Arrest Rose
1 O1 - Goodbye, Rin
Os gêmeos Kagamine estavam no aeroporto. Len tremia inteiro, derramava algumas lágrimas enquanto Rin o fitava com um olhar triste. Ela odiava ver seu irmão triste, ainda mais quando era por causa dela.
– Len, pare de chorar, por favor... – pediu ela, se aproximando dele aos poucos.
– E-Eu...eu não quero ter que me despedir...Rin, não vá... – o loiro quase caiu por falta de forças em seus pés. De repente, sua irmã lhe deu um abraço caloroso, apertando-o. – !! Rin?!
– Já estava decidido, Len... – ela sussurrou em seu ouvido. – Nossos pais se divorciaram, e a mamãe resolveu se mudar para os EUA. Mas...ela não queria ir sozinha...então, vou acompanhá-la. Claro que vai demorar para me acostumar com os novos horários, novos amigos, nova escola, novo idioma...mas eu quero ficar perto dela.
O garoto se soltou do abraço e segurou sua irmã pelo ombros e a fitou, com os olhos vermelhos de tanto chorar. Ele não conseguia falar, mas Rin entendia o que os olhos dele diziam. Eu vou sentir saudades. Era isso que os olhos do outro diziam. Ela apenas deu um sorriso e passou as mãos pelos cabelos bagunçados de Len.
– Eu sei, eu também vou sentir saudades...eu prometo que venho te visitar nas férias, Len. – ela novamente lhe deu um abraço, desta vez sendo mais rápida pois já estava na hora de ir para o avião. – Adeus, meu irmãozinho.
– ...a-adeus, Rin...
Len pôde ver sua irmã gêmea se afastando aos poucos para poder ir até o avião. Sua mãe já estava lá a esperando. O garoto não fez questão de se despedir de sua mãe. Mesmo que a amasse muito, não sentiria sua falta como sentiria a de Rin. "Volte logo para me ver, Rin...", pensou ele.
– Vamos, Len? – disse seu pai, tocando em seu ombro. O menino o fitou por um momento e assentiu.
– Vamos. – assim que chegaram em sua mansão, o loiro se jogou no imenso sofá, agarrando uma almofada de cor escarlate e começando a chorar novamente.
– Er...Len, eu vou preparar o jantar agora. O que você quer? – perguntou o homem, tentando melhorar o estado de seu filho.
– Eu não quero nada. Só quero a minha irmã de volta. – lamentou ele, enfiando seu rosto na almofada.
Seu pai resolveu deixá-lo sozinho. Len não seria capaz de parar de chorar por um tempo. Ele foi preparar o jantar, e fez algo que o loiro adorava: lasanha. Mesmo dizendo para ele sobre o jantar, o menino não moveu um músculo. Por volta das oito e meia, Len se levantou para tomar banho. Lavou seu corpo todo bem devagar, e passou bastante água em seus olhos pois estavam vermelhos, e o azul deles já havia quase desaparecido.
Depois de colocar seu pijama, o loiro se deitou em sua cama, agarrando o travesseiro e ficando imóvel. Então, ele ouviu seu pai batendo na porta de seu quarto, e logo o vendo entrar.
– Len...se não quiser dormir sozinho...pode dormir comigo hoje. Entendo como se sente... – o homem desviou o olhar. – Eu...também vou sentir saudades delas.
– Não quero dormir com ninguém. – disse ele logo em seguida, lembrando-se que sempre dividia a cama com sua irmã. – Eu...só quero ficar sozinho.
O mais velho nem respondeu, apenas fitou seu filho chorando, e então saiu. Os dias percorreram assim por um tempo. Len permanecia mudo e deprimido, o homem já não sabia mais o que fazer para animá-lo. Chegou a procurar receitas de todos os tipos de doces feitos com banana para ver se conseguia fazer algo, mas nunca foi lá um bom confeiteiro. Suas ideias de como animar Len haviam se esgotado.
Foi então que, um dia, ele recebeu uma ligação da empresa onde trabalhava numa tarde gelada. O menino estava na sala ao seu lado quando a recebeu, e paralisou assim que seu pai atendeu o telefone.
– Ah, sim...sim, eu posso. Sim...entendo...ok, chego aí em meia hora. – disse ele, desligando logo em seguida. — Len...tenho uma notícia para te dar.
– Sim? – ele disse sem fitá-lo nos olhos.
– ...precisaremos nos mudar também. – assentiu ele, vendo que Len rapidamente o fitou com seus enormes olhos azuis. – ...precisamos nos mudar...para a Inglaterra. Eu...fui transferido para lá.
– ...o quê? – ele parecia não ter acreditado no que ouviu. Tremendo, o loiro se levantou e encarou seu pai com um olhar de desprezo. – Eu não vou!
– Por que, Len? A Inglaterra é ótima, você vai gostar de lá-!
– Eu já perdi a Rin, não vou abandonar os amigos que eu tenho aqui! – gritou ele, cortando a frase do outro. – ...eu não vou com você!
O homem parecia espantado com a reação do filho, mas nesse caso, já sabia o que fazer. Ele sabia que não voltaria mais para o Japão por um bom tempo, então, se Len queria ficar, iria ficar.
– Tudo bem, Len. Eu vou, e você fica. – sorriu ele, se aproximando. – Tudo bem se você morar com um dos meus amigos?
– Um dos seus amigos...?
– Sim. – o menino começou a tremer de novo. – O nome dele é Kaito Shion. Ele é um rico empresário e mora numa grande mansão com o melhor amigo dele, Gakupo Kamui. Garanto que você ficará bem com eles.
Len nem conseguia responder. Seu pai ia mesmo partir? Obviamente o menino não deixaria o Japão, mas também não queria ficar longe do homem.
– Eu vou vender você, Len. Por 50 milhões de ienes.
– !!
Notas finais
Ok, de onde eu tirei essa ideia...? -QQQ Essa fanfic promete muito ^^
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