As Crônicas dos Semideuses: The Lost Mermaid
5 Capitulo V -- Multiplicando com Cabeças, Ameaçada no Mundo Inferior e Áureas Poderosas.
Notas iniciais
??? – 19:44pm
Davi POV's
– Como nós acabamos desse jeito? – Safira perguntou puxando o ar com força. Tentando se manter de pé na areia fina.
– Não sei – falei com ironia – Talvez tenha começado quando Jean cortou a cabeça da Hidra, coisa que ele devia saber que não é um jeito eficaz de mata-la. – alfinetei tentando limpar o sangue do rosto, estava com bastante raiva.
– Ah claro, julguem o Jean, sejam ingratos. – ele esbravejou – Na próxima eu não vou me arriscar para salvar o traseiro de vocês.
O que tinha acontecido? Fomos atacados pela Hidra, mas ela não tinha só três cabeças. Não, nós tínhamos que encontrar uma com cinco. Eu estava alarmado e assustado no início, ela chegara destruindo metade proa do navio, só deu tempo de abrir a portinha e me jogar lá dentro antes que ela destruísse todo o convés. Abri a porta de metal e tranquei rapidamente.
FLASHBACK
A Hidra destruiu toda a parte de fora e agora estava atacando o submarino. Jean sorriu e partiu para o painel de ataque, enquanto Safira foi para o de direção. Peguei minha espada de fio duplo de ferro estígio e encaixei a bainha na cintura e me sentei no outro monitor com miras. Eu e Jean tentamos acertar a hidra diversas vezes, enquanto Safira nos dirigia para terra firme, para ganhar possibilidade de um ataque terrestre. Acertamos ela algumas vezes, o suficiente para atrasá-la até que finalmente chegamos em na areia e saímos do submarino. Safira sacou sua foice e Jean seu soco inglês, abrimos a porta e corremos um pouco até estarmos com os pés em algo que não escorregasse.
A Hidra saiu de baixo da água, sua boca salivando pra arrancar alguns pedaços de carne. Safira foi a primeira a atacar, tentou por cima, mas ela deu uma patada em sua perna, o que a desequilibrou e a fez cair no chão. Me preparei para atacá-lo com a espada e corri em sua direção. Desviei do primeiro, do segundo e do terceiro golpe, porém uma das cabeças invadiu meu ponto cego e arranhou meu braço com suas garras. A dor era intensa, vi outra cabeça chegando e me preparei para tentar bloqueá-la, foi quando Jean deu um soco na cara do monstro. O local em que ele acertou queimava e a Hidra rugia de dor, o que me deu tempo suficiente para sair dali, enquanto Jean pegava a espada da minha mão e cortava três das cabeças dela. Safira já tinha se levantado e correu para a nossa direção.
Parou ofegante ao nosso lado e respirou com força, segurando a perna machucada que ainda sangrava, enquanto a Hidra se recuperava do ataque e mais uma cabeça se formava no canto esquerdo. Jean me devolveu a espada e falou rapidamente:
– Ok, temos oito cabeças. Uma soltando fogo e as outras sete esfomeadas. Plano de ataque: Dois pelos lados enquanto o outro da a volta e acerta o bicho desprevenido. Davi, eu e você as atacamos, tente não ser pego novamente -- se eu não tivesse tão ocupado, com certeza retrucaria -- Safira, preciso que vá com cuidado pelas costas dela, contamos com você.
Assentimos e tentamos mais uma vez. Eu e Jean, atacamos e as distraímos enquanto Safira tentou atacá-la por trás. Uma garra me acertou, um pouco acima da orelha esquerda e eu senti o sangue quente escorrer pelo canto do rosto. Nesse meio tempo, uma cabeça percebeu Safira e todas se viraram para ela. Quando a primeira cabeça mordeu ela na perna machucada (que, diga-se de passagem, não estava nada bonita antes), vi uma brecha se formando. Não pensei duas vezes e a cortei ao meio, um pouco abaixo dos pescoços. Enquanto ela se desfazia em pó dourado, tentamos amparar Safira, que estava exausta e ferida. Quando olhamos para o lugar onde se encontrava a Hidra, restou apenas uma cabeça jogada no chão.
FLASHBACK OFF
Safira olhou me repreendendo e eu bufei.
– Então, voltamos a procura da chave? – Jean suspirou pesadamente e se sentou num tronco ali perto.
– Primeiro, suprimentos. Depois nós a procuramos... – assentimos – Mas antes de tudo, vamos descansar – e se sentou debaixo de uma palmeira para enfaixar a perna.
Certo, a missão está começando a se complicar....
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Mundo Inferior – ???
Ivana POV's
Eu fui envolvida por uma névoa negra, até que tudo o que eu vi foram os rostos de Douglas e Jéssica. Me senti sendo puxada rapidamente e logo se tornou difícil me segurar em suas mãos. A velocidade aumentou e eu comecei a ficar enjoada. Paramos de repente, mas não soltei as mãos deles, ainda estava com um pouco de tontura e enjoo. Douglas olhou para mim e deu uma risada.
– Você se acostuma – me curvei para frente, soltando minha mão da dele, tentando segurar meu estômago que se revirava – Ou não.
Jéssica nos olhou um pouco estranha e soltou a minha mão com um pouco de brutalidade. Aproveitei e botei a outra mão na boca. Após alguns minutos, eu me estabilizei, mas vi que Jéssica estava um pouco impaciente.
– Desculpem por isso. Não é normal que eu fique assim após uma viagem.
O filho de Hades sorriu, vi um brilho azul passar pelos seus olhos. Pisquei algumas vezes e seus olhos estavam normais, provavelmente foi alguma impressão causada pela tontura.
– É normal com a gente, nem todos saem intactos nas viagens pelas sombras.
Sorri e ele me ajudou a levantar.
– Vamos logo, não temos o dia todo! – Jéssica disse.
– Acho melhor irmos, antes que ela nos arraste até lá
Dei um meio sorrido e assenti. Fomos até Jéssica e então começamos a andar.
– Para onde estamos indo? – perguntei curiosa
– Para o castelo do nosso pai. Ele pode saber onde se encontra a chave.
Jéssica concordou com a cabeça.
===============================Quebra de tempo============================
– O que querem aqui? – Perséfone não parecia feliz em nos ver. Nem um pouco.
Douglas revirou os olhos:
– Falar com nosso pai. Nós precis-
– Ele está ocupado. – Perséfone o interrompeu
– Aposto que ele tem tempo para seus filhos – dessa vez foi Jéssica que disse. A deusa bufou.
– Está bem. – nós começamos a andar em direção a sala – Mas só os filhos. – ela sorriu maldosa para mim e eu engoli em seco.
– Certo, eu vou. Jéssica, fique aqui com a Ivana. – antes de entrar, ele se virou para Perséfone e disse com a voz carregada de ironia – Senti falta do seu bom humor.
Assim que ele entrou, Jéssica se espreguiçou e me puxou até um cômodo afastado.
– Aqui é meu quarto. Ficaremos aqui até que Doug volte, não confio nela.
Sorri um pouco e ela, relutante, retribuiu. Tentei ser educada, conversei um pouco com ela, ainda de pé. No início, ela pareceu fazer isso meio a contra-gosto, mas depois começou a ceder e conversar normalmente.
– Sabe, acho que pode não ser uma má ideia. Sabe, sou um pouco ciumenta quando se trata do meu irmão, mas você parece ser uma boa garota.
A olhei confusa.
– Você logo vai entender. Só digo uma coisa: se sonhar em fazer algo que o chateie, o purgatório não será o suficiente para você.
Nervosa, desviei o olhar para a cama que tinha ali. Qualquer coisa parecia ser mais agradável que encarar Jéssica. Decidi realmente olhar a cama. Ela era grande, preta, com cobertas de seda brilhosa. Parecia tão confortável quanto a minha cama no chalé 1.
Jéssica sorriu e se sentou, dando tapinhas ao seu lado, indicando o lugar para que eu sentasse. Eu não tenho certeza se estou segura aqui. Mas quais as opções que eu tenho? A madrasta maluca ou a irmã que me dá medo? Eu só espero que ele não demore.
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Monte Tamalpais -- 18:12pm
Mabe POV's
Finalmente saímos daquela prisão, vulgo o carro de Apolo. Estávamos nos Montes e não sabíamos nem por onde começar. Subimos até o topo de um deles e esquadrinhamos o local com os olhos.
– Podemos nos separar, assim vai mais rápido. – Adriano tentou.
– Claro, e se formos atacados, morreremos mais rápido. Belíssimo plano. – falei com sarcasmo.
– Sem brigas por favor, nós podemos começar procurando por coisas que podem ser chaves. Vamos começar por baixo, depois subimos pelos morros.
– Mas vai demorar muito assim, podemos acabar atrasando a missão. Eu acho que tem um modo mais rápido. – Adriano pareceu pensar.
– O que você sugere então, já que sabe tanto? – alfinetei, mas ele nem pareceu notar. Revirei os olhos e os mirei no céu. Estava escurecendo rápido, então, observando o extenso lugar, logo achei um tipo de árvore antiga e grande, na base de um morro. Seus galhos eram grossos o suficiente para aguentar um vigia durante a noite. Não seria confortável, mas era o que tínhamos para hoje, eu procuraria um estabelecimento no dia seguinte.
– Existe um feitiço que pode nos ajudar a localizar. A chave é mágica certo? – assentimos – Então, filhos de Hécate tem poder de detectar magias ou essências mágicas. Não posso dizer o lugar exato, nem usufruir muito desse poder, pois exige concentração e energia, e enquanto eu o fizer, ficarei vulnerável. Mas é a maneira mais rápida de acharmos a chave.
Olhei para Kimberly, ela estava com os olhos brilhando, ela acreditava que o plano daria certo. Passei o olhar para Adriano, ele estava visivelmente nervoso... Não, nervoso não, diria que ansioso por aquilo. Suspirei e assenti.
– Você tem certeza que consegue fazer isso? Não vai ser de muita utilidade se estiver muito cansado. – ele pareceu pensar, mas acenou positivamente com a cabeça – Como funciona esse poder?
– Eu irei me concentrar. A magia, para os filhos de Hécate, é como uma essência que se envolve no alvo, ela pode se tornar visível se nos concentrarmos mentalmente, mas é difícil focar em um só lugar para poder senti-la. Ainda mais em um lugar grande como esse. Mas estou confiante de que vou conseguir. – ele deu uma pausa e olhou em volta – É melhor montarmos o acampamento logo, quando eu acabar, estarei cansado demais para fazer qualquer coisa, precisarei dormir. Assim que eu acordar, voltarei a procurar.
Eu e Kimberly consentimos em silêncio e eu indiquei a grande árvore. Kimberly pegou parte da bagagem e Adriano a outra e descemos até a árvore. Montamos a tenda, fizemos a fogueira e eu subi na árvore.
– O que você está fazendo? – perguntou Kimberly.
Sorri um pouco.
– A noite é meu horário natural. Acredite, eu os vigiarei bem. Pegarei o primeiro turno de vigia, e você o segundo. – olhei para Adriano – Pode começar agora.
Ele me olhou meio incerto, mas se sentou no chão e fechou os olhos. Fui invadida por uma sensação estranha, parecia que existia uma massa de poder naquele lugar, acho que era o efeito da habilidade do filho de Hécate.
– Kimberly – a chamei e ela me olhou. – Durma um pouco, descanse, quando for seu turno, irei lhe chamar.
Ela assentiu e foi para dentro da tenda.
Respirei fundo enquanto sentia a brisa fria da noite gelar meu rosto. Com certeza, esse era só o início da missão.
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