Notas iniciais
Oioi gente, desculpa o tempo que eu sumi, fiquei sem criatividade, depois o Nyah entrou em manutenção... Enfim, o capítulo tá curtinho, mas prometo que no próximo vai ter muita ação. Boa leitura!

— Natasha! — Clint conseguiu me tirar de cima de cima da feiticeira.

— É melhor chamar uma ambulância. — Tony se ajoelhou ao lado de Wanda, que se contorcia na própria poça de sangue.

— Levem-na para a enfermaria. — Steve delegou.

Thor a pegou nos braços e rumou para a enfermaria. A culpa começou a invadir minhas entranhas. Meus olhos desviaram-se da cena para meus punhos. As juntas estavam brancas de tanto apertá-los. Havia alguns pontos roxos na minha mão, pelas pancadas.

— Minha nossa... — sussurrei.

— Está feliz agora?! — Steve gritou. Eu nunca o tinha visto tão bravo, as bochechas coradas e os olhos furiosos.

— Ela mereceu.

— Ninguém merece isso! Violência não é a solução!

— Deixe de ser hipócrita! Você é o Capitão América. Resolve seus problemas conversando ou matando os inimigos?

— Wanda não é o inimigo.

— Wanda faz parte dos Mestres do Terror agora. Conforme-se com isso. Aliás... O que ela faz aqui na Torre?

— Não sabemos. Ela só apareceu aqui. Até onde eu sei, íamos ser explodidos por nossas próprias bombas. — Sam disse.

— Não fomos por causa dela. — James acrescentou.

— Agora ela é a heroína? — uma risada seca escapou de minha garganta.

— Ela está passando por uma fase difícil. Como seus amigos, e parceiros, nós devíamos apoiá-la, não matá-la de pancadas.

— Bem, eu já me cansei desse papo. — decidi, saindo e deixando-os sem palavras atrás de mim.

— Vamos ter que resolver isso mais cedo ou mais tarde! — ouvi o grito de Steve antes de bater a porta atrás de mim.

Fiquei deitada em silêncio, analisando minhas atitudes, tentando encontrar um arrependimento, mas não consegui. Wanda mereceu aquilo. Alguns minutos depois, Clint abriu a porta e sentou-se ao meu lado.

— Podia ter pegado mais leve com a garota.

— Podia cuidar da sua vida.

— Qual é? Não precisa dessa atitude comigo, Nat.

— Está do lado deles? Acha que ela está do nosso lado?

— Com certeza não. Mas! — ele acrescentou quando abri a boca para comemorar. — Acho que ela merece uma segunda chance.

— Ela não está nem tentando!

— Ela nos salvou.

— Ela só fez isso para babacas como vocês acreditarem que ela é boa.

— Você precisa falar com Steve, ele está muito bravo com você.

— Não ligo. Se ele quer defender aquela...

— Nat! Você estava tão feliz com ele, não percebe que ele te faz bem?

— Desde quando você é esse tipo de amigo?

— Desde quando você decidiu agir como uma estúpida.

— Tá, que seja. Falarei com ele pela manhã.

— Boa noite, Nat. — Clint beijou minha testa e foi embora.

Não percebi o quanto estava cansada até apagar sem ao menos tomar um banho. Só acordei por volta das cinco da manhã, com a luz do sol entrando por um feixe na janela.

Subi as escadas até o telhado, enrolada em um roupão de veludo vermelho. Para minha surpresa, lá estava Steve, como da outra vez em que acabamos aos beijos e Tony apareceu. Pigarreei para avisá-lo da minha presença.

— Bom dia, Capitão.

— Romanoff.

— Estamos de volta às formalidades?

— Escute, Natasha, eu nunca quis que chegassemos a esse ponto. É só que... Eu realmente gostaria que você tivesse me contado sobre Bucky. Você sabe o quanto isso era importante pra mim.

— Eu sei. E me arrependo de não ter contado. Eu só... Achei que você não me perdoaria nunca.

— Natasha, você já devia saber que eu não te julgo pelo seu passado.

As lágrimas ardiam atrás dos meus olhos, mas eu me recusava a chorar agora.

— É só que... Você às vezes é tão “bom”. Você nunca fez nada errado. E eu sou... O contrário. E eu queria ser melhor.

— Você é. Natasha, você pode não acreditar em si mesma, mas você deixou seu passado na KGB para se tornar uma heroína. Você salva pessoas, Natasha. Você é incrível!

Não consegui segurar as lágrimas e me atirei em seus braços fortes e reconfortantes, enterrando o rosto na curva de seu pescoço.

— Obrigada, Steve. De verdade. E por favor, me perdoe por isso...

— Eu quero aproveitar essa opotunidade para te contar algo. Uma decisão que fiz.

— Que é?

— Vou encontrar Bucky e trazê-lo para nossa equipe.

— O quê?? Isso é insano! Não pode fazer isso.... Não pode fazer isso comigo!

— Você não entende? Ele é meu melhor amigo...

— ERA! Ele ERA seu melhor amigo. Aquele homem que você conheceu se foi, Steve!

— Você não tem certeza.

— Temos que focar nos mestres do terror agora! E quanto a Zoey? Quer que ela seja levada?

— Acredito que ela está segura aqui.

— Mas... Mas... — as palavras ficaram presas na minha garganta.

— Você pode vir comigo...

— Você não pode fazer isso sem mim, querido. Precisamos de acesso à arquivos da SHIELD que você nunca conseguiria sozinho. — Steve sorriu e beijou minha bochecha.

— Somos uma equipe então.

— Ainda assim... Quero que tenha cuidado com a Wanda.

— Eu sei. Terei cuidado, prometo.

— É sério. Precisamos derrotar os Mestres do Terror antes de nos meter em uma emboscada com o Soldado Invernal.

— E nós iremos.

Notas finais
O que vocês acham sobre essa missão hein? E sobre a Zoey, eu estava pensando em algo legal pra personagem dela, tipo um poder bem legal e uma história... Enfim, sugestões são bem vindas.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.