Notas iniciais
Karaleo, que demora do cão! Acabei não postando em Julho de 2014 porque viajei para Gramado e fiquei só vendo os meninos bonitos de lá eue hihihihihihihi Sim! Olhem... Esse capítulo saiu coisado. Tá tudo coisado. O lemon tá coisado. Minha foto tá coisada. A descrição tá bugada. É que eu to muito ansiosa pelo fim da fanfic, mas não ansiosa do tipo "OOOh, meu Deeus, finalmente vou parar de fazer esse lixo!", mas é que eu amo o final dela *-* -p *pula pula pula* Ok, gente! Mãos a obra! Boa leitura o/

O sol desaparece

A dor de cabeça era insuportável. Podia sentir que se mexesse um pouco o corpo, ou mesmo o pescoço vomitaria. Piscou os olhos algumas vezes esperando a visão focar, mas isso não aconteceu. Algumas bolinhas apareciam na frente das coisas como se tivesse apertado os olhos com os dedos usando muita força. Os raios de sol não pareciam tentar atravessar a cortina. Embora ainda estivesse se sentindo mal, Kaito precisava levantar da cama antes que alguém viesse tirá-lo dali. Usou os cotovelos para levantar e agarrou a garganta como se fosse se enforcar.

– M-mas... que... diabos?

Ainda não havia provado uma bebida alcoólica sequer. O proibiam disso. No entanto, parecia estar com uma ressaca muito forte. Daquelas que deixam uma pessoa tão indisposta que mal pode se mover. Então por que estava sentindo isso?

– Ah! – puxou o ar. – Será se eu estou grávido?

Tentou levantar da cama apressadamente, mas bateu o rosto no chão. Olhou para cima e se sentiu em um brinquedo de um parque de diversões que roda muito. Muito mesmo. Seu estômago foi até sua boca e voltou, e ele precisou ir até o banheiro enfrentando a tontura. Porém, ao chegar ao vaso sanitário, nada saiu. Suas pálpebras estavam tão pesadas que precisou descansar no chão por um momento. Respirou fundo e se arrastou até o chuveiro, ligou a água fria e molhou-se com roupas mesmo.

O banho forçado melhorou um pouco sua condição, mas ele ainda sentia dor de cabeça e via bolinhas, além de seu batimento cardíaco estar muito acelerado. Kaito saiu do banheiro segurando o cesto de lixo, para o caso de não conseguir voltar para lá em uma emergência. Parou por um momento e estreitou os olhos.

– É mesmo... Que horas são?

Andou tropeçando em acidentes no tapete e pegou o celular na cômoda. O aparelho apontou 21h30.

– Como assim? – gritou consigo mesmo. – Eu só dormi alguns minutos? Parece que foi uma eternidade!

Então... Ele olhou a data. Eram 21h30, mas do outro dia. Ele havia dormido exatas 24h. Caiu para trás com os olhos arregalados. Esse definitivamente havia sido o incidente mais estranho da sua vida.

Kaito percebeu que ainda estava nu e sentado no chão frio.

– Resfriado + Ressaca = Isso não vai dar certo.

Espreitou pela cortina e viu que estava mesmo escuro e quieto na cidade. Pegou sua roupa de vocaloid que ficava em um cabide próximo a porta, para ser mais rápido, em caso de visitas de empresários. Enquanto se vestia, ele viu o retrato. Aquela foto de Gakupo que havia “pego emprestado” de Miku ainda estava ali. Correu até a cômoda e puxou a gaveta, lá estava o pequeno livro verde da garota. Fez bem em recordar-se de devolvê-lo a ela naquele momento, isso o fazia pensar mais na conversa que tiveram na noite anterior.

Flashback — 21h do dia anterior

Logo após ter deixado Gakupo para trás em um gesto confuso, Kaito levou Miku para uma varanda da empresa que parecia a de um domicílio. Alguns vasos de flores enfeitavam as bordas de vidro, havia um banco branco de madeira no meio e uma mesa com um botão em cima para o caso de um vocaloid querer pedir algo. Miku sentia o rosto quente por Kaito tê-la guiado pela mão, mas resolveu não falar nada. Afinal, o que diria a seguir explicaria tudo.

Ela decidiu confessar seus sentimentos para ele antes que não tivesse mais coragem. Estava determinada, embora não tivesse certeza de uma reciprocidade por parte de Kaito.

Sentaram no banco de madeira, não muito distantes um do outro.

– Eu trouxe você aqui porque nossas conversas duram bastante tempo, então eu pensei que seria mais confortável um lugar aberto pra... Ah! – ele entrou em pânico. – Não que eu esteja dizendo que é chato conversar com você! Duram bastante tempo porque realmente duram, entende? Mas não entenda errado, é normal pra mim conversar com você. Não, espera! Normal de um jeito super legal, entende?

Miku pôs a mão nos lábios para rir. Ela bateu levemente no ombro de Kaito para que se acalmasse.

– Eu já entendi, Kaito-kun. Você só não queria conversar em um local abafado.

Ele coçou a nuca e depois os braços. Olhou para Miku e sorriu.

– Então... Sobre o que você queria falar comigo?

Ela estava com uma expressão normal no início, mas começou a ficar nervosa e muito vermelha. Kaito esperou ela começar pacientemente. Talvez nem tanto.

– Kaito-kun, você sabe que... Eu conheço você há muito tempo, ne?

– Sim.

– E que somos muito amigos.

– Sim.

– Etto... – ela piscou os olhos com força. – E que eu sempre admirei você por muitas coisas, ne?

Kaito arqueou a sobrancelha.

– Sim.

– Bom, eu vim aqui para dizer que... – tossiu levemente. – Mesmo sendo tudo isso muito bom... Não é suficiente.

– Ha? – ele virou quase que completamente para ela. – O que quer dizer?

Ela se assustou e levantou. Afastou-se do banco, ficando de costas para Kaito.

– Quero dizer que... Amigos não é mais suficiente para preencher meu coração. Eu... Preciso dizer que... Quero ser mais que sua amiga.

Miku virou-se, e ele viu que havia algumas gotas no canto de seus olhos. Ela esperou pela resposta. Kaito estava com a expressão séria, o que a fazia quase despencar no chão. De repente, ele abriu um largo sorriso e foi até ela.

– Tudo bem. Se você quer assim.

Os olhos dela brilharam e as lágrimas resolveram sair.

– S-sério, Kaito-kun?

– Claro. Se você quiser, podemos ser super amigos.

As lágrimas quase voltaram para onde tinham saído. Ela suspirou e arqueou uma sobrancelha.

– É sério isso? Você não entendeu?

– Claro que entendi. – ele piscava com um olhar inocente. – Mas se você quiser podemos ser super hiper amigos.

Ela deu passos para trás.

– Não.

– Então... Super hiper ultra amigos?

– Não. Pare com isso! Você não está entendendo. – ela começou a chorar.

Kaito percebeu que fazia algo errado, mas não sabia o quê. Cruzou os braços.

– Se eu não entendi é porque você não está explicando direito.

– T-tá! – ela repousou as mãos sobre o peito. – Kaito-kun, eu... E-eu... Te-

Subitamente, uma forte dor de cabeça. Miku sentiu uma tontura quase insuportável, e pensou que fosse vomitar. Cambaleou até o banco para se apoiar, e pôs a mão na testa. Kaito correu para ajudar.

– E-ei. Tudo bem? – ele tentou olhar seu rosto. – Se sentiu tonta?

Ela não respondeu. Simplesmente, desmaiou. Ou dormiu. Kaito a apoiou nas costas para levá-la embora.

– O que foi isso? Pressão do momento?... Depois pergunto o que ela queria falar, então.

Ele levou Miku para o quarto e a deitou na cama. A enfermaria não estaria aberta àquela hora da noite. Cobriu-a com um lençol e viu que realmente estava apenas dormindo. Saiu do quarto e dirigiu-se rapidamente até o seu. Não queria que ninguém entendesse errado.

Quando chegou perto da maçaneta de sua porta, sentiu que seu cérebro começou a pesar 1 tonelada. Entrou rapidamente e começou a cambalear até o banheiro, mas então viu que não conseguiria chegar a tempo e dirigiu-se para a cama, por estar mais perto. Sentiu um sono tão grande que a sensação era de que não dormia há semanas. Ao chegar perto da cama, desabou antes de sentir a consciência se esvair.

.....

– Ah... – ele coçou a cabeça. – Eu senti os mesmos sintomas que ela.

Olhou para o chão, pensou até quase sair fumaça pelas orelhas e levantou abruptamente.

– Então é isso! Miku só pode estar grávida também. – ele sorriu, mas depois sua expressão mudou para desespero. – Ai, mano! E agora? Será se ela ia falar isso para mim? Mas se ela ia falar isso, o que “quero ser mais do que sua amiga” tem a ver? Às vezes Miku é tão lerda. – riu triunfantemente.

Ele colocou o cachecol. Logo percebeu uma coisa.

– Ah! Se eu estou grávido tenho que falar isso pro Gakupo. – roeu as unhas. – E se ele não ficar feliz? E quem será o pai do filho da Miku? Ah! Eu mato esse desgraçado que ousou tirar a inocência da minha melhor amiga! – cerrou os punhos.

Kaito saiu do quarto com o pequeno livro verde na mão. Iria procurar primeiro Gakupo e perguntar por que ele não havia ido acordá-lo. Afinal, era essa sua função de namorado... Balançou a cabeça... Sua função de amante... Ficou vermelho... Não, sua função de marido... Começou a gritar levemente e andar com o rosto escondido nas mãos. Do que era melhor chamá-lo afinal? Quando tirou as mãos da frente de sua vista, bateu a testa na parede.

Murmurou algo enquanto massageava o lugar do impacto e continuou andando.

Então, tropeçou em uma garrafa no chão.

– Argh! Devo estar com muita sorte hoje. – levantou-se e pegou o livro que havia caído no chão. – Afinal, o que faz essa coisa aqui? – chutou a garrafa. – Os tios da limpeza deveriam ter colocado... isso... no... lixo?

Olhou ao redor e viu que não havia ninguém por perto. Sentiu-se em um filme de terror e se empolgou. Decidiu procurar pelas pessoas daquela empresa. Foi até o elevador e apertou o botão do andar que levava para a sala do Diretor. Desceu solitariamente pelos andares silenciosos, silêncio esse que foi quebrado ao chegar ao andar desejado. Ouviu uma grande discussão, como se estivesse ocorrendo uma assembleia naquele momento e não o tivessem convidado. Correu até a sala no fundo do corredor à direita e pousou o ouvido na porta. As falas eram simultâneas, por isso não dava para entender quase nada.

– Térreo... Maravilha!... Lixo... Do nada... Hatsune Miku-sama... Outros... Faça alguma coisa!... Kaito-

Kaito abriu a porta com força

– O quê que tem eu aí?

Ele viu todos os empregados da empresa e alguns homens de terno cercando o Diretor – que estava em pé com a mão no queixo -, virarem para olhá-lo. Sentiu-se intimidado.

– Você! – uma mulher gordinha de cabelos grisalhos, rosto severo e segurando um saco de lixo apontou para ele.

– Eu? – ele sorriu forçadamente.

– Kaito Shion, cadê os outros vocaloids? – gritou um homem de terno.

– Ha?

– Você matou todos eles, não foi? Sabia que você era um psicopata! – um empregado acusou-o.

– Shion-kun. – o Diretor abriu passagem entre as pessoas. – Não responda e nem os ouça, por favor. – ele parecia preocupado. – Cadê seus companheiros?

– Eu não sei. Acordei agora. – Kaito tentava permanecer firme.

– Não vimos nenhum dos vocaloids desde hoje de manhã. Estou aliviado em vê-lo.

Ele não respondeu. Então houve um surto de gravidez que fez todo mundo dormir por 24h? Ele virou para sair, mas todos começaram a gritar novamente.

– Aonde você vai, Shion PsicoKaito? – um empregado jogou uma lata de refrigerante pela metade em sua cabeça.

Kaito permaneceu parado. Um pequeno desejo pedia para que ele... Virou-se na direção do empregado com os olhos opacos, porém o Diretor o segurou.

– Está despedido! – olhou para o homem da lata. Depois se voltou para Kaito. – Se você estava dormindo, então seus amigos também estão?

O outro piscou até voltar ao normal. Olhou para o Diretor com uma expressão de quem acabou de perceber algo importante.

– Pode ser isso! Não vi ninguém também. Vamos acordá-los. – ele então correu, e os outros o seguiram.

.....

Era isso. Todos estavam dormindo. Alguns só conseguiram acordar com baldes de água fria, e apresentaram os mesmos efeitos colaterais que Kaito e Miku. Após estarem mais despertos, o Diretor reuniu todos em sua grande sala e, com uma ideia em mente, pediu que fizessem uma rápida análise laboratorial das bebidas que os vocaloids tomaram no dia anterior. Enquanto esperavam o resultado, ele conversou com alguns.

– Cara, minha cabeça ta latejando. – Mikuo pressionava vários pontos de sua cabeça.

– Onii-san, o que houve? – Rin olhava para o irmão.

Len não respondeu. O chão parecia muito interessante para ele no momento. Gumi também estava ao lado dele, passando um lenço nas lágrimas que caíam de seus olhos azuis. A alguns metros dali estava ocorrendo a costumeira briga de Kaito e Luka pela atenção de Gakupo. Miku fitava Kaito com um olhar envergonhado por tê-lo feito se preocupar, segurava o livro verde firmemente no colo. VY2 estava logo ao seu lado com os grandes fones no ouvido, e a cabeça encostada na parede de vidro. IA andava pela sala e ajeitava a saia a cada 5 segundos. Prima coloria alguns desenhos bem feitos no chão. Lily penteava os cabelos olhando para a cidade e SeeU puxava conversa. Meiko parecia se esforçar muito, como quem tenta lembrar o próprio nome. Os outros estavam falando com o Diretor.

Um rapaz de jaleco branco entrou na sala com um papel na mão e todos o seguiram com os olhos. Ele parou perto do Diretor e entregou o papel explicando algumas coisas. O olhar do rapaz era calmo, mas o do Diretor era pasmo e irritado ao mesmo tempo. Os vocaloids se inquietaram. Ele saiu apressadamente, deixando um silêncio na sala.

– Pois bem... Todos aqui sabem que dormiram por 1 dia, ne? Shion-kun deve ter avisado vocês.

Eles assentiram.

– Como isso, obviamente, é algo anormal eu pedi que fizessem uma análise do que tinha na comida de vocês ontem. E aqui está o resultado. – ele jogou o papel sobre a mesa. – Alguém colocou Boa noite Cinderela na comida de vocês.

– Hã? – Meiko se levantou primeiro. Ela sabia o quanto aquilo era perigoso. – Por quê? Estavam querendo nos matar?

– Vocês não são humanos. Dopá-los assim pode dar defeito no sistema. – ele mordia o dedo e olhava para baixo. Parecia falar consigo mesmo.

– Dopar pra quê? – Prima ajeitava os papéis. – Queriam nos roubar?

– Se quisessem nos roubar, era só dar um sonífero leve e levaria só alguns minutos para isso. – disse Luka.

– Mas Meiko-san acabou de dizer que se usaram isso era porque queriam nos matar. – VY2 bocejou.

– Matar pra quê? Além de sermos caros, só faria sentido alguém tentar matar o Kaito. – Luka continuou o debate.

– O quê?? – Miku arqueou a sobrancelha.

– Ano... – Kaito levantou a mão. – O que é esse Boa Noite Cinderela?

Foi ignorado pelos outros, porém Gakupo cutucou seu ombro.

– É uma droga que provoca sono profundo, BaKaito. – sussurrou. – Usada geralmente para sequestros e abusos sexuais.

– Aaaah. – lamentou. – Então eu não estava mesmo grávido.

– É o quê? – Gakupo olhou-o indignado.

– Qualquer que seja esse motivo, me deixou com muita raiva. – o Diretor bufou. – Já decidi! Vou demitir todos os funcionários!

– Espera aí. – IA levantou-se. – Não pode fazer isso, senhor.

– Quer dar uma de Willy Wonka? – VY2 já estava quase dormindo. Miku o estava segurando para que permanecesse sentado.

– Nossa, que antigo. – Gumi deu uma risadinha.

– Tens razão. Então o que eu faço? – sua expressão tornou-se triste.

– Supervisione as próximas vezes em que estiverem cozinhando para nós. – Meiko sugeriu.

– O quê? Mas isso leva quase a tarde toda e a manhã também. – reclamou.

– Problema seu. – Lily pôs as mãos no quadril. – Quem mandou deixar drogarem a gente?

– Ah. Ok. – ele suspirou e olhou para todos novamente. – Terminamos por hoje. Podem ir.

.....

23h32 da noite

Quando estavam todos saindo da sala, Kaito puxou Gakupo e o arrastou até um corredor sem ninguém. O vocaloid mais velho se assustou e parou Kaito, segurando seu ombro. Quando ia perguntar o que eles iam fazer ali, sentiu seu corpo ser pressionado na parede com força. Ele então riu ao sentir o rapaz lambendo seu pescoço lentamente.

– Cuidado, você pode engravidar.

Kaito se afastou muito vermelho. Gakupo foi até ele com um sorriso malicioso e tocou seu rosto, acariciando-o com o polegar.

– Não me provoque. Não aqui.

– Achei que ia dar alguma desculpa para não fazermos nada. – Kaito sorriu malvadamente.

– Tsc. Por que para algumas coisas você é tão burro e para outras tem a língua solta? – deu um meio sorriso.

O outro franziu a testa. Então foi puxado para um beijo apaixonado, e a batalha para dominá-lo começou. À medida que iam trocando carícias vulgares, Gakupo o guiava para uma sala de música vazia do outro lado do corredor. Kaito se pendurou em seu pescoço e pôs-se a beijá-lo com vontade na região do pescoço aos ombros e a arrancar sua camisa de tecido leve.

– Woah! Vai com calma. Ainda estamos no meio do caminho.

Kaito não parou. E nem ouviu também. Dessa vez, usou uma força enorme para desatar o próprio casaco e acabou quebrando o zíper. Gakupo tirou seu cachecol, abriu a sala com o pé e jogou-o no chão. O casaco foi largado em cima de uma mesa da sala. Os cabelos roxos cresceram ainda mais durante o dia em que não se viram, agora batiam um pouco acima do meio da coluna. Kaito aproveitou para puxá-los agressivamente, como adorava fazer. O mais alto riu como se gostasse, mordeu o lóbulo da orelha do rapaz, e fez um caminho com a língua até sua clavícula. O primeiro gemido, curto e quase inaudível, foi de Kaito. Gakupo puxou a camisa para cima. Parece que o vocaloid azul esperava por isso, já que cravou as unhas nas costas de Gakupo, fazendo um caminho até voltar para o abdômen. Em seguida, foi pressionado na parede e aproveitou para enlaçar uma perna no quadril do mais velho.

Outro beijo começou. Um mais luxurioso que o primeiro. Kaito puxou o parceiro para um grande sofá que havia no fim da sala. Esbarraram em móveis, o que resultou em enfeites de vidro quebrados no chão. Gakupo fez uma careta de desaprovação para a bagunça, mas não tinha tempo para se preocupar com aquilo. Kaito desatou o cinto e puxou com dois dedos as laterais da calça de Gakupo, como um convite para tirá-la. Recebeu um olhar malicioso em resposta, e sem perder mais tempo abaixou-as. Gakupo terminou de tirá-la com as próprias pernas enquanto deitava o corpo do outro no sofá. Kaito mordeu seu queixo de leve e pediu passagem com a língua nos lábios dele.

Enquanto ele concentrava-se no beijo, Gakupo pregou-lhe uma peça. Ele usou o dedo indicador para massagear seu volume. Com força e lentamente. Kaito arregalou os olhos e soltou um gemido alto. Porém isso não o parou, e ele passou a insinuar que iria abrir o zíper, mas não o fazia.

– Aaaaah~ – Kaito pegou o braço de Gakupo e tentou fazê-lo usar a mão inteira para isso, mas não conseguiu. – M-mais...

Em vez disso, ele usou a mão para apertar suas coxas. E a outra passeou por baixo da camisa de Kaito, indo em direção aos mamilos. Ele estremeceu e tirou a calça sem precisar abrir o zíper. Gakupo ajudou-o com a camisa, até que ficaram somente com as peças íntimas. O volume de Kaito era tão grande que o outro não podia encostar-se a ele sem que o sentisse. Os dois iniciaram outro ósculo, e Gakupo continuava a provocar Kaito com os toques cada vez mais vulgares.

Com muito esforço, Kaito se levantou e andou até a mesa. Iria ter sua vingança. Gakupo grunhiu e já ia pedir para que voltasse, porém paralisou. Kaito virou de costas e sorriu maliciosamente por cima do ombro. Fez o contorno de sua própria bunda com ambas as mãos e tirou lentamente a boxer cinza. Gakupo se levantou com um olhar faminto. Será se o Diretor o perdoaria se devorasse aquele garoto? Kaito então jogou a última peça de roupa para o lado, mas não se virou. Ele apoiou os braços na mesa e empinou o quadril, como um chamado. Em poucos segundos, Gakupo já estava com o rosto enterrado na curva de seu pescoço, inalando seu cheiro e mordendo sua pele. Ele teve que prepará-lo, já que Kaito havia se desacostumado com seu tamanho.

No início, ele gritou de dor. Gakupo sussurrou algo em seu ouvido e Kaito mordeu os lábios, sentindo as lágrimas descerem. Ele moveu os dedos em um vai-e-vem lento, e dando-lhes a forma de tesoura algumas vezes. Poucos minutos depois, Kaito já estava substituindo os gemidos de dor por sons manhosos. Ele retirou os dedos e distraiu o outro com beijos para conseguir penetrá-lo. Kaito afastou um pouco mais as pernas e tapou a boca. Gakupo introduziu seu membro devagar, mas não ouviu nenhuma reclamação. Kaito abaixou a cabeça e agarrou-se à mesa, gemendo longamente. Ele esqueceu que o outro se acostumava rápido, então penetrou de vez.

– Aaah! – urrou e virou o rosto para Gakupo. – Qual é, seu pato! Espera eu me acostumar!

– Mas que diabos! Eu não entendo seus gemidos. Os de prazer são os de dor e os de dor são de prazer?

– Ge... G-gemidos? Eu não to gemendo! – ele virou o corpo e revelou suas bochechas e olhos vermelhos.

Gakupo riu e revirou os olhos.

– Ah, e o que está fazendo então? Cantando?

– Acho que prefiro assim. – fez um bico.

Gakupo ficou impaciente, pegando as pernas de Kaito e deixando dos dois lados de seu corpo. Ele sentou-o na mesa e agarrou suas nádegas firmemente, iniciando os movimentos. Kaito arqueou a coluna e abraçou o pescoço de seu companheiro. Os sons de seus gemidos já começavam a se misturar. Gakupo movia-se cada vez mais rápido. Em algum momento, ele atingiu um ponto que fez Kaito pular de excitação.

– Ngh... D-de novo. – ele lambeu a bochecha de Gakupo. – Faz isso de novo.

Ele tentou atender seu pedido e conseguiu mais algumas vezes, levando o garoto à loucura. Logo os corpos se chocavam freneticamente. Kaito segurava fortemente a franja para cima, como se quisesse arrancá-la e sua expressão era de pura luxúria. As bochechas rubras, os olhos fechados com lágrimas caindo livremente e o rastro de saliva que escorria pelo canto do lábio. Quanto a um motivo para as lágrimas, ele ainda não havia encontrado nenhum.

– K-Kaito – arfou.

Gakupo estava com os dentes cerrados, e o suor escorria por todo seu corpo. Ele já sentia o ápice próximo.

– G-Gaku... Aaah~ — Kaito cravou as unhas com tanta força na costa do outro que sentiu um líquido entre elas. – Eu vou...

Ao dizer aquilo, Kaito ouviu, entre as palavras desconexas de seu parceiro, um sussurro.

– “Lu...”

Mas não teve tempo de pensar no que ele queria dizer, pois logo em seguida sentiu uma onda de prazer percorrer seu corpo e fazê-lo gritar. O mesmo aconteceu com Gakupo. Ele não soltou Kaito, por mais cansado que estivesse. Porque se o soltasse, ele cairia. Kaito abraçou-se novamente ao pescoço do mais velho e sorriu timidamente.

– Eu senti... s-saudades de você.

– Saudades? Vimos-nos ontem à noite. – arregalou levemente os olhos.

Os olhos azuis marinho brilhavam com a luz fraca do corredor que entrava pelas frestas da cortina.

– Não... Outro tipo de saudade. – Kaito virou-se com as bochechas rubras.

Gakupo também desviou o olhar.

–... Ne. – Kaito se aproximou novamente.

– Heh. Eu já sei o que você quer. – cruzou os braços.

O outro não respondeu. Apenas sentou-se na mesa e abriu lentamente as pernas.

– Aqui não, Baka! – deu-lhe um soco na cabeça. – Esse não é um lugar para dormirmos quando cansarmos.

Kaito ainda estava com o olhar nublado de desejo. Gakupo sorriu de lado e estendeu a mão.

– Venha. Vamos para meu quarto.

.....

No outro dia, 9h da manhã

– Pssst.

Kaito sentia sua bochecha ser cutucada, mas se recusava a abrir os olhos.

– BaaaKaaaitooo~ — ouviu a voz de Gakupo cantarolando em seu ouvido.

– Hnn. – ele tapou os ouvidos com o travesseiro.

– Ora, vamos. Levanta daí. O menino vem aqui hoje. – Gakupo o sacudia.

Há. Agora mesmo é que ninguém o tirava dali. Não estava com a menor vontade de ver um shota roubar seu...

– Acordei! – Kaito pulou da cama e saiu andando até o banheiro.

– Nossa, o que te fez levantar do seu sono de beleza, mister Shion? – Gakupo já estava pronto, mas o cabelo não estava preso ainda.

– Meu orgulho! – e bateu a porta.

– E você tem um? – riu baixinho.

Kaito demorou alguns minutos no banho, e saiu com a mesma expressão determinada com que entrou. Assim que terminou de se armar para a guerra, virou e viu Gakupo no espelho, com um prendedor na boca e arrumando o cabelo para trás. Ficou tentado a ajudá-lo, mas e se alguém entrasse do nada no quarto dele? Os olhos azuis como Turmalina miraram Kaito pelo espelho.

– Vai ficar parado aí ou vem me ajudar? – ele virou-se, oferecendo a escova.

Kaito olhou para os lados como quem está fugindo da polícia e pegou a escova lentamente. Forçou Gakupo a sentar, porque não alcançava o topo da cabeça dele, o que o fez rir. Ele passou o objeto devagar pelos fios roxos, enquanto Gakupo alinhava a roupa. Olhou de novo para Kaito pelo espelho e viu seus olhos brilhando.

– Ain~ Kaito-chan, assim está rápido demais! – Gakupo afeminou a voz e riu divertidamente.

– Eu vou te bater! – Kaito acertou a cabeça dele com a escova.

– Eu é que vou! Pára de viadagem e ajeita logo essa bagaça! – Gakupo sacudiu o pescoço de Kaito com as duas mãos.

O vocaloid azul bagunçou o cabelo do outro, fazendo-o ficar vermelho de raiva. Eles começaram a bater um no outro até que estavam rolando no chão, rasgando as roupas, num revezamento entre beijos, mordidas e socos. No meio disso, alguém entrou no quarto. Eles pararam imediatamente e ficaram olhando assombrados para Luka. Gakupo estava por cima, Kaito com o casaco aberto e a camisa até a metade do tórax. O olhar dela passou de surpresa até ódio e fixou no mais novo.

– Aprontem-se logo e saiam! Estão todos esperando vocês! – ela disse com a voz dura e bateu a porta.

Gakupo ajeitou-se tão rapidamente que Kaito nem teve tempo de dizer nada. Ele saiu e deixou-o sentado no chão, olhando para a porta aberta.

.....

Quando Kaito chegou ao saguão da empresa, estavam todos amontoados. O menino havia acabado de chegar e todos queriam falar com ele, seja por educação ou por curiosidade mesmo. Ele tentava se aproximar, queria saber onde Gakupo estava naquele meio, mas sempre acabava empurrado para trás da multidão, então resolveu esperar num sofá que estava lá.

Alguns segundos depois, viu uma fenda entre as pessoas e correu para lá. Ele meio que nadou entre os outros e chegou perto do garoto. Trajava uma camisa do anime One Piece, uma bermuda jeans cinza, um chapéu simples e tênis engraçados. Seus olhos eram castanhos e os cabelos escuros e sedosos, o típico japonês. Ele não parecia uma ameaça como Kaito pensou.

– Miku-san, sua voz é tão fofa falando! – o garoto gritava com aquela voz rebelde. Miku se encolheu e sorriu fofamente.

– Nikito-kun. – Luka se abaixou e pegou no chapéu dele. – Não quer vir e conhecer a empresa? Podemos mostrar onde gravamos as músicas.

– Aaaah! Sugoooi~ — ele deu pulinhos. – Eu vou, sim, Luka-san! Puxa, como você é bonita pessoalmente.

E depois de deixar um bando de gente acanhado, Nikito virou-se e assustou-se com Kaito. Parecia não ter notado sua presença até agora. Ele ficou olhando para o vocaloid com uma expressão aterrorizada, mas não disse nada.

– Ei. – Gakupo surgiu no meio do mar. – Você é o-

O garoto virou imediatamente para onde vinha a voz, gritou e abraçou-o.

– Aaaah~ Que felicidade! Gackpoid-san está incrível hoje! Que roupa maneira!

– Er... É a minha roupa de mercado. – Gakupo sorriu simpaticamente.

– Seus olhos são tão brilhantes! E que pele branquinha! Casa comigo? – ele se agarrou às pernas de Gakupo.

Todos gargalharam da expressão surpresa de Gakupo e começaram a andar em direção aos corredores. Luka chegou sorrateiramente por trás de Kaito e disse perto de seu ouvido:

– Ora, ora. Parece que você foi deixado para trás, não é? De novo.

Ele não respondeu. Nikito olhou para ele com uma expressão confusa no rosto.

.....

Estavam todos no refeitório esperando a hora do almoço. Kaito esperava pacientemente na mesa do fundo a fila ficar menor. Sua cabeça estava deitada na mão, e ele fitava as imperfeições da madeira. Até que chegou a cambada.

– Ka-i-to-~ — IA pulou no pescoço dele e beijou seu rosto.

– Yo. – ele forçou um sorriso.

– Nossa, que desânimo, sorvete. – Meiko chegou e entregou sorvete de chocolate com calda de morango por cima a ele. – Quem foi que pegou a cereja do seu bolo?

– Que diacho foi isso? – IA riu e se sentou ao lado dele.

– Kaito-kun, tudo bem? – Miku também sentou ao lado dele. Ela trouxe yakisoba para comer.

Ele tomou um pouco do sorvete e logo ficou alegre novamente. VY2 também veio, mas ficou o mais longe possível de Kaito. Len e Rin puxaram cadeiras à parte para conseguirem ficar na mesa, mas o menino não parecia nem querer tocar na comida.

– Ah, é! – Kaito gritou e virou-se para Miku. – O que você queria falar comigo mesmo?

Ela olhou para ele com uma expressão confusa, mas logo seu rosto ficou muito vermelho.

– A-a-a... Er... – ela engasgou, e Meiko bateu nas suas costas repetidamente.

– Dá-lhe, garota!

Quando terminou de tossir, ela evitou contato visual com todos.

– Er... É que, eu queria saber se meu livrinho de memórias estava com você.

– Ah, aquele verde? – IA soltou um gritinho de felicidade.

– É, sim. – Miku sorriu.

– Você tem que trocar a minha foto nele, garota. – Meiko engoliu mais yakisoba do que sua boca suportava. – Dá horríbhel!

Kaito estava com a sobrancelha arqueada e ignorando o que todos comentavam. Seus olhos piscaram várias vezes, e ele virou-se para ela novamente.

– Mas... O que isso tem a ver com aquele negócio de “quero ser mais que sua amiga”?

Foi a vez de Meiko e VY2 engasgarem. Um silêncio pairou sobre a mesa, embora estivesse o maior barulho no resto do refeitório. De repente, Meiko e IA puxaram Miku para fora do refeitório. Yuuma fitou seu prato e levantou alguns segundos depois, saindo do refeitório também. Rin e Len ficaram olhando para Kaito.

– Caramba, como você consegue ser assim? – Len disse com raiva. – Você sempre estraga tudo.

Ele saiu e Rin correu atrás dele, também sem entender nada.

Mal tinham deixado ele sozinho, e Luka apareceu. Ela já estava procurando briga, só podia ser isso.

– O que quer agora? – ele revirou os olhos.

– Eu ouvi a conversa. Você é um idiota mesmo, né?

Ele riu brevemente.

– Agora você deu pra ouvir a conversa dos outros, foi?

– Só aconteceu de eu estar passando perto da mesa de vocês.

– Mentirosa.

– Idiota.

– Fútil

– Ah, você conhece palavras difíceis, Kaito? Achei que seu cérebro ainda fosse de uma criança.

– E eu achei que você fosse Megurine Luka, a mulher madura dos Vocaloids.

Ela sorriu perversamente, fazendo com que ele a fitasse.

– E eu achei que você fosse Shion Kaito, a pessoa mais importante para o Gackpoid-sama, mas pelo o que eu to vendo, ele já tem outras preferências.

Kaito bateu a mão na mesa com tanta força que todo mundo virou para eles.

– Começou a baixaria. – alguém comentou lá no fundo.

– Se você quer chamar a atenção, vai dançar pole dance nua em algum palco com uma colmeia na cabeça. – Kaito grunhiu e tentou fazer com que somente ela ouvisse.

– Eu acho que nem se você fizesse isso conseguiria a atenção das pessoas. As pessoas vêm falar com você porque está sempre assim... – ela o olhou de cima a baixo. – Com esse jeito de coitado.

Ele arregalou os olhos e cerrou o punho.

– Ah, isso me lembra que você quase foi tirado do mercado se não fosse pela Miku. E você ainda tem coragem de fazê-la chorar? – ela cruzou os braços.

– O quê? Eu- — ele sussurrou.

– Hã? Late mais alto, não estou ouvindo. – ela pôs a mão atrás da orelha.

Ele escondeu o rosto. Não estava entendendo mais nada. Não entendia seus sentimentos. Não entendia aquelas dores no peito. Aqueles pesadelos. Aqueles buracos na sua memória. Aqueles blackouts na sua mente. Nem por que Miku estava chorando. Então não precisava jogar isso na cara dele.

Luka suspirou e andou até a entrada do refeitório.

Kaito viu para onde ela ia e, por impulso, pegou-a pelo cabelo e bateu no seu rosto. Os vocaloids começaram a gritar e a subir em cima das mesas para ver o que estava acontecendo. Luka não estava gritando, e sim sorrindo. Ele jogou-a no chão e ficou por cima dela, puxando sua franja para que pudesse ter um melhor acesso. As lágrimas caíam pelos olhos azuis do garoto, e este batia cada vez mais forte nela.

Antes de chegar a ficar inconsciente, Luka viu Gakupo chegar correndo com Nikito ao seu lado. Kaito percebeu isso tarde demais.

– Gakupooo! – ela gritou com terror na voz. – Me ajude!

O mais velho olhou aterrorizado para Kaito, que saiu de cima de Luka e fitou o outro nos olhos. Ele ainda chorava, e tremia muito. Parecia que ele é quem havia apanhado.

Gakupo levantou Luka do chão e Meiko ajudou-a a ir para a enfermaria. Nikito permaneceu no mesmo lugar. Então, o mais velho virou para ele e sorriu docemente.

– Feche os olhos, garotinho.

Nikito pôs as mãos na frente dos olhos.

Gakupo olhou para Kaito, antes de socar com força o seu rosto. Uma, duas, três, incontáveis vezes. Quando este caiu no chão, Gakupo ajeitou a própria roupa.

– Pode abrir agora. – e se retirou.

Nikito viu Kaito desacordado no chão e contou com a ajuda de Miku e VY2 para levá-lo ao seu quarto. Eles ficaram lá pondo compressas frias e limpando o sangue do rosto dele por algumas horas. O pequeno garoto ligou para a mãe e pediu para sair mais cedo devido à confusão. Não queria ficar no meio de brigas outra vez. Miku havia trazido bolsas térmicas para aplicar de 1 em 1 hora. VY2 arrumou a cama de modo que ele não ficasse com calor quando deitado por muito tempo, porque Kaito não estava com vontade de sair dali. Ninguém ousou perguntar como e por que a briga começou.

Ao abrir a porta, Nikito virou para ele uma última vez.

– Desculpa não ter falado com você mais cedo. É que fiquei surpreso com o seu rosto pálido e esse roxo embaixo dos seus olhos. Não parecia o Kaito que eu via nos palcos, sabe? – ele riu fracamente.

Os outros dois prestavam atenção tanto quanto Kaito.

– Sinto muito.

– Pelo o quê? – Kaito arqueou a sobrancelha.

– Porque dentro de você há algo unilateral.

Ninguém pareceu entender do que ele tava falando, então ele simplesmente acenou e saiu do quarto. Miku e VY2 foram acompanhá-lo até a saída da empresa, e Kaito ficou sozinho, novamente.

E um véu de escuridão desce.

Notas finais
T_T Acho que é isso que chamam de "perder o jeito" Era pra essa fanfic ter um suspense super legal, mas acho que realmente já dá pra perceber o que vai acontecer... Ou não xp Em 2015 vou fazer o 2º EM, então é melhor terminar isso aqui, porque senão kkkkkkk só depois da faculdade XDDDD ~brinks Comentem, não é obrigatório, mas me ajuda muito, ok? Obrigada por lerem.