Notas iniciais
Voltei *--* noss, eu vi que tenho leitores fantasmas e meus amigos aqui, fiquei feliz u.u Tai mais um cap, espero que gostem :)

*********POV Elizabeth*********
– Então você quer que eu me infiltre, não é, Perséfone? Ok. — Murmuro em frente ao espelho tirando a maquiagem do rosto vendo as outras cicatrizes que felizmente eu conseguia cobrir
A única vez em que não ouvi Perséfone marcou meu erro... Me marcou... Slade malditamente fodido conseguiu me torturar muito bem antes de Perséfone o seduzir apenas o suficiente para que eu fugisse.
Tomei um bom banho e me enfiei na fantasia de pantera, colocando uma máscara de rosto inteiro e abri a porta ao soar da campainha. Sorri ao ver o rosto do homem que havia seduzido para hoje, o puxei pela gravata e tranquei a porta.
– Hm... Uma pantera. — Ele diz — Isso vai ser interessante.
– Pode ter certeza. — Digo maldosa.

**********POV Oliver**********
Star City, amada, porque não se vê livre de problemas por uma noite apenas, ein? — Penso pulando para um telhado próximo ao que estava e corro em direção aos sons de gritos e destruição.
Olho para baixo e posso ouvir o grito do Canário soar. Meu coração dispara, ela não podia ser o que estava causando o problema.
Me obrigo a descer e ver mais de perto. Mantenho uma flecha direcionada para Dinah, seus olhos pareciam desfocados.

*********POV Elizabeth*********
Rebolei o quadril sobre ele e me levantei assim que ouvimos o grito e as janelas estouraram. Ele me olhou assustado procurando suas roupas por todos os lados. Revirei os olhos e tirei a máscara.
– Ai meu Deus, o que fizeram com você? — Ele pergunta aterrorado
As cicatrizes não eram tão feias, mas ideia de elas estarem ali era.
– Por favor... — Murmuro revirando os olhos e sopro seu rosto fazendo com que a fumaça negra o atingisse e o apagasse.
Vou até o closet, mas prefiro não pegar o uniforme e apenas passo maquiagem no rosto para apagar as cicatrizes, então me enfio em uma calça e em uma camiseta. Era a oportunidade perfeita.
Me fiz aparecer bem no meio da multidão e me lancei no centro da confusão, fazendo parecer que Dinah era a culpada por eu estar naquele caos. A olhei e pisquei um olho enquanto começava minha atuação.
– Socorro! — Grito desesperada enquanto o lugar caia aos pedaços e parecia a ponto de desabar.

**********POV Oliver**********
Podia ouvir gritos de socorro. Dinah sorriu para mim... Um sorriso que não era o dela e nunca havia visto em seus lábios.
– Você pode escolher, Arqueiro... Me deter, ou salvar a pobre inocente de ser esmagada pelos escombros assim que a última explosão do prédio da empresa acontecer. — Ela diz
Sua voz soa meio duplicada, como se alguém falasse por trás dela. Ela faz uma cara desafiadora.
– Ora, ora. Vai finalmente me colocar à frente? — Pergunta
– A questão toda é essa? Eu sempre a coloquei à frente, esse é meu problema. — Digo chegando perto e ela aperta o ativador do explosivo.
– Socorro! — O grito da mulher me lembra de sua existência.
Passo correndo por Dinah.
– Hoje não vai ser assim. — Murmuro comigo
Mirei e atirei uma flecha num prédio do outro lado da rua, agarrei a mulher pela cintura no exato momento em que a maior parte da estrutura veio abaixo e corri com ela dali até saltar e me pendurar no ar, sendo balançado no sentido do salto até conseguir colocar os pés em um local firme. A coloquei com os pés no chão e limpei seu rosto com uma toalha... Sangue... Havia sangue por todo o rosto e logo consegui ver os cortes. Seus olhos azuis me olharam por menos de um segundo.
– Obrigada. — Murmurou antes de apagar nos meus braços
Todos os cortes estavam espalhados pelo corpo dela e estava sangrando demais.

*********POV Elizabeth*********
A decisão de reabrir os cortes que haviam no meu corpo foi dolorosa, terrível, funcional e deliciosamente torturante ao me lembrar da meia-face de Slade.
Assim que abri os olhos soube que não estava em um hospital, era um quarto enorme. Olhei ao redor aproveitando a falta de luz e pude ver a sombra dele na porta do banheiro. Estava de costas e parecia jogar alguma coisa longe. Me levantei e pensei seriamente em matá-lo naquele exato instante, mas talvez houvesse um sistema direto com a Liga e eles aparecessem assim que eu o fizesse.
– Quem é você? — Pergunto fingindo uma voz trêmula.
Ele se vira e acende a luz, chio baixo fechando os olhos e colocando as mãos no rosto.
– Sou Oliver... Um amigo lhe trouxe aqui porque estava muito ferida graças ao ataque da Canário Negro de ontem. Ele achou que fariam perguntas demais se vissem seus ferimentos.
– Amigo... — Finjo confusão — Mas, eu lembro do Arqueiro-Verde... E... — Coloco as mãos na cabeça — Ai, como doi.
Ele caminha até mim e observo seus olhos verdes enquanto ele analisa os meus. Ele me analisa. Não sei o que há, meu cérebro apaga num instante e eu entendo pela primeira vez o que Perséfone quer dizer quando fala em gatilho sexual.
– Você parece estar com uma enxaqueca... Também não é para menos, seu corpo fechou rápido os ferimentos... — Ele comenta segurando meu pulso acusador — Você é uma meta-humana?
Faço meu coração disparar e volto a encenar.
– Eu não. Eu já tinha esses ferimentos... Devem ter aberto os pontos no desespero, mas quando relaxei o sangue deve ter parado de vir. Não sei.
Ele me analisa mais seriamente e me solta.
– O que sabe de meta-humanos? — Pergunto
– O mesmo que você. — Responde simples — Venha, vou lhe dar um remédio que uso pra curar ressaca.
Continuo interpretando, ia ter que melhorar um pouco, podia sentir a desconfiança dele. O segui de perto analisando o redor.
– Se sabe tão pouco sobre meta-humanos porque perguntou se eu era uma? Se eu fosse não precisaria do Arqueiro... — Comento acusando-o
Ele ri um pouco e para em frente a um balcão numa cozinha gigantesca.
– Nossa... Essa é sua casa? — Pergunto
– Sim. — Responde ainda de costas e pela primeira vez no momento, noto que está apenas com uma calça de seda pendurada no quadril praticamente caindo — Vê, não se pode mais achar que todos são seres humanos normais hoje em dia. E o Arqueiro é uma ajuda ótima até para os meta-humanos.
Ele vira pra mim e me pega olhando para seu abdômen e arqueio a sobrancelha com uma cara de puta feliz ao subir os olhos para seu rosto e ver seu sorriso. Mordi o lábio inferior e estiquei a mão pra pegar o copo que ele tinha em mãos.
– Então... Você é rico. — Falo olhando ao redor e tomo um gole do que havia no copo sentindo o gosto do rum na garganta
Olho o copo desconfiada e o olho. Ele está me analisando como se estivesse calculando possíveis ataques. Menino esperto. — Penso comigo e dou um passo para trás fingindo estar assustada.
– Sou. Hm... Como pode viver em Star City e não sabe quem eu sou?
– Eu me mudei ontem... Estava fugindo do meu ex-marido. Nasci em Nova York, mas morava em Londres. — Explico
Parte do meu preço vinha do improviso tão bem trabalhado. Eu podia sentir que ele ia acreditando a medida que eu falava. Voltei a olhar ao redor, realmente era uma mansão e tanto. Meus olhos passaram por um espelho e me encarei fingindo terror... Me aproximei do mesmo fazendo os olhos marejarem.
– Estou um fiasco. — Comento mais pra mim que pra ele enquanto toco as cicatrizes
– Não acho. — Ele diz vindo atrás de mim — Dá raiva pensar que alguém fez isso, mas feia você não está.
As mãos dele deslizaram pelas cicatrizes nos meus ombros e eu percebo que ele havia me vestido com uma camisola negra de seda com alcinhas. Volto meus olhos para os dele no espelho e vejo que me analisa o corpo pelo reflexo. Quando desceu as mãos para minha cintura o arrepio veio certeiro e me espantei, dando um passo para frente. Ele retirou as mãos.
– Sou Oliver Queen. — Ele diz se distanciando um pouco — E, acredite, um mulherengo sabe quando uma mulher é bonita. — Ele pisca.

**********POV Oliver**********
O que havia acabado de dizer? Também não sabia, mas no fim era verdade. Seus olhos me analisavam com um fio de medo, mas ela tinha um ar de perigo que era tão forte. Talvez não soubesse que era meta-humana. Teria que fazer uma pesquisa mais profunda a seu respeito.
Ela coçou o pescoço e voltou a olhar o espelho com receio. Eu aproveitei para reavaliar seu quadril. Era largo. Bem largo. Fiz que não com a cabeça... Ela havia acabado de sair de um relacionamento violento, se eu deixasse claro que a situação era a vontade de estar investindo violentamente contra sua pernas não conseguiria que ficasse aqui e assim não poderia descobrir o que se passava com ela.
– Porque rum...? — Pergunta
Levanto os olhos e vejo que me olha com uma expressão convidativa.
– Porque ajuda na ressaca de rum. — Digo e sorrio um pouco
Ela sorri e ri um pouco. A observo caminhar em direção ao balcão e me convenço de que deixá-la sem lingerie foi a melhor decisão. Tinha um rebolado sexy, o olhar era matador.
– Então... Quanto tempo passou casada? — Pergunto
Ela ri e me olha.
– Você acha que eu vou perder meu tempo falando do meu ex enquanto estou na casa de um Queen?
Sorrio de lado e sigo até ela, passo os braços ao redor de sua cintura e apoio as mãos na bancada. Tinha a altura perfeita.
– Não se acha muito fácil, Oliver? — Ela pergunta sorrindo enquanto suas unhas arranham minha nuca
O arrepio chega na espinha com vontade. Puxo seu lábio inferior com meus dentes e a puxo pra mais perto com um braço.
– Vejo isso como uma qualidade. — Murmuro

Notas finais
Então... 3:)