As Crônicas da Floresta Proibida - Livro I
1 Capítulo 1: Introdução
Essa história começa numa tarde de uma quinta-feira numa casa no Brasil, no interior de uma cidade ao lado de uma floresta muito, muito antiga que... Não, falamos da floresta mais tarde, já que ela vai ser o nosso portal para muitas aventuras.
A "Casa" é de dois andares, feita de madeira e passada de geração a geração. Obviamente, a família atual mobiliou a casa novamente, de modo que você pode pensar que a casa foi feita recentemente. Nessa casa mora uma pequena família que estava se preparando para receber uma visita especial: depois de cinco anos iriam rever alguns parentes e amigos antigos. Essa era a única visita que eles iriam ter nessas férias de Dezembro. Ou, pelo menos, era o que eles achavam...
— Vamos! Temos que terminar de arrumar essa casa logo! Clara, vá fazer o almoço; Annie pegue a vassoura e varra o 2º andar! Mas antes tire as poeiras! Daniel! Vá até a cidade e compre esses itens dessa lista. Eu vou cuidar dos animais- disse Tia Gina.
Tia Gina tem 45 anos, e é a "dona da casa", não tem filhos, tem cabelos cor de chocolate (com fios grisalhos) e olhos castanhos muito gentis. Pode-se dizer que ela está bem em forma. Clara, Annie e Daniel são os sobrinhos de Tia Gina dos quais ela cuida desde quando tinham dois anos. Quando ela soube a notícia de que teria que cuidar deles ficou assustada, e quando ela os viu pela 1ª vez... Não, eu estou apressando a história. Voltando...
Clara tem 15 anos e olhos azuis e cabelos castanhos, quase loiros e está de férias. Annie também tem 15 anos, tem incríveis olhos de um cinza-tempestade muito intimidantes e cabelos loiro-cacheados. Mas não deixe se enganar, porque de loira ela só tem os cabelos. Acredite quando lhe digo: ela é um gênio e sempre tem ótimas ideias e nunca, em hipótese alguma, faça alguma piada estilo loira-burra.
Daniel é o mais velho, têm 16 anos, seus olhos são azuis e seus cabelos loiros. É o que mais ajuda Tia Gina nos afazeres de casa e em geral. Por causa dos trabalhos na casa, com os animais e as atividades físicas, tem belos corpos e são bastante saudáveis. Apesar das aparências, tem personalidades bem diferentes, que vocês vão conhecer no decorrer da história.
Esses são os personagens principais dessa história. Mas ainda faltam mais três para completar o sexteto principal, afinal, a história está apenas começando...
— Tudo bem Tia Gina, acalme-se! Nós já vamos começar. E, além do mais, eles só chegam amanhã. Acalme-se, Okay? – disse Clara um tanto divertida.
— Okay nada! – respondeu Tia Gina- Vamos, Vão fazer o que eu lhes mandei! Essa casa tem que estar brilhando até amanhã!- e acrescentou, com divertimento- e vocês sabem por quê?
— Porque amanhã é o Grande, Grande dia!- disseram todos juntos, e depois caíram na gargalhada.
— Ai Minha barriga!- reclamou Clara, só fazendo os outros rirem ainda mais, e ela também.
-Okay, já chega. — disse Tia Gina- nós Já sorrimos bastante, vamos terminar tudo logo, e quem sabe, depois ir cavalgar até o riacho?
— Oba!- gritaram eles para o divertimento de Tia Gina e em seguida saíram correndo para terminar logo as suas obrigações.
*Algumas horas depois*
-Prontinho Tia. Terminei o almoço!- disse Clara entrando nos estábulos atrás da casa, no quintal. Nele tinha quatro cavalos (que você vai conhecer daqui a pouco) uma vaca, Docinho, três galinhas, cinco ovelhas e Tia Gina tirando leite da vaca, Docinho.
-Muito bem Clara- disse tia Gina, se levantando da cadeira onde estava com um balde cheio de leite ao lado- Agora pegue aquele balde que está cheio de ovos e os leve até a cozinha de casa comigo. Já terminei por aqui.
Foram até a cozinha e arrumaram o leite e os ovos. Depois tomaram banho e Clara disse:
-Ótimo, agora vamos comer Tia?- disse Clara, morta de fome.
— Agora não Clara, vamos esperar os outros. — respondeu Tia Gina.
-Mas... — começou a protestar Clara Quando Annie desceu as escadas gritando: — Tia! Terminei de Varrer e tirar as poeiras! E já tomei banho.
— Ótimo! Agora só falta o Dan... -começou a dizer Tia Gina, quando foi interrompida pro outra pessoa gritando:- Tia! Cheguei!
Era Daniel.
-Não –disse Annie irônica- Você acabou de sair. — Tia Gina revirou os olhos sorrindo e Clara também.
-Chata!- disse Daniel descendo do seu cavalo (tempestade, um corcel branco) e dando a língua para Annie que sabiamente devolveu.
-Chega! Vamos comer agora!- disse Tia Gina. Eles se entreolharam com sorrisos maliciosos. –Ah, não!- exclamou Tia Gina arregalando um pouco os olhos quando percebeu o que eles iam fazer.
— Corrida!- exclamaram e saíram em disparada para a cozinha.
*três horas depois*
— Ótimo! Agora acho que vocês aprenderam a não sair sujando a casa toda! – disse tia Gina. Deixe-me lhe explicar: digamos que ela não ficou nada feliz quando entrou em casa depois das crianças e viu várias pegadas desde a sala de estar até a cozinha, incluindo a sala de jantar.
— Mas tia! Mandar-nos lavar a louça, varrer e passar o pano nas salas de jantar e estar e a cozinha tudo bem. Mas mandar arrumar os nossos quartos, lavar e escovar os cavalos e nos mandar ESTUDAR, repito: ESTUDAR nas FÉRIAS já não é demais? – reclamou Clara recebendo o apoio de Annie e Daniel.
— Ora, mas vocês mereceram! Tinha limpado a casa toda ontem, e seus quartos pareciam chiqueiros! Vocês mereceram um castigo crianças!- disse Tia Gina.
— Não somos crianças!-reclamaram.
— Ora, mas é claro que são! Pra mim sempre vão ser- disse Tia Gina risonha. Eles bufaram frustrados. Tia Gina riu e disse:
— Agora, quem quer cavalgar?- Assim que disse isso eles saíram correndo em direção aos estábulos, esquecendo-se completamente da birra.
Tia Gina sorriu e pensou "bom, vou tomar isso como um sim" e foi caminhando calmamente até a porta e a trancou. Quando estava na frente da porta, olhou para o celeiro e viu seus sobrinhos sorrindo e cantando enquanto montavam nos seus cavalos. Viu Daniel subir em Tempestade (um corcel branco), Clara em Raio-de-Sol (uma égua marrom com manchas brancas), Annie em Prince (um corcel preto com uma listra branca de cada lado), e o seu fiel companheiro Fala-Mansa. Quem os via assim achavam que eram uma família normal, montando em cavalos normais, mas Tia Gina sabia que isso estava longe de ser verdade...
Quando ela deu o primeiro passo em direção aos seus sobrinhos sentiu uma tontura e acabou desmaiando, coisa que nunca tinha acontecido antes. E tenha certeza do que lhe digo: Ela preferia morrer a ver o que viu enquanto estava desmaiada.
P.O.V Daniel.
Estava do lado de fora do celeiro com as meninas e montado em Tempestade quando vi algo que fez meu sangue gelar: Tia Gina desmaiando na frente de casa. Senti como se meu cérebro estivesse adormecido, só sei que gritei o nome dela e cavalguei em sua direção. Ao que me parece, as meninas não entenderam de primeira, de modo que só ouvi o grito de Annie e o cavalgar de outros cavalos quando já estava a um metro de Tia Gina.
Desci do cavalo e corri em sua direção me ajoelhando e imediatamente checando a sua respiração. Annie e Clara chegaram logo depois de mim e Clara perguntou com a voz trêmula:
— Ela está bem?- Após um momento de concentração minha e desespero de todos, dei um suspiro de alívio e a respondi:
— Sim, ela só desmaiou. A pulsação está normal, assim como a respiração. — Elas suspiraram de alívio – ela ficará bem- ‘eu acho’ acrescentei mentalmente.
Nós a levamos até uma cadeira de balanço na frente de casa e Clara foi pegar um copo d’água para quando ela acordasse. Assim que Clara chegou com o copo e uma jarra com água, Tia Gina acordou. Estava pálida e com os olhos arregalados, como se estivesse acabado de acordar de um pesadelo. Olhou ao redor e quando nos viu se acalmou, bebeu a água e perguntou, já um pouco melhor:
— Ai, minha cabeça! O que houve?
— Não sabemos. Estávamos na frente do celeiro subindo nos cavalos quando Daniel gritou seu nome e cavalgou até a senhora. Quando a vimos também corremos. Estava desmaiada na frente da porta. – respondeu Annie. – Do quê se lembra, Tia Gina?
— E por que estava tão assustada quando acordou?- acrescentei. Acho que foi um erro, pois assim que disse isso ela empalideceu de novo, engoliu em seco e respondeu:
— Ah! Eu olhei para... Hã... A estrada e achei ter visto algo passando e aí... Hã... Acabei... Tropeçando. — sorriu nervosamente e acrescentou- que desastrada, não?
Eu não acreditei nessa resposta, e pareceu-me que Annie e Clara também não. Conhecíamos nossa Tia bem o suficiente para saber quando ela estava mentindo ou escondendo algo. Apesar disso, deixamos pra lá, já que coisa boa não devia ser para ela tentar nos esconder isso.
— Vamos esquecer isso e ir logo cavalgar!- exclamou Tia Gina querendo mudar de assunto. Quando viu que eu ia protestar disse- estamos perdendo tempo! Além do mais, a adulta aqui sou eu!
Desistimos logo, já que sabíamos que não tínhamos chance num bate-boca contra ela, mas Annie disse:
— Está bem! Mas se acontecer de novo nós levaremos à senhora ao hospital.
Eu e Clara concordamos com ela.
— Tudo bem, mas não vai acontecer de novo- foi só o que Tia Gina respondeu. Em seguida assobiou e nossos cavalos vieram até onde estávamos.
Nossos passeios sempre foram pelo mesmo caminho: íamos ao lado da estrada, nas bordas da antiga floresta, sem nunca entrar nela (não sabia por que, só sabia que a floresta não era segura), e quando a estrada se dividia em três caminhos diferentes, íamos pelo caminho de terra, do outro lado, onde não era a floresta. Esse caminho dava numa linda cachoeira, da qual só os moradores conheciam.
Mas dessa vez foi diferente, bem diferente.
Notas finais
achou horrível e quer dar uma crítica(construtiva pq né...)? comente.
achou mais ou menos? comente.
Não tá nem aí? comente.
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