Notas iniciais


( Música do encontro --
_Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=VCLxJd1d84s
___ Tradução: http://www.vagalume.com.br/the-pussycat-dolls/buttons-traducao.html )

Estava quase anoitecendo em Nova Iorque e as luzes dos grandes edifícios reaparecendo em mais uma noite que eu já previa ser longa. Já me encontrava toda arrumada, com um vestido justo vermelho, que evidenciava cada curva da minha silhueta de uma forma sexy, mas sem ser vulgar. Pelo menos era o que eu esperava …

Olhei mais uma vez para o meu reflexo no espelho do banheiro, observando a forma como as minhas madeixas loiras caíam sobre os meus ombros, os adornando como se fizessem parte do figurino. Abri o armário ao lado do espelho, retirei de lá um batom vermelho, que confesso, não era propriamente o meu estilo, e passei nos lábios com cuidado.

- Demasiado vermelho. – Falei em voz alta, pegando uma toalhita para retirar o excesso de vermelho da minha boca.

Suspirei com aquilo. Como diabos eu tinha concordado com aquela besteira? Tudo bem que eu estava habituada a me vestir bem, quer dizer … de forma sensual …

Ok, de forma insinuante. Fiz uma careta para o meu reflexo. O meu trabalho dependia disso, mas até aí tudo bem, eu dizia para mim mesma que eu era como um tipo de justiceira que ajudava a encurralar os ladrões. E de certa forma, era esse meu trabalho: ir atrás dos sacanas que não pagavam suas dívidas, por outras palavras – ladrões.

Mas um encontro? Na real? … Abanei a cabeça frustrada. Eu era boa para calcular um encontro com um dado propósito, não para encontrar uma pessoa, jantar com ela, fazer conversa, mostrar verdadeiro interesse, e depois? Dormir com ela…

- Emma, se acalma. – Continuei falando comigo mesma. Ou melhor, me repreendendo. – Está parecendo uma criança. – Mas o fato é que eu realmente não me sentia preparada para encontros, sei que é até absurdo dizer isso, visto a minha história com o Neal ter terminado faz já tanto tempo, mas eu não consigo mais confiar. Não depois do que ele fez.

Decidi tirar todo o batom da boca, e ia tirar também a maquiagem do meu rosto quando fui interrompida pelo meu maior tesouro.

- Mas mãe, você ainda não está pronta? – O rapaz moreno, agora com seus doze anos, me perguntava com ar impaciente. – Hein… mas você está amarelando, é isso mesmo?

- Nem me olhe assim Henry, eu só concordei com esse disparate porque você não parava de fazer chantagem emocional comigo. – Eu respondi fechando a cara. Eu sei que ali a criança estava sendo eu, mas não consegui evitar.

- Não foi chantagem! Eu só queria ajudar uma colega da minha classe. – ele revidou emburrado. – Não acredito que você não vai ajudar!

- E não haviam outras formas de ajudar a menina paraplégica sem ser leiloando a sua mãe? – Eu respondi tão emburrada como ele, retornando o meu olhar para o espelho.

Escutei Henry suspirando, e percebi através da minha visão periférica ele coçando a cabeça, denunciando a sua frustração. Aquilo me fez sorrir, mas fiz força para não mostrar. No fundo estava orgulhosa do meu filho. Aquela ideia de propor um leilão de pais para ajudar a menina cadeirante da escola até que, apesar de ser inusitada, era repleta de boas intenções.

Tornei a pegar no batom e a passar um pouco nos lábios. Logo notei de novo a empolgação de Henry, que me abraçava de lado.

- Obrigado mãe! – E não havia nada no mundo melhor do que sentir que seu filho tem orgulho de você. – Eu tenho a melhor mãe do mundo.

- Ainda bem que reconhece garoto. – Eu respondi rindo e pisquei o olho para ele. – Porque caso eu consiga dinheiro suficiente para pagar o tratamento da menina, eu vou te fazer lembrar dessas palavras até à minha morte!

Chegando ao auditório da escola, eu pude perceber que o leilão que meu pequeno mafioso havia armado tinha reunido mais gente do que eu esperava. A primeira fileira de cadeiras acolhia o corpo de docentes, da segunda fileira em diante os pais dos alunos.

Respirei fundo antes de subir as escadas do palco. Na coxia do auditório vi a razão pela qual eu estava fazendo essa boa ação. A menina loira de cabelos lisos, um sorriso tímido nos lábios. Ela me lembrava muito de mim mesma. Sua condição especial foi a última coisa que reparei. Aproximei-me e seu sorriso expandiu-se iluminando todo o seu rosto. Henry passou por mim e cumprimentou a menina com um beijo nas costas da mão da garota.

- Meu filho, você não vai me apresentar a sua amiga? – eu apenas a conhecia de ouvir Henry mencioná-la em uma conversa ou outra.

- Mãe – ele clareou a garganta – essa aqui é a Lucy – algo em sua voz soou diferente, eu sorri.

- Olá Lucy, é um prazer finalmente conhecê-la. Henry fala muito de você – provoquei meu pequeno diabrete. Senti Henry me dando uma cotovelada nas costelas.

- Obrigada por ter aceitado fazer isso por mim, senhora Swan. – comentou a menina. Seu rosto era de pura gratidão.

- Eu que agradeço por ter essa oportunidade de lhe ajudar – ao conhecer a garota percebi quase estantaneamente o porquê Henry havia insistido tanto. – Mas, por favor, me chame de Senhorita – dei uma piscadela.

Tudo pronto para o leilão, minhas mãos estão suando. Será que alguém vai dar um lance? Será que serei arrematada por um preço pequeno? Será que se derem um lance grande, o cara vai ter expectativas? Meus devaneios acabaram por me distrair. Quando dei por mim já ouvi o leiloeiro – que nesse caso em especial é o meu próprio filho – gritar os primeiros lances.

“Eu ouvi 500 doláres? Quem dá mais?” É isso mesmo, estou valhendo apenas quinhentos doláres americanos? Meu Deus! A que ponto cheguei?

Um homem de barba ruiva levantou o braço e me direcionou um sorriso safado. Com certeza ele vai querer mais do que um encontro amigável. Por favor, que não seja ele, por favor, que não seja ele, por favor, que não seja ele.

“Eu ouvi 700 doláres? Quem dá mais?” Henry pediu um aumento no lance. Dessa vez quem se manifestou foi uma mulher. Eu não tinha pensado nessa possibilidade, talvez ser o prêmio final de uma mulher seja mais fácil. Talvez ela só queira ajudar a garotinha e bater um papo tomando um vinho.

“Eu ouvi 900 doláres? Quem dá mais?” O homem ruivo tornou a levantar o braço. Ele levou a mão até o bolso da calça, abriu a carteira e tirou um maço de dinheiros. A esse ponto perdi as esperanças de acabar com alguém que não fosse ele.

“Eu ouvi 1200 doláres? Quem dá mais?” Henry estava claramente empolgado. Ele puxou-me para o centro do palco de madeira e me fez dar uma voltinha. Ouvi assobios da platéia, a essa altura do campeonato não era somente meus lábios e meu vestidos que estavam vermelhos. A mulher de cabelos curtos e olhos enigmáticos mediu meu corpo de baixo para cima. Mesmo vestida, senti-me nua com aquele olhar.

De repente, ouvi sua voz imponente preencer todo o lugar. “Minha proposta é de três Mil doláres e estou preparada para cobrir qualquer oferta.” O auditório tornou-se silencioso. Henry trocava o microfone de mão a cada segundo. Ninguém mais se manifestou para realização de uma contra-oferta.

“3000 doláres, valendo uma. 3000 doláres, valendo duas, 3000 doláres, vale-“ O ruivo levantou-se da cadeira do auditório e fez um novo lance. “Três mil doláres e meu carro”

- Qual o seu veiculo senhor? – meu garoto perguntou para o possivel comprador.

- Um fusca – se eu não estivesse tão nervosa teria esboçado um sorriso. Se ele estava apostando todo o dinheiro que tinha na certeira e seu fusquinha, acabaríamos comendo Hot Dog na esquina. E eu aqui achando que iria tomar champagne.

- Minha oferta final é de 12 mil dólares – a mulher misteriosa ficou em frente ao grupo de expectadores.

- Vendida! – disse Henry. O moleque nem terminou de dizer os 3 lances finais. – Por favor, senhorita Mills venha buscar seu prêmio. – Peraí o prêmio era eu... Acredito fielmente que não foi uma boa ideia ter deixado meu filho me arrastar para essa loucura.

Mills de onde será que conheço esse nome? Demorou alguns segundos mas enfim me lembrei de onde conhecia aquele nome, Mills era o sobrenome do benfeitor do colégio, o tal homem não aparecia nunca mas tinha fama de ser muito generoso com seus protegidos, a biblioteca da escola tinha sido nomeada em honra ao benfeitor, mas mesmo assim ele não saia das sombras nem para ser homenageado e o local foi batizado de biblioteca R. Mills. Quando a morena subiu ao palco Henry continuou bancando o mestre de cerimônias.
— Senhorita Mills parabéns, logo após o pagamento do seu lance seu prêmio vai estar disponivel, foi um prazer em tê-la no nosso leilão, agora por favor voltem aos seus lugares para que possamos dar continuidade ao leilão. – Disse Henry e em seguida beijo a mão da morena que havia me arrematado, onde ele aprendeu a ser tão galante é algo que eu tenho que descobrir em breve. A bela morena se aproximou de mim sorrindo e me entregou um cartão.

-Esteja nesse endereço em uma hora, sem atrasos.

Não sei porque mais aquilo me gelou a espinha e me deixou extremamente excitada, embora eu nunca tivesse olhado para mulher alguma dessa forma ‘’carnal’’ , depois que ela passou por mim e deu uma piscadinha sexy foi que me dei conta de uma coisa, o benfeitor da escola nunca aparece então a morena só poderia ser filha ou sobrinha do senhor Mills, quem sabe até neta e veio aqui pra me arrematar pra ele. Se eu achava que não poderia acontecer nada pior do que o ruivo nesse leilão, agora sim eu estava em pânico, e se ele fosse um daqueles velhos safados?, se ele tentar avançar o sinal comigo? , bom eu não poderia fazer nada, a não ser rezar para que todas as besteiras que pensei não fossem reais, porque se fossem o generoso senhor ia conhecer o peso da minha mão.

Depois que falei com Ruby e ela me disse que cuidaria de Henry pra mim sem problema. Então segui para o local indicado no cartão, o restaurante tinha uma faixada linda, parecia ser muito fino. Fui levada para uma area reservada, havia uma mesa bem posta e uma decoração maravilhosa, era tudo de um bom gosto e refinamento sem iguais, eu observava cada canto do local e sorri meio boba, quando de repente senti que alguem me olhava.

- Gosta do que vê Miss Swan?

- Você?!?!?!?!? –Exclamei com um sorriso idiota na cara. – Você veio aqui me dar algum recado do senhor Mills? Ele não vai vir?

-Não minha querida, o senhor Mills, meu pai, morreu há muitos anos, desde então eu comando as empresas da família, agora vamos jantar, eu paguei muito caro por você, quero aproveitar ao máximo, ah antes que eu me esqueça, não fomos devidamente apresentadas, eu sou Regina Mills, é um prazer conhecê-la.

-Eu sou Emma Swan, o prazer é todo meu. –Falei ao apertar a mão da morena e caminhar com ela ate a mesa.

Estava tudo maravilhoso, o jantar, o champagne, em poucos minutos estavamos tão avontade uma com a outra, falavamos de tudo, coisas profissionais, pessoais até que uma musica diferente invadiu o salão, o ritimo era quente, sexy e totalmente convidativo, Regina me olhou com um ar de menina travessa que me tirou completamente a razão. Fomos para o centro do salão e sem dizer uma palavra começamos a dançar e em questão de segundos estavamos praticamente nos esfregando uma na outra.

Yeah, little mama you lookin' good

I see you wanna play with a player from the hood

Come holla at me, you got it like that

Big, snoop dogg with the lead pussycat

I show you how it go down, yeah, I wanna go down

Me and you, one on one, treat you like a showdown

You look at me and I look at you

I'm reachin' for your shirt

What you want me to do

[chorus]

I'm telling you to loosen up my buttons babe (uh huh)

But you keep frontin' (uh)

Sayin' what you gon' do to me (uh huh)

But I ain't seen nothin' (uh)

I'm telling you to loosen up my buttons babe (uh huh)

But you keep frontin' (uh)

Sayin' what you gon' do to me (uh huh)

But I ain't seen nothin' (uh)

Typical, hardly the type I fall for

I like him the physical

Don't leave me askin' for more

I'm a sexy mama

Who knows just how to get what I wanna

What I wanna do is bring this on ya

Backup all the things that I told ya …


Eu não sei o que deu em mim naquele momento, eu nunca desejei uma mulher, não que eu fosse preconceituosa ou nada do tipo, mas eu não achava que isso pudesse acontecer comigo, mas de uma coisa eu estava certa, eu não queria de forma alguma que aquilo parasse. O cheiro delicioso da pele dela me deixava louca, os versos provocantes e safadinhos da música juntamente com o álcool me fizeram perder toda a inibição. Minhas mãos passeavam por todo aquele corpo lindo, nos beijamos de uma forma tão selvagem, como se o mundo fosse acabar a qualquer momento, ela apertava minha bunda por baixo do meu vestido e em poucos minutos eu já estava apenas de roupas intimas.


You been sayin' all the right things all night long

But I can't seem to get you over here to help take this off

Baby can't you see

How these clothes are fittin' on me

And the heat comin' from this beat

I'm about to blow, I don't think you know

[chorus]

I'm telling you to loosen up my buttons babe (uh huh)

But you keep frontin' (uh)

Sayin' what you gon' do to me (uh huh)

But I ain't seen nothin' (uh)

I'm telling you to loosen up my buttons babe (uh huh)

But you keep frontin' (uh)

Sayin' what you gon' do to me (uh huh)

But I ain't seen nothin' (uh)

You say you're a big boy, but I can't agree

Cuz the love you said you had ain't been put on me

I wonder if I'm just too much for you

Wonder, if my kiss don't make you just

Wonder, what I got next for you

What you wanna do

Take a chance to recognize that this could be yours

I can see just like those guys

That your game don't please

Baby can't you see

How these clothes are fittin' on me

And the heat comin' from this beat

I'm about to blow, I don't think you know …


Eu queria tudo que eu tinha direito, tudo bem que eu era o prêmio dela e não o contrario, mas aquilo era um mero detalhe, depois que a despi do lindo vestido que ornamentava seu corpo tão tentador, tentei ir mais além, Regina tinha outros planos. Me jogou no centro das almofadas que estavam estrategicamente colocadas perto da pista de dança e montou em mim com uma graça digna da melhor amazona do mundo, nossos sexos úmidos e latejantes pulsavam descontroladamente, aqueles movimentos causavam um atrito dolorosamente gostoso e não demorou muito para que eu gozasse pela primeira vez, a onda de prazer foi gigante.

Regina e eu parecíamos duas peças de quebra-cabeça que se encaixavam perfeitamente, eu perdi as contas de quantas vezes eu gozei, a morena me devorou de todas as formas possíveis, e depois de tanto prazer era minha vez de retribuir...

Eu era o prêmio dela, mas depois de todo o prazer que ela me proporcionou, decidi que ela merecia um prêmio também. A sua altura, a altura da safadeza e da fome de prazer que ela tinha. Por mim. Eu não sabia se ela já havia dormido com outras mulheres antes, ou se ela já havia sido tão selvagem assim na cama também, mas naquele momento eu desejei que não. Desejei loucuras, inclusive de que eu fosse a primeira mulher dela, a primeira a quem ela se entregava daquela maneira tão ... Gostosa. E gente, ela também era gostosa, e como.

Eu ainda estava jogada em meios as almofadas, e ela montada em cima de mim. Já havíamos “brincado” de todas as maneiras possíveis, ela já havia brincado comigo, mas eu queria mais e pelo olhar de luxúria dela, ela também queria mais. Eu dei ... Ou melhor, agora seria ela a dar.

Segurei forte em sua cintura e a girei, jogando ela contra as almofadas e ficando ajoelhada, ou melhor, eu estava de 4 em cima dela, que mantinha suas pernas entrelaçadas em minha cintura. Me ajoelhei e tirei suas pernas de mim, um desejo me percorria o corpo, me percorria as veias como se fosse meu sangue, e toda vez que eu olhava aquele corpo nu, na minha frente, entregue a mim, eu me perguntava porque não havia descoberto que podia dormir com uma mulher antes. Mentira, eu me perguntava porque não havia encontrado aquela mulher antes.

Montei nela assim como ela havia feito comigo e foi demais. Pensei que meu corpo não agüentaria mais espamos, ou mais um orgasmo, mas ele agüentou. E não foi só mais um. Eu percebia pela sua expressão facial, que ela estava gostando tanto quanto eu. Será que ela havia pensado em fazer todas essas loucuras comigo assim que me arrematou no leilão?

Eu me esfregava freneticamente nela de novo, e eu pensei que o único som que eu fosse ouvir a noite todas seriam aqueles gemidos dela que me enlouqueciam, mas não. De repente, no meio daquele vai e vem delicioso, ouvi um despertar. Paramos e ela levou o olhar para o lado, encontrei o que os olhos dela buscavam, um relógio maldito na parede apitando sem parar. Voltamos a nos olhar e ela enfim falou. Ou melhor, foi a primeira vez que ouvi a voz dela sem ser um gemido depois que começamos a selvageria carnal.

-Acabou o tempo. -eu a olhei confusa. Tinha tempo? -Jurei pra mim mesma que não passaria de só algumas horas de sexo. -ela tinha pensado em nós duas fazendo sexo quando me arrematou, eu sabia. Mas que droga, ela havia pensado em um tempo também.

-Mas você pagou caro por mim, e ainda assim estipulou um horário? -tentei não soar tão desapontada assim. Eu era o prêmio, ela fazia o que queria com ele.

-Acontece que eu não paguei por você, mas sim por um encontro com você. -ela me empurrou e se levantou buscando pelo seu vestido que estava jogado em um canto. -Isso significa que uma hora teria de acabar e que você iria embora.

-Mas eu posso ir embora mais tarde, sei lá. Da pra gente aproveitar mais um pouco.

-Não, nós não podemos. -ela me olhou e seu olhar parecia carregar algum fundo de tristeza. -Eu te arrematei porque queria ajudar a garota, mas também porque ... Gostei. Digo, eu não arremataria alguém só por fazer, eu tinha que encontrar um motivo, um interesse. E você é sexy, bonita, por isso te arrematei.

-E isso não é um bom motivo pra gente continuar o que começamos algumas horas atrás e que me enlouqueceu de uma maneria que eu não pensei que fosse sentir nunca? -perguntei confusa. Eu queria ela, comigo, e quando ela terminou de se vestir e pegou a bolsa como um sinal de que estava indo embora, comecei a me perguntar se eu queria apenas o sexo, ou a companhia dela também.

-Não, não quando sentimentos começam a aparecer. -Céus, eu queria a companhia dela. Ela então se aproximou e nós nos beijamos. E foi diferente, foi um beijo sem luxúria, foi carinhoso. Foi o primeiro beijo assim que demos. Foi o melhor. Foi o último.

Assim que o beijo acabou, ela se virou e tocou rumo a saída, me levantei em questão de segundos e saí correndo, pulando em uma perna só e enfiando o vestido de qualquer jeito. Precisava alcança-La, e assim que consegui, segurei em seu braço e a virei. Seus olhos me examinaram assustados, surpresos?

-Eu quero te arrematar também. -falei de uma vez e ela me olhou confusa.

-Não estou sendo leiloada, Swan. -ai que delícia, ela não falou o “Miss”, só o Swan.

-Acontece que é um leilão diferente, eu não pago por você, e nem você por mim. Eu ganho você porque quero ser sua e você me ganha porque quer ser minha. -criei uma coragem de repente. Eu queria ela, queria ficar com ela e precisava dizer isso antes que ela sumisse e voltasse a ser só um nome cuja face se esconde. -Eu vim aqui pensando que teria apenas um encontro tedioso, ridículo, mas o que encontrei foi o contrário, encontrei você e todas as loucuras que fizemos e agora tudo não sai da minha cabeça, e quando eu digo isso não me refiro a apenas o encontro, me refiro principalmente a companhia. Então eu só vou dar um lance e se você aceita-lo, me diga. -ela me olhou com expectativa, seus olhos brilhavam. -Eu te dou meu coração, será que alguém da mais?

Terminei de perguntar e ela se jogou em meus braços, me beijou de uma maneira que não vou me atrever a definir. A segurei perto de mim, colei seu corpo ao meu porque queria senti-La cada vez mais caso ela resolvesse partir mesmo.

-A pergunta é ... -ela colou sua testa na minha e começou a falar ofegante. — ... Será que eu quero mais? -e então sorriu pra mim e me beijou de novo. Levei aquilo como um não. Ela não queria mais. A alça do meu vestido começou a me atrapalhar, eu havia colocado ele de qualquer jeito e então disfarçadamente comecei a arruma-La, senti a mão dela parando em cima da minha, parando o que eu estava fazendo. -Não precisa arrumar o vestido.

Ela terminou de falar e olhou por cima do meu ombro, acompanhei seu olhar e lá estavam as almofadas. Ela sorriu pra mim maliciosamente e mordeu o lábio inferior, fui a loucura. A agarrei e fomos nos beijando e largando as roupas espalhadas pelo chão de novo. Será que meu corpo agüentava mais? Dane-se, darei um jeito.

E assim arrematamos uma a outra, para sempre.

Notas finais
( vestido da Regina, número 2 --- http://www.tribonews.com/img/fotos/vestidos%20para%20madrinhas%202013%201.jpg )