Arrivederci Roma

5 Vergonha Internacional


Notas iniciais
Um encontro que jamais Mel imaginou que aconteceria e Ale apronta novamente, mais quem saiu ganhando com certeza foi a Mel! Bora para mais um capitulo!!! Obrigada!

Claro que não consegui conter a Ale antes que ela se virasse para trás, chamando atenção de todos no lugar, e claro que a Ale não deixaria a coisa quieta, ela sempre tem que aprontar:

— O que?? Onde?

— Fale baixo Ale, não me mata de vergonha!

— Capaz que é ele? – disse ela com voz estridente, achando que estava falando baixo.

— Sim é, reconheceria aquelas covinhas em qualquer lugar! – disse eu em tom tão baixo que, que minha teve dificuldades em me ouvir.

Os minutos seguintes foram os mais vergonhosos da minha vida, Ale levanta da cadeira e pega o celular, eu olhando para porta calculando se consegui chegar até ela, antes que Ale chegasse até o rapaz, mais pensei demais.

— Ale, aonde você vai – pelo amor de Deus!

— Preciso de uma foto é obvio! – disse ela já quase do lado dele.

O Sr que estava no balcão, não segurou o riso ao me olhar afundando no sofá, tentando me esconder.

— Você está louca? Agora sim ele descobre que somos brasileiras! – disse eu inutilmente. Ale já estava parada em frente da mesa de Luca com o celular na mão.

— Desculpe, incomodá-lo, mas poderíamos fazer uma foto? Minha irmã é tímida e recatada demais para pedir isso.

— Claro! Então vocês são brasileiras? Não pude deixar de ouvir. – disse ele me olhando de longe e acenando.

— Sim! Somos do sul do Brasil. – Ale estava tão eufórica, que até da rua podia se ouvir.

— Mel, venha aqui por favor! Vamos fazer uma selfie.

Pelos Deuses, eu estava praticamente debaixo da mesa. — A Ale só pode estar brincando que vergonha, pensei. Levantei mais minhas pernas não obedeciam e me forcei a caminhar até eles, suando frio de tanta vergonha.

Peguei o celular e tentei disfarçar a tremedeira que me deu, obvio que não consegui, enquanto Ale abraçava Luca para foto. — Como ele é alto, pensei comigo.

— Mel agora é sua vez. – disse Ale me puxando para seu lugar.

— Eu, capaz! Não precisa!

— Para de ser boba menina, vai logo! – Ale, não ia desistir.

Luca, gentilmente pegou o celular e fez a selfie, por ser mais alto, como ele cheira bem, poderia ficar ali naquele momento para sempre, até que o click do celular me chamou novamente para terra.

Era insano que estava acontecendo, meu desejo era abraçá-lo, dar um beijo, mais só consegui me desculpar.

— Desculpas por minha irmã, ela é doida mesmo.

— Não se preocupe, está tudo bem! – disse ele num tom gentil e cortês.

— Estamos apenas fazendo conexão aqui Roma, logo embarcamos para Espanha, onde vamos passar férias. Estava tão nervosa que comecei a cuspir as palavras pra ele.

— Que interessante! Aproveitem suas férias!

— Muito Obrigada! Você é muito gentil e sou fã do trabalho de vocês, seria incrível assistir um show de vocês!

— Obrigado!

— Onde estão os outros meninos? – Perguntou Ale.

— Estamos produzindo um clipe aqui perto e aproveitei o intervalo para descansar um pouco, eles não quiseram me acompanhar.

— Aproveite seu descanso. – Respondi sem graça.

Virei as costas e sai arrastando minha irmã para nossa mesa.

— Você é doida Ale e quer queimar meu filme internacionalmente!

— Ai! Para de ser chata, parece velha! E o que foi isso? “Aproveite seu descanso”

— Por que não o convidamos para sentar-se com a gente?

— Tá maluca, Ale? Viu que ele quer descansar, nos expulsou com classe, um lorde. – Ale, começou a rir e não contive meu riso também.

— Sério mana, só você mesmo desperdiçar uma oportunidade como essa! Bem capaz que ele se incomodou em tirar um fotinha, mixuruca com a gente. – disse Ale, ainda rindo muito.

— Acabe logo seu vinho e vamos embora. – eu já estava com calor, tentando segurar ao máximo minha risada.

Esperei Ale finalizar o vinho dela e enquanto isso terminei a pizza, ficamos ali mais um pouco, mais estava difícil não olhar para Luca, tomando seu café como príncipe, focado no celular, mas com mesmo semblante sério e ao mesmo tempo cansado.

— Ale, são oito e vinte, precisamos ir, não sabemos como está a fila da imigração.

— Sim, vai pagar a conta enquanto vou ao banheiro.

Levantei-me e fui ao até o caixa, paguei e não resisti dar uma última olhada para aquele rapaz que eu jamais imaginei um dia veria de perto, acenei com a mão o mais discreto possível e acho que de tanto que olhe, ele deve ter ficado com pena e não acreditei quando ele fez sinal para ir até ele.

Hesitei no primeiro momento, mas fui.

Quase gaguejando – Adeus, foi um prazer em conhecê-lo Luca!

— O prazer foi todo meu conhecer uma fã de tão longe, não tive chance de perguntar seu nome?

Viajei, não sabia se prestava atenção no que ele estava falando, na boca, ou na porta do banheiro para ver se doida da minha irmã estava saindo.

— Melissa, mas pode me chamar de Mel.

Ele pegou minha mão e me cumprimentou.

— Prazer Mel e façam boa viagem! E quem sabe um dia não nos encontramos no Brasil!

— Seria um sonho, ver todos vocês! Até mais! – disse eu já me afastando.

Sai pela porta e esperei minha irmã do lado de fora, que saiu logo em seguida, mais não antes de ir até Luca para dizer tchau, fomos para o aeroporto, empolgadíssimas, minha viagem até ali já tinha valido a pena.

— Ale, nunca mais lavo a mão [risos]! O Luca pegou na minha mão! — eu nunca havia encontrado um artista em toda minha e o primeiro ser um dos caros que mais gosto, estava na minha lista de sonhos impossíveis.

— Uma hora você terá que tomar banho [risos]! – disse Ale, olhando as selfies no celular.

— Mel, quais as probabilidades de isso acontecer? Ainda mais com a gente!

— Uma em um milhão e meio, Ale! – até chegarmos no aeroporto fomos repassando a cena toda e demos muitas risadas.

Chegamos no aeroporto, passamos novamente pela imigração e fomos para área vip descansar e processar esse encontro que nem em mil vidas achei que aconteceria.

— Mel, já está dormindo?

— Não Ale, por quê?

— Você não vai postar sua foto com Luca?

— Nossa, nem pensei nisso! Você vai?

— Claro, já postei.

— Meu Deus Ale, você não perde tempo! Farei isso depois, hoje quero apenas sonhar com esta noite, boa noite.

Há duas da manhã, embarcamos e fomos aproveitar nossas férias que iniciou com chave de ouro, foram dias maravilhosos, o clima na Espanha e Portugal estava igual aos dias frios da nossa região, quase não pegamos dias nublados o que nos deixou fazer muitas fotos incríveis de todos os lugares que passamos e saindo da Espanha formos para Portugal, e como foi bom falar português de novo.

É incrível ver a história em sua frente, diferente do que vemos nos livros quando estudamos, é impactante você chegar diante de uma igreja, ornamentada de ouro do teto ao chão e não se entristecer imaginando que tudo aquilo ali, saiu do nosso querido Brasil e demais colônias, saboreamos para cada dia uma forma diferente de comer o bacalhau, e o único e verdadeiro Pastel de Belém, na qual fiquei ainda mais apaixonada, mais nada iria superar nossas poucas horas em Roma.