Arrivederci Roma

4 Uma Nova Aventura


Notas iniciais
Mel esta de volta em suas aventuras com sua irmã, mas esta será uma aventura com grandes surpresas.

Os meses se passaram, e assim que entramos em julho e minha irmã começou a me cutucar, para organizarmos nossa próxima viagem.

— Mel, o que acha de conhecermos Portugal e Espanha.

— E eu queria voltar pra Itália. – disse eu olhando as opções na página da agência de turismo.

Ale não estava muito a fim de voltar já para Itália e queria explorar outros lugares. — Proponho fazermos Portugal e Espanha e deixamos Itália para próximo ano.

— Está bom, faremos assim. – disse eu sem questionar muito, sempre quis ir para Espanha.

Em alguns dias fomos a agência para fechar as passagens, seria em janeiro do ano seguinte, pois por ser inverno na Europa, os custos são bem menores, os lugares também ficam mais vazios, muito mais tranquilo para aproveitar, além disso, teríamos alguns meses para nos organizar, comprar os euros, roupas de frio, entre outras coisas.

Apesar de estar contente e animada para viajar novamente, não estava tão empolgada, mais me deixei contagiar com o entusiasmo da Ale, que já não via a hora das nossas férias chegar, aproveitei para fazer aulas de italiano e espanhol, apesar de não ir para Itália, queria aprender e ficar fluente.

Os meses passaram e conseguimos nos organizar em tudo, no dia da viagem, reparei que faríamos uma conexão em Roma e nossa espera seria de onze horas até a saída de nosso voo para Madri.

— Ale, você sabia que vamos ter de ficar esperando conexão de onze horas?

— Claro Mel, você não tinha visto no dia não?

— Não, só vi agora, meu Deus Ale! Onze horas sem fazer nada?

— Calma Mel, sempre achamos algo para fazer, só relaxa.

Embarcamos para nossa aventura e depois de dez horas de voo, estávamos em Roma eram duas e meia da tarde e nosso voo para Madri sairia apenas às duas horas da manhã.

— E agora Ale? O que vamos fazer? – estava agoniada com tantas horas perdidas.

— Mel, temos quase doze horas para aproveitar Roma!

Nesse momento minha ficha caiu e não perdemos tempo, passamos pela imigração que estava tranquila, e pegamos um taxi para dar uma volta e fizemos uma parada na Fontana di Trevi.

— Ale, me empresta uma moeda? – pedi a ela com urgência.

— Para que? – Ale ficou intrigada com meu pedido.

— Preciso fazer um novo pedido, o primeiro não funcionou bem! Voltei mais por poucas horas e quero voltar para ficar alguns dias!

— Você é doida mesmo, mas também vou jogar. – disse ela rindo muito.

Apesar do frio, na casa dos cinco graus, eu estava feliz, o dia estava maravilhoso e demos muitas risadas.

— Mel, vamos comer algo e tomar um vinho? Logo mais temos que voltar para o aeroporto.

— Ótima ideia mana, preciso me esquentar.

A noite caiu muito rápido, já eram seis horas quando entramos num bar café.

— Due bicchieri de vino e un pezzo di pizza napoletana, per favore ! (duas taças de vinho e um pedaço de pizza napolitana, por favor!) – pedi arriscando meu italiano.

Sentamo-nos em uma mesa longe da porta e desta tinha uma visão geral de todo ambiente, havia poucos clientes no café, o lugar era aconchegante, com janelas grandes, que de qualquer lugar era possível quem chegasse, pegamos uma mesa onde um dos assentos era um sofá, que lembra canto alemão, bem de frente para porta, nas paredes muitas fotografias e quadros de uma Itália de anos atrás, a iluminação baixa dava o charme final ao lugar.

Brindamos, por mais um sonho realizado, o sabor da pizza era sem igual até que de repente uma figura máscula e elegante, de sobretudo preto, caça jeans e botas, entrou sem olhar para os lados, passou por nós e foi direto para o balcão, fez o pedido e se dirigiu para uma mesa mais perto da janela e de frente para mim.

Imediatamente meus olhos ficaram paralisados naquela figura que tanto me chamou atenção.

— Ale, viu que espetáculo de homem? Primeiro italiano bonito que vejo, acabou de entrar!

— Nossa Mel, bota lindo nisso!

— Ai ai, cada hora amo mais esse país! – o vinho sempre me deixa alegre.

Ele era alto, cabelos pretos, um brinco preto e barba bem-feita, e apesar da distância, reparei que tinha covinhas, o que deixava aquele rapaz ainda mais bonito, estava sério e vi que o garçom levou um café e água, não conseguia parar de encará-lo, até que obvio ele percebeu e abriu um sorriso, graças a Deus que não fico vermelha ou enfartaria ali mesmo.

— Mel, você está encarando o rapaz, o vinho já fez efeito pelo jeito!? Está ficando doida? Vai dar na cara que somos brasileiras!

— Ale, só posso estar ficando doida mesmo, ou os Deuses romanos gostaram de nós! Mandaram ninguém menos que o Luca do Il Cielo até aqui – sussurrei e virei a taça de vinho de uma vez.

Claro que não consegui conter a Ale antes que ela se virasse para trás, num sobressalto e chamando atenção de todos no lugar, que por nossa sorte eram apenas um casal além de nós duas.

Definitivamente minha aventura estava apenas começando!