Arqueira perdida
17 Capítulo 17
Notas iniciais
A noite estava estrelada, a lua cheia parecia uma bola prateada bem perto da terra, a visão mais linda que alguém poderia ter, o vento batia em seu rosto, o cheiro das arvores das colinas penetravam em suas narinas. Era a melhor sensação do mundo e Hanna podia senti-la. Todas as noites que se sentia sozinha ia aquele lugar em especial para poder pensar.
— Como queria poder fazer isso todas as noites. – resmungava pra si mesma.
Em meio a essa colina havia uma grande arvore que se apossava de quase todo o espaço com seus galhos majestosos. Nos dias ensolarados produzia uma grande sombra fresca, nas noites era simplesmente bom escalá-la e diante do galho mais alto se lambuzar com a noite estrelada.
— Isso é engraçado sabia?
Falava sozinha, mas não se importava, ninguém poderia ouvi-la, só ela mesma, era bom conversar com sigo mesmo, pois as respostas vinham em tom de critica, mas confortantes. Pelo menos não se sentia uma zero a esquerda consigo mesma.
— Estar cercada de pessoas, mas ao mesmo tempo não ter ninguém com quem contar. É simplesmente complexo viver com as pessoas.
Uma pequena sombra começava a aparecer nas luzes da lua, Hanna não contara a ninguém que estava ali, somente uma “coisa” sabia disso, mas isso era impossível, se bem que não, ele era bastante esperto para poder descobrir onde Hanna estava. Até que seus pensamentos se concluíram, sim era ele sim. Descendo rapidamente dos galhos da arvore, Hanna vai ao encontro da criatura.
— Bruce, que saudade de você garoto. Pensei que estava por ai, andando sem rumo.
Ela falou afagando a cabeça do cachorro, ele era grande e amedrontador, os pelos negros brilhantes com apenas pequenas manchas marrons escuras envoltas em seus olhos e focinho.
— Como sabia que eu estava aqui?
Claro que Bruce não respondeu, mas Hanna sabia que cachorros tinham um faro muito bom então ele a acharia facilmente. Ele nunca fazia barulho e se esgueirava com tanta facilidade pelas sombras com seu pelo preto, que entrava em contraste com as sombras.
Deitando-se no chão, e apoiando a cabeça na raiz da arvore (que eram tão avantajadas que dariam bons travesseiros, tirando o fato de serem duras.) Hanna contempla o céu estrelado, Bruce imediatamente deita ao seu lado. E ela sentiu que tudo ficaria bom novamente, pelo menos até Bruce sair de seu lado.
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