As Crônicas Do Arcano
3 Capítulo III - A armeira
Notas iniciais
Desculpa a demora para postar (1 hora de atraso). Eu estava no trabalho então... ficou difícil. Bem, como já falei, este capítulo será a penas para ele encontrar com um novo personagem, vou logo avisando que no próximo não haverá muita ação também não. Porque se eu por só porrada na fic, ela vai acabar muito rápida. Bem, boa leitura, não esquece de deixar review com o que achou do capítulo e da fic.
Acordar de um sonho é sempre a parte mais difícil para mim, é lá onde consigo coletar informações passadas, onde me conecto com a paz. Mas dormir não é uma dadiva concedida para mim, soldados e inocentes morrem enquanto estou aqui fitando o frio teto de meu pequeno porém aconchegante quarto.
Pressiono meus dedos entre si e me levanto. “Não posso continuar com o corpo mole” pensei. Olho para todos os cantos do quarto em busca de algo até que percebo a minha armadura um pouco estragada e a espada já velha. “Acho que eu deveria ir no mercado dá uma olhada nas novidades, já tem tempo que não vou lá”.
Decidido, vesti uma roupa não muito velha, coloquei meu manto preto de cavaleiro e o brasão em meu peito. Desci as escadarias daquele lugar e caminhei até o centro da cidade, onde estava lotado de gente, gritarias e berros de animais sendo vendidos. Odeio este tipo de coisa, mas é algo que tenho que fazer.
Chegando na parte das armaduras, fui observando detalhadamente peça por peça, nunca comprei aqui neste mercado, quem forjava as minhas era um armeiro que já não era lá essas coisas, a idade atrapalha, acredito eu.
Depois de tanto procurar, finalmente achei uma adequada, era um prata tão brilhante que dava para ver meu reflexo nela. “Eu quero esta”.
- Com licença, gostaria de falar com o dono da loja. — gritei tão alto que até os compradores que estavam em outras lojas viraram para mim.
- Pois não, sou eu senhor. Desejas comprar alguma coisa?
Era possível existir tanta formosura? Uma bela mulher sai de dentro dos panos e se mostra. Com seus cabelos avermelhados, olhos que eram tão profundos e cheio de chamas. Nunca senti algo assim por outra mulher, nunca ví nenhuma beleza assim.
- Senhor? — A moça falou inclinando sua cabeça e chegando mais perto de mim com uma cara cheia de dúvidas.
- Haa sim, eu gostaria de saber o preço desta armadura. — falei meio sem graça olhando para os olhos dela quase me perdendo.
- Está custando 200 bronzes ou 20 ouros. É um preço alto, eu sei. Mas devo dizer que é de perfeita qualidade, forjei por uma noite inteira. — Ela disse alisando o ombro da armadura.
- Como disse? A senhora forjou? Difícil de acreditar. — falei dando um risinho me sentindo mais solto.
- Olha aqui, não é porque sou mulher que não sei forjar uma arma. Me dê qualquer material e irei fazer o que quiser em menos de duas horas. Isto é uma promessa! — ela cruzou os braços, virou a cara e se pronunciou como uma criança que acabara de ser subestimada.
- Então está certo, meu armeiro está velho e não consegue forjar uma boa espada nem em um mês, preciso de um substituto. Se conseguir fazer algo para mim, te darei o cargo dele e pagarei em torno de 200 ouros por mês. Tenho dinheiro, acredite. — falei afastando meu manto que cobria meu peito esquerdo mostrando o meu brazão de cavaleiro.
- Um cavaleiro sem armeiro adequado? Isso me parece suspeito. — ela disse com um tom de incerteza. — Bem, não importa. Se for mesmo um cavaleiro, desculpe minha forma de tratar-lhe senhor.
- Poupe as sutilezas madame, apesar de ser um, odeio ser tratado eles. Me deixa desconfortável. — cocei a cabeça e inclinei para o alto. — Venha comigo. Haa, e qual seu nome?
- Meu nome é Leafye Magnus. E o do senhor, se me permite — disse a moça enquanto fechava sua loja para poder me acompanhar.
- Claro, me chamo Jon Alec.
- O arcano? Sério? Só pode está brincando. — ela disse surpresa enquanto andava ao meu lado.
- Sim, mas por que a surpresa?
- O cavaleiro mais forte de toda Pândora sem um armeiro? Isso chega a ser surreal. Mas o que você precisa que eu faça?
- Preciso que faça uma espada muito forte que não quebre facilmente, preciso passar o fogo pra ela e a maioria quebram. A minha é boa, mas não corta como antes. Preciso que seja muito forte ou os demônios não morrem.
- Irei ver o que consigo fazer, mas a proposta ainda está de pé?
- Claro! Se conseguir te dou todo aquele dinheiro. 200 ouros. — sorri levemente para que ela ficasse confiante.
- Isso é muito dinheiro senhor ‘riquinho’. — fechou a cara e suspirou com inveja. — Irei dar o meu melhor — falou levando o polegar para cima.
- Vamos ver. Vou lhe levar para o quartel, lá tem ótimas bigornas.
- Nunca entrei no quartel. Que legal! — A jovem falou animada.
[...]
Depois de duas horas, eu já estava em sono profundo, odiava ter que ficar vendo alguém fazendo armas, era tão chato que eu dormia em pé para não ter que assistir o velho fazendo-as.
- Ei Jon, ei acorde! Eu terminei…
- Oi? Leafye? — falei coçando os olhos quando havia finalmente aberto eles.
- Terminei sua espada, preciso que teste ela. — a moça falou apontando para uma arma que estava em um canto em pé.
- Que espada bonita. — falei olhando ela de canto ainda com sono. Ela era grande, seu cabo era todo preto e sua lâmina, um pouco grossa mas o ferro que ela usou estava perfeito. Agora só faltava testar sua resistência.
Peguei no cabo da espada, coloquei as luvas em minhas mãos, me concentrei e percebi que ela estava me olhando empolgada e cruzando os dedos. Concentrei toda minha energia nela fazendo-a se iluminar como uma árvore queimando.
- Que lindo! Funcionou! — ela disse feliz.
Cheguei perto do boneco de testes e tentei cortá-lo, quando a espada estava quase em contato com ele… ela se partiu em dois.
- Essa não, ela quebrou. — Leafye se jogou de joelhos no chão e começou a bater no chão chorando de desespero.
- Eu gostei dela, agora trate de me fazer uma melhor, armeira. — falei bagunçando seus cabelos e sorrindo.
- Ham? Eu consegui? Como?! — levantando a cabeça e sorrindo ela gritava.
- Sim, você é minha armeira, agora vá para a bigorna e melhore ela.
- Claro! — Leafye foi correndo para lá e começou a forjar, enquanto isso, eu voltei a dormir em uma cadeira ali perto. Seriam grandes emoções, eu e ela. Tenho certeza disso.
Notas finais
Se tudo der certo, próximo capítulo sairá no dia:
27/08/13
Passar bem ;)
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