Arkhé - Perseguidos

12 Whithill (Que tipo de nome é esse??)


Notas iniciais
Oiiii! Mais um capítulo ^-^

Um homem alto de cabelos escuros entrou pela porta e fez um movimento com as mãos, dois homens seguraram Alex, e um veio para mim, tentei reagir, mas ele não deixou.

Alex rangeu os dentes.

—Quem é você? – Perguntei.

—Você ainda não falou sobre mim para ela?

—Você me conhece?

—Não. Você é uma mera isca na verdade, visto que o senhor Alexandre aqui tem compaixão e afeição pelos outros. Patético. – Disse o homem rindo.

—Deixe a em paz! Ela não tem nada a ver com isso! – Gritou Alex, se debatendo contra os dois homens que o seguravam.

—Ah meu caro, ela tem sim tudo a ver com isso no momento em que conheceu você. – Ele se virou para mim – Mas deixe-me me apresentar, sou Victor Whithill, pode me chamar de Whithill.

—Nunca ouvi falar.

—Isso para mim é um elogio considerando que meu trabalho deve ser sigiloso.

—O que você quer com o Alex?!

—Oh que fofo, ela te chama de Alex. – Disse Whithill em tom de deboche – Quem foi mesmo a última pessoa que você deixou que te chamasse assim? Ah é mesmo. O seu pai.

—Ah eu vou... – A raiva era evidente nos olhos de Alex.

—Vai o que? Você não está com muita vantagem no momento. Pois bem, você tem duas opções Alexandre, ou você coopera comigo e eu não a machuco – disse ele enquanto segurava meu queixo de uma forma nada gentil – ou então, eu a torturo até que você coopere. – Ele sorriu e eu arregalei os olhos.

Alex olhou para baixo. Eu não podia deixar que fizessem isso com ele. Aposto que a tortura que eu iria passar não ia chegar perto do que fariam com ele. Calma. EU realmente estava cogitando isso? Sofrer tortura pelo Alex? Até algumas horas atrás (provavelmente, porque eu não tenho ideia de que horas são) eu estava muito brava com ele, e agora eu estou disposta a ser torturada para salvar a pele dele? Dane-se. Era isso mesmo, eu tenho coração mole.

—E eu? Eu não tenho escolha? – Falei.

Whithill riu.

Geralmente, os olhos são a primeira coisa que eu reparo em uma pessoa. Mas foi só agora que eu percebi que os olhos de Whithill eram verdes, no mesmo tom que os de Alex, talvez só um pouco mais opacos e sem vida.

—Você? Bom, você pode escolher entre ficar calada ou eu ter que te amordaçar, o que escolhe?

—Solte o Alex e eu vou com você.

—Você ainda não entendeu que é só uma isca? Não me importo de te matar agora mesmo, mas se eu o fizer, não terei mais influência sobre esse garoto rebelde aqui, então manterei você enquanto isso me der vantagem, quando não... – Ele moveu a mão pelo pescoço, lentamente.

Engoli em seco. Eu realmente ia fazer isso? Eram várias pessoas na sala que estavam do lado dele, eu estava em desvantagem. Ainda bem que nunca liguei para números.

—E você ainda não percebeu que isso era uma distração?

Dei uma cotovelada no cara que estava me segurando e atirei em Whithill, que perdeu tanto tempo ficando surpreso que não teve como reagir. Atirei em um cara que vinha em minha direção e o usei de escudo para os outros tiros que vinham para mim. Atirei descargas elétricas em cada um dos homens que estava lá dentro, até que eu e Alex éramos os únicos conscientes na sala.

—É melhor irmos – Disse ofegante.

Alex assentiu e saímos correndo.

Atravessamos o hall de entrada do prédio sem nenhum impedimento, estava estranhamente vazio. Assim que saímos para a rua pegamos uma esquina a esquerda e continuamos correndo, Alex não me deixou parar até estarmos a 5 quadras de distância do complexo. Tinha deixado cair a arma em algum lugar durante a corrida. Já era noite, eu não tinha ideia das horas mas já conseguia ver as estrelas no céu.

Paramos de correr, e fomos andando. Quando consegui recuperar o fôlego comecei a falar.

— Quem era aquele cara? O que ele queria com você? Porque ele é tão frio assim? Qual é o problema dele? O que ele tem com seu pai e você? E...

—Ei calma. Fala mais devagar para eu conseguir acompanhar.

—Ah e obrigada – Terminei minha fala sem me tocar que ele tinha falado comigo.

—Agora eu estou confuso. Obrigado pelo que?

—Bom, apesar de você não ter feito nada, eu queria agradecer por ter se arriscado para me salvar.

—Eu que tenho que agradecer. Você acabou com todos eles e conseguiu tirar a gente de lá, eu não sei o que acontece comigo mas me sinto impotente quando estou frente a frente com Whithill.

Dei um meio sorriso para ele, eu que não sabia o que tinha dado na minha cabeça para fazer aquela loucura de atacar todo mundo, talvez tenha sido a falta dos meus poderes. Ao pensar nisso, percebi que quanto mais longe do complexo ficavam, mais eu conseguia sentir. Conseguia perceber as formigas andando rente ao muro em que passávamos, as pessoas conversando atrás de nós, os carros pretos vindo atrás da gente e... Instantaneamente fiquei alerta.

—Não me agradeça agora, ainda não acabou. Eles estão vindo atrás de nós, temos que achar um lugar para nos esconder!

Alex olhou ao redor e seu olhar pousou para um restaurante chamado Bella Cibo.

—Vamos entrar ali!

Quando passamos pelas portas do restaurante, percebi que não íamos passar despercebidos ali. Era um lugar chique com shows de dança ao vivo (Hoje era a noite do tango, dizia um cartaz na parede), eu estava de calça jeans e casaco e Alex também, enquanto o resto das pessoas estavam de vestidos e paletós.

—Acho que isso não vai dar muito certo Alex.

—Relaxa. Eles não vão recusar clientes certo?

—Você está pensando em jantar aqui?

—Claro. Que melhor forma de nos escondermos do que fazer parte da paisagem?

—Alex, eu nunca teria dinheiro para comer aqui.

—Eu pago, não se preocupe.

Me perguntei se isso não seria incomodo para ele, o lugar não parecia barato, mas então lembrei da cobertura onde ele mora, é acho que ele dá conta.

—Boa noite. Mesa para dois por favor.

—Desculpe, você vão entrar... desse jeito? – Disse o recepcionista nos olhando de cima a baixo.

—Viemos de outro compromisso e tivemos algumas complicações...

—Claro. Mas não posso deixar entrarem com essas roupas, não faz bem para a imagem do restaurante.

—Nem se pagarmos a mais? Realmente queríamos comer aqui.

O recepcionista arregalou os olhos.

—Bom... Talvez tenha um jeito... – Ele nos olhou de cima a baixo — Temos uma sala com roupas mais adequadas para vocês usarem, porém, se quiserem vão ter que fazer um serviço para o restaurante.

—Dinheiro não é problema, posso pagar o serviço.

—Aceito o seu dinheiro, mas ela – disse ele apontando o dedo fino para mim – terá que fazer o serviço.

Alex já ia reclamar, mas eu o interrompi.

—Alex, agradeço a generosidade mas o restaurante já é caro, e você já vai ter que pagar pela sua roupa, que mal tem eu lavar algumas louças?

—Não gosto disso...

—Não se preocupe, eu cuido disso. – E me virando para falar com o cara – Fechado.

—Por aqui. – Disse o recepcionista nos guiando até a sala – Aqui. Podem pegar o que quiserem e então podem ir se sentar.

—Certo. Obrigada – Disse.

O recepcionista saiu. E podia jurar que ouvi ele dizer “A comida aqui é realmente de primeira qualidade”, fiquei sem entender por que ele tinha dito aquilo então simplesmente ignorei.

Entramos na sala e eu quase caí pra trás. O lugar era enorme, cheio de araras com roupas e mais roupas.

—Isso é incrível! – Disse enquanto corria para olhar os vestidos. Alex só revirou os olhos.

Depois de ter olhado uns 1295689 vestidos eu finalmente me decidi por um vestido tomara que caia curto azul claro com alguns detalhes em prata, era justo até a cintura e então descia em camadas até um pouco acima do joelho. Calcei um salto prata beirando ao cristal (Foi difícil me separar do all star, mas seria por pouco tempo), peguei minha mochila e saí do provador.

Alex estava me esperando na porta, tinha colocado camisa social branca e um blazer preto, mas ainda estava com as calcas jeans. Ele estava maravilhoso. Espera, o que? Eu disse isso mesmo? Deve ser o efeito olhos verdes brilhantes + blazer, deixa qualquer um atordoado.

—Ahn... Uau. E eu pensava que você só usava calça jeans e all star. – Disse ele.

—Ei, eu posso ficar bonita se eu quiser. Não tenho preconceito com saltos e vestidos, só prefiro usar algo confortável na maioria das vezes.

—Você já é bonita Nina, não precisa querer.

—Espera. Isso foi um elogio? – Onde foi parar o Alex sarcástico e irônico que eu conheço? É o blazer só pode, deve ter algo efeito sobre ele.

O encarei e me dei de cara com seus olhos verdes me olhando fixamente.

—Você também não está ruim Alex, podia estar pior na verdade. – Um pouco de acidez iria me acordar e me fazer parar de encarar aqueles olhos. Ou não.

—Vamos indo Nina. – Ele se virou e foi em direção a porta.

—Ei, espera aí! Você ainda não respondeu minha pergunta! – Corri atrás dele.

Saímos da sala e fomos procurar uma mesa. Tudo estava indo bem, mas eu tinha uma sensação de que estávamos entrando em um lugar pior do que o Complexo.

Notas finais
E aí? O que estão achando da história? —Update- Ok, eu acabei de assistir a segunda temporada de Marvel's Agents of SHIELD. Pense na minha surpresa quando eu descubro no meio da temporada o nome do vilão? Eu não sei bem se isso é um spoiler da série, por que, afinal, é só o nome do cara, tudo bem que eles tem que procurar para saber qual é o nome dele e tal, enfim. Se não quiser continuar lendo, é só parar por aqui e ir para o próximo cap ^^ Continuando. Whitehall, pois é. Tenho que admitir que o nome soa melhor do que Whithill, embora só tire uma letra e mude uma vogal. Só pra esclarecer, isso foi uma total coincidência. Eu queria um nome de vilão estranho, e aí surgiu isso. Enfim.