As Cores
23 Capítulo 22
Notas iniciais
Narcissa fingiu que não tinha todos os olhares sob ela no hall do Salão Principal.
O Baile dos Fundadores era realizado de sete em sete anos, todos os anos tinha uma homenagem especifica e daquele ano era a mais especial: Salazar Slytherin. Seu vestido verde claro caia perfeitamente em seu corpo em um corte perfeito, feito especialmente para ela por uma das melhores (e mais caras) marcas bruxas. Cruzous as mãos a frente do corpo, olhando docilmente para Billius Prewett, que sorriu ao curvar-se ara beijar sua mão, sob o anel de diamantes.
— Me sinto redundante em dizer o quão linda você é. — disse ele, sorrindo, admirando. Ela forçou um sorriso simpático, completamente entediada.
— Obrigada. — disse com uma voz infantil. Olhou as garotas embasbacadas por seu vestido de luxo com uma espécia de carinho venenoso e um sorriso contido.
Eles adentraram no Salão decorado com as cores da Sonserina e Cissy admirou a cantora no palco com seu ruivo flamejante agitando a pista diante dela. Ela não impressionou-se com nenhuma garota, mas levou um susto ao olhar de relance para Andrômeda, pensando ser Bellatrix. Largou o braço do Prewett e foi até a irmã, admirando seu vestido. Ela tinha um corpo de gladiadoras.
— Como ousa roubar meu brilho? — questionou Cissy, analisando o corpo da irmã com uma cobiça que nunca sentiu antes. Andie apenas riu, pegando em suas mãos.
— Você também está linda, Narcissa. Ahh, olá! — Andie sorriu ao ver Billius beijar sua mão, o que fez Cissy girar os olhos. — Você é o irmão mais novo de Molly! Mande lembranças minhas, sinto falta dela.
— Pode deixar. — sorriu o garoto. Andrômeda voltou a agarrar o braço de Rabastan e eles saíram conversando, deixando Narcissa com o Prewett. A garota olhou o Salão procurando Lucius, ignorando seja lá o que Billius tanto falava. Arregalou os olhos ao ver o afro de Nzogi ao lado de um cabelo prateado. Apertou o braço de Billius, não acreditando que Lucius levara a maldita da Nzogi para o Baile invez de convidá-la.
— Ah... Seu noivinho. — riu Billius. — Quem é aquela com ele?
Cissy sentiu seu corpo pegar fogo de ódio ao notar que Billius também achara Nzogi bonita. Engoliu seca, profundamente irritada. Apertou violentamente o braço do garoto, chamando sua atenção para si, como uma garotinha mimada. O Prewett sorriu, achando graça de Narcissa. Envolveu seu braço sob o dele e a levou para a mesa de bebidas, a tratando como uma princesa, não deixando que tocasse em nada, fazendo de tudo para que ela sequer se movesse sem necessidade.
Estava quase morrendo de tédio, mas manteve seu sorriso falso e sua risada mecânica, recatada e dócil. Não conseguia parar de vigiar Lucius se divertindo com Nzogi ao longe, sentia-se próxima a cometer um assassinato. Billius finalmente se cansou e terminou toda a sua taça de cerveja amanteigada, colocando sob uma mesa.
— Você quer ir até lá para ter uma visão mais privilegiada? — questionou, cruzando os braços. A garota olhou com deboche.
— Quer controlar meus olhos?
— Quero. — Cissy não esperava essa resposta. — Quero que olhe para mim, porque diferente dele, eu estou olhando para você.
Narcissa olhou para Billius, parecendo olhá-lo pela primeira vez. Gostou de seu terno, apesar de não ser de uma marca muito boa, mas seu cabelo penteado para trás lhe dava um charme travesso. A garota tomou sua água de gilly e colocou sob a mesa dando a mão para Billius, ainda sem sorrir.
— Me leve para dançar. — ordenou ela.
O garoto sorriu lentamente, pegando a mão magra da garota, a levando em direção da pista. Pegou sua cintura, grudando-a em seu corpo. Cissy ficou desconfortável pela primeira vez, já que nunca estivera tão próxima de um garoto. Eles giraram sob a belíssima música que ressonava pelo Salão, e Narcissa sentiu-se infantil ao ver que não conseguia olhá-lo nos olhos. Era uma farsa, virgem da cabeça aos pés. Tentou manter-se firme, olhando além de seu ombro, mantendo uma imagem que não conseguia sustentar muito bem.
Billius movia-se lentamente quando Cissy encostou seu nariz em seu ombro, tendo uma visão do Salão como se o visse por um muro. Olhou Lucius com seus amigos, de mãos dadas com Nzogi. O garoto a girou mais uma vez e Narcissa sorriu para ele, ainda tímida.
O garoto ruivo tocou seu queixo, indo para beijá-la, mas Cissy desviou. Não queria beijá-lo, não queria beijar ninguém que não fosse Lucius. O menino aceitou o fato e abaixou os olhos, a abraçando durante a dança. Narcissa mirou seus olhos na mão de Lucius na coxa de Nzogi, determinada.
Ia prendê-lo de vez a ela.
Andrômeda olhou sua irmã dançando, com seu queixo pousado no ombro de Rabastan. Tinha certeza absoluta de que se casaria com o garoto, estava decidido. Eles eram perfeitos um para o outro, fato. Edward foi... Uma fase. Ou como ele gosta de dizer, uma diversão barata, sua prostituta. Rabastan afastou-se um pouco para olhá-la e Andrômeda sorriu tão enormemente que o garoto acabou beijando seu sorriso.
Ela não sentiu seu corpo inteiro tremer, como quando era com Edward, talvez seja pelo perigo, tanto faz, o beijo de Rabastan era mais recatado, educado, não desleixado e bagunçado como o de Ted.
— Quero me casar com você — sussurrou Rabastan. — Merlin, como eu quero.
Andrômeda sorriu enormemente, encantada.
Já conseguia imaginar-se de noiva.
...
— Pela colocação de cinco, faça os meus sentidos mais aflorados...
As mãos machucadas de Bellatrix acariciaram o Livro das Sombras lentamente.
Aquele era seu quinto ritual do dia e a cada ritual que se passava, ela sentia-se melhor. Flexionou o pescoço lentamente, sorrindo brevemente para o sol fraco que atravessava a janela. Parara de tomar seus remédios, ela tinha total controle das vozes agora, porque o demônio que lhe sussurrava e ela se tornaram a mesma pessoa.
Era idiota evita-lo. Gostaria de ressucitar seu pai apenas para lhe contar que finalmente fora curada... Por si mesma.
Beijou seu Athame, sorrindo, pensando nas maldições que colocara nele. Olhou para baixo, observando o pentagrama muito bem desenhado em seu chão, onde ela estava flutuando por alguns centímetros de distância, com pernas de índio.
— Pela colocação de seis, declaro-me um serva da grande Deusa... — sussurrou Bellatrix, focando-se também na bola de cristal que flutuava a sua frente. Sua boca parecia ter vida própria ao sussurrar o ritual rapidamente, na língua original, como uma música antiga que ela já recitara milhares de vezes.
Virou o rosto lentamente ao ouvir a porta do andar de baixo abrir-se. Voltou a tocar o chão lentamente, assim como tudo que flutuava com ela. Levantou-se, e abotoou seu vestido até o pescoço, passando a mão em seus cachos bagunçados, não preocupando-se em arrumá-los. Saiu do quarto e colocou a mão no corremão, descendo lentamente as escadas em direção da Sala de Estar.
— Senhor Rodolphus Lestrange, senhora Bella. — disse Kreacher, a olhando com lealdade. A jovem mulher assentiu lentamente enquanto o elfo saia do local. Rodolphus aproximou-se, tirando seu tophat, quase caindo de joelhos ao beijar-lhe a mão.
Ele não gostava de ver como Bellatrix passara a vestir apenas negro e seus cachos já não eram mais sedosos. E apesar dela cobrir-se até o pescoço, era possíveis ver as marcar terríveis de sua mão, onde ela tanto coçava. Mas Rodolphus era tão cego de amor que aqueles meros detalhes de Bellatrix lhe enchiam de afeição.
— Vim lhe levar para ver os preparativos do casamento... A Mansão está irreconhecível. — Bellatrix sorriu lentamente, acariciando seu rosto.
— Não. — disse ela, fazendo Rodolphus parecer confuso. — Não tenho tempo para isso, estou planejando meu retiro espiritual em Salem.
— O quê?
— Após nosso casamento irei para Salem com Milorde e os outros.
— Quê? — Rodolphus não estava entendendo nada.
— Você irá conosco, vamos todos juntos! — riu ela. — Scabior estará lá... E todos os meus amigos.
— Eu pensei que iriamos para a Lua de Mel. — ela apertou suas mãos, calma.
— Não tenho tempo para isso, Rodolphus. Nós não temos tempo. — Ele olhou para suas mãos cadavéricas, notando algo negro em seu braço, além da renda. Ele pegou o braço, curioso. — Há algo grande vindo e precisamos estar prontos...
— O que é isso? — ele olhou o braço, subindo a renda que lhe ia até o pulso. Bellatrix não pestanejou em deixa-lo, Rodolphus arregalou os olhos para uma tatuagem que lhe cobria o antebraço, de uma caveira com uma cobra saindo dela. Parecia recente já que ao redor estava roxo, com as veias quase pulando para fora. — Isso é magia negra?
Bellatrix sorriu para ele, o assustando profundamente. Seu rosto já era cadavérico, mas agora estava muito mais, com seus olhos grandes quase pulando para fora por conta das olheiras escuras e o cabelo frizado. Aquilo já não era luto, era algo além disso. Ela apertou seu queixo lentamente, rindo delicadamente, como uma dama.
— Você é burro... Eu gosto disso em um homem. — sussurrou ela.
Ela começou a gargalhar como se ele tivesse contado uma grande piada, mas Rodolphus deu alguns trôpegos para trás, assustando-se com o elfo sorridente, esgueirando-se na porta, parecendo rir com Bellatrix.
...
Lucius lustrou seu crachá de Monitor, pronto para mais uma ronda.
Ele sorria feito idiota durante as rondas, orgulhoso por seu posto. Passou pela monitora chefe da Lufa Lufa, assentindo com respeito. Adentrou no sétimo andar, andando lentamente, admirando os quadros dorminhocos. Em alguns minutos, as tochas seriam apagadas e eles poderia voltar para o dormitório a tempo de, talvez, quem sabe, terminar o que ele e Nzogi não terminaram na noite do Baile.
Sentiu uma movimentação na sala de Estudos dos Trouxas e uniu as sobrancelhas, notando que havia alguém dentro da sala, pelo iluminação além da porta. Andou um pouco mais rápido, esperando a professora, mas a porta estava entreaberta. Empurrou-a lentamente, dando de cara com Narcissa, coberta pela capa da Sonserina, sentada na mesa da primeira carteira.
— O que está fazendo? — questionou ele, entrando na Sala, pronto para dar uma detenção para a garota. Ela fora ágil ao apontar sua varinha para a porta, a fechando violentamente. Outro aceno e a sala escureceu-se, sendo iluminada apenas pela lua do lado de fora. Lucius sentiu seu coração parar quando Narcissa levantou-se, deixando sua varinha em cima da mesa e tirando sua capa, revelando sua camisola. O garota desviou o olhar, sabendo que estava entrando em mais uma enrascada. — Cubra-se! Você enlouqueceu???
— Você vai me desvirginar, agora. — disse ela, suave.
— Quê? — riu Lucius. — Você ficou maluca? Estamos em Hogwarts! Você é uma criança!
— O que? Você só pode foder as bolsistas? — questionou ela, cruzando os braços, Lucius tentou não olhar seus seios, não acreditando que aquela garota conseguia viver em sociedade e como ninguém a mandou para um manicômio ainda. — Você vai me foder, agora.
She Wants Revenge — Tear You Apart
Ela entrelaçou seus braços sob os ombros do garoto, finalmente selando seus lábios. Lucius ficou sem reação, completamente em choque. Ela praticamente invadiu sua boca como uma cobra, com fome, agarrando seu rosto, parecendo tentar entrar dentro dele. Lucius sentiu seu corpo mesmo sem tocá-la, vendo que ela não tinha nada por dentro da camisola.
A garota não foi delicado ao arrancar a capa de Lucius, com suas mãos ágeis para o cinto dele. O garoto estava tão apavorado que sentiu-se quase estuprado. Ela tirou o cinto com brutalidade, jogando longe. Estava trêmula, provavelmente tão nervosa quanto ele. Lucius trancou sua mandícula ao assistir Narcissa arrancar sua camisola, completamente nua diante dele. Ele assumiu sua adolescência gritante quando lambeu os lábios, quase instantaneamente excitado com a imagem, sem conseguir piscar.
Lucius parecia ter sido invadido por um demônio quando agarrou o cabelo de Narcissa, na intenção de machucá-la, indo em sua direção com tanta sede que os dois caíram no chão, com o garoto por cima dela. Ela estapeou seu rosto, fechando suas pernas em sua cintura, puxando o cabelo de Lucius, ansiosa e nervosa. Suas línguas travaram uma guerra violenta após anos de sentimentos confusos reprimidos. Lucius parou, olhando Narcissa, não acreditando que estava excitado por ela. Ela o puxou de volta e eles se beijaram de forma tão sedenta e agressiva que podiam estar brigando de uma forma diferente.
Ele apertou o corpo de Narcissa, tendo certeza de que iria transar com o diabo. Beijou seus seios e seu pescoço, mordendo, querendo machucá-la. Narcissa se dividia em anseio e medo ao dar gemidos e choramingos de dor, revidando agressivamente os toques violentos de Lucius. A garota ameaçou gritar de dor e ele tapou sua boca, voltando a dar-lhe beijos. Cissy arrancou sua mão de sua boca e avançou para beijá-lo, contorcendo-se debaixo dele, ansiosa. Ela o olhou rapidamente quando sentiu algo bombear entre suas pernas, e finalmente aparentou ser apenas uma garota de quatorze anos. Lucius parou, ofegante, assustado por ter visto um minuto de fraqueza em Narcissa.
Os dois se fitaram, arfantes. A sala estava tão escura que os olhos de ambos pareciam negros.
A garota agarrou as nadegas de Lucius, o empurrando em direção dela. Lucius adiantou-se em abaixar sua cueca e finalmente encaminhou-se para dentro de Narcissa, que tremia tanto que parecia estar tendo um choque elétrico. Ele não sabia se era por excitação ou medo. Ela deu um gemido de horror, apesar dele ter praticamente delizado para dentro, ela tapou a boca com as mãos e ele não sentiu-se mal em ter lhe causado dor. Ela estava de olhos arregalados, como se tivesse levado uma facada, e Lucius segurou o riso, sentindo seu corpo pipocar de excitação, como se só de ter entrado em Cissy já fosse o suficiente para o clímax. Colocou tudo feito um adolescente ansioso, mal sentindo as unhas de Narcissa afundarem em seu braço, com seus olhos fechados com força, doloridos.
Ele gemeu em seu ouvido, beijando sua bochecha e as lágrimas em seus olhos, quase gargalhando em sua cara. Sentiu o perfume delicioso de suas madeixas curtas, controlando-se com todas as suas forças.
— Está doendo... — gemeu Cissy, endurecida. Lucius acabou rindo da cara dela, levando um tapa extremamente forte em seguida, quase quebrando seu pescoço. Ouviu um zumbido em seu ouvido. Ele deu uma estocada bruta, quase matando a garota.
— Sua vaca. — xingou ele, não sabendo mais se estava com tesão ou com raiva. O garoto foi delicado, movendo-se devagar, tendo espasmos rápidos, ele não tinha experiência, aquilo não iria durar muito tempo. Narcissa pareceu sentir um pouco mais que dor quando contorceu-se rapidamente, o pressionando contra ela. Lucius começou a ficar um pouco assustado em como ela tremia, mas lembrou-se dos relatos dos outros garotos que tiraram a virgindade de outras meninas, relatando o como elas tremiam. O garoto segurou o máximo que pode, esfregando sua bochecha em Narcissa, que parecia um gato, querendo mordê-lo para machucar a qualquer custo.
Ele começou a ficar sem ar, sentindo que ia morrer de tanta excitação, mas Narcissa não parecia estar em seu melhor momento, apenas sentindo a desagradável sensação de 70% de dor e 30% de uma nova sensação que ela nunca sentira antes. Assistiu o rosto a forma como Lucius se agarrava a ela como um bote de salva vidas, aumentando o ritmo cada vez mais. Olhou para o teto da sala, esperando pacientemente.
Ele saiu a tempo de não gozar dentro dela, o que assustou a garota com o movimento bruto. Ela sentou-se, olhando Lucius semi morto no chão, arfante, sujo. Ela tocou sua vagina, sentindo a necessidade de tapá-la, rastejando-se até sua capa, cobrindo-se. O garoto vestiu sua cueca, constrangido, assustado com a frieza da garota. Ela colocou sua touca, dando um sorriso perverso para o garoto.
— Boa noite, Lucius. — sussurrou ela, saindo da sala.
O menino olhou a camisola da garota ao seu lado e fitou o nada, ainda ofegante.
— Eu cometi um grande erro. — disse para o nada.
...
— Bom dia, meu am...
— Se você me chamar de amor, eu vou te estrangular. — sussurrou Lucius no ouvido de Narcissa, a agarrando pela cintura. A olhou, tocando seu queixo. — A próxima vez que fizer o que fez, vai ser a última vez que terá pernas, porque eu juro que as quebro.
Narcissa trancou sua mandíbula, controlando todo o seu ódio. Seguiu pelo local, com a garota ao seu lado, obediente. Ela o enfeitiçou, agora que Lucius fez a estupidez de desvirgina-la, não iria conseguir acabar com aquela farsa. Estava tão desesperado para conseguir acabar com aquele casamento arranjado que pensava até mesmo em matar Narcissa, ninguém iria desconfiar se ele colocasse veneno em seu chá ou simplesmente a enforcasse durante o sono.
Ia se casar com a personificação do diabo.
Entrou no Salão Principal, pronto para o almoço. Sentaram-se juntos, serviu-se de comida, ignorando a forma infantil e dócil com que a garota dava colheradas em uma taça de sorvete. Ele não conseguia compreender como alguém com uma aparência tão dócil podia ser tão perversa. Ela notou seu olhar e focou seus olhos azuis nele, sorrindo levemente.
— Você gostou dos meus brincos novos? — ela mostrou o rubi verde em sua orelha esquerda, sorridente. — Uma mulher sempre quer ter a opinião de seu marido.
Ela semicerrou os olhos rapidamente, com veneno escorrendo de sua boca.
— Cuidado Narcissa... Muito cuidado, você não me conhece. — sibilou Lucius em seu ouvido, tocando sua cabeça, exatamente a parte que ele socou contra a parede. Ele afastou-se lentamente, não assustando-se com o olhar assassino da garota em sua direção. Narcissa é basicamente a exploração máxima de um sociopata. Quanto maior a mentira, mais as pessoas acreditam. Ele sabia que era inteligente e estava com vantagem, pois sabia que estava lidando com a reencarnação de Lucifer, diferente das outras pessoas, que viam Narcissa como um anjinho caído, não cederia tão facilmente.
Ela colocou sua taça sob a mesa, tocando sua mão levemente, deixando a mostra o grande anel de diamantes em seu anelar. Seus amigos estavam certos, eles faziam um casal perfeito, mas ele nunca odiara tanto alguém em toda a sua vida. Narcissa sorriu para Lucius, amável.
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— Eu vou te dar mais uma chance, e se você recusar, eu vou te destruir. Porque, me diga Lucius... — seus olhos azuis pareciam ver sua alma. — Eu sou realmente o tipo de pessoa que você quer como inimiga?
O garoto desviou seus olhos lentamente, fitando todo o Salão Principal barulhento, ainda com a mão fria de Narcissa sob a sua. A garota sorriu, cruzando seus dedos entre os dele, pegando sua colher com a outra e terminando sua taça de sorvete, como a mais bonita das crianças.
— Eu sei que seu pai é um monstro. — disse ela. — Sei o que ele faz com você.
Lucius a olhou, sentindo seu corpo queimar. Entretanto, Cissy apertou sua mão, o olhando profundamente, como se pedisse sua confiança.
— Me coloque em sua casa e ele também será o meu inimigo. — disse ela, sorrindo como se quisesse um brinquedo novo. — Está na hora da nova geração tomar o controle.
Lucius lembrou-se da frase “se não pode contra o inimigo, junte-se a ele”. Ele olhou seu prato brevemente e conferiu discretamente se não tinha ninguém prestando atenção na conversa. Soltou a mão de Cissy e virou-se para ela. A garota o olhou, com suas sobrancelhas venenosas.
— Me ajude a matá-lo. — sussurrou o garoto. Ela pareceu engolir seco, alarmada. Mas então assentiu lentamente, séria.
— Tem minha palavra.
— Se você cont...
— Um Black cumpre suas promessas. — cortou ela, sibilando. Ela sorriu levemente. — Eu serei a próxima Senhora Malfoy.
Lucius e Narcissa se fitaram por uma eternidade, trocando informações com os olhos. Ele sorriu levemente, pela primeira vez, sentindo algo que não fosse raiva ao olhá-la. Ele não tinha mais uma saída, agora teria que se casar com ela, e prefere dormir ao lado de uma aliada do que de uma inimiga. Voltou para seu almoço, igualmente Narcissa. Qualquer um que os olhasse não hesitaria em dizer...
Eram um casal perfeito.
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