As Cores
31 Capítulo 30
Tom Riddle fitou o nada, com os pensamentos limpos como água cristalina.
Olhou sua mão direita, fitando seu anel grosseiro, onde o escuro da pedra encontrava o entorno de ouro. Antes que sua mente pudesse pensar em seu tio Marvolo, quem viu há mais de vinte anos, a porta se abriu. O susto da mulher alta não derramou nenhuma expressão em Tom, que apenas a fitou, esperando que fechasse a porta. Visivelmente atordoada, a Ministra da Magia, Eugenia Jenkins, não fazia ideia de que tinha visita em seu Gabinete.
— Posso saber como entrou? — questionou andando até sua mesa, recompondo-se — Minha secretária não me avisou de nenhum visitante — colocou suas pastas na mesa, receosa. Juntou as mãos e tentou sorrir para Tom. — Eu poderia estar acompanhada… Como posso apresentá-lo?
— Como seu mentor — respondeu Tom, simplesmente.
Eugenia engoliu seco, forçando um sorriso no rosto duro.
Na noite após ser anunciado em jornal que as eleições seriam mantidas mesmo após a morte de Nobby Leach, Eugenia Jenkins recebeu uma visita em casa, de um homem que já conhecia por outras bocas.
Sabia que ele estava por trás da morte de Nobby Leach, mas agora sua mão estava dentro do vespeiro e não podia se mover sem ser morta. A mulher respirou fundo, sabendo que seus pequenos favores em breve se tornaram médios favores, e então seriam grandes favores até chegar ao ponto dela se tornar apenas um boneco ventríloquo.
— Preciso de um favor. — Tom tirou a carteira de cigarros de seu bolso, pegando um e acendendo. — Quero um mapa, ou uma lista, não importa, quero saber onde está a concentração de criaturas mágicas.
— O quê? — o homem aproximou-se jogando a fumaça em seu rosto.
— Eu quero saber onde estão as criaturas mágicas que todos antes de você empurraram para o mais longe possível da vista — e apontou para os olhos — de todos os bruxos.
Eugenia, o fitou desnorteada.
— Eles estão isolados por um motivo. São extremamente perigosos.
Ele sequer piscou.
— Infelizmente, eu também sou. — ele tragou o cigarro demoradamente — Enquanto isso, se faça útil e pare de concordar com as sugestões de leis de Dumbledore-
— Eu não posso impedir o chefe da Suprema Corte e da Confederação Internacional de fazer nada.
— Passe a impedir, é simples. — Tom estava tão próximo que Eugênia não conseguia sustentar o contato visual. — Você é a Ministra, não?
Os dois se fitaram por um curto período de tempo, pois Eugenia desviou o olhar, parecendo acatar o que lhe foi mandado. Tom apagou seu cigarro no cinzeiro e caminhou até a porta.
— Eu vou ser deposta por incapacidade se você continuar com isso. — sibilou a Ministra.
— Eu? — ele sorriu. — Ou o Lord das Trevas?
A mulher o fitou, dura. Ele também tomou seriedade.
— Ele é um homem muito perigoso, não? — sussurrou ele. — E ninguém sabe quem é. Nem se é um homem, seria Lucifer renascido, como brincam nas tirinhas do Profeta Diário? — ele sorriu — Pobre Ministra, lidando com o desconhecido.
Eugenia virou o rosto lentamente, rígida.
Saiu de seu gabinete, abaixando a boina em sua cabeça, andando pelos corredores do Ministério da Magia até chegar no hall. Parou perto da fonte, quase esboçando um sorriso. Já tinha tantos infiltrados em tantos setores que Eugênia Jenkins era apenas pelo prazer de manipular, já sabia e já conseguia interferir em absolutamente tudo que quisesse, seja a mando particular ou por outras pessoas.
Fez o caminho humilde de subir até a movimentada avenida que ficava em cima do Ministério, entrando no primeiro beco e aparatando para a Travessa do Tranco. Andou pelo local ainda protegido pela sombra que a boina fazia em seus olhos, finalmente chegando na Borgin e Burkes, conseguindo ver pela vidraça o senhor Borgin avaliando joias com sua lupa. Olhou seu próprio anel, já sentindo falta de senti-lo em seu dedo. Em breve, ele iria para um lugar que Tom não teria mais acesso, começou a se sentir tolo em andar por aí com um medalhão e um anel que guardavam metade de sua alma, entretanto, estava tendo dificuldade em pensar onde guardar cada objeto. Ter guardado a tiara de Ravenclaw na Sala Precisa quando foi a Hogwarts pela última vez foi um delírio, desespero por não ter tempo de achar a maldita espada de Godric Gryffindor.
Por um segundo, sentiu-se vulnerável e o medalhão em seu peito parecia queimá-lo. Abaixou a boina mais ainda e continuou caminhando até chegar no pub mais afastado da rua, parecia um lugar abandonado, mas ali se concentrada a escória bruxa de Londres, já tinha conseguido coisas magníficas ali dentro. Mal acomodou-se em uma mesa e um elfo já lhe serviu o de sempre. Procurou a carteira de cigarros dentro de seu bolso e acendeu um, esperando. Tirou a boina e deu um gole no uísque, ouvindo a porta se abrir. Uma mulher completamente coberta por um vestido negro de renda entrou, sentando-se na mesa do homem. O mesmo pegou a carteira de cigarros novamente e ofereceu um. A mulher estava novamente com a mão hiperemiada, como se tivesse esfregado em concreto puro. Tom apontou a ponta de seu cigarro para o cigarro da garota, que tragou, tirando o véu negro de sua cabeça.
Está em crise, pensou, olhando o rosto cadavérico de Bellatrix. Ela sorriu para ele e sua boca seca rachou, chegando até mesmo a sangrar um pouco. Ele manteve o olhar, quase sorrindo, dando um longo trago em seu cigarro.
— Não é fácil conseguir alguém da Grifinória, Lucius ainda está tentando. — contou Bella, acenando para um elfo, que também já sabia o que devia levar até a mesa.
— Você não tem um primo na Grifinória?
Ela assentiu, recebendo seu copo de uísque. Deu um breve trago e um gole.
— Ele… Está numa fase difícil — explicou Bellatrix. — Ele sempre foi um garoto difícil.
— Difícil?
Bellatrix respirou fundo.
— Se eu pudesse chutar a traição de alguém eu com certeza pensaria em Sirius, não na minha própria irmã, mas aparentemente eu já não sei de mais nada. — a garota passou a mão no cabelo cacheado seco, sempre desgrenhado quando em crise.
— Ainda há tempo de trazê-lo para nosso lado, é uma criança. — apaziguou Tom, dando mais um gole em seu uísque. — Até lá, tentem outros grifinórios, não é possível que nenhum tenha interesse em achar essa espada.
— Milorde procurou essa espada quando estava em Hogwarts? — indagou Bellatrix. Tom a olhou, quase esboçando um sorriso.
— O que você acha?
— Que estava bem ocupado tirando as melhores notas. — ela segurou um sorriso. — Seu troféu continua lá. Serviço prestado à escola. Foi milorde que denunciou o meio gigante, não?
O homem continuou olhando o líquido em seu copo, quase sentindo uma vontade enlouquecedora de gargalhar: tinha esquecido completamente que soltou uma cobra gigante por Hogwarts que matou meia dúzia de estudantes. Merlin, pensou chocado consigo mesmo, segurando o riso.
— Bom, alguém tinha que fazer algo. — quase sorriu, acomodando-se na cadeira. — E você? Era estudiosa?
Bellatrix parecia ter aberto uma caixa dentro da própria cabeça.
— Os primeiros anos foram difíceis, eu… Eu- — ela respirou fundo, sem coragem de olhá-lo. Tomou todo o conteúdo do copo. — Eu estive internada por muitos anos antes de entrar em Hogwarts, eu nem me recordo do meu primeiro ano de tão dopada.
Ele sabia do que ela estava falando, mas precisava que a garota se abrisse completamente para ele, para que ele pudesse entrar cada vez mais. Para Tom, aquilo era mais prazeroso que a Legilimência por si só: conseguir apossar-se de um espírito porque o indivíduo abriu a porta, ele não teve que abrir, nem arrombar, a própria pessoa abriu passagem. E antes que pudesse perceber, ele sequer precisava pedir ou ordenar à força, a pessoa fazia por conta própria.
— Antes de saber que eu tinha um… problema cognitivo, meus pais me fizeram passar por diversos tratamentos malucos, pensando que estava tomada por algum tipo de magia negra. Quando descobriram se tratar de uma doença trouxa, começaram a me olhar de forma torta, principalmente Walburga. — ela não tinha coragem de olhá-lo. — Eu passei dois anos antes de Hogwarts internada em um manicômio, na Polônia. Eu tinha muitas crises e acabava machucando os outros porque não conseguia controlar as manifestações de magia.
Ele recordou-se de sua infância no internato, mas rapidamente impediu que suas memórias o torturassem. Assentiu para Bellatrix, finalmente terminando seu uísque.
— Velho como sou, quanto mais vivo menos coisas eu sei. — Tom apagou seu cigarro — Mas eu sei que as pessoas odeiam tudo que não conhecem.
— Eu sei. — Bella fitou o nada. — Eu sou um monstro há muitos anos.
— Você não é um monstro — disse Tom, mas ele mentiu. O que eu realmente queria dizer era que um monstro não é uma coisa tão terrível de se ser. Era um mensageiro divino da catástrofe, ser um monstro é ser sinal híbrido.
Um farol: tanto abrigo quanto aviso ao mesmo tempo.
Bellatrix o olhou com os lábios rachados e as olheiras vermelhas e Tom não conseguia se segurar: era um lindo monstro.
…
Narcissa estava há horas folheando o livro de seu pai, pensando em como praticaria aqueles feitiços complexos. Haviam cópias daquele livro na Seção Reservada da Biblioteca de Hogwarts, mas nenhum professor em sã consciência lhe daria uma assinatura para retirá-los. Olhou para o campo verde, próximo a Cabana de Hagrid, sentindo saudades de sua mãe, de treinar Legilimência, sentir seu corpo arrepiar de entrar dentro da cabeça dela, ou a agonia de tomar o ar ao ser expulsa bruscamente.
Pegou sua mochila e tentou enfiar tudo dentro dela, mas já tinha livros demais. Gemeu colocando a bolsa pesada nas costas e pegou os dois maiores que sobraram, envergonhada, iam pensar que era uma nerd qualquer.
Chegou ao Castelo, quase curvada, e então a mochila tornou-se leve. Olhou para trás, vendo Billius Prewett atrás dela, levantando a bolsa, segurando um sorriso.
— Obrigada, mas não precisa. — o garoto soltou a bolsa e ela quase caiu. — Ok, eu agradeço a ajuda…
Billius pegou a bolsa nas costas de Narcissa, se oferecendo para pegar os livros em seus braços também. O garoto olhou o título e então olhou a garota enquanto andavam pelos corredores.
— Já se preparando para os N.I.E.M’s? — perguntou, impressionado.
Cissy segurou um sorriso.
— É, sim, de certa forma. — os dois continuaram andando em silêncio, mas Cissy teve que pará-lo, já que ele não podia saber onde era a Sala Comunal da Sonserina. Em frente do Salão Principal, ela lhe cedeu um sorriso simpático de agradecimento. — Obrigada, Prewett, mas vou sozinha daqui.
A garota sentia uma estranha sensação de constrangimento pelo garoto não temer encará-la, a maioria dos garotos a olhava como se fosse uma boneca bonita e muito cara, era como se desejassem comprar, mas mesmo que conseguissem, não iam saber o que fazer com aquilo depois.
— Quer tomar um chá?
Cissy respirou fundo.
ALGUNS MINUTOS DEPOIS
— Sempre que me perguntam se quero tomar um chá, eu realmente penso que estão falando de chá — Cissy agradeceu o dono mal encarado do Cabeça de Javali. Estava tão avoada que não havia percebido que era fim de semana livre para Hogsmeade.Tomou um gole de sua cerveja amanteigada não alcoólica, ignorando Louis Hoffmann e outros sonserinos encarando Narcissa por estar sentada com um grifinório.
— Agora você sabe — sorriu Billius, completamente alheio ao perigo de estar rodeado de sonserinos.
Os dois se fitaram em silêncio.
— Você virou chefe do Clube de Duelos esse ano, não? — recordou-se Cissy de ter ouvido algo no trem. Billius assentiu, colocando os braços na mesa, parecendo orgulhoso. A garota sorriu. — Parabéns, não é fácil conseguir o cargo.
— Duelo não é difícil, na verdade é bem fácil.
— Nunca duelei. Só em aula. — O garoto engasgou-se. — O quê?
— Você nunca duelou? Nunca estuporou ninguém?
— Claro que não! — Narcissa arregalou os olhos quando Billius riu, completamente chocado. — Por que eu faria isso?
— Por que você não faria isso? — riu Billius — Você tem que aprender a se defender! Você e suas irmãs não saiam na porrada?
Narcissa riu, envergonhada, maneando a cabeça negativamente.
— Não! Somos moças comportadas. — ela sorriu, mas lembrou-se que isso incluía Andrômeda, o que consumiu sua breve felicidade. — Vocês grifinórios são selvagens.
— Pode apostar que sim — riu Billius. Cissy ficou vermelha, ele tinha um sorriso aberto, ele não tinha medo de parecer tolo, ou aberto, disponível. Segurou o sorriso e deu mais um gole na bebida. — Você devia tentar entrar no clube.
— Não tenho tempo para clubes — cortou Narcissa, mas ainda assim, uma peça pareceu encaixar em sua cabeça. — Mas eu tenho tempo para um professor particular.
Billius terminou sua cerveja, maneando a cabeça negativamente.
— Não, não tenho tempo para ensinar ninguém. Ainda mais aquilo que você tinha em mãos… Você sabe que- — Billius pareceu recuar um pouco. — Aquilo está bem perto da linha de Artes das Trevas.
Narcissa o fitou, impassível como um anjo.
— Você se importa?
Billius vacilou, desviando o olhar.
— Nos tempos perigosos que estamos, não é bem visto andar com aquilo, senhorita Black. — Cissy continuou o encarando e pela primeira vez Billius pareceu envergonhar-se dos olhos azuis de Narcissa.
— Você se importa? — repetiu, tentada em entrar em sua cabeça. Prewett cortou o contato visual e ajeitou-se na cadeira, parecendo ponderar. Cissy encarou Louis Hoffman de volta até ele parar de olhá-la. Tomou mais um gole de sua cerveja, séria.
— Um sorriso e eu aceito.
— O quê?
— Um sorriso, e eu aceito. — pediu Billius.
Cissy esforçou-se, mas não conseguiu reprimir o sorriso que sua boca desenhava, nunca mostrando os dentes, aberto e convidativo como Billius.
Não demoraram muito para começar. Billius tinha acesso a Sala de Duelos para além dos encontros do Clube, que eram às quintas. Então, às sextas, ele novamente abria a porta, desta vez apenas para Narcissa entrar. Alguns feitiços eram tão complicados que ela tinha vontade de chorar, mas era resiliente, tentava até conseguir, o que chocada Billius. O garoto tinha a impressão da garota exatamente do jeito que ela queria que todos a vissem: Bela, mas tola, pouco esforçada, afinal, pra que ela iria se dedicar à ser excelente em bruxaria uma vez que era rica e os planos para a vida dela já estavam escritos antes mesmo de sair do útero?
Mesmo suando em bicas, machucada ou cansada, Narcissa apenas apertava o rabo de cavalo e se levantava, trêmula, erguendo a varinha contra Billius mais uma vez. Ele chegava a ter pena, mas continuava, ardia de curiosidade de saber até onde ela poderia chegar.
Para além da prática, passou a estudar com ela na Biblioteca, apesar de Prewett estar no seu último ano, ele reforçava seus estudos já ensinando Cissy algumas práticas do sétimo ano. Narcissa estava tão focada nos estudos, que algumas coisas que antes para ela eram prioridade, estavam aos poucos deixando de ser, como por exemplo andar com um grifinório pelo Castelo, sem realmente pensar no que poderiam pensar sobre ela. Narcissa calculava cada passo, cada fala, absolutamente tudo, e lá estava ela, meses sem fazê-lo.
Claro, que aquilo só era possível porque Billius era sangue puro, assim como ela, não estava louca nem tinha se tornado Andrômeda para cometer tamanha insanidade. Durante as partidas de Quadribol, lentamente Cissy deixou de admirar as lindas madeixas quase brancas de Lucius e começou a notar as madeixas ruivas do Prewett. Conteve-se, séria como pedra, quando o garoto aproximou-se de onde ela estava sentada na arquibancada, reservando um sorriso para ela.
Mais tarde, esperou perto do jardim, sozinha, vendo os jogadores retornarem da quadra. Os sonserinos vieram primeiro, pois haviam perdido o jogo. Assistiu Lucius discutir com os colegas, irritado. Notou a presença de Cissy e começou a caminhar em sua direção, enquanto o grupo se concentrava não muito longe de onde ela estava, esperando o Capitão do Time.
— Que humilhação. — suspirou, tirando as luvas de couro. — Graças a Merlin só mais um jogo e eu não preciso mais passar por isso.
Narcissa continuou observando o jardim, em silêncio.
— Vai ficar parada aí? — indagou.
Ela o olhou, curiosa. Sorriu, dissimulada.
— Não estava esperando você, Lucius. — o garoto a olhou, não conseguindo disfarçar a surpresa. Virou-se completamente para ela, aproximando seu rosto do de Cissy, que não se atreveu a olhá-lo.
— Você está esperando o Prewett?
A garota virou o rosto lentamente para Lucius, não precisando responder. O encarou, séria.
— Tire seu rosto imundo de perto do meu. — ordenou, seca.
Lucius arfou, gargalhando em seguida, completamente chocado. Deu alguns passos para trás, tapando a boca.
— É de família? — debochou — Merlin, no fim apenas Bella não era louca? O que tem na água dos Black, fetiche por trouxas?
Ela não respondeu, e Lucius não ficou satisfeito.
— Pelo menos ele é sangue-puro, mas ele não tem nem a primeira parcela disso aqui — Lucius pegou a mão de Narcissa a força, apertando o anel no dedo anelar da garota, que o soltou-se bruscamente, o empurrando. Ele sorriu para ela, admirado. Assentiu, parecendo entender. — A traidora do sangue realmente te abalou, hein?
Cissy o olhou, menor que uma barata.
— Quem diria, Narcissa Black tem uma fraqueza. — Lucius juntou as mãos, suspirando. — Se eu soubesse disso antes, talvez você estivesse livre para casar com-
— Com um homem de verdade? — cortou Narcissa, o olhando — Poupe saliva, nada que você disser pode me abalar, você não me importa o suficiente para me machucar. — ela mentiu, mas já não estava tão frágil para deixar Lucius se aproveitar dela — Não pense nem por um momento que suas cansativas tentativas de me atingir dão certo. Você se acha ousado? Você acha que sabe algo? Você ainda está aprendendo a língua, eu escrevi o maldito livro.
Cissy ouviu os grifinórios se aproximarem e sorriu lentamente.
— Fique, e assista.
Os grifinórios erguiam o Capitão do Time, Billius.
Narcissa sequer estava planejando fazer aquilo, não queria acabar com o rosto queimado na tapeçaria dos Black assim como sua tia Cedrella, hoje uma Weasley, mas estava tão cansada de ser humilhada de graça, que apenas começou a caminhar em direção do time da Grifinória. Sirius e James Potter ajudaram a colocar Billius no chão, que sorriu mais ainda quando percebeu Narcissa indo em direção dos garotos. Assim que pisou no chão a garota o alcançou, puxando sua blusa, colocando sua boca na dele.
Parecia surda, não conseguia entender quem estava gritando o que, mas havia barulho enquanto Billius a beijava, pela primeira vez, Cissy estava sendo beijada, alguém a tocava com desejo e afeto, realmente retribuindo. Quando o beijo terminou, a garota sorriu, chocada. Então é assim um beijo de verdade, pensou rindo, nervosa, encantada com os olhos azuis do garoto.
Billius sorriu, tocando seu rosto.
— Você demorou. — disse. Cissy entendeu, por mais que não soubesse explicar.
Fale com o autor