Notas iniciais
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*********POV Elizabeth*********
Quebrei o espelho com um soco de ódio profundo. Nem na merda da minha cama ele esquecia a Dinah... Não podia exigir muito, passaram quase eras glaciais juntos. Dramático. — Penso com raiva e entro no chuveiro com a água fumegante. Meu corpo arde, um ardor bom, um ruim e um péssimo. Me faço socar a parede até que todos os nós dos meus dedos tenham se aberto e sangrado.
Sai do banho com a roupa já posta. Ia com uma legging preta e um sutiã de lantejoulas preto. Ele ficou me olhando e eu me mantive quieta.
"- Oliver?" — O comunicador soou e eu o peguei já que ele estava no banho.
– Diga, docinho. Oliver está tomando banho para ficar apresentável quando for encontrar a mulher dele. — Resmungo irritada
"- Ele já está com você, então não entendo..." — O John diz
"- Deixa de drama e escuta. Temos uma localização de onde o Slade possa estar. Mas está cercado por uma tecnologia que eu não tenho acesso." — Bruce resmunga do outro lado
– Ta mesmo precisando foder alguém, Bruce. — Digo me deitando e colocando as pernas na cabeceira da cama — Me fala onde fica. Vou dar um jeito de entrar e logo depois Romeu salva Julieta.
"- Mas, eles morreram... Enfim. Fica num antigo galpão industrial, no norte da cidade." — John diz "- Você precisa ter cuidado. Ele irá usar muito do seu passado contra você para te distrair."
– Não estou preocupada com isso, John... Vou entrar e Oliver vai tirar Dinah de lá. Dai tudo será resolvido.
Olho as unhas e ouço Oliver caminhar para a porta.
"- Resolvido? Como assim?" — Bruce pergunta desconfiado "- O que está planejando fazer?" — Pergunta mais afobado
Sorrio.
– Diga ao Barry que tudo tem concerto. — Falo por fim e destruo o comunicador bem a tempo de ver Oliver sair em direção ao closet.
– Era o Bruce?
– Era sim... Já sei onde vamos. — Digo
Ele me olha os olhos depois de se vestir e o beijo com todo o carinho que nunca mais expressaria, isso o faz sorrir.
– Vamos. Vou brincar de heroína hoje. — Digo fingindo muito bem meu tom natural
Ele sai comigo falando sobre como eu poderia me sair bem ajudando a Liga sem compromisso e eu só consigo pensar que partiria seu coração mais do que ela já fez... Mas pelo menos ele a teria. Livre de mim.

**********POV Oliver**********
Eu podia sentir, tinha algo incomodando a Elizabeth e ela não me falava o que era. Procurei pelo meu comunicador ao chegar no lugar. Estava completamente abandonado.
– Eu o destrui. — Ela diz saindo do carro — Não vai precisar. Quando eu der o sinal, tire a Dinah daqui e eu soltarei fumaça suficiente para que ele não nos siga.
Fico olhando para ela. A estranha sensação de que algo iria dar errado me assombrou. Fui até ela e vi a linha em seus olhos. Acariciei seu rosto.
– Não vejo a hora de te fazer sorrir desse jeito. — Digo antes de beijá-la
Seu corpo puxa o meu e ela me beija com o mesmo carinho que havia demonstrado antes. Sorrio, mas em seus olhos posso ver uma tentativa de apagar a dor. Não entendo o que há.
– Vem, todo segundo é valioso. Assim que passarmos pela porta ele vai atacar com as armas, se prepare e aconselho o máximo de flechas por segundo sem se preocupar comigo.
Faço que sim e a sigo, naquele momento já posso dizer que não consigo mais pensar na Dinah como antes... Ela é como uma lembrança e toda minha nova realidade está caminhando com passos decididos e um rebolado suave ao meu lado. Sorrio de lado. Oliver, você foi domado seu idiota. — Penso.
As portas se abrem e no primeiro instante não há nada. Logo ouço um clique e me jogo para o lado, somos alvejados. Não me preocupo com Elizabeth, ela poderia se esfumaçar e seguir, mas eu seria morto. Preparei as flechas e as lancei contra as armas posicionadas nas paredes, no chão e no teto. Vi Slade, Elizabeth não estava ali e logo a vi passar com Dinah nos braços por trás dele.
– Ah-ah. — Ele faz — Se ela sair daqui, a voltagem dos choques a fritará por dentro.
Eli a coloca no chão e se afasta. Pisca para mim e some, aparecendo na frente de Slade e entrando em combate corporal violento. Passei por eles e corri até Dinah... Ela abriu os olhos devagar.
– Olie... — Murmurou
– Shhh... Logo estará em casa. — Digo
– Olie... Um botão... Azul... — Murmura lutando para se manter ali — No teto.
Olho para cima e procuro pelo que ela estava falando. Não tinha sentido. Lá, no meio dos destroços das armas penduradas, um botão azul.
Olho para Elizabeth, ela tinha sangue nas mãos, sangue dele, que deu passos para trás surpreso.
– Você devia saber que não se deve compartilhar tudo que sabe. — Ela diz avançando para ele na fúria e o golpeando em cheio
Slade faz um rápido movimento jogando-a longe e indo atrás dela. Pego uma flecha e aponto para o lugar em que o botão estava, atiro e assim que acerta o alvo tudo se acende. O salão estava iluminado e pude ver Dinah começar a se contorcer para se levantar. Ouço um grito de dor e viro no exato momento. Elizabeth olha para Slade de cima dele com uma expressão aterrorizada. Me levanto.
Um clarão acontece e um ser de fogo aparece no local.
– Eu te disse que deveria me obedecer, lembra? — Ele diz e me encara — Se apaixonar por um mortal...
– Maldito. — Ela diz saindo de cima de Slade e indo na direção dele enquanto cambaleia. — Maldito!
Dinah começa a berrar de dor e seu corpo convulsiona. O ser sumiu e o Exterminador me olha com um punhal ensanguentado nas mãos.
– Você tira minha filha. E eu tiro as duas mulheres que você já amou. — Diz e lanço uma flecha contra ele, mas o desgraçado some e flecha vai junto
Elizabeth cai no chão e tenta se arrastar até a porta.
– Hey, hey, o que está fazendo? — Pergunto desesperado.
– Sai daqui, Oliver. Enquanto dá. — Ela diz — O Poço que eu ajudei a criar está no porão da minha casa... Eu o pilhei da apreensão de vocês...
A vejo tossir sangue e ela abre a porta.
– Uma pessoa só pode reviver uma pessoa. — Ela murmura — Não sei porque mandei Eros selar aquilo. — Reclama quase sem voz — Leva a Dinah... — Se deita de frente.
Respirava com dificuldade e eu vi lágrimas escapando de seus olhos. Ela sorriu fraca.
– O plano sempre foi esse. — Ri — Bruce vai ficar feliz... — Fechou os olhos.
Eu não consegui fazer nada além de olhar para ela e sentir meus olhos arderem. Ela me olhou já lutando consigo e sorriu. Era aquele sorriso que eu tinha visto todo o tempo.
– É só a morte de um corpo, Olie... Sentimentos são eternos...
Falo um palavrão e toco sua testa com a minha. A maldita não perderia o jeito nem nesse momento.
– Lembre-se... Deixa seu sentimento voltar... Precisar amar agora como amou antes. — Murmura movendo os dedos na minha direção — Eros é dramático que nem você, certo?
Rio em resposta.
– Não vai fugir de mim. — Murmuro — Fica aqui.
Ela sorri.
– Não vou fugir... Só vou dar uma volta...
Posso ouvi-la suspirar e abro os olhos. Seus olhos estão me encarando sem vida e sua boca aberta de forma suave, como se fosse me dizer algo. Sinto uma raiva descomunal. Slade iria pagar. Sem regras.
Me afasto e olho para as duas... Uma só. Eros era realmente um maldito, mas eu já sabia o que faria. Levantei e peguei as duas, segui até o carro e liguei o comunicador reserva.
– Bruce... — Minha voz soava embargada
– Estamos indo. — Ele diz com preocupação na voz

Notas finais
Big tretas