Arrest Rose

2 O2 - New Life


Notas iniciais
Não resisti, precisei fazer esse capítulo -QQQ
E estou voltando pra casa hoje, então vou ficar sem postar por umas duas semanas ;S Ou menos, mas não sei...
BTW, espero que gostem!

– Me vender?

– Sim. — o homem acariciou a cabeça de seu filho. — Eu vou ligar para o Kaito agora mesmo.


Enquanto seu pai ligava para o homem, Len tremia, pensando em como seria sua vida dali para frente. Os dois conversavam no telefone, riam, e a frase que seu pai exclamou quase fez o coração do menino parar.


– Então, você aceita adotar o Len? Que bom, Shion-san! — sorriu. — Então vou levá-lo para sua mansão depois de arrumar as malas dele. Preciso ir até a casa da Meiko-san para saber se ela vai comprar a minha mansão. Ela estava querendo essa mansão a muito tempo. Obrigado, Shion-san.

– !! Não... — sussurrou Len, quando percebeu que agora iria mesmo morar com o homem chamado Kaito. — Pai...

– Kaito aceitou adotar você. — ele riu. — Eu vou te levar pra lá depois que arrumarmos suas malas. Eu partirei para a Inglaterra daqui a alguns dias, depois de vender a mansão para a Meiko-san. Lembra que ela estava interessada, não é? Então, finalmente vai ter o que tanto queria. Venha, Len. Vamos arrumar suas coisas.


Os dois foram arrumar as malas do garoto, que ainda não conseguia acreditar. Ele vai ser vendido por 50 milhões de ienes? Isso estava certo? Como seria sua vida? Ele se daria bem com Kaito? De repente, foi tirado de seus pensamentos quando seu pai lhe afirmou que as malas estavam prontas.


– Vamos, vou te levar para a mansão do Kaito.

– S...sim, pai...


Os dois saíram da mansão e foram para o grande e luxuoso carro preto na garagem. Saindo de lá, Len ia olhando a paisagem pela janela, e mesmo que Rin não estivesse com ele, o menino conseguia sorrir e se divertir, mesmo sabendo do seu destino, que agora estava selado.

A mansão de Kaito ficava num canto mais afastado de Tokyo, mas era numa zona muito nobre e elegante. Só se via casas enormes e algumas mansões, tudo muito luxuoso e extremamente caro. Len ficou deslumbrado com a zona, apesar de ter passado sua vida toda numa mansão. Quase no fim da zona, o pai do garoto parou o carro na frente de uma grande mansão, parecia ser uma das maiores do local.

A mansão era de uma cor clara, quase a cor de mármore. O vidro das janelas era tão belo que parecia cristal, existiam vários detalhes em dourado, além de algumas pedras preciosas na porta da frente. Era gigante. "Wow! ...esse é meu novo lar?", pensou Len, admirado com a beleza.


– Venha, Len. Kaito já deve estar nos esperando.

– Ok, pai... — apesar de tudo, ele ainda estava aflito. Tinha medo de Kaito não gostar dele. Assim que chegaram até a porta, o pai de Len tocou a campainha, e na mesma hora, um homem apareceu para recebê-los.


O coração do loiro quase parou quando avistou aquele homem. Ele era alto, tinha cabelos azuis escuros e repicados, seus olhos pareciam um par de safiras. A pele era branca, mas não a ponto de ser pálida. Os lábios eram vermelhos, não muito avantajados. Seu corpo não era grande nem pequeno, não era magro nem musculoso. Ele se vestia casualmente, mas continuava muito elegante. Vestia uma camisa branca de mangas compridas que parecia bem folgada em seu corpo, uma calça jeans escura, sapatos marrons que brilhavam com a luz do Sol.


– Ora, Shion-san! — disse o pai do menino. — Você veio nos receber! Pensei que seria um de seus empregados.

– Eu tinha que vir recebê-los, afinal, não é sempre que tenho uma nova pessoa na mansão. — o homem sorriu, apenas disparando o coração do loiro ainda mais. — Então, este é o seu filho, Kagamine-san?

– Sim. Este é o Len. Meu filho, esse homem é o Kaito Shion-san. Ele será responsável por você de agora em diante.

– Prazer em conhecê-lo, Len-san.


Mas Len estava paralisado. Como Kaito conseguia ser assim, tão perfeito? Um estranho sentimento o invadiu, fazendo seu corpo tremer inteiro. "E-Ei, por que estou admirando esse homem? ...eu não gosto de homens!", gritou ele em sua mente, mas a perfeição do homem o fez esquecer o que havia pensado.


– Shion-san, eu sempre vou mandar dinheiro para poder pagar o colégio do Len, ok?

– Ah, não se preocupe com isso, Kagamine-san. — riu Kaito, entregando-lhe uma maleta preta. — Aqui está, 50 milhões de ienes. Não se incomode em me dar dinheiro. Agora eu sou responsável pelo Len-san, então quero pagar o que ele come, o que ele veste, presentes, o colégio...deixe comigo.

– Ah, não confio nas suas palavras. — brincou o outro, pegando a maleta. — Len, comporte-se, ok? Seja um bom menino e trate o Shion-san com respeito. Ele é um bom homem.

– Ok...eu vou... — o pai do menino o abraçou, fazendo o mais jovem tremer de novo. Sem perceber, Len deixou uma lágrima escorrer por seu rosto corado. — Adeus, pai...

– Adeus, Len. — disse ele se afastando. — Estou indo. Mandarei notícias quando eu chegar na Inglaterra.

– Adeus, Kagamine-san!


O homem entrou novamente em seu carro e partiu para a casa de Meiko, uma grande amiga sua. Vendo que Len parecia muito triste ainda, Kaito colocou sua mão nos ombros do menino e lhe abrindo um sorriso.


– Vamos entrar, Len-san? — perguntou ele com sua voz doce.

– Hã...v-vamos, Shion-san...

– Oh, por favor. — dessa vez, a voz do mais velho fez o coração de Len derreter, de tão sedutora. — Me chame de Kaito.

– Ah, o-ok, K...

– Travou? — riu ele. — Vamos, me chame pelo meu nome, Len-san.

– K-K-K-K...Ka...Kai... — o loiro nem conseguia falar direito. Só de encarar os olhos azuis do outro, ele começava a gaguejar. — Ka-Kai...to...

– Isso aí, Len-san. — Kaito riu novamente. — Vamos entrar.

– C...certo...


A mansão por dentro era muito mais bela. As paredes eram de um marrom escuro, podia-se ver vários quadros, vasos, sofás e estantes pelas salas. Ambos carregavam as malas do menino, mas Len parecia não estar conseguindo manter o equilíbrio. Tiveram que subir algumas escadas para chegar até o novo quarto do loiro.


– W-Wow!! — gaguejou ele quando passou pela porta.


O quarto possuia paredes azuis escuras, uma cama de lençóis azuis da cor do céu, mas não era uma simples cama. Possuia teto! Haviam cortinas de cor cinza claro, o piso era marrom escuro, e tinha uma mesa no canto do quarto onde Len poderia estudar. Parecia mais o quarto de um hotel.


– E-Este é o meu quarto?!

– Sim. — sorriu Kaito, passando pela porta e colocando as malas num canto. — Len-san, vou te dar um tempo para se instalar. Mas...promete que vai jantar comigo esta noite? Quero saber mais sobre o filho do Kagamine-san.

– Hum? — ele corou levemente. O homem estava o convidando para jantar? — Hã...claro, K-K-Kai...Kai...to...

– Ainda não consegue me chamar pelo nome? — o mais velho deu uma risada descontraída. — Você tem vergonha de me chamar assim ou o meu nome é difícil de lembrar? — brincou, com um sorriso no rosto.

– Etto...é-é vergonha, Ka...i...Kait...o-! — sentindo a mão do homem acariciar sua cabeça, Len parou de falar na mesma hora. Por um lado de sentiu feliz, mas por outro, queria enfiar a cabeça em algum lugar por causa da vergonha.

– Não precisa ter vergonha, Len-san. — assim que disse, Kaito o abraçou de leve, mostrando um afeto inesperado. O coração do loiro estava pulando garganta fora. — Vou te dar um tempinho, ok? Sinta-se a vontade.


O homem deixou o quarto. Len olhou em volta, ainda tremendo por causa do abraço, mas logo resolveu abrir suas malas para começar a se instalar no local.


– Hum...talvez, viver aqui não seja má ideia...o Kaito parece ser um bom homem... — disse ele para si mesmo, indo trocar de roupa.


Len colocou uma camisa branca e um colete por cima, calças marrons meio folgadas e meias de lã por causa do frio. Depois de arrumar suas coisas no quarto, ele desceu a escadas para explorar seu novo lar. A cada sala que passava, ficava mais deslumbrado. Kaito deveria ser muito rico para ter tantas coisas tradicionais e nobres!

Indo para a sala de estar, o loiro viu vários empregados lhe recebendo. Talvez seu novo responsável quisesse que ele fosse recebido e tratado como um rei. Não era ruim, mas Len se sentiu envergonhado por causa da atenção.


– Len-sama, logo logo o jantar estará servido. O senhor pode ficar aqui na sala de estar para assistir televisão enquanto espera. — disse uma mulher com um sorriso no rosto.

– Hum? ...HÃ?! — quando Len viu o tamanho da televisão, quase engasgou com o ar. Era uma televisão preta, e enorme! — Q-Quantas polegadas essa televisão tem?!

– Deve ter 100 polegadas, meu senhor. — disse uma outra mulher, como se fosse a coisa mais natural do mundo. — Pode assistir o canal que quiser, temos todos.

– H-Hã...ok, né...obrigado...

– Não precisa agradecer. Esta mansão é seu lar agora. Não se incomode com nada, Len-sama.

– Ah...certo...


Len se sentou no grande e confortável sofá escarlate e ligou a televisão, se surpreendendo com a qualidade da imagem e também com a quantidade de canais que possuia.


– Nossa...muito boa essa imagem...isso é o que eu chamo de HD. — disse ele, rindo sozinho. Então, a noite caiu. O loiro podia ver o céu preto por uma janela que ficava na sala. Aquele lugar era muito confortável, não queria nunca mais levantar daquele sofá.

– Kaitooooooo, seu melhor amigo está de voltaaa! — gritou um homem, chamando a atenção de Len quando ele apareceu na sala. — Hum? Ué, temos visita hoje? Quem é você, garoto?

– H-Hã?!


Novamente Len corou. O homem em sua frente era muito belo! Um pouco mais alto que Kaito, pele meio bronzeada. Longos cabelos roxos, e olhos da mesma cor, parecendo duas ametistas. Ele tinha um corpo musculoso, não era como Kaito. O mais velho estava vestindo um terno preto muito galante, ele precisava usá-lo por causa de seu trabalho numa empresa.


– Ora, Gakupo, você chegou. — sorriu Kaito, aparecendo na sala. — Este é o Len Kagamine-san. O pai dele vai se mudar para a Inglaterra, mas o filho não quis acompanhá-lo. Então, Kagamine-san o vendeu para mim por 50 milhões de ienes. Em outras palavras, Len-san vai morar conosco daqui para frente.

– Ele é o seu amigo, Shion-san? — perguntou Len, fitando Gakupo.

– Shion-san?

– Ah, m-me desculpe! E-Eu quis dizer K-K-Kaito...

– Agora sim. — riu ele. — E sim, ele é o meu amigo, Gakupo Kamui. Espero que possamos viver juntos alegremente.

– M-Muito prazer, Kamui-san.


Mas o de cabelos compridos não respondeu. Até que ele abriu um sorriso inocente e pulou no sofá, se jogando em cima do loiro e o abraçando.


– H-HÃ?!!! O-O QUE SIGNIFICA ISSO?!

– Você é muito kawaii, Len-kun!! ♥ — disse ele de forma estranha. — E que história é essa de Kamui-san? Me chame de Gakupo!

– A-Ah...Gak-k-kupo?

– Agora sim! — riu Gakupo, soltando o mais novo. — Ei Kaito, o jantar está pronto?

– Sim, já podemos comer. Venha, Len-san. Vamos jantar.

– Ok, K-Kai...to...


Os três foram para a grande sala de jantar. "O que é isso?!", gritou Len em sua mente, quano viu um bife suculento sendo colocado em seu prato.


– Wow, um bife?! — perguntou ele, admirado.

– É, Len-san. — sorriu o de cabelos azuis. — Lamento por nossa refeição de hoje ser tão comum, mas faz semanas que o Gakupo não comia um bife, então eu pedi para este ser nosso jantar.


"Você chama isso de comum?", perguntou em sua mente, pensando em como seria uma das refeições mais luxuosas naquele lugar. Enquanto jantavam, Gakupo fazia inúmeras perguntas ao Len, que respondia todas com um pouco de vergonha. Kaito permanecia quieto, só abria a boca para comer e fazer algumas brincadeiros com os assuntos de seu amigo. O jantar foi um momento muito divertido, Len parecia feliz.


– Vou tomar banho. Len-kun, quer tomar banho comigo? — sorriu Gakupo.

– Q-Quê?! — o loiro corou completamente.

– Haha, estou brincando, Len-kun! — riu ele, acariciando os cabelos do mais novo. — Vou lá tomar banho!

– Ai, esse Gakupo...ele não muda. — disse Kaito, sentado numa poltrona com um jornal nas mãos. — Ei, Len-san, se quiser, pode dormir comigo hoje. Ou prefere dormir no seu quarto mesmo?

– Hã? Ah, obrigado pelo convite, K-Kaito...mas acho que vou dormir no meu quarto mesmo. Quem sabe outro dia...

– Ok, Len-san. Só achei que você ficaria mais a vontade se dormisse comigo hoje, porque você me parece um pouco triste...

– Ah, mas eu supero! Eu supero, não se preocupe, Shio... — Len tampou a boca para não chamá-lo de Shion-san. — Er, quero dizer...Kaito.

– Finalmente me chamou pelo nome sem gaguejar. — riu o mais velho. — Ah, já está tarde. Você vai dormir agora, Len-san?

– Hã? Acho que sim, mas vou esperar o Gakupo sair do banho. Quero tomar também.

– Ué, você pode usar um dos outros banheiros. Se quiser, pode tomar banho na nossa maior banheira.

– ...é sério? — "E quantas banheiras vocês tem?", pensou ele, com a dúvida voando na cabeça. — O-Ok, onde fica esse banheiro?

– Fica na porta ao lado do seu quarto. Pode ir lá.

– Ok, Kaito, obrigado!


Subindo as escadas, o loiro entrou em seu quarto para pegar o pijama e então se dirigiu para o banheiro. Assim que entrou, ele viu uma enorme banheira branca, parecia muito refinada.


– W-Wow!! Maior que a banheira da minha antiga casa!! — gritou Len, espantando com o tamanho. Então, ele se aproximou e começou a encher a banheira com água quente, e entrando depois que estava cheia. — Ah, que gostoso...essa água...me relaxa por completo...

– Com licença. — disse um homem, abrindo a porta. Era Gakupo, só de toalha.

– G-GAKUPO?!

– Ah, desculpa, Len-kun! Não sabia que era você que estava tomando banho aqui. Eu só entrei porque esqueci meu pijama nesse banheiro, já estou saindo! — riu ele, pegando seu pijama e saindo.

– Uuh...


O primeiro dia na mansão foi ótimo para Len, apesar de ter sido vítima de um quase assédio de Gakupo. Mesmo assim, o loiro parece ter gostado muito dos dois homens. O que será que irá acontecer daqui para frente?