As Cronicas Daquele Universo.
1 Raios, feras e leite.
Caro amigo, como vai? Hoje decidi contar-lhes, não uma, nem duas, nem três, nem quatro, mas, cinco historias que me remetem a um passado que eu já deveria ter esquecido. Vai ter ação? Talvez, nunca gostei de ação mesmo nunca podendo evitar. Romance? Claro, tudo que se prese tem o amor entre um homem e uma mulher, ou homem por qualquer outra coisa e vice e versa.
Começamos, num dia agradável de sol que já se estendia por mais de semanas. Nosso primeiro aventureiro, com a cara mais peluda do que algo muito peludo, Holepo, do planeta 3,14159 26535 89793 23846 26433... mais conhecido como “pi”. O planeta tem esse nome pois o numero de Pi foi o numero de Holargos e Potatos que pousaram nele aquele ano.
Como todos sabem e eu não preciso explicar, pois todos sabem, Holargos sempre tivera pelos em todo corpo. E Potatos tem apenas a característica de terem o nariz do tamanho de um legume. Não sei se vocês sabem mais batatas emitem energia suficiente para um relógio digital, o que faz o senhor holargos alguém muito hiperativo. Alguém alto e hiperativo nunca é boa coisa (sem exceções).
Naquele dia, Holepo estava, como de costume, em seu monótono trabalho de cortador de cenouras do mar, animal que era típico em sua vila.
–senhor Ho, como vai seu pai? – perguntou um cavalheiro com a aparência velha e que Ho nunca tinha visto por essas bandas.
–deve estar bem, deixei-o bem amarrado em casa... — naquele momento Ho percebeu que repetiu um de seus piores defeitos, falou demais. Quando um Holargo atinge 100 anos terrestres, ao contrario dos terrestres, eles não morrem, e sim, viram uma fera com pelos azuis e olhos vermelhos. Para evitar maiores complicações, a sociedade galáctica de Pi leva todos velhos azuis para uma grande roda, parecida com aquelas de Criceto, e faziam os velhos correrem para gerar energia para o planeta.
Nem todos gostavam de perder seus velhos para o governo, seria trabalho escravo pelo resto da vida. Um desses que não gostavam era o senhor Ho, por isso amarou seu pai a 5 dias, pois seu pai avia feito 100 anos terrestres.
–Eu tenho um mandado de busca ao seu pai garoto, preciso leva-lo imediatamente ou alguém pode se ferir. – depois de falar, o homem que vestia uma roupas normais, para um humano, talvez, arrancou essa roupa e revelou seu uniforme da FG, que é como se fosse a policia, só que bem mais mal vestidos.
–Tudo bem... eu levo o senhor até ele, mais antes, o que é aquele troll ali atrás? – no mesmo momento, com olhos esbugalhados como um humano que se preze, ele se vira pra traz, e é nessa hora que nosso aventureiro sai em disparada para sua casa. Quando o babac... quer dizer, o FG olha de novo pra traz, Ho já não estava nem perto, tinha dobrado a esquina que saia do porto e correu a distancia de duas casas até chegar a sua. Era uma casinha simples com apenas uma chaminé e um andar. Entrou no portãozinho de fora e gritou algo em Holandês, que fez sua porta abrir. Quando a porta se fechou, um urro extremamente alto, como se fosse um trovão no seu ouvido, ecoou pela casa e o pais inteiro, o que obviamente denunciou a posição da fera para o FG.
Ho correu para os fundos da casa onde havia uma porta de madeira, uma de ferro, outra de papelão. Como todos sabem, feras podem destruir até uma porta de madeira só com suas garras, por isso, Ho guardara seu velho na porta de apelão. No quarto estava tudo em ordem seu velho estava acorrentado do jeito que Ho deixava pela manha, com seu olhar sempre de morte e cede por sangue.
–Ai velho, precisamos sair daqui agora. – Ho fala e alguma silaba estranha sai da boca do seu idoso, acho que era um “entendido”, ou algo assim. No lado da porta havia uma espada curta de papelão, um escudinho de caixa de pizza de papelão, e uma caixa de leite. Feras tem repulsa de papelão, não se sabe por quê. E a caixa de leite é forrada com um alumínio, que ajudava contra a leitura de mentes de alguns piratas. Na hora, a caixinha de papelão foi o melhor elmo que um cavalheiro peludo pode ter.
Ho se armou e segurou seu coroa pelas correntes até a sala, igual a um cachorrinho, só que mais sanguinário. Como Ho estava bem protegido seu pai não tentaria mata-lo. Quando saíram da porta da frente, avistaram aquele FG no portãozinho, apenas na tocaia esperando. Em uma mão, se armava com uma arma de raios modelo 47, que era muito usava e infelizmente, muito poderosa.
Ho apenas soltou e cachorro, e deu um sorrisinho malvado e pervertido. Enquanto sua fera corria em direção ao FG, Ho entrava em casa e ia em direção a porta de madeira, lá dentro havia um sobretudo com capuz. Vestiu-se com ele e foi para a porta de ferro, lá dentro havia diversas peças de cortar cenouras marinhas, mais só pegou uma, que era uma vara cumprida e na ponta avia uma lamina em formato de meia lua.
Bem armado voltou para seu pátio para ajudar seu pai, agora sem nenhum dos itens de papelão. Abriu a porta e viu seu velho no chão fazendo alguns movimentos, como se tivesse agonizando e sendo eletrocutado, e o pior, não havia sinal de FG nenhum. Como um soco bem leve, Ho sentiu algo em suas costas, quando se virou era o FG com os olhos esbugalhados, olhando para sua capa. Era uma capa com vários matérias em sua composição, entre eles, borracha, o que fazia a capa ser ante eletricidade.
Talvez caros leitores, vocês pensem que nosso herói consegue derrotar o FG e viver em paz com sua fera. Mas como eu disse, esse FG tinha aparência velha e era um general. Com uma velocidade que não dava nem para acompanhar, correu para frente de Ho e em uma fração de segundo, segurou sua cabeça e o eletrocutou por baixo de seu capuz. Um FG treinado contra um civil cortador de cenouras, onde já se viu.
Ho acordou preso em um cubículo de vidro com 2m³, na outra cela, havia um ser, parecia um humano mais com a estatura muito baixa para humanos e olhos roxos, estava lhe encarando com uma expressão “ta afim de fica doidão?”.
–garoto, esta afim de ficar doidão? – perguntou indelicadamente.
–Não obrigado, estou bem aqui. – Quando Ho respondeu isso, seu parceiro de prisão se grudou no vidro do cubo e disse.
–Eu tenho uma nave roubada me esperando, você tem meio minuto para se decidir se quer sair daqui ou não.
Fale com o autor