Notas iniciais
Boa Noite meninas.

PDV Edward Cullen.

Durante todo o percurso minha mente viajou no tempo, voltando a um verão perdido nas sombras escuras do passado. O dia seguinte à noite em que eu e Bella havíamos trocado juras de amor foi o pior dia de toda a minha existência. Apertei a direção com força. Senti a acidez aumentar no estômago, o velho refluxo gástrico subindo pelo esôfago, reverberando na garganta, dando sinal de vida. Charlie Swan, a raposa velha e astuta, havia aparecido de repente na porta da minha casa.

Minha mãe apesar de surpresa por ter um dos homens mais ricos e ilustres da cidade diante da sua porta, o convidou para entrar, mas ele recusou o convite agradecendo fria e polidamente. Ela assentiu. Talvez para homens abastados como ele fosse constrangedor adentrar numa casa simples de subúrbio na periferia. Mamãe deixou-o aguardando no portão e então foi até o meu quarto, avisando-me de que ele estava à minha procura. Pegando uma camisa de malha qualquer sobre a cama, vesti apressadamente e saí, cumprimentando-o, perguntando do que se tratava. Ele me examinou atentamente e me mandou entrar no carro, pois queria discutir alguns assuntos a respeito do plantio do próximo semestre. Confuso, entrei no veículo e fomos dar uma volta. Não consegui entender o porquê, até que ele parou o veículo a meio caminho de Twilight, voltando-se para mim, sorrindo com escárnio.

“...Minha filha vai ficar noiva de Jasper Whitlock esta noite, Cullen.

Foi como levar um soco gigantesco no plexo solar.

- Como? O que?!

Foi tudo o que consegui responder, atônito com aquelas palavras. Meu coração acelerou, o gosto amargo da bile subiu espesso até minha língua. Ele gargalhou com deboche.

- Você não achava mesmo que esse casinho de verão de vocês iria durar, ou achava?

Engoli em seco. Bella tinha contado a ele que nós estávamos juntos?! Minha mente girava, mil pensamentos se debatiam num conflito silencioso e perturbador.

- Casinho?

Respondi sentindo o ar me faltar.

- Não me subestime rapaz. Garanto que sou mais inteligente do que você pensa.

A perplexidade em meu rosto foi o suficiente para que ele respondesse com desenvoltura.

- Isabella é uma garota rica, fútil e mimada. Ela precisa ter ao seu lado um homem do nível social dela, que seja capaz de lidar com seu gênio, mantê-la na linha e satisfazer todos os seus caprichos.

- Bella não é assim, falei surpreso ao vê-lo descrever a própria filha de maneira tão dura. Ele me ignorou.

- Por tudo isso e também por outras razões, Jasper é o homem certo para minha filha, Cullen. Você não passa de um aventureiro.

Cerrei os dentes diante de sua prepotência.

- Posso fazer sua filha feliz senhor. Bella não liga para o seu dinheiro e nem tampouco para status ou para as regras impostas por esta sociedade imbecil. Sua filha me ama!

Retruquei nervoso. Charlie não se abalou.

- Suas palavras não passam de utopia. Mera utopia. Contos de fadas não existem, garoto. Por acaso foi isso o que ela te disse?! Que ama você?! Acorde rapaz! Ninguém consegue ser feliz sem dinheiro, Cullen. Muito menos a minha filha. E dinheiro é uma coisa que você não possui!

Minha vontade era voar no pescoço dele e arrancar aquele sorriso sarcástico de sua face. Me controlei em respeito a sua idade.

- Eu me formei, vou conseguir um bom emprego e terei dinheiro em breve para sustentar a nós dois.

Ele maneou a cabeça me encarando com ceticismo.

- Mas nunca terá um sobrenome de prestígio como Swan ou Whitlock.

Golpe baixo. Engoli em seco. Era verdade. Doeu ouvir aquilo. Doeu muito.

- Não quero mais você na minha fazenda. Bella me disse hoje cedo que não quer mais te ver também. Passe amanhã para pegar o seu dinheiro e suma, disse friamente.

A sua arrogância me deixou revoltado.

- Isso é o que o senhor está dizendo, Sr. Swan. Não acredito em uma só palavra! Sua filha me ama, tenho certeza disso!

Gritei em seu rosto. Ele me fitou com desdém.

- Acha mesmo? Então porque não vai até o clube de campo esta noite? Ela vai à festa em comemoração ao aniversário do prefeito com Jasper Whitlock, um dos melhores partidos desta cidade e juntos, eles anunciarão para toda sociedade que estão noivos. NOIVOS. Você me ouviu? A data do casamento será marcada para breve também, afinal eu e o Sr. Whitlock planejamos esse momento desde o dia em que Isabella nasceu.

Fiquei em estado de choque. Aquelas palavras duras tiveram o poder de me silenciar. Minha mente girou. Bella afirmou que iria estudar naquela noite e por isso não me encontraria no horário de sempre, mas seu pai havia conseguido plantar a dúvida em meu íntimo com aquela conversa sórdida e dolorosa. Com a dúvida crescendo em meu íntimo, desci do carro ali mesmo e retornei para casa a pé. Enquanto o dia se arrastava minha angústia apenas aumentava. Mal consegui comer.

À noite pedi um carro emprestado a um amigo e fui furtivamente até a entrada do clube privado, onde não era convidado e muito menos bem vindo. Permaneci ali escondido a sombra de alguns carvalhos centenários. Meia hora depois eu vi Jasper Whitlock descer do seu carro esporte vermelho usando um elegante terno azul marinho de grife, dar a volta no carro e abrir a porta. Dando a mão a ele, Bella saltou sorrindo, linda, magnífica, estonteante num vestido roxo elegante e esvoaçante.

Meu estômago revirou, meu mundo desabou, meu coração se partiu em um milhão de pedaços, as lágrimas me cegaram. As palavras do seu pai se repetiram em minha mente... “eles vão ficar noivos hoje à noite, noivos” ... Vadia! Ordinária! Falsa! Mentirosa! Ela tinha me usado o tempo inteiro, divertindo-se pelas minhas costas, fazendo com que eu acreditasse que ela me amava, como eu a amava e ficando noiva de outro homem. Senti como se um punhal houvesse sido fincado em meu coração. Traidora! Maldita Isabella Swan! Será que ela gemia nos braços dele como gemia nos meus?!

Saí de lá antes que fizesse uma grande besteira, como invadir a festa para tirar satisfações, acabar quebrando a cara de alguém e sendo preso. Voltei para casa, tropeçando em minhas próprias pernas, odiando-a e odiando a mim mesmo por ter acreditado em tudo que ela havia me dito. Quando cheguei minha mãe me olhou com um misto de ternura e piedade, exibindo um cheque que o velho Charlie havia mandado para nossa família naquela mesma tarde. Arregalei os olhos diante da quantia exorbitante.

Juntamente com o cheque ele mandara um recado “sugerindo” que a minha família saísse da cidade e fosse se estabelecer em outro lugar. Odiei ainda mais aquele homem soberbo e arrogante, por ter a audácia de querer me comprar. Resolvi destruir o maldito cheque e ir até sua casa, jogando cada pedaço do papel rasgado na sua cara ridícula e arrogante. Mas nem minha mãe, nem meu irmão permitiram. Nossa família era pobre e aquela era uma oportunidade única de dinheiro fácil que a vida estava nos dando. Mamãe conversou comigo dizendo o quanto lamentava o sofrimento que eu estava passando, mas que os caminhos tortuosos da vida estavam nos presenteando, então eu deveria erguer minha cabeça, aprender com aquilo tudo, esquecer a garota rica que me desprezara e seguir em frente.

“-Ela não merece você filho”.

Falou tentando me consolar. Deixamos Caldwell ao amanhecer. O dinheiro foi utilizado para comprar uma casa nova para minha mãe, garantir o meu mestrado e logo depois o meu doutorado em genética da agronomia, como também custear os estudos de Emmett. Mas não houve nem um dia sequer que eu não odiasse com todas as minhas forças cada centavo daquele dinheiro sujo.

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Apesar de ser um bar observei que as pessoas estavam muito bem vestidas. De jeans escuro, camisa de brim de mangas curtas, azul clara, cinto, botas pretas e chapéu de cowboy, eu era um dos presentes menos arrumados no ambiente. O bar era movimentado e um pouco escuro. A iluminação escassa favorecia o clima de intimidade e agarração. Algumas mulheres haviam me fitado diretamente nos olhos, enquanto eu caminhava por entre as mesas, abrindo caminho, piscando ou até mesmo sorrindo de forma provocante e sexy. Dei um meio sorriso. Aquele era o lugar perfeito para encontrar uma mulher bonita, gostosa, disponível, e conseguir apagar Isabella Swan do meu sistema para sempre.

Quando cheguei avistei meu irmão Emmett e sua noiva Rosalie. Eles acenaram e eu acenei de volta. Eu realmente nunca entendi como Emmett conseguiu tornar-se xerife, porque os homens da lei têm que ter uma postura de recato em determinadas ocasiões, e ele nunca pensava em alguma coisa que não diria em voz alta ou fizesse. Rose estava admirando seu reflexo num dos espelhos do local e sorrindo satisfeita, achando-se a modelo da perfeição em matéria de beleza. Ela estava usando um vestido preto estampado curtíssimo, colado ao corpo e um par de botas pretas de cano longo, atraindo a atenção dos homens e despertando a inveja das mulheres. A cabeleira loira estava presa num coque elaborado. Eles estavam sentados numa mesa mais afastada, aonde o som não chegava tão alto e dava para conversar. Cumprimentei os dois, pegando uma garrafa de cerveja sobre a mesa e bebendo direto no gargalo.

- Onde estão os rapazes?

Questionei. Emm fez um gesto com a cabeça em direção a estreita pista de dança onde Paul e Seth dançavam de rosto colado com duas moças.

- Eles estão se dando bem Edward. E quanto a você?

Disse Rose sorrindo.

- Não pretendo casar tão cedo se é a isso que se refere, Rose.

- Mas também não precisa trocar de mulher como quem troca de roupas, ela emendou ferina bebendo um gole da cerveja.

Dei de ombros.

- É um estilo de vida. Simples.

Mais três goles.

- Estilo de vida ridículo, esse. Quando é você vai crescer?!

Retrucou com secura. Sorri antes de responder, tomando o restante da cerveja.

- Um dia quem sabe. Onde fica o banheiro?

Emmett me mostrou e eu saí um pouco para respirar. Rose era dentista, além de ser uma boa moça quando não estava tentando bancar o cupido ou a irmã casamenteira. Eu gostava dela, mas não estava com paciência para aguentar aquela conversa fiada e sacal. Especialmente hoje. Eu só queria diversão, curtição, sexo. Ao passar pelo banheiro feminino, duas mãos ansiosas me puxaram para dentro. Surpreso, aceitei o convite, vendo que era uma loira arruivada de vinte e poucos anos que havia sorrido para mim momentos antes na entrada. Seus olhos estavam avermelhados indicando que ela já havia ingerido um certo teor de álcool. Dando uma última tragada no cigarro, ela jogou-o no chão, pisando com a ponta da bota vermelha, fazendo com que eu olhasse para suas pernas, apreciando o visual.

Não perguntei seu nome nem ela o meu. Melhor assim. Sem vínculos ou amarras. Olhei para os lados e não havia absolutamente ninguém ali. O banheiro estava totalmente vazio. Ainda era relativamente cedo. Ela sorriu insinuante e entrou numa das cabines. Entrei atrás. A blusa de seda vermelha transparente permitia que o sutiã rendado na mesma cor fosse visto, revelando a pele alva. Fiquei excitado e agradeci mentalmente pelas mulheres hoje em dia serem tão sexualmente disponíveis.

Fechei a porta atrás de mim, dando mais uma espiada para me certificar de que estávamos sozinhos. Voltei-me para ela que já havia levantado à saia curta de couro e estava sem calcinha, exibindo a boceta toda depilada. Ótimo, pensei retirando uma camisinha do bolso traseiro e rasgando o invólucro com os dentes, desabotoando a calça e colocando o preservativo no meu pau duro como pedra. Ela desceu a mão e me acariciou por sobre o preservativo, sorrindo e fechando os olhos.

Virei-a de costas para mim. A moça apoiou as mãos na parede a sua frente. Coloquei meus dedos em sua entrada, vendo que já estava molhada. Maravilha. Segurei em seus quadris e penetrei-a com força. Ao contato forte, ela gemeu. Tapei sua boca com uma mão, evitando chamar a atenção de quem entrasse ali, começando a bombear para dentro e para fora. Mas a imagem que eu via não era da loura na minha frente. Alguma coisa em minha mente mudou. Deu pane. Vinha a minha mente a imagem de uma jovem de pele alva, cheirosa, curvilínea, de seios fartos e rosados, longos cabelos escuros e olhos cor de chocolate. Chocado com a nitidez da visão, segurei forte em seus cabelos, puxando-a mais de encontro a mim. A mulher deu um gemido abafado, num misto de dor e prazer. Aumentei o ritmo das investidas, fazendo Isabella sorrir. Trinquei os dentes, sentindo as gotas de suor brotando em minha testa. Ela rebolou no meu pau e eu me enterrei em seu corpo ainda mais. Minutos depois o gozo forte explodia. Abafei meus gemidos em seus cabelos que cheiravam a cigarro. Fechei os olhos por um instante saindo de dentro de seu corpo em seguida. Ela praticamente caiu sentada no vaso sanitário, a respiração ofegante. Fitei-a e a magia desapareceu por completo. Ela sorriu, eu sorri de volta saindo dali e deixando-a sozinha. Meu corpo estava temporariamente satisfeito, mas um imenso e tenebroso vazio dominava a minha alma.

Dirigi-me ao balcão do bar pedindo um uísque duplo, olhando em volta. Realmente eu precisava de uma bebida forte para relaxar.

PDV Isabella Swan.

Foi como observar a imagem de outra pessoa refletida no espelho da penteadeira. O vestido verde escuro de malha aderira a minha pele como uma segunda pele, delineando todos os contornos, todas as curvas do meu corpo, descendo com um caimento perfeito até um pouco abaixo dos joelhos. O decote leve nas costas não permitia o uso de sutiã. As alças finas deixavam meus braços expostos. A fenda lateral era maior do que eu estava acostumada a usar, chegando até a metade das coxas, me deixando com uma aparência sexy e sedutora. A cor realçava a palidez da minha pele, destacando meus olhos escuros, marcados com delineador e sombra marrons. Nas maçãs do rosto um blush rosado. A boca brilhava discreta com um gloss rosa claro. A maquiagem havia sido feita com esmero por Ângela. Meus cabelos continuavam soltos pelas costas, mas modelados graciosamente, pois haviam levado um punhado de mousse com fixação duradoura antes de passarem pelo secador. Sandálias de salto fino, pretas e delicadas completavam o visual. Resistindo ao impulso de roer as unhas pintadas de um tom chocolate como meus olhos, me virei para as duas pessoas dentro do quarto.

- Não vou conseguir, falei ansiosa.

- Não vai conseguir o que?

Retrucou minha melhor amiga fazendo-se de doida.

-Ir a este encontro, falei entre dentes.

- Claro que vai, ela respondeu refestelando-se na cama.

- Você está linda mãe, disse Renesmee batendo palminhas e me fitando com admiração.

- Obrigada filha, mas ainda acho que dá tempo de ligar para o Dr. Caius e cancelar a noite, falei olhando suplicante para minha amiga.

- Não senhora.

Dialogar com Ângela às vezes era enervante.

- Ângela, este vestido faz com que eu pareça um pedaço de carne suculento exposto no açougue.

Ela me fitou sorridente, como se dissesse: a idéia é exatamente esta. Mas refreou-se por estarmos na frente de Nessie.

- Deixe de ser boba. Você não quer despertar a atenção de ninguém além de Caius. Os outros homens que olhem, babem e morram de inveja. Quanto tempo faz desde a última vez que se divertiu de verdade?!

Exclamou com razão. No fundo aquilo machucou. Ela havia tocado num ponto sensível. Parecia que desde os meus quinze anos eu não me divertia de verdade. Minhas saídas rotineiras eram para ir ao supermercado, a escola deixar e buscar Renesmee, ir ao médico ou ao dentista, à oficina ou até mesmo, levar algum hóspede interessado e curioso para conhecer os pontos turísticos da cidade. A vozinha de Nessie me tirou do mundo dos devaneios.

- É, mãe, você está tão linda que seria maravilhal sair hoje à noite.

- Maravilhoso, corrigi prontamente.

Ela me fitou arqueando as sobrancelhas, sentando na cama junto da tia e cruzando as mãos sobre o colo.

- Maravilhal é a mistura de maravilhoso com especial mãe. Assim você não precisa dizer as duas palavras. Basta uma só e pronto.

Revirei os olhos.

- E de onde saiu isso?

- Eu inventei. A Srta Cope disse que precisamos ser criativos.

- Tenho certeza de que quando disse isto, ela não estava se referindo ao fato de você alterar o vocabulário, querida.

Retruquei. Ângela assoviou dando o maior apoio a Nessie, enquanto eu sacudia a cabeça diante da explicação lógica dela. Como as crianças pequenas podiam ter uma explicação para tudo nos dias de hoje?! A vivacidade e sagacidade de Renesmee conseguiam me assustar às vezes. Voltei-me para minha amiga.

- O vestido não está um pouquinho demais? Afinal é um bar e não um restaurante famoso Ângela.

Retruquei esperançosa de que as duas me deixassem trocar aquele vestido sensual e exótico por uma coisa mais segura como uma calça jeans escura e botas de cano longo. Ângela nem se moveu.

- Se fosse de seda até que eu concordaria com você, mas é malha, Bella. Malha bordada, linda, pesada, gostosa de vestir e macia. Portanto chame logo um táxi e vá se divertir, porque nós duas iremos até a feira de artesanato local comprar algumas coisas interessantes, não é Nessie?

Disse piscando um olho para minha filha.

- Olhem lá vocês duas... Não me vão aprontar nada errado estão ouvindo?!E não faça sua tia gastar demais, filha.

- Pode deixar mamãe, eu prometo me comportar, respondeu saltitando em volta de mim.

Ângela me fitou com uma expressão indecifrável no rosto.

- Por que não aproveita a oportunidade para viver uma noite linda, fantástica e desfrutar a companhia de um homem charmoso? E não se preocupe conosco, falou mansinho.

Gemi internamente e forcei um sorriso, deixando que a voz de Ângela ecoasse em minha mente.

- É disso que eu tenho medo, respondi pegando a bolsa carteira de couro preta sobre a cama, colocando delicados brincos de ouro nas orelhas e descendo as escadas, rumo a mais uma noite frustrante e desastrosa.

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Cheguei ao bar e Caiu já me esperava na entrada. Forcei um sorriso caminhando até ele, que me deu um olhar de pura admiração. Ao menos Ângela não havia insistido para que ele fosse me apanhar em casa.

- Você está linda, Isabella.

Falou dando um beijo em minha face.

- Obrigada, respondi desviando o olhar do seu rosto. Eu não podia negar que ele era bonito, mas não tinha nem de longe o magnetismo de Edward com seus cabelos acobreados e bagunçados. Engoli em seco. Por que eu estava pensando nele, droga?!

- Demorei muito? Desculpe-me se o fiz esperar, falei apertando a bolsa entre os dedos.

- Valeu à pena, respondeu me olhando de cima até embaixo.

- Você está me deixando sem graça, respondi constrangida.

-Não foi minha intenção, acredite. Podemos entrar?

Perguntou gentil, levando minha mão até seu braço. Entramos e eu demorei alguns segundos para me acostumar ao ambiente pouco iluminado, piscando algumas vezes. O local era espetacular, todo decorado com espelhos, objetos nativos da região, cadeiras e mesas de couro, com um toque de classe e requinte. Corri meus olhos pelos outros fregueses sorri satisfeita com a escolha do vestido. Ângela estava certa a respeito das pessoas se vestirem com esmero para irem até ali.

Notas finais
Uma Boa Páscoa para todas vocês.
Beijos
Kiki e Tiih