Notas iniciais
Demorei, mas vem em dobro

**********POV Oliver**********
Depois que se conhecia Elizabeth era difícil perdê-la de vista. Havia fumaça por alguns cantos e eu me fiz seguir até todos e finalmente a encontrei lutando com maestria contra um dos homens que a havia assediado dentro do bar. Quando o pegou pelo pescoço e o levantou sobre sua cabeça notei uma força que ainda não havia visto.
– Vou te dar a chance de cair fora antes que seu colega chegue ou eu vou te ter morto. — Disse com um tom que eu não reconhecia
Soltou o homem que saiu correndo para a direção oposta. Fui até ela e ela me olhou semihistérica.
– O que faz aqui!?
– Vim te ajudar. — Digo — Não realmente achou que não ia fazer John falar algo do que viu, certo?
Seus olhos transmitiam um espanto que me fascinou. Algo do que ele deveria saber e não contou pelo visto.
– Ele apenas contou como chegou onde está...
– Ah... O Exterminador... — Recordou — Foi a tempo demais...
– E mesmo assim quer se vingar. Eu também posso apreciar isto. — Comento andando para mais próximo dela
Seus olhos se mantiveram fixos nos meus e eu me arrepiei até a alma. Deu um passo para trás e foi de encontro a parede. A segurei e a puxei para mais perto.
– Olha quem está com medo do riquinho fácil. — Implico
Ela sorri e dessa vez vejo chegar aos seus olhos.
– Não tenho medo de você, senhor fui enganado de boas... Logo tudo estará concertado e você verá que continuará escolhendo sua mulher. — Ela diz em tom de explicação sem vida, sem emoção — Seguirá por lá e eu por cá. Como sempre. Foram uns quantos anos assim, por mim já é cômodo...
Sorrio e mantenho o braço firme. Ela poderia se esfumaçar se quisesse distância de verdade. Poderia ir para outro lugar se não quisesse estar comigo. Percebo que todo tempo fora assim.
– Sabe porque me enganou tão bem e agora já não funciona? — Ela apenas me encara — Porque mesmo sem saber estava sendo verdadeira, porque honestamente... Você tem mentido um bocado mal desde que acordou naquela maca.
Seu corpo está tremendo sob meu braço e talvez fosse o único curso de seu corpo que não pudesse mais controlar. Ouvi um barulho e a soltei virando com o arco e a flecha preparados. Era um gato. Ia abaixar o arco quando Dinah apareceu atrás dele, emergindo das sombras.
– Você perdeu o gosto, Olie. — Ela diz falando sobre Elizabeth
Eli passa a minha frente.
– Olie é a puta que a pariu, minha querida. — Fala — Você começou uma frase ontem e eu a farei terminar hoje.
Dinah ri e toma fôlego abrindo a boca, vejo Elizabeth agarrá-la e soprar uma fumaça verde-escuro para dentro da boca da mesma. Ela tosse e cai no chão agoniando.
– O que você fez? — Pergunto meio exasperado
– Não vou matá-la. — Ela diz com ódio e desgosto.
Percebi que exagerei no tom preocupado um pouco tarde demais. Elizabeth já estava praticamente bufando para não matar Dinah. Ela se abaixou deu-lhe um tapa no rosto que a fez acordar.
– Maldita seja, desgraçada. Me diz que foi ele. — Vocifera.
Dinah pisca os olhos com dificuldade alternando entre o controle e quem era.
– O Exterminador... Oliver... — Ela me olha e então começa a convulsionar como se levasse choques antes de algo explodir ao nosso lado e nos jogar longe dela.
O corpo de Elizabeth foi lançado sobre o meu e ela levantou como se procurasse por alguma coisa.
– Slade! Seu covarde de merda! — Grita.
Ouço uma risada e o som de um impacto físico. Tento ver, mas tudo estava negro. Elizabeth respirou fundo quando de repente a fumaça sumiu. O desespero assolou quando a vi cara-a-cara com Slade a nem menos que um dedo de centímetros.
– Nosso jogo foi divertido, não foi? — Ele pergunta
– Vou te contar o mais divertido foi a notícia de que tua filha morreu, bastardo. — Ela cospe
Me levanto e atiro umas quantas flechas em sua direção, ele desvia delas e é distração o suficiente para que Elizabeth coloque algo às suas costas.

*********POV Elizabeth*********
Slade me olhou antes de sumir com Dinah e levar consigo uma massa de fumaça.
Olho Oliver.
– Não se mexa. — Digo e faço uma onda de fumaça ir de encontro a ele, isso destroi os explosivos que estavam no corpo dele
Assim que se levanta vem em minha direção e me afasto, começando a seguir para longe dele e para o caminho da minha casinha de brinquedo. Seus passos me incomodam, sua respiração me incomoda, o fato de que estava vivo me incomodava. Ele sabia bem o que falar, mas a preocupação extrema com ela me irritou ao fundo da alma e eu nem sabia que ainda tinha essa porcaria imprestável.
Adentrei a casa e ele ficou me olhando quando ia fechar a porta.
– O que? — Pergunto irritada — Já sabe que a vadia está com ele, é só ir falar com o Batman.
Sopro fumaça na mão e lanço pra ele.
– Tai, faz bom proveito. Tchau, Oliver. — Bato a porta.
Me lanço na cama e fecho os olhos. Queria paz, um pouquinho apenas do silêncio reconfortante por morar só tudo estaria ótimo. Ouço a porta abrir e levanto, Oliver entra e volta a trancá-la. Não estava afim de brigas.
– Pelo amor de Deméter, o que quer? Agora tem tua mulher, doce, me deixa em paz.
Ele larga as coisas no chão. E tira a blusa do uniforme.
– Muito nobre da sua parte fazer um show de strip, mas eu posso contratar gente pra isso. — Começo a me levantar e a me afastar dele.
Ele tira os sapatos e me ignora. Vem na minha direção como se fosse me matar, bato na parede e me agarra pelas coxas. Quero gritar para que me solte, mas me beija e minhas pernas automaticamente prendem ao redor do corpo dele e uma de suas mãos tem meu cabelo bem fixo e puxado para que me controle caso retome parte da consciência e queira afastá-lo, sua outra mão está ocupada em arrancar meu shorts e meu corpete. Abro a braguilha de sua calça e ele geme quando começo a manusear seu pênis.
– Já disse que ela não é minha mulher. — Resmunga num tom severo e sexy que me faz gemer sem controle — Sabe que todos na Liga tem certeza de que você é minha mulher?
Ele me leva pra cama e se posiciona entre minhas pernas.
– Porque...? — Murmuro num gemido sôfrego tentando me controlar, me separar, me apartar.
Seu braço me mantém no lugar e outro movimento seu me faz gemer mais alto e desistir.
– Porque eu disse que é. — Murmura e sorri antes de desatar em movimentos rápidos.

**********POV Oliver**********
Era a terceira vez que a estava levando ao orgasmo e levaria de novo. A cansaria o suficiente pra saber que poderíamos dormir e ela não fugiria.
Meu corpo tremeu ante o aperto dos músculos de sua suave, quente e úmida entrada. Ela me virou na cama e sorriu meio debilitada, continuou os movimentos no ritmo dos meus e me vi entrando em espiral de olhos fechados e a senti cair sobre mim. Abracei seu corpo e a mantive ali enquanto ela sussurrava coisas em grego e logo dormia.
Sorri por um breve período de tempo e então apaguei.

Senti que seu peso se deslocava e a segurei com mais força, nos virando na cama e piscando os olhos para acordar.
– Que foi? — Pergunto quando consigo ver seus olhos me encarando com espanto
– Você... — Ela começa — Mas que merda.... Me drogou pra ficar?
Rio e mexo em seu cabelo.
– Deixa de ser revoltada, você gostou bastante. — Digo puxando seu corpo para mais perto do meu — Não a ouvi reclamar nem uma vez.
– Mas eu me lembro de algo como um "filho da puta" escapando bem alto.
Sorrio antes de rir e lhe dou um beijo.
– Eu sou insistente, Eli. Pode perguntar a qualquer um.
Ela me encara e relaxa a postura se dando por vencida. Acaricia meu rosto com algo que não gostei de ver no olhar.
– Temos que salvar a sua... — Ela para e a olho sério — A Dinah. — Diz — Temos que ir antes que Slade trate de fazer a limpa no cérebro dela.
Saio de cima dela contra minha vontade, mas entendia que precisávamos ir. Parte de mim ainda sentia algo pela Dinah e isso estava me corroendo para não demonstrar nada a Elizabeth. No entanto, tenho certeza de que ela já sabe, porque passou por mim para o banheiro e não olhou na minha cara.

Notas finais
E ai?