Armadilha Do Destino.

6 Capítulo 6 - Fantasma - Parte II


Notas iniciais
Oi meninas quanto tempo em.

PDV Isabella Swan.

Caius me conduziu até uma mesa de canto e eu pude ver alguns homens virando-se para nos olharem com admiração. Senti-me estranha. Antigamente, na época do colegial eu sempre fora um dos centros das atenções dos rapazes, mas hoje em dia fazia questão de passar despercebida. E roupas folgadas e confortáveis garantiam isso. Mas usando aquele vestido eu estava totalmente fora da minha zona de conforto, pensei nervosa. Sentamos e ele me ofereceu uma bebida. Aceitei sem nem prestar atenção ao que era. O drinque era saboroso e o álcool me relaxou um pouco. Caius sorriu atencioso e começou a puxar conversa. Eu mais ouvia do que falava e assim a noite foi seguindo.

- Como vai a minha paciente, a adorável Renesmee?

Sorri ao vê-lo interessado nela.

- Nessie está bem, mas não se engane. Ela pode ser terrível às vezes, respondi rindo.

Ele me olhou assombrado.

- Não acredito nisso. Ela se comportou muito bem quando você a levou ao consultório, uma verdadeira dama.

- Por que eu a convenci de que iríamos tomar um enorme sorvete quando saíssemos de lá. Amo minha filha, mas às vezes não tenho energia para acompanhar o pique daquele furacãozinho.

- Furacãozinho?! Nossa mamãe, acho que você não está sendo justa. Percebi que ela é sagaz, esperta, inteligente e muito ativa.

- Com certeza. Você acaba de descrever com perfeição a minha filha.

Respondi divertida.

- Sem falar que herdou a beleza da mãe.

Ele então me contou que era divorciado, mas nunca tivera filhos, embora adorasse crianças. Sua esposa dava muito valor à estética corporal e não estava disposta a abrir mão de suas formas perfeitas para gerar um filho. Confesso que tive pena dele. Quase uma hora depois senti um arrepio esquisito percorrer a minha espinha. Era como se alguém me observasse, credo. Olhei para todos os lados, mas não reconheci ninguém. Procurei relaxar, mas a sensação estranha perdurou. Tornei a olhar, desta vez deparando-me numa fração de segundos, com um par de olhos verdes intensos e frios. Congelei. Minha respiração ficou presa na garganta. Não, não podia ser. Não aqui! Um fantasma do passado tinha vindo me assombrar?! Engoli em seco sem conseguir me concentrar mais na conversa. Caius continuava falando, mas eu não assimilava nada. O homem estava distante, do lado oposto ao que eu me encontrava, oculto pelas sombras do ambiente. Estreitei meus olhos, mas não consegui ver os traços do seu rosto. Eu poderia jurar que aqueles olhos eram idênticos aos de Edward. Um medo súbito e repentino dominou minhas entranhas, fazendo minhas mãos suarem, meu coração disparar.

Fechei os olhos por um breve momento. “Agora você está ficando completamente paranoica Bella”, me recriminei internamente, dando mais um gole no delicioso drinque. Disfarçadamente olhei outra vez, mas o desconhecido havia sumido completamente do meu campo de visão. Meu acompanhante me fitou com uma ruga de preocupação em sua testa.

- Está tudo bem?

Questionou segurando minha mão sobre a mesa. Estremeci involuntariamente virando-me em sua direção.

- Sim, apenas achei que tivesse visto alguém.

Respondi com o coração ainda acelerado. Ele sorriu demonstrando alívio e se aproximou de mim.

- Agora que tal irmos dançar?

A voz macia de Caius me trouxe de volta a realidade. Dei um sorriso tímido.

- Não acho que seja uma boa idéia, retruquei.

- E por que não?

Ele estava jogando charme. Resolvi ser sincera.

- Sou um desastre dançando, respondi tentando encerrar aquela conversa. Ele recostou na cadeira e não se deixou convencer.

- Nesse caso deixarei que você pise nos meus pés.

- Você está aí fazendo piadas, mas eu falo sério quando digo que não sei dançar. Ângela diz que eu nasci com dois pés esquerdos.

- Acho difícil acreditar nisso, ele disse estreitando os olhos.

- Mas é verdade, respondi dando de ombros.

- Por acaso está fugindo de mim?

Perguntou de repente.

- E por que eu fugiria de você?

Retruquei dando um sorriso forçado.

- Hum, depende.

Respondeu com os olhos fixos no decote do vestido, que deixava a mostra de forma muito sutil, o início dos meus seios. Embora tenha me sentido lisonjeada com sua franca admiração, eu não estava me sentindo nada à vontade. Não sei explicar direito, mas eu sentia como se o perigo estivesse me rondando naquele ambiente. Era como se meu sexto sentido estivesse em alerta. E eu fosse à presa perfeita. E essa sensação não emanava do meu solícito acompanhante. Desci os olhos pelo terno escuro que ele trajava de corte e caimento perfeitos, a gravata de seda cor de vinho, a camisa listrada, analisando-o por um instante.

- Depende do que exatamente?

Falei conseguindo me focar na conversa.

- Da sua capacidade de estar aberta a fazer novas amizades.

- É isso que nós somos? Bons amigos?

Respondi bebericando o drinque. Eu me negava a abrir meu coração e ser machucada mais uma vez.

- Eu diria que nós dois poderemos sim ser bons amigos Bella. Ou não.

Franzi o cenho, confusa.

- Como assim?!

Ele me fitou com um brilho estranho nos olhos.

- Ângela me contou sobre a sua dificuldade de se relacionar com outros homens após a decepção que sofreu com o pai de sua filha. Ela me confidenciou o quanto ele te fez sofrer.

Senti que o chão se abria sob os meus pés e corei até a alma, a respiração acelerada, as mãos tremendo ligeiramente. Ângela Weber! Fofoqueira! Língua solta! Amiga da onça! Maldita hora em que concordei com aquele encontro! Tentei sorrir, mas não obtive sucesso.

- Saiba que gostei de você desde a primeira vez que te vi Bella. De Renesmee também. Sua filha me cativou. E eu posso ser paciente.

Ela que me aguardasse, pois nós teríamos uma conversinha bem interessante assim que eu colocasse os pés em casa! Segurei firmemente na mesa buscando apoio, respirando fundo, trazendo ar para os meus ressequidos pulmões. A maioria das pessoas não revelava suas fraquezas nos primeiros encontros, mas pelo visto minha melhor amiga havia dado a minha ficha completa para o dentista da minha filha!

- Olhe Caius, eu...

Comecei a dizer, mas ele não permitiu, levando um dedo aos meus lábios, silenciando-me.

- Bella. Por favor, me escute sim? Posso sentir a tensão se acumulando dentro de você, mas afirmo que isso não é necessário. Porque não relaxa simplesmente e deixa acontecer? Não precisamos ter pressa.

Fixei meus olhos nos dele por um momento. Ele não tinha noção do que estava me pedindo.

- Também já fui machucado por algumas mulheres, especialmente pela minha ex- esposa, mas isso não fez com que eu desistisse do sexo feminino. Pretendo encontrar uma namorada, uma companheira, me casar outra vez. Da mesma forma que existem homens ruins por aí, também existem homens que querem um relacionamento verdadeiro, uma relação séria e duradoura. Um compromisso. Acho que é muito cedo para nós dois, mas se você se permitir, nós poderíamos sair outras vezes e nos conhecer melhor. O que me diz?

Honestamente eu não saberia o que responder. Caius estava trazendo os meus medos e inseguranças à tona, por isso resolvi voltar para um terreno mais neutro.

- Que tal outra bebida?

Ele sorriu.

- Você me parece arredia em marcar um segundo encontro.

Dei um sorriso estudado.

- Engano seu.

- Sério? Então podemos marcar para sair novamente?

Perguntou abrindo um amplo sorriso. Ele estava brincando comigo ou aquilo era apenas um teste?!

- Provavelmente.

Ele sorriu diante da minha vaga resposta.

- Bom, então se eu estou equivocado ao seu respeito, que tal voltar atrás e aceitar meu convite para dançar?

Falou, puxando-me pela mão antes que eu pudesse me negar outra vez a acompanhá-lo. Segundos depois eu estava no meio do salão, sendo guiada por ele.

PDV Edward Cullen.

Ah não! Essa não! Outra vez na mesma noite?! O destino só podia estar querendo me pregar uma peça macabra e desagradável! E olha que não era Halloween. Transei com a ruiva no banheiro uma hora atrás e vi a perfeita imagem de Isabella na minha frente. Agora a pouco eu poderia jurar que era ela quem estava ali, sentada a poucos metros de mim numa das mesas do bar, conversando com um loiro de terno, prestando atenção a cada palavra que ele dizia, como se estivesse embevecida. Que droga estava acontecendo comigo afinal?! Pensei irritado ao extremo.

Inferno! Decidido a dar um basta naquilo, marchei para o banheiro masculino, entrando afobado e jogando água fria no rosto e na cabeça, tentando sair do pesadelo do meu passado e voltar à realidade a qualquer custo. Sacudi a cabeça espalhando pingos d’água para todos os lados, mas não me incomodei. Eu precisava com urgência exorcizar o fantasma daquela mulher de minha vida. Eu precisava viver em paz.

Um senhor de cabelos brancos entrou no banheiro neste instante, encarando-me, estranhando com certeza o fato de eu estar com rosto e cabelos molhados.

- Você está bem, meu rapaz?

Perguntou solícito.

- Sim, respondi preparando-me para sair dali e ir à caça, como um bom predador.

- Você está pálido. Tem certeza de que realmente está bem?

- Sim, obrigado por perguntar.

- Olhe, eu sou médico e posso ajudar. Pela sua cara eu diria que parece ter visto um fantasma...

Sorri amargo. Ele não fazia idéia.

- Agradeço pela sua atenção, mas eu estou bem sim, obrigado.

Tratei-o cordialmente e um pouco mais calmo saí do banheiro. Minha atenção imediatamente voltou-se para a pista de dança, onde alguns casais deslizavam ao som de uma música lenta e envolvente. Inevitavelmente meus olhos foram atraídos para a moça de cabelos longos que trajava um sexy vestido escuro. A cor eu não saberia dizer ao certo, pois a iluminação do ambiente deixava a desejar. Ela estava nos braços do homem que eu vira na mesa em sua companhia agora a pouco. Como se um magnetismo inexplicável a atraísse, ela virou o rosto exatamente na direção em que eu estava.

Primeiramente um choque me invadiu. Em seguida uma dor lancinante me atingiu, como se mil agulhas perfurassem meu corpo ao mesmo tempo. Era ela. Era Bella. Dez anos depois. Isabella Marie Swan em carne, osso e muitas, muitas curvas deliciosas e sensuais. Era ela quem estava ali e não um fantasma do passado. A mulher que eu jamais conseguira esquecer, arrancar da minha cabeça, exorcizar da minha vida, encontrava-se agora bem diante dos meus arregalados olhos, dançando com o idiota loiro. Ajeitei meu chapéu de cowboy com os dedos, apoiando minhas costas na parede atrás de mim, sentindo minhas pernas vacilarem, tremendo ligeiramente.

Bella... Os anos haviam sido generosos com ela. Estava muito mais bonita do que eu lembrava. Meu olhar ficou cativo, prisioneiro na mulher cuja silhueta havia tomado formas mais arredondadas e curvilíneas. Sem dúvida sua aparência sofrera algumas mudanças nos últimos anos, mas foram mudanças favoráveis. Os cabelos longos e escuros que sempre me enfeitiçaram estavam um pouco mais curtos, cerca de um palmo abaixo dos ombros, mas permaneciam soltos pelas costas, convidando-me a ir até lá e acariciá-los. A delicada cintura, chamava a atenção para a suave curva dos quadris e para o delta de sua feminilidade, acima das longas e tentadoras pernas, expostas parcialmente por uma fenda lateral e muito provocante no vestido. Meu pênis reagiu de forma brutal. Após todos aqueles anos o desejo de tê-la sob o meu corpo queimou em minhas veias como lava incandescente, corroendo-me, espalhando-se por todo meu ser como um veneno potente, me consumindo. Cerrei os dentes com força, odiando-me por isso.

http://www.youtube.com/watch?v=aZJbljclhj8

Música do momento:

Someone Like You (Adele)

Tradução: Alguém Como Você

Eu ouvi dizer que você está bem

Que você encontrou uma garota e agora está casado

Eu soube que seus sonhos se tornaram realidade

Acho que ela lhe deu coisas que eu não lhe dei

Velho amigo

Por que você está tão tímido?

Você não é de dar as costas

Ou se esconder da luz

Eu odeio aparecer do nada, sem ser convidada

Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar

Eu tinha esperança de que você me olhasse e se lembrasse

De que pra mim, não acabou

Não importa, eu vou encontrar alguém como você

Não desejo nada além do melhor para vocês dois

Não me esqueça, eu imploro, eu lembro do que você disse:

Às vezes, o amor dura

Mas, às vezes em vez disso ele machuca

Às vezes, o amor dura

Mas, às vezes em vez disso ele machuca

Você deveria saber como o tempo voa

Apenas ontem foi o melhor tempo das nossas vidas

Nascemos e nos criamos numa neblina de verão

Unidos pela surpresa dos nossos dias de glória

Eu odeio aparecer de repente sem ser convidada

Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar

Eu tinha esperança de que você veria meu rosto e que você se lembraria

De que pra mim não acabou

Não faz mal, eu vou encontrar alguém como você

Não desejo nada além do melhor para vocês dois

Não me esqueça, eu imploro, eu lembro o que você disse:

Às vezes, o amor dura

Mas, às vezes em vez disso ele machuca

Nada se compara, não se preocupe ou se importe

Arrependimentos e erros são produzidos pelas lembranças

Quem poderia adivinhar o gosto amargo-doce que isso teria?

Não faz mal, eu vou encontrar alguém como você

Não desejo nada além do melhor para vocês dois

Não me esqueça, eu imploro, eu lembro o que você disse:

Às vezes, o amor dura

Mas, às vezes em vez disso ele machuca

Não faz mal, eu vou encontrar alguém como você

Não desejo nada além do melhor para vocês dois

Não me esqueça, eu imploro, eu lembro o que você disse:

Às vezes, o amor dura

Mas, às vezes em vez disso ele machuca

Às vezes, o amor dura

Mas, às vezes em vez disso ele machuca

A música lenta tocando na voz suave e melodiosa de uma jovem cantora, era como um nocaute em minha alma. Sorri amargo. Às vezes o amor dura, mas às vezes em vez disso ele machuca... Sim, eu tinha aprendido da maneira mais difícil o quanto aquela frase era verdadeira. Melhor que ninguém Edward Cullen sabia o quanto o amor podia deixar um homem vulnerável. O quanto ele nos faz sofrer. Aquela letra dizia tudo. Será que aquilo não passava de uma triste e horrível coincidência?! Ou o destino apenas decidira ser cruel comigo tantos anos depois?! Inquieto, tirei o chapéu por um breve momento passando a mão bagunçando meus cabelos. Recoloquei o chapéu em seguida.

Mike havia dito a Tyler com todas as letras que ela nunca casara. Só para confirmar, relanceei um olhar sobre sua mão esquerda e constatei que não havia nenhuma aliança, nem mesmo um anel. Quem seria então aquele loiro engomadinho? Um namorado? Um amante? Ou apenas alguém com quem ela saía e fazia sexo casual de vez em quando?! Fiquei irado diante de tal possibilidade. Era irracional, insano, inexplicável, surreal, completamente descabido, mas eu não conseguia me controlar.

Engoli em seco voltando minha atenção para o casal. Com certeza ele deveria ser alguém do mesmo nível social que ela, uma vez que Bella não suportava envolver-se longamente com outro tipo de homem, pensei angustiado. A ponta da faca afiada cutucando a ferida latejante e dolorosa mais uma vez. Minha maior chaga definitivamente fora aberta.

Não, com certeza aquele pobre homem deveria ser o mais novo imbecil que havia caído em suas garras ferinas e ardilosas. Ele seria a sua próxima vítima, o próximo a cair em sua teia de ardil e mentiras. Mas que droga eu estou pensando agora?!

Sacudi a cabeça. Eu não estava conseguindo raciocinar com clareza. “Pare com isso, Edward!” Minha consciência gritou silenciosa. Dez anos é um longo tempo. Você é um outro homem e este homem não tem mais nada a ver com essa mulher! Passou, acabou. Extermine essa cadela so seu sistema de uma vez por todas!

Eu me esforçava para seguir a razão, mas emoção não deixava. Bloqueei meu inconsciente. Era muito difícil resistir a tentação de observá-la, de desejá-la. Assisti hipnotizado o homem que a tinha nos braços falar mais alguma coisa no vão do pescoço delicado. Um ciúme louco me invadiu. Abri e fechei as mãos diversas vezes, tentando drenar de alguma maneira minha raiva vermelha, quente e gigantesca que se apoderou de mim. Ela ergueu os olhos para ele e sorriu educadamente. Um sorriso polido, estudado. Nada mais. Subitamente fui tomado por um sentimento de alívio. Até um cego de nascença perceberia que ela não estava à vontade dançando com aquele homem.

Instantes depois Bella puxou o braço e olhou no relógio que jazia em seu pulso. Ele percebeu o gesto e tornou a dizer alguma coisa. Ao ver aquele estranho desconhecido enlaçá-la pela cintura com intimidade, senti uma vontade insana e anormal de ir até ela, arrastá-la pelo braço, arrancando-a do lado dele, levando-a dali comigo. Dez anos haviam se passado. Dez longos anos e a sua simples visão tinha o poder de me paralisar.

Respirei devagar, tomando fôlego, minha mente trabalhando rápida e velozmente. Todas as possibilidades relampejaram em meus pensamentos como centenas de raios ansiosos para alcançar a terra numa tempestade violenta. A razão mandava que eu saísse dali e a esquecesse. O coração ordenava que eu a seguisse, que não a deixasse escapar. A dúvida me consumiu por um momento, mas a emoção saiu vitoriosa. Mandei a razão deliberadamente para o inferno. Agora que eu a havia encontrado, não permitiria que fugisse. Eu iria atrás dela e a faria pagar caro por ter destruído meus sonhos, despedaçado meu coração e interferido de forma tão profunda em minha vida. Bella iria sofrer da mesma forma que havia me feito sofrer.

Sem sequer pensar em me despedir do meu irmão, preparei-me para sair dali depressa e segui-la, descobrindo onde morava. Ao abrir caminho entre as pessoas, estaquei subitamente quando uma sorridente e sardenta Jéssica Stanley parou diante de mim, segurando meu braço com ambas as mãos.

- Oi Edward.

- Oi Jéssica, respondi impaciente e sem fitá-la, seguindo com o olhar o casal que se afastava.

Onde eu estava com a cabeça quando pensei que poderia ter alguma coisa a mais do que um caso com ela?! Jéssica puxou minha mão e depositou algo na palma. Intrigado, percebi que se tratava de uma chave.

- O que é isso?

Perguntei curioso, sem permitir que Isabella saísse do foco de minha visão por um segundo que fosse.

- A chave do meu apartamento, respondeu insinuante, deslizando sua mão até minha bunda, apertando de leve.

Olhei-a diretamente nos olhos, ela sorriu amplamente. Suspirei. A única coisa que consegui sentir foi pena. Com seriedade, devolvi-lhe a chave, deixando-a pasma e surpresa.

- Obrigado Jéssica, mas eu não quero a chave da sua casa.

- O que?! Como?!Não estou entendendo, Edward...

- O que nós tivemos foi bom, mas eu não estou pronto para me envolver seriamente. Desculpe, mas eu não posso. O problema sou eu, não você. O nosso caso termina hoje, aqui.

Ela ficou muda. Inerte. Paralisada. Constrangida, desviou rapidamente seu olhar do meu, engolindo em seco com a rejeição.

- Mas, mas... Eu pensei...

- Até mais, Jéssica. Eu preciso ir.

Respondi desviando-me de seu corpo e saindo dali depressa desejando ardentemente conseguir localizar Isabella.

Notas finais
Bem bem bem ai esta, vamos comentar que a manha tem mais.
Beijos
Kiki