Notas iniciais
oii!!
Eu sei que disse que soh postaria quando o 15 chegasse a seis reviews, mas como veem, acabei desistindo e resolvendo postar antes mesmo!!
Bem, estamos quase no fim, mas ainda veem algumas surpresas.
Boa Leitura!!

A luta

Lena olhava nervosa para Edmundo.

- Susana e Lena – disse Pedro, o que chamou a atenção dela –, vocês subam com os arqueiros. Lúcia, quero que fique lá também, mas o mais atrás possível. Não quero que se machuque.

Lena estava quase indo, quando Pedro a segurou pelo pulso. Virou-se, encontrando olhos azuis bem preocupados.

- Cuide bem dela, está bem?

Sabia que estava falando de Lúcia.

Não achava que ela precisava de proteção, mas sabia que Pedro não lutaria tranquilizado quando tinha que olhar por sua irmã.

- Fique tranquilo. – disse.

Pedro sorriu.

Ele, Caspian e Edmundo saíram para se juntar aos outros e as meninas subiram. De onde estavam, poderiam ver todo o local onde seria seu campo de batalha. Do lado delas, cerca de sete mil soldados ao total, narnianos e telmarinos, sendo combatentes de espada como arqueiros.

Humanos, minotauros, centauros, faunos, anões, leopardos, enormes águias e os reis. Todos decididos a impedir a Feiticeira de destruir Nárnia.

Mais ao longe, cerca de um quilômetro de distância, Lena podia ver o exército inimigo. Orcs, anões – metade do total existente, pois os outros lutavam ao lado dos reis –, lobos, minotauros, calormanos e criaturas da mais variada espécie, possivelmente as que viviam nos mais obscuros abismos da Terra de Nárnia.

Pararam há uns bons cem metros de distância do exército narniano, com a Feiticeira ao centro, não à frente. Viram os combatentes abaixo desembainharem as espadas, esperando pelo ataque inicial.

Lena olhou para Susana, que sussurrou “fogo” para ela, apontando para as flechas. Lena assentiu.

- Arqueiros, preparem-se! – gritou Susana. Arcos e flechas foram postos, prontos para o sinal.

Quando os combatentes narnianos lá embaixo avançaram contra o inimigo, Pedro fez sinal para as meninas ali em cima. Lena sentiu o fogo percorrer suas veias quando lançou uma linha de fogo no ar, enquanto seus olhos ficavam da cor laranja avermelhada.

Enquanto os arqueiros lançavam as flechas, passando pela linha de fogo no céu que aos poucos diminuíam, Lena revezava seu tempo em desviar de flechas atiradas pelos inimigos, lançar mais linhas de fogo para os próprios arqueiros e ainda lançar bolas flamejantes em direção ao exército da Feiticeira.

Não conseguia ver Edmundo em toda aquela confusão.

Sentiu algo raspar por seu braço nu e viu um filete mínimo de sangue no braço esquerdo onde a flecha raspara; tinha aberto a ferida anterior.

- Tudo bem, Lena? – perguntou Lúcia, indo para seu e atirando mais flechas. – Não parece muito bom.

- Tudo bem, estou bem.

Lena desviou o olhar menina quando percebeu que ela se sentia desconfortável ao encarar seus olhos laranja avermelhados, que refletia a cor do fogo.

Lúcia preparava-se para lançar uma flecha com ponta dourada.

Olhou para baixo, a raiva fervilhando em seu sangue quando girou as mãos à sua frente, criando uma imensa bola flamejante e a atirando no centro da batalha inimiga.

Foi quando algo gelado transpassou sua bola de fogo, fazendo-a sumir, que viu Edmundo. Não exatamente Edmundo, mas para onde viu que ele se encaminhava.

A Feiticeira.

Não sabia o que fazer; Pedro mandara-lhe cuidar de Lúcia, mas ela precisava ir impedir Edmundo de cometer suicídio. Olhou em volta, desesperada para que alguém o detivesse, mas sabia que todos estavam mais preocupados em não serem mortos.

Por que mesmo que eu tinha que me preocupar com ele?!, perguntou-se.

Ela sabia a resposta; sempre soube. Apenas tinha medo de admitir. Estava apaixonada e isso era fato. Como de outra forma se preocuparia tanto com outra pessoa que não fosse ela mesma?

Claro, tinha Caspian, que era-lhe como um irmão, e o povo – mas não era a mesma coisa. Sentia que por Edmundo faria a maior das burrices e arrastaria todos ali até o inferno se fosse preciso.

A maior das burrices.

Ela gastou apenas dois segundos pensando nisso tudo, mas foi o bastante para que ela raciocinasse direito.

Burrice... O que realmente seria uma burrice? Até então Lena não sabia. Mas sentia que agora sabia exatamente o que era: dar a própria vida.

Sim, ela daria a própria vida se isso salvasse Edmundo. E não pensaria nem duas vezes na possibilidade; aliás, sem Edmundo, ela não conseguiria nem mesmo respirar. Queria ter certeza de que ele voltaria a salvo para a Terra. Mesmo que não fosse com ela.

Mas desde o primeiro momento sabia que jamais daria certo. Por Aslan, eles nem mesmo viviam na mesma época!

Diferentemente das outras garotas, Lena queria que Edmundo voltasse para a Terra e tivesse uma vida feliz, cercado de filhos e netos, e ao lado de quem, se não o amasse, pelo menos o apoiasse. Não queria apenas ser esquecida. Talvez até depois de sua morte, pois não sabia se sobreviveria àquilo.

E era exatamente isso que Lena tentaria – iria zelar a vida que ele teria pela frente.

Lena pode ver a flecha dourada de Lúcia atravessar sua visão até a testa de um grande de feio orc. Percebeu então, que os minutos aparentes de reflexão não passavam de dois segundos.

Se raciocinasse rapidamente conseguiria salvá-lo.

- Lena, vá atrás dele! – ela ouviu Susana gritar.

Virou-se em direção a ela e percebeu que a menina olhava espantada para o centro da batalha, onde Edmundo já tentava lutar contra a Feiticeira, mas sem muito sucesso. Ela usava duas espadas longas, o que tornava difícil para o menino acertá-la. Além de que era uma boa espadachim.

O fogo, de repente, extinguira de suas mãos em punhos e seus olhos, voltando-se ao habitual castanho-esverdeado. Estava um pouco tonta, mas tentou se manter de pé.

- Vá! – gritou Lúcia e Susana, e apenas quando ouviu o enorme desespero nas vozes delas que se recordou de um conto que ouvira.

Rei Edmundo, o Justo, quase fora morto pelas mãos da Feiticeira na batalha da Idade do Ouro de Nárnia. Essa não!

Aproximou-se da muralha de pedra que havia às suas costas e virou-se para a beirada. Correu, ganhando impulso e pulou. Pensava em utilizar o ar para deslocá-la, mas não foi preciso.

A sensação de queda livre.

Tão rápida quando veio, ela evaporou. Uma das enormes águias havia a pego nas garras e a carregava para o centro da batalha, exatamente onde pretendia ir. Desembainhou uma das katanas, preparando-se.

- Me lance segundos antes! – ordenou Lena à águia.

- Sim, Majestade! – respondeu.

Não pestanejou sobre a parte de majestade – não pretendia, mas se quisesse nem teria tempo. A águia a soltou um pouco antes. Lena utilizou o ar para deslocar-se diretamente até a Feiticeira.

Arrancou a espada que estava na mão esquerda da mulher, segundos antes que pudesse acertar Edmundo no coração. A Feiticeira olhou furiosa para Lena, que já estava em posição de ataque.

Jadis aparou um golpe de Edmundo e se lançou aos dois ao mesmo tempo, forte o suficiente para lidar com eles com apenas uma espada.

O que deixou Lena inconformada.

Queria acabar logo com isso. Queria que Edmundo voltasse para casa e tivesse uma vida feliz, sem preocupações reais e sem risco de morte.

Sim, neste momento crítico ela estava pensando nele. Nem ligou quando a Feiticeira passou a espada por cima do machucado recém-aberto no braço esquerdo, que jorrou bastante sangue.

Para ser sincera, ela não importava nem se morreria. Queria apenas que Edmundo sobrevivesse e fosse feliz ao lado de alguém que não fosse tão complicada quanto ela.

Lena sentiu seu pé esquerdo pesar como uma rocha. Sabia que seus olhos agora estavam totalmente castanhos. Não os costumeiros castanhos, mas castanhos arenoso, terroso.

Bateu seu pé no chão, fazendo toda a terra tremer sobre ele, mas a Feiticeira não se alarmou, apesar de parecer ligeiramente alarmada quando cinquenta de seus soldados morreram nesta simples distração, enquanto os narnianos e telmarinos cortavam-lhe as cabeças.

Edmundo já estava nervoso em ter que enfrentar novamente aquela mulher que atormentava seus sonhos há anos. Mas sua situação praticamente tornara-se deplorável quando viu Lena literalmente descer em sua ajuda.

Não queria que ela se machucasse. Morreria para protegê-la e disso já sabia desde o início, mesmo que não quisesse admitir. Mas agora que finalmente admitira a si mesmo, realmente faria de tudo por ela.

Tudo; e um pouco mais.

Não se importava nem um pouco em morrer para aquilo, mas queria apenas que ela ficasse bem. Era egoísta o suficiente para não pedir que ela fosse feliz ao lado de outro, mas queria apenas que ela sobrevivesse.

Será que era pedir demais pedir apenas que ela não se machucasse?!, perguntou-se desesperado ao ver a lâmina afiada da Feiticeira abrir ainda mais o corte no braço esquerdo.

Lena soltara um grito de dor e agonia, mas estava tão concentrada em algo desconhecido por Edmundo que mal pareceu ligar para o sangue que escorria livremente por seu braço esquerdo.

Edmundo de repente teve uma ideia – precisavam trabalhar em equipe.

Enquanto passava por trás de Lena, para trocar de lugar com ela, conseguiu sussurrar um “distraia” sem que a Feiticeira percebesse.

Lena então foi pra cima, como se fosse a única forma de resolver plano e colocá-lo em ação. Atacou a Feiticeira com tudo, fazendo-lhe alguns cortes superficiais, mas era o suficiente para que ela ficasse furiosa o suficiente para querer revidar.

Lena já não ouvia a batalha envolta. E nem queria.

Concentrava-se única e exclusivamente na batalha que teceu contra a Feiticeira, tentando de tudo para distraí-la, enquanto Edmundo pegava a adaga do cinto de Lena sem que Jadis visse.

O que quase deu certo.

Quando ela viu, adiantou-se para Edmundo, mas Lena rapidamente lembrou-se do cantil que carregava escondido no cinto. Enquanto seus olhos brilhavam em um azul marinho – assustador para a Feiticeira, mas encantador para Edmundo –, Lena jogou a água do cantil sobre o rosto da Feiticeira.

Ela enxugou o rosto tempo o suficiente para que Edmundo corresse para trás dela sem que percebesse. Mas um calormano correu para atacá-lo e ele não teve a oportunidade de acertar a Feiticeira. Mas continuava com a adaga na mão.

Quando Lena pegou a faca que sobrara em seu cinto, a Feiticeira acertou a espada na mão direita, que segurava a katana. Ela voou para metros de distância.

A Feiticeira aproximou-se, pronta para matá-la.

- Últimas palavras? – perguntou.

Lena queria ter tempo para pensar, mas parecia que tinha a frase na ponta da língua.

- Quanta falta de criatividade para uma vilã!

Edmundo matara o calormano. Virara-se e enterrara a adaga no coração da Feiticeira.

Mas não fora apenas ele que a acertara.

Lena, assim que vociferara a frase, levantara-se e enfiara a faca na coxa dela, por cima do vestido.

Bem na veia que a mataria.

Como dissera a Lúcia quando foram treinar.

Esse treino realmente não foi algo atoa, pensou Edmundo, enquanto via a Feiticeira cair de lado no chão, petrificada na expressão de surpresa e o olhar derrotado.

Estava acabado.

Notas finais
Espero mtos reviews nesse, viu?!
E sinto mto se naum ficou como esperavam, nao sou mto boa com descriçao de lutas, nao =/