As Cold as a Black Widow
16 Pacto
Notas iniciais
— Natasha! — Clint conseguiu me tirar de cima de cima da feiticeira.
— É melhor chamar uma ambulância. — Tony se ajoelhou ao lado de Wanda, que se contorcia na própria poça de sangue.
— Levem-na para a enfermaria. — Steve delegou.
Thor a pegou nos braços e rumou para a enfermaria. A culpa começou a invadir minhas entranhas. Meus olhos desviaram-se da cena para meus punhos. As juntas estavam brancas de tanto apertá-los. Havia alguns pontos roxos na minha mão, pelas pancadas.
— Minha nossa... — sussurrei.
— Está feliz agora?! — Steve gritou. Eu nunca o tinha visto tão bravo, as bochechas coradas e os olhos furiosos.
— Ela mereceu.
— Ninguém merece isso! Violência não é a solução!
— Deixe de ser hipócrita! Você é o Capitão América. Resolve seus problemas conversando ou matando os inimigos?
— Wanda não é o inimigo.
— Wanda faz parte dos Mestres do Terror agora. Conforme-se com isso. Aliás... O que ela faz aqui na Torre?
— Não sabemos. Ela só apareceu aqui. Até onde eu sei, íamos ser explodidos por nossas próprias bombas. — Sam disse.
— Não fomos por causa dela. — James acrescentou.
— Agora ela é a heroína? — uma risada seca escapou de minha garganta.
— Ela está passando por uma fase difícil. Como seus amigos, e parceiros, nós devíamos apoiá-la, não matá-la de pancadas.
— Bem, eu já me cansei desse papo. — decidi, saindo e deixando-os sem palavras atrás de mim.
— Vamos ter que resolver isso mais cedo ou mais tarde! — ouvi o grito de Steve antes de bater a porta atrás de mim.
Fiquei deitada em silêncio, analisando minhas atitudes, tentando encontrar um arrependimento, mas não consegui. Wanda mereceu aquilo. Alguns minutos depois, Clint abriu a porta e sentou-se ao meu lado.
— Podia ter pegado mais leve com a garota.
— Podia cuidar da sua vida.
— Qual é? Não precisa dessa atitude comigo, Nat.
— Está do lado deles? Acha que ela está do nosso lado?
— Com certeza não. Mas! — ele acrescentou quando abri a boca para comemorar. — Acho que ela merece uma segunda chance.
— Ela não está nem tentando!
— Ela nos salvou.
— Ela só fez isso para babacas como vocês acreditarem que ela é boa.
— Você precisa falar com Steve, ele está muito bravo com você.
— Não ligo. Se ele quer defender aquela...
— Nat! Você estava tão feliz com ele, não percebe que ele te faz bem?
— Desde quando você é esse tipo de amigo?
— Desde quando você decidiu agir como uma estúpida.
— Tá, que seja. Falarei com ele pela manhã.
— Boa noite, Nat. — Clint beijou minha testa e foi embora.
Não percebi o quanto estava cansada até apagar sem ao menos tomar um banho. Só acordei por volta das cinco da manhã, com a luz do sol entrando por um feixe na janela.
Subi as escadas até o telhado, enrolada em um roupão de veludo vermelho. Para minha surpresa, lá estava Steve, como da outra vez em que acabamos aos beijos e Tony apareceu. Pigarreei para avisá-lo da minha presença.
— Bom dia, Capitão.
— Romanoff.
— Estamos de volta às formalidades?
— Escute, Natasha, eu nunca quis que chegassemos a esse ponto. É só que... Eu realmente gostaria que você tivesse me contado sobre Bucky. Você sabe o quanto isso era importante pra mim.
— Eu sei. E me arrependo de não ter contado. Eu só... Achei que você não me perdoaria nunca.
— Natasha, você já devia saber que eu não te julgo pelo seu passado.
As lágrimas ardiam atrás dos meus olhos, mas eu me recusava a chorar agora.
— É só que... Você às vezes é tão “bom”. Você nunca fez nada errado. E eu sou... O contrário. E eu queria ser melhor.
— Você é. Natasha, você pode não acreditar em si mesma, mas você deixou seu passado na KGB para se tornar uma heroína. Você salva pessoas, Natasha. Você é incrível!
Não consegui segurar as lágrimas e me atirei em seus braços fortes e reconfortantes, enterrando o rosto na curva de seu pescoço.
— Obrigada, Steve. De verdade. E por favor, me perdoe por isso...
— Eu quero aproveitar essa opotunidade para te contar algo. Uma decisão que fiz.
— Que é?
— Vou encontrar Bucky e trazê-lo para nossa equipe.
— O quê?? Isso é insano! Não pode fazer isso.... Não pode fazer isso comigo!
— Você não entende? Ele é meu melhor amigo...
— ERA! Ele ERA seu melhor amigo. Aquele homem que você conheceu se foi, Steve!
— Você não tem certeza.
— Temos que focar nos mestres do terror agora! E quanto a Zoey? Quer que ela seja levada?
— Acredito que ela está segura aqui.
— Mas... Mas... — as palavras ficaram presas na minha garganta.
— Você pode vir comigo...
— Você não pode fazer isso sem mim, querido. Precisamos de acesso à arquivos da SHIELD que você nunca conseguiria sozinho. — Steve sorriu e beijou minha bochecha.
— Somos uma equipe então.
— Ainda assim... Quero que tenha cuidado com a Wanda.
— Eu sei. Terei cuidado, prometo.
— É sério. Precisamos derrotar os Mestres do Terror antes de nos meter em uma emboscada com o Soldado Invernal.
— E nós iremos.
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