Notas iniciais
Eu sei que faz um tempão que eu não posto, e que o capítulo tá curtinho, mas no próximo eu prometo bastante cenas entre o Capitão e a Nat... E queria agradecer a querida SussyMrl pela linda recomendação! Amei de paixão, obrigada mesmo. Espero estar sempre atendendo às suas expectativas quanto a essa fic. beijinhos

Realidade. Uma palavra tão simples, mas cheia de signifaco. O que é realidade para você? O seu cotidiano, sua rotina, seu jeito de ver a vida. O que aconteceria de tudo isso pudesse ser mudado em um piscar de olhos?

Poucos telepatas conseguiam atingir o nível de poder necessário para conseguir isso. Com muito esforço e treinamento, Wanda conseguiu. Ela evitou que nós, os Vingadores, explodíssemos em mil pedaços. Ela podia ter evitado uma guerra entre Vingadores e Mestres do Terror, podia ter dado um xeque mate, jogado a última carta da manga e finalizado o jogo, mas não o fez. O único problema era que se nós queimássemos, eles queimavam conosco.

Pisquei os olhos várias vezes antes de finalmente focar em um ponto. A lua. Era a única iluminação na vasta praia em que eu me encontrava. Estava deserta.

— Olá? — chamei, a voz abafada e cortada pelo vento.

Então um movimento me chamou atenção. Eu podia falar, ver e ouvir, no entanto, na minha frente estava eu. Uma versão mais jovem de mim, com cabelos longos em cachos volumosos e um vestido branco. Aquela versão de mim vagava pela beira do mar, descalça, afundando os pés na areia úmida.

— Natasha, espere! — tanto eu, quanto a outra Natasha, ficamos com o coração acelerado. Era Bucky.

— O que você quer?

— Sabe que podemos ser grandiosos juntos! Podemos dominar o mundo.

— Não quero ser sua sombra!

— Eu podia ter matado você! Poupei sua vida porque acreditei no seu potencial. Ainda acredito. Sei que pode me ajudar. Juntos, você e eu seríamos capazes de qualquer coisa.

— Nunca foi meu sonho dominar o mundo.

— Sabe que seus serviços para a KGB não são muito melhores que tudo isso. O que acha de um jogo no qual você cria as regras? Seu chefes te dizendo quem matar e quem respeitar.

— Estou bem com o que tenho.

— Mas pode ficar melhor. — ele agarrou meu braço, me forçando a fitá-los nos olhos.

— É clar que pode. Mas não assim. Nós dois somos seres extremamente talentosos presos nas garras de outros. Talvez devéssemos aceitar isso.

— Ou devíamos quebrar as barreiras!

Me lembro da tentação, do conflito interno que ocorria dentro de mim. Eu queria isso. Eu queria liberdade, poder. Qualquer um quer. E lá estava minha chance. Mas eu não podia... Podia?

— O que me diz? — Bucky se aproximou, colando nossos corpos.

— Digo que sim.

Ele abriu um largo sorriso antes de me beijar com efervescência, como se fosse nosso primeiro e último beijo. E foi.

Antes que conseguissêmos realizar nosso plano, Bucky foi capturado novamente, e sua memória, apagada. A partir de então eu nunca mais toquei no nome do Soldado Invernal. Isso até Steve aparecer.

— Natasha! Natasha! — acordei do longo pesado com braços me sacudindo. Identifiquei o rosto como o de Tony.

Estávamos na enfermaria da torre. Me sentei e percebi que estava em uma maca. As pessoas ao meu redor estão em um silêncio arrebatador, como se acabaram de ter visto um fantasma.

— O quê...? — eu comecei a perguntar.

— Eu disse! — o sotaque russo presente na voz me fez estremecer com o reconhecimento. Wanda.

— O que essa traidora faz aqui?

— Ela não é a única traidora aqui, é? — a voz de Steve estava carregada de mágoa, dor e decepção.

— Do que está falando?

— Você o conhecia! — ele gritou, levatando-se num pulo e arremeçando a cadeira para trás. — Você era a amante dele... — essa parte saiu como um sussurro.

— Eu mostrei a eles suas lembranças compartilhadas com o famoso Soldado Invernal. — Wanda vangloriou-se.

Então tudo ficou claro e a nova realidade me atingiu. Wanda havia nos salvado com um truque de realidade, mas ao mesmo tempo ela implantou memórias minhas na cabeça de meus companheiros de equipe, e todos eles presenciaram a cena do meu sonho, em que eu beijava e planejava destruir o mundo com James Bucky. A tristeza exposta nos olhos de Steve era de partir o coração. Eu sabia que a pequena coisa que havia entre nós estava acabada.

— Quantas vezes vou ter que dizer para não entrar na minha cabeça, vadiazinha traidora? — eu berrei, avançando para cima de Wanda como uma leoa vai atrás de sua presa.

Meu punho atingiu em cheio seu nariz, que estalou quando o sangue começou a jorrar. Uma comoção tomou conta do local. Todos tentavam me tirar de cima da feiticeira, mas a raiva me cegava, e quanto mais ela gritava de dor, mais eu a atingia.

Wanda experimentou um pouco da fúria da Viúva Negra.

Notas finais
Capítulo que vem tem uma trégua entre o Cap e a Nat bem bonitinha, só não prometo uma data pra postar porque to estudando pro simulado agora... Beijos