As Crônicas Do Arcano

2 Capítulo II - Lúcifer X


Notas iniciais
Yo!!
Tudo bem com vocês? Bom, eu voltei aqui com o novo capítulo que terá muita ação. Espero que gostem, não irei contar nada para não estragar. E bem, gostaria de agradecer ao review do Caio e da Gabriela. Foi muito bom receber. É bom saber que tem gente que está lendo minha fanfiction. E eu falei que talvez ia postar ontem, mas eu tive que fazer o roteiro de um seminário que vamos ter semana que vem, mas eu fiz o capítulo e mandei para minha Beta ler, mas ele ficou ocupada e não conseguiu trabalhar. Então eu postei sem betar, por isso pode ter alguns erros ortográficos (este não é meu ponto forte), enfim boa leitura e até nestante.

As crônicas do Arcano

Capítulo II — Lúcifer X


A leve brisa soprava meus cabelos esbranquecidos fazendo com que eles chacoalhassem em direção oposta. Olho para trás e vejo para onde eles estava sendo levados, para um lugar seguro? Não, creio que atualmente não existe um lugar assim. Só posso erguer minha cabeça e seguir em frente para erradicar aqueles que nos atormentam.

Fechei meu punho direito, ajeitei a capa, olhei para a porta do castelo que balançava minha visão de acordo com o movimento da carroça. Fechei meus olhos e comecei a ouvir vozes no meu sub-consciente.


[FLASHBACK OFF]


– Eles estão atacando! Vamos revidar com força máxima!! Avante soldados vamos! Vamos. — Alguém gritou na carroça da frente.

Algo havia interrompido minha concentração, eu perdi o senso do pensamento, mas aquilo me deixou mais forte. Senti um enorme prazer em matar. Isso, o que eu mais queria naquele momento era ver sangue jorrar diante da minha espada. Vamos dançar demônios.

– Encontro vocês lá. — Gritei pulando da carroça e correndo pela vasta estrada onde apareciam vários demônios.

– Poderes a mim investidos no começo da criação, que os anjos me protejam e que esta guerra seja vitoriosa de minha parte. Me conceda parte da mana sagrada e me torne o mestre dos arcanos para que eu possa guiar meus soldados nesta batalha sangrenta. Ative o poder celestial senhor. Eu te imploro de todo meu coração. — Recitei a oração que mais fazia meu coração estremecer, fechei os olhos enquanto corria e senti os anjos me cercando enquanto minha vontade de matar aumentava.

Senti uma aura branca me cercando e uma enorme asa celestial formando em minhas costas, parecia uma explosão dentro de mim, senti uma enorme repulsão então abri meus olhos, fitei o local e minha visão estava ampliada, minha luva brilhava tanto quanto um raio de sol e minha espada parecia ter vida própria de tão rápida que ela se movia.

Quando comecei a me aproximar do castelo consegui enxergar um grupo de 5 demônios. Acelerei meu passo e em um golpe só, pulei de encontro a eles e acertei o chão fazendo uma rachadura e impulsionando um semi-tremor que os fez voar alguns centímetros, isto era o suficiente para mim erradicar aquele pequeno grupo.

Dei um salto e elevei minha espada no meio de um demônio, da parte inferior até a parte superior minha espada partia ele no meio e o sangue saia como se não fosse parar, minha espada já estava ensopada e meu rosto já havia alguns pingos, aquilo aumentou minha vontade de exterminar mais. Os outros quatro eu queria ser cruel.

– Cinto Encantado! – Falando essas duas palavras, minha cintura brilhou e meu cinto voou para minha mão. Mirei na cabeça do segundo demônio e lancei como a força de todos os planetas reunidos em uma só explosão.

O cinto em forma de corrente correu com uma velocidade imensa e perfurou o crânio do demônio. Em seus olhos, pude ver a dor e o desespero, irônico, quem diria que eles também tem sentimentos. Não me importo, quanto mais dor eles sentirem, mais forte eu me sinto.

Me ajoelhei no chão, deitei a espada em meu joelho e esperei os demônios chegarem ao meu encontro.

– Por todos os Deuses existentes, peço que me empreste a força mais poderosa, ainda não é o bastante. Preciso de mais poder.

Quando a última palavra foi murmurada, uma enorme explosão ocorreu e consegui sentir minha espada aumentar de tamanho. Eu estava invencível agora. Nada nem ninguém era capaz de me deter.

Com a minha espada maior, consegui calcular uma trajetória e percebi que era possível matar os três de uma vez só. Coloquei ela detrás de meu corpo para dar um impulso maior e soltei a rajada mais forte de toda minha vida. Os três pareceram sumir de vista. Só era possível ver a cor vermelho.

Agora que o primeiro grupo foi eliminado, o resto da tropa conseguiria eliminar os outros. Então corri até a porta do castelo matando cada demônio que se encontravam sozinhos agora, estavam atordoados, não sabiam o que fazer.

Quando cheguei na porta, vi que não havia como entrar. Então guardei minha espada na bainha, fechei meus olhos e comecei a controlar minhas asas. Eu diiria que era algo impossível até algumas horas atrás, mas eu estava sentindo que iria conseguir, então senti que estava subindo e quando abri olho já estava no topo, onde era possível ver o salão principal. Pulei e quando estava a um metro do chão fiz um solavanco com minhas asas para amenizar o impacto da queda.

Caminhei lentamente durante o grande corredor que daria até os tronos, onde eu esperava encontrar o Rei Demônio Lucifer X. Estava muito vazio, e meu único desejo era que minha tropa conseguisse eliminar os inimigos que não tive tempo de resolver.

“Eles são fortes, vão conseguir” pensei comigo mesmo. Quando cheguei no trono, não havia ninguém, somente um mapa e uma espada negra grande, maior que a minha. Fui me aproximando para pegar o mapa, estava com receio de pegar a espada, poderia ser uma armadilha.

Fitei o mapa e mostrava a província de Pandora com os castelos que haviam sido tomados por os Reis Demônios chamados de “Luciferes”, existiam dez. Eles comandam os demônios aqui em Pândora em serviço do Lorde das Trevas Supremo, ninguém nunca chegou a ver ele, mas nas escrituras da história sagrada nos avisa que as aparências enganam. E minha principal missão era erradicar eles, um trabalho doloroso e demorado, mas eu tinha que conseguir. E depois, ir até a porta do inferno para descobrir que é o causador de tudo isso.

Um berro ensurdecedor demôniaco pôde ser escutado e tampei meus ouvidos para não escutá-lo. A espada se locomoveu para minhas costas. E quando olhei, já era tarde. Lúcifer X estava bem alí com a espada na mão arremeçando em mim.

Pulei para trás e dei um passo para o lado e consegui desviar da lâmina por pouco. Guardei o mapa em minha mochila e tirei a espada da bainha. O demônio era grande e habilidoso, esta batalha não seria fácil.

– Espada do Invencível! — Gritei fazendo com que a minha espada lampejasse e formasse uma aura amarela em sua volta.

Corri em direção ao demônio e joguei a espada entre as pernas dele dando uma cambalhota em sua lateral.

– TE PEGUEI! — Gritei pegando a espada depois da cambalhota e cortando suas costas, mas para minha surpresa ele foi mais esperto e conseguiu bloquear o ataque e com sua mão esquerda me deu um soco tão forte que fui arremeçado na parede. Antes que eu sofresse o impacto, consegui indireitar minha perna e esticar minhas asas fazendo com que não fosse uma força muito forte.

Peguei um arco na mochila e duas flechas e uma bola. Rapidamente, lancei uma flecha nele que ele bloqueou com a espada, então aproveitando o ponto fraco deixado, arremecei a bola em cima de sua cabeça e lancei a outra flecha na bola fazendo com que ela explodisse.

Mas novamente, o demônio conseguiu bloquear a bomba afundando um pouco no chão.

– Tsc, tsc. Que saco. — Murmurei já ficando sem idéias. Ele é realmente um oponente forte. Preciso pensar em algo.

Várias lembranças das aulas sobre demônios me fizeram raciocinar e então pensei que o motivo de ninguém nunca ter visto um Lúcifer no Sol é que esta é sua fraqueza. A luz! Tudo bem, vamos seguir este plano.

Esperei um pouco até que o demônio começou a correr em minha direção. Então comecei a voar e com toda força que consegui reunir fiz um rombo no telhado fazendo entrar um pouco de luz mirando justamente em cima dele.

“Funcionou, ele está ficando cego” pensei, agora é minha chance.

Desci até o chão e comecei a correr em sua direção, com um corte profundo, a minha espada encantada conseguiu cerrar a barriga do demônio fazendo o sangue explodir ao redor da sala.


– Você já era Lúcifer. O castelo é meu. — Falei sorrindo.


Aquela sensação de vitória era tão gostosa. Pela primeira vez, conseguimos tomar um castelo dos demônios. “O segredo é a luz”. Eu sou a Luz, eu sou o Arcano, o único capaz de salvar esta humanidade. E é por isto que de agora em diante irei arcar com os atos do meu poder e usá-lo para defender todos neste mundo. Porque eu quero ser o Lorde Supremo.

– Ei, Jon. O que houve aqui? — O meu fiel companheiro, apesar de jovem chegara questionando o motivo da sala está toda suja de sangue.

– Hey, meu querido amigo Joseph, nós ganhamos. É isso que aconteceu

– Bom trabalho Jon. — Joseph deu dois tapinhs em meu ombro e com seus cabelos balançando, gritava de vitória assim como os outros .

Era possível escutar gritos de glória e felicidades de todos os soldados presentes na sala, e eram muitos. Fiquei feliz por ter visto que as perdas foram sido mínimas.

Fechei meus olhos, não resisti, dei um sorriso de canto. "Agora só falta voltar para a cidade." pensei.


[...]


Algumas horas depois, começamos a viagem de volta a cidade. Deixei uma tropa no castelo para assegurar que nada acontecesse com ele e parti com o resto para a cidade de Pandora, onde todos os cidadãos aguardavam ansiosamente nosso retorno. Quando entramos pelo portão eles ficaram felizes em nos ver, perguntando sobre o progresso da missão. Mas apenas disse que logo logo iriam ter as respostas.

– Senhor Imperador, nós conquistamos o décimo castelo da região de Pandora. Lúcifer X foi erradicado e o castelo e sua região agora pertence aos humanos. — Falei me ajoelhando diante do Imperador.

– Muito bom trabalho, estou muito contente Jon. Você e seus soldados irão ter a eterna gratidão de nós e da população, mas a missão de vocês ainda não terminou.

– Tenho total certeza disso e não irei descansar até o último demônio da Terra está debaixo da terra, onde é o lugar deles.

– Certo, podem ir se hospedar. Logo irei passar as informações pra população.

– Sim senhor, mas antes… — Entreguei o mapa para o Imperador — Tome isto, é um mapa que possui todas as áreas dominadas pelos demônios.

– Onde conseguiu isso? — Ele perguntou.

– Estava em cima do trono no castelo. Bem, eu consegui pegá-lo então, acho que é justo que fique com o senhor. — Fiz uma simples reverência e saí da sala.

Naquele momento só fiquei pensando em tudo que aconteceu. Meus poderes, meu desejo de matar. Isso era normal? Bem, tenho que deixar isto de lado, enquanto estiver carregando este fardo, terei de me concentrar em salvar as pessoas de Pândora. Não posso desapontar ninguém. Principalmente eu mesmo.

Notas finais
Bom, este capítulo possui 2044 palavras, que é mais que o dobro do primeiro capítulo, fiz o pau comer para demonstrar um pouco dos poderes que Jon é capaz de fazer. No próximo capítulo não terá muita ação, estarei logo avisando. Porque ele vai está na cidade descansando. Não quero fazer a fic correr muito rápido se não irá terminar com menos de 20 capítulos e quero pelo menos uns 40 (Sonho quase impossivel). Acho que é só isso.
Continuo pedindo que você deixe seus reviews para eu poder ver o que tem de ser melhorado e saber o que meus leitores pensam a respeito da fic. Haaa! E agora terá data para as postagens.

A fic será lançada de 5 em 5 dias. Hoje é dia 22/08/13 então o próximo capítulo sairá no dia 27/08/13 às 19:00 se estiver tudo dentro dos conformes. Até mais breve e cuidado com os demônios de Pândora u_u hahaha. Fui.