todo meu arsenal de prata. O uivo de Selena ecoou por todos os lados e teve um leve trinco no vidro da janela do carro. Qualquer coisa a culpa foi dela mesmo. Sua boca se arreganhou mostrando caninos, os olhos de um azul incandescente novamente e garras substituíram suas unhas. Ela avançou e o cara desviou de seu punho que acertou o asfalto formando uma rachadura. Os olhos do cara brilharam, tão azuis quanto os de Selena.

Minha cabeça guardou uma coisa. Lobisomens com os olhos azuis já mataram gente inocente.

Sel o arranhou no ombro, estava de tarde, então pude ver que ela cravou suas garras totalmente. Ele tentou socar o rosto de Selena que desviou com facilidade. Eles pareceram trocar mais algumas palavras e Selena o pegou pelo braço e o jogou em cima da moto. Ele arrancou um cano da moto e a atravessou na barriga dela. Suprimi uma careta. Selena caiu de joelhos no chão, rugindo, o cara agarrou seu pescoço, mais uma vez a expressão insana tomou conta de seu rosto e eu abri minimamente a janela do carro para ouvi-la falar.

— Vai brincar no inferno. – Ela segurou sua mão e a quebrou até ficar num ângulo terrível.

Agarrou sua mandíbula e a amassou, como se aquilo fosse apenas uma massinha de modelar. E devia ser porque sua força era descomunal. Ela rugia e seus caninos aumentavam cada vez mais. Selena tirou o cano da moto de sua barriga e a enfiou com tudo no coração do lobisomem, que parou de se debater e partiu dessa pra melhor.

Eu estava prestes a perguntar a Nicho o que se fazer quando a namorada dele vira um monstro e enfia canos de motos em seus inimigos quando Ethan saiu do carro.

É. A idiotice impulsiva é de família. Eu arregalei os olhos. Odeio ele, mas tipo, não seria legal ver Ethan morrer com um cano na barriga.

— Ethan! Volta aqui, seu idiota!

Ele me ignorou e atirou uma seringa no pescoço de Selena, que por um momento pareceu atordoada, somente para a expressão de loucura psicopata abandoná-la, então ela deu uma risada fraca e arrancou a seringa vazia.

— Você achou mesmo que wolfsbane poderia me matar? Eu que vou te matar. – Ela rugiu novamente e eu pensei nas flores que poderia levar no enterro de Ethan.

Selena correu até ele que deu uma cambalhota no último momento, desviando-se dela.

— Você acha que wolfsbane poderia ter algum efeito sobre mim? Sabe o efeito que ele tem em mim? ME DEIXA MAIS IRRITADA! – Ela berrou.

Okay. Espera um pouco pra eu procurar um papel pra escrever “Orgulho ferido” e colar na testa de Ethan. Aliás, deixem pra lá. Tá estampado naturalmente na cara dele.

Selena se aproximou prestes a enfiar as garras nele.

Enquanto isso eu penso que Ethan vai partir dessa pra melhor me devendo 20 dólares de gasolina. Sacanagem. Nicho saiu do carro.

— Hey, Sel, se acalma. – Ele tentou gritar com ela.

— EU ESTOU CALMA SEU IDIOTA.

Imaginem essa garota na TPM. Deve ser uma desgraça para o universo. Rafa desceu do carro e se aproximou com as mãos erguidas para Selena.

— Não deixa o wolfsbane te afetar, Sel. Você é mais forte que isso. – Ele disse e a puxou para um abraço, Selena ainda ofegava, seu corpo tremendo e aos poucos ela foi acalmando nos braços de Rafa.

— Obrigada – Ela murmurou o olhando – O que...? – Selena olhou para sua moto e em seguida para o buraco na sua barriga que estava quase cicatrizando. — Me desculpem, eu não queria me descontrolar, eu... – Ela disse com o rosto avermelhado e eu suspirei – Nicho, leva sua amiga pra nossa casa, eu vou indo logo atrás. – Então saiu correndo pra floresta.

Espere, levar sua amiga pra casa...?

Ah é. A amiga sou eu. Espera de novo, eu não vou ficar aqui não.

— Vocês vão com a gente, né? – Nicho perguntou olhando para as árvores que agora só balançavam devido ao vento.

— Desculpa Nicho, eu tenho que ir embora.

— Quê?

— Me desculpa – Fiz uma careta.

— Hunter, você vai ficar aqui.

— Não vou não.

— Vai sim, você e seus amigos, estão convidados pra nossa casa – Ele sorriu para Ethan e Luna. – Manda o endereço pra aquele amigo de vocês que foi lanchar.

— Nicho, tu não tá me ouvindo.

— Não dêem ouvidos a ela. Reddie nunca bateu muito bem da cabeça.

— Olha o respeito, Yamazaki.

— Jack, tem mais quartos de hóspedes vagos, certo? Eles vão passar uns dias aqui.

— Não vamos não, acho que vou pegar o próximo vôo.

— Você tem 1,58 de altura. Pessoas deste tamanho não têm o direito de discutir.

— Criatura, eu vou embora!

— Vai não. Não te vejo há uns nove anos, quero saber quê que tu andou fazendo.

— Então tira uma foto, eu te escrevo uma cartinha e me deixa ir embora. – Sorri de canto – Muito bem, pessoas. Vamos embora. Tá tudo sob controle aqui.

Nicho me segurou pelo braço quando eu já ia indo. Arqueei uma sobrancelha pra ele. Então notei que ele ainda era meu amigo a ponto de se comunicar comigo pelo olhar. Como uma conversa mental.

O que aconteceu com você?

Coisas que não quero falar.

Eu quero saber. Eu posso te ajudar.

Não pode. Tenho que ir.

Por favor, fica.

Após tantos olhares de cachorrinho que caiu da mudança, eu suspirei e balancei a cabeça.

— Pra vocês, tudo bem? – Perguntei a Ethan e Luna que apenas deram de ombros.

— Lá tem nutella?

— Você nem acredita o quanto. – Nicho sorriu.

— Então tô de boas.

Tô muito fodida.

Rafa teve que ficar para levar a moto de Selena a pé já que estava quebrada, o resto de nós entramos no carro novamente, dessa vez Nicho quem dirigiu e eu fiquei no banco de carona.

A casa de Selena tinha um estilo rústico encantador, era aconchegante. As paredes eram de madeira clara. Tinha estantes de madeira com livros, duas luminárias no teto, um sofá azul escuro e um sofá amarelo com almofadas floridas, um tapete branco felpudo no chão, uma TV de tela plana, uma mesinha de centro com um prato com biscoitos em formato de unicórnios com cobertura de glacê e Actions Figures de personagens de Harry Potter e Star Wars, uma escadinha que levava a um pequeno espaço cuja a parte da parede era coberta por plantas com flores.

E eu ainda assim não me senti a vontade ou algo do tipo. Estava tensa com a possibilidade de passar dias aqui. Eu não queria ficar. Só estava por insistência de Nicho.

— Bem vindos ao nosso lar – Nicho sorriu e Jack se jogou em cima do sofá.

— Vou ficar três dias.

— Ah qual é. Uma semana pelo menos – Ele uniu as duas mãos suplicante.

— Três dias é mais que suficiente, Nicho.

Ele ficou emburrado.

— Ou então eu posso ir embora agora mesmo.

— Tá legal, três dias está bom. Só estava tentando barganhar.

— Isso não dá muito certo comigo – Pisquei pra ele e quando notei, Ethan e Luna já estavam sentados no sofá, conversando de boas, enquanto Ethan digitava no celular.

Minutos depois bateram na porta e Aaron foi atender.

— Então né, aqui tem comida? – Foi nem pela voz que reconheci que era Bryan.

— Tem.

— Mais de duas tomadas?

— Obviamente.

— Posso entrar?

— Pode – Aaron deu de ombros e Bryan entrou sorrindo.

— E aí, pessoas? – Ele sorriu e sentou ao lado de Luna.

Senti um gosto metálico subir a minha garganta e perguntei a Nicho onde era o banheiro. Fui caminhando até lá calmamente, mas meu estômago latejava pra caramba. Entrei e tirei a mochila das costas. Despi a camiseta e me olhei num grande espelho. Haviam cinco furos na minha barriga. O sangue escorria, embora fraco. Cuspi sangue na pia. Tomei um bom banho, o que ardeu bastante, mas passei meu remédio na barriga e cobri com um curativo decente.

Fui vasculhando a mochila e encontrei mais roupas. Não estava preparada pra passar três dias. E bom, minha camiseta já era e a calça tá com uma mancha que parece que eu menstruei e esqueci do absorvente.

Muito triste isso. Teria que comprar roupas pra ficar aqui.

Joguei a camiseta que estava furada na lixeira, a calça resolvi lavar, mas demorei demais pra isso e a mancha não saiu, então também joguei fora. Odeio jogar coisa fora.

Coloquei uma bermuda preta e camiseta branca. Eu tinha trazido chinelos pra ficar com eles no avião. São confortáveis, mas preferi ficar descalça. Dei uma olhada no banheiro, limpando manchas de sangue aqui e acolá, porque eu não sou uma hóspede tão ruim assim.

Saí do banheiro, agora com meu cheiro natural e não de sangue.

No mesmo momento, Selena entrou meio abatida, mas ao ver a sala cheia ostentou um grande sorriso.

— VOLTEI POVO! – Ela gritou, tentando parecer feliz, mas seus olhos estavam vermelhos e fundos. – Vou ali tomar um banho porque né, pelo amor! Ninguém aguenta ter um cano de moto na barriga. Hey, Reddie não é? Daqui a pouco eu desço e a gente toma um chocolate quente. – Ela subiu as escadas correndo.

Parecia que ela tinha chorado ou algo pior, e poderia ser, as pessoas que têm os melhores sorrisos são as que sofrem mais às vezes.

Notas finais
Espero que tenham gostado ♥