Arkham's Minds

5 Victor Fries


Notas iniciais
Oiee, tudo bem? Vi e anotei os pedidos de todos aqueles que se manifestaram sobre qual personagem gostariam de ver narrando a fic. Por ora, não consegui encaixar nenhum, mas pretendo colocá-los mais pra frente :) Sobre esse capítulo, devo admitir que adorei escrevê-lo! Victor Fries é um excelente vilão do Batman, mas, infelizmente, poucos exploram esse potencial que o personagem tem :( Espero ter conseguido dar um destaque pro coitado haha Dedico esse capítulo à letter e a Hell, as duas lindas que recomendaram a fic! Muuuuito obrigada, minhas queridas, vocês são sensacionais! Boa leitura!

Victor Fries

ou

“O Homem do Coração Congelado”

Fries está aqui, senhor. – Um dos guardas pessoais de Hugo Strange informou o médico, que o aguardava pacientemente dentro de seu consultório particular na Mansão Arkham.

— Excelente, mande-o entrar.

O guarda da esquerda, Donan Bryan, moveu-se de maneira desconfortável com a ordem recebida.

— Senhor... Ainda não tiramos o traje dele. O Mr. Freeze deve apresentar bastante perigo utilizando a mesma.

— Não se preocupe, Sr. Bryan – Strange balançou uma das mãos no ar, demonstrando que não se preocupava mesmo com o fato. – Victor Fries e eu iremos ter uma conversa sadia e amistosa. Mande-o entrar. – Repetiu o comando num tom mais firme.

— Sim, senhor, como quiser.

Os guardas partiram a fim de dar passagem para o paciente. O corpo azulado de Fries estava encoberto por sua armadura robótica, soltando estalos conforme as molas se contraíam com o movimento. Os dois grandes cilindros de gás nitrogênio, localizados nas costas do homem, emitiam uma fina fumaça branca, provavelmente sendo o resultado da natureza fria do elemento. Não era possível ver a expressão do rosto de Victor, pois, além de o capacete estar coberto por uma fina camada de gelo, grandes óculos térmicos tomavam conta de parte as feições do homem.

Isso não era um problema para Hugo Strange, pois sabia perfeitamente que Mr. Freeze estava zangado.

— Bem-vindo de novo ao Arkham Asylum, Victor. Por favor, sente-se. – Ofereceu cordialmente o médico um assento próximo ao seu próprio com um curto gesto.

Victor Fries não moveu um músculo sequer.

— Prefiro ficar em pé – ele observou o psiquiatra por alguns breves instantes. – Por que estou aqui?

O desaforo de Fries irritou levemente Hugo Strange, que, ao invés de tentar lutar com a teimosia do paciente, optou por prosseguir com a sessão.

— Ah, não se preocupe, teremos bastante tempo para isso mais tarde. Por ora, quero conhecer um pouco mais sobre você e como se tornou uma pessoa tão... Fria. – Não pôde deixar de demonstrar certo divertimento com a ironia.

Não alterando seu tom seco e pouco amigável, Victor permaneceu impassível.

— Eu não tenho absolutamente nada para lhe segregar, doc. Vocês podem ter tirado minhas armas, mas garanto que minha armadura ainda é capaz de fazer um bom estrago nesse lugarzinho medíocre – disse entre dentes, avançando alguns passos para ficar mais próximo ao médico. – Eu vou congelar todos os seus membros, bem devagar, esperando para ver seu rosto se contorcer de dor enquanto seus ossos se quebram com a baixa temperatura... Seus gritos serão a mais bela sinfonia para os meus ouvidos, Dr. Strange, isso eu posso lhe garantir.

Ao contrário do esperando por Fries, o Dr. Strange soltou uma risada tranquila e verdadeira, porém controlada e profissional ao mesmo tempo, em resposta às suas ameaças. A atitude relaxada do psiquiatra surpreendeu Victor de tal forma que o mesmo não conseguiu nem mesmo ficar mais alterado diante do acontecimento.

— Ah, Victor, fique certo de que não vai fazer isso.

Como réplica, Mr. Freeze ergueu um dos braços, voltando a mira lazer de sua arma oculta para o centro da testa de Hugo Strange.

— É mesmo? E por que eu não o faria?

Strange juntou ambas as mãos, pousando-as morosamente em seu colo.

— Por que se tocar em mim ou em qualquer outra pessoa sem permissão, sua amada esposa morre.

O jogo virou, e isso não agradou nem um pouco Fries. Sua esposa sumira há quase duas semanas do esconderijo que Victor utilizava, dentro de um frigorífico abandonado. O caso enfureceu o cientista, que revirou Gotham City com um desejo voraz de encontrá-la.

Infelizmente, o Cavaleiro das Trevas o havia parado na última tentativa de resgatar a esposa, e o mandou de volta ao Arkham Asylum.

Sem sua esposa, Victor não passava de mais uma alma desgraçada naquela miserável Gotham. Não era nada; não queria ser nada.

Não sem ela.

— Onde ela está? – Demandou impetuoso. – Onde está a minha esposa?

Tentando encontrar os olhos de Fries perdidos nas lentes vermelhas, Strange se ajeitou na macia poltrona de veludo, sem nunca tirar sua vista da do paciente.

— Nora está segura, pelo menos por enquanto – garantiu de maneira imperturbável. Era como se Victor não passasse de mais uma mente insana, e não uma aberração mortífera vestindo seu traje letal. – Agora, que tal discutirmos sobre aquele pequeno incidente na sua infância?

Victor estava tão alterado, que seria capaz de estrangular o médico com as próprias mãos. Na verdade, o pensamento de ter seus membros no pescoço de Strange era extremamente tentador...

— Não! – Cortou, Victor, com um berro. – Onde está a minha esposa?!

— Se não vai cooperar, Victor, então temo que a sessão tenha chegado ao fim – apertando um botão do comunicador que ficava em cima do criado mudo próximo à poltrona, ele prosseguiu. – Guardas, podem levá-lo.

Mesmo não tendo o menor interesse de compartilhar suas mais íntimas memórias com aquele homem detestável, Victor percebeu que não tinha escolha... Pelo menos não se quisesse saber mais sobre o paradeiro de Nora.

— Espere! – Pediu, derrotado. – O que você deseja saber?

De maneira provocativa, Strange sorriu, dizendo de maneira silenciosa: “Eu ganhei, Fries. Eu sempre ganho no final.

— Você teve uma infância bem difícil, não?

— Eu era uma criança introvertida, só isso.

— Até mesmo seus pais não sentiam grande afeto por você, mandando-o para um internato assim que tiveram a oportunidade, correto?

— Eles não entendiam meu trabalho. – A resposta saiu num tom ríspido, demonstrando a irritação de Fries com o assunto abordado.

— Trabalho? – Strange repetiu a última palavra, incerto. – De acordo com alguns registro da polícia, você congelou mais de 15 animais de estimação dos seus vizinhos.

Como Mr. Freeze odiava Hugo Strange... Especialmente naquele momento, no qual estava totalmente à mercê de seu ego inflado e perguntas nada discretas.

— Sempre tive um interesse em criogenia. Eu nunca consegui entender, nos meus tempos de menino, o porquê de meus pais deixarem nossos bichinhos doentes morrer quando poderíamos congelá-los para posteriormente salvá-los. Por isso que decidi que iria descobrir uma maneira de reviver todas aquelas criaturas condenadas.

— Mas você não conseguiu... O que nos traz a questão da sua esposa: Nora.

O comentário mexeu em feridas profundas e dolorosas de Victor Fries. Não importava o ódio que sentia de Strange por trazê-lo à tona, pois esse sentimento não alteraria a realidade frustrante: ele não conseguiu reviver sua esposa. Sua doce e amada Nora.

Fries desviou sua atenção de Hugo Strange para a janela. No parapeito da mesma, encontrava-se um pequeno vaso, onde uma delicada rosa crescia, exibindo sua beleza para todos aqueles que desejassem ver.

— Já viu uma flor morrer? Observar algo que já foi tão belo e cheio de vida do nada entrar em colapso e sucumbir ao seu estado miserável...

— Está se referindo ao estado crítico de sua mulher? – Hugo Strange o interrompeu, contudo, Fries não se importou. Falar sobre Nora era difícil, ainda mais sobre a doença que podou de sua bela esposa a vida.

— Parece que foi ontem que nos conhecemos... – Ele se aproximou da pequena flor vermelha, pegando-a delicadamente entre os dedos. – Tudo aconteceu tão rápido. De uma hora pra outra, eu a estava perdendo para uma maldita doença degenerativa.

— Você procurou algum auxílio na época? Talvez para a sua empregadora: GothCorp.

A rosa estava no auge da sua beleza. As pétalas delicadas estavam abertas, gabando-se da textura de cetim. As folhas eram extremamente verdes, sem manchas ou imperfeições, apenas a pura simetria natural era perceptível.

— Não podia... As áreas de pesquisa não batiam. Tive que enganá-los por um bom tempo a fim de me dedicar por completo em achar uma cura para Nora, mas nada funcionava, e o tempo passava... Se eu fosse descoberto, minha esposa iria morrer.

— Por que se arriscou?

A pergunta de Strange era ridiculamente óbvia para Fries, tão ridícula que sentiu-se incomodado por Hugo tê-la feito.

— Você tem alguma ideia do que é amar alguém? Amar de verdade?

— Não.

“Não. É claro que não, seu médico estúpido! Quando foi que amou alguém mais além de si mesmo?”

— Nora era tudo pra mim; tudo o que eu conseguia pensar. Eu revi todas as análises, todos os laudos e diagnósticos, certo de que tinha deixado algo escapar. Amaldiçoava-me todos os dias por ser tão ignorante e imbecil por não encontrar a chave daquele problema. Era óbvio que tinha uma cura, mas eu precisava desesperadamente de mais tempo... E foi então que percebi o que deveria fazer. – As cenas daquelas tristes memórias eram tão frescas que Victor era capaz de sentir a agonia passada. – Eu trabalhei sem qualquer descanso por uma semana. Minhas necessidades não importavam: dormir era dispensável, assim como a comida. Tudo era apenas Nora. – Uma lágrima indesejada rolou pelo canto do rosto de Freeze, mas este não se preocupou em limpá-la. – Eu dizia a Nora o quanto a amava, mas tudo o que a minha esposa falava era que eu deveria aceitar o destino... Que não tinha nada que eu pudesse fazer para ajudá-la. Lembro-me daquele maravilhoso sorriso, que iluminava todas as minhas manhãs cinzentas. “Eu vou achar a cura”, repetia religiosamente, agarrando-me em cada palavra... Até que apertei o botão.

— Você a congelou a fim de conseguir trabalhar na cura. Posso ver que agora tem todo o tempo do mundo para isso, mas, consequentemente, tornou-se um homem com o coração quebrado. Sente-se aliviado pelo menos? Ou talvez, vazio?

Mr. Freeze ignorou o comentário de Strange, e continuou sua narrativa, revivendo cada momento com uma enorme dor no peito.

— Eu voltei pra casa e finalmente dormi. Pela primeira vez desde que havia descoberto sobre a doença de Nora, permiti que sonhasse... Mas tinha me esquecido de que havia evitado meus chefes por mais de uma semana, e, no dia seguinte, acabei dormindo demais. – Victor começou a fechar a mão entorno da pequena rosa, esmagandoa-a rapidamente com seu forte aperto. – Quando cheguei ao laboratório, o CEO da GothCorp, Ferris Boyle, estava me esperando lá.

— E o que ele fez? – Questionou Hugo Strange, interessado na história de Victor.

— Ele me acusou de espionagem industrial, da qual eu obviamente neguei. Porém, um dos guardas achou Nora. Boyle disse que, assim como o resto das minhas “pesquisas”, minha esposa pertencia à sua estúpida empresa... Aquilo me enlouqueceu. – Quando abriu a mão novamente, a flor, que antes era bela e saudável, agora não passava de uma flor amassada e murcha. – Eu o ataquei, mas seus guardas revidaram, e me deram uma surra feia. Algum imbecil acabou derrubando um dos tubos dos químicos que havia criado em mim, e acabei absorvendo a fórmula em meu organismo. – Tacou a flor no chão, voltando a atenção mais uma vez para o psiquiatra. – Eu caí no chão, vulnerável, enquanto observava eles levarem Nora para longe de mim. Lembro-me bem de Boyle dizer que era um desperdício uma mente como a minha se perder daquela maneira... Ele me deixou pra morrer no chão do meu próprio laboratório.

— Obviamente não foi o que ocorreu.

— De fato. Os químicos que foram absorvidos pelo meu organismo reagiram, e transformaram meu metabolismo. Meu corpo resfriou, começou a formigar e, por fim, uma leve dor se espalhou por ele todo... – Todo o sofrimento da transformação tomava conta, novamente, do corpo de Victor Fries. – Cada inspiração forçava meus pulmões, como se esses estivessem congelados e não mais poderiam expandir ou contrair. Arrastei-me desesperadamente para um dos freezers do laboratório e, assim que fechei a porta, o frio me reconfortou, apaziguando toda a dor. Após me recuperar, uma luz naquele mar de escuridão veio até mim.

—É mesmo? E o que era? A cura de Nora?

Mr. Freeze voltou-se para perto de Hugo Strange, fazendo questão de pisar na flor que jogara ao chão.

— Vingança. Boyle iria pagar.

Strange jogou o corpo pra trás, apoiando toda coluna na poltrona carmim enquanto ajeitava casualmente os óculos.

— Mas você falhou em matar Ferris Boyle.

Victor serrou ambos os punhos.

— Sim.

— Por quê?

— Você sabe por que. Batman – O nome do Homem-Morcego saiu a contragosto pelos lábios frios do paciente. – Mas ele me devolveu Nora, e a mantive em segurança... Até você a tomar de mim.

— Está vendo? Aqui está o problema: culpa. Culpa, culpa e mais culpa. – Strange começou a dar seu diagnóstico, não se importando de Victor estava receptivo para o mesmo ou não. – Culpou seus pais por falhar em reviver os bichos de estimação dos seus vizinhos. Culpou Ferris Boyle por arruinar sua pesquisa e, assim, não obteve sucesso para com a cura de Nora. Culpou Batman pelo fracasso de sua vingança... E agora que sua Nora está em perigo...

— Por sua causa. – Fries queria muito tirar Hugo Strange daquele pedestal de soberba que o médico sempre se colocava, mas, por Nora, manteve toda sua ira para si.

— Não, Victor, a culpa é exclusivamente sua. Você sempre foi um homem com o coração congelado – o médico rebateu com um sorriso. – Você roubou os animais dos seus vizinhos, assim como os recursos e pesquisas da GothCorp. E desde então, você tem roubado tudo para suprir esse seu desejo egoísta. Se tivesse compartilhado essa sua genialidade com outras pessoas, dedicando-se exclusivamente à medicina ao invés do crime, estaria hoje em casa com sua princesa de gelo aquecida em seus braços.

— NÃO! – Victor não queria acreditar nas palavras duras do psiquiatra. Ele estava errado! Hugo Strange de nada sabia sobre sua vida!

— Você poderia ter salvado Nora há um bom tempo.

— Tudo o que eu fiz foi por ela. Sempre! – A raiva de Mr. Freeze não mais poderia ser contida, e todo o ódio começava a se manifestar em sua fala. – Eu vou encontrá-la, Strange, e quando o fizer, é bom trancar bem as portas.

— Ah, não se preocupe, vou ficar esperando – com um ar de triunfo, Strange acionou o botão do interfone. – Obrigado, Victor, a sessão terminou. Guardas, levem-no de volta à cela, sim?

Homens fardados entraram rapidamente no aposento, apontando armas de fogo para Mr. Freeze.

— Andando, Fries.

Com um suspiro, Victor olhou de soslaio uma última vez para Hugo Strange antes de sair pela porta aberta, seguido de vários guardas armados.

Nora... Minha doce Nora.

A cela de Victor Fries poderia facilmente ser confundida com um freezer gigante de açougue. Já era a segunda vez que passava pelo Arkham Asylum, sendo a primeira que habitava o local. Como medida de segurança, sua armadura foi tomada, assim como o restante de suas armas.

Ao julgar pelo silêncio no prédio do Tratamento Intensivo, Victor deduziu ser tarde da noite.

— Você me paga, Strange – Murmurava sem parar o homem, que andava de um lado para o outro ao mesmo tempo em que pensava numa maneira de conseguir trazer Nora de volta pra casa. – Se ela estiver machucada...

— Parece que Strange tem que pagar muita gente – uma voz quebrou o fúnebre silêncio noturno, introduzindo uma gargalhada alta e zombeteira. – Será que alguém vai receber um cheque sem fundo? Ou o bom médico sempre paga suas dívidas? — Victor Fries permaneceu em silêncio, limitando-se em observar pelo vidro embaçado, um vulto mover-se por entre as sombras do escuro corredor. – Você quer brincar na neve, Senhor Frio?

— Então é você de quem todos têm falado – Fries comenta após a sombra tomar forma, incorporando assim o temido Palhaço do Crime. – Para alguém com tamanha reputação, pensei que fosse mais inteligente.

O comentário fez Joker rir teatralmente, mirando Fries com seus olhos cínicos e irrequietos.

— E por que eu não o seria? Se está me julgando por esse visual brega, peço perdão, mas retiraram minha fantasia... Fico bem mais intimidador com ela.

— Disseram que você não seria pego pelo Cavaleiro das Trevas, que era astuto demais para tal.

O palhaço tombou o corpo para o lado, apoiando-o numa coluna próxima.

— Se estivesse errado, não estaríamos tendo essa agradável conversa, não?

A réplica silenciou Victor Fries. Joker estava certo. Como alguém conseguiria sair de uma cela do Arkham Asylum e perambular pelo hospício como se estivesse dando uma volta no parque?

O palhaço queria estar lá. O que não fazia o menor sentido para Victor.

— Por que ainda está aqui então? O que você quer?

De repente, o palhaço apontou para Fries, como se tivesse acabado de falar a palavra que valia um milhão de dólares.

— Sabe, eu gostei daqui! Encontrei muitos... “Semelhantes”, se posso usar esse termo, pois, sinceramente, olhe pra mim, sou meio difícil de se equiparar – Voltou seus dedos para a face, entregando ao homem um enorme e macabro sorriso. – Acredita que tenho até mesmo um encontro agora?

— Deixe-me em paz, seu maluco. – Victor já estava dando as costas para Joker, que conseguiu retomar sua atenção com uma única e singela pergunta.

— Como vai Nora?

Quase que imediatamente, Fries voltou-se para o tétrico palhaço, batendo com força na porta de chumbo de sua cela.

— Como sabe da minha mulher? Onde ela está?!

Devagar, Joker se aproximou ainda mais da cela de Fries, estudando cada linha de expressão de seu rosto.

— Você quer salvá-la, quer sair daqui, e quer fazer Hugo Strange pagar. São muitos desejos, meu querido, para conseguir realizá-los sozinho, não?

O comentário trouxe de volta toda a sessão que tivera com Hugo Strange no dia anterior:

“Não, Victor, a culpa é exclusivamente sua. Você sempre foi um homem com o coração congelado.”

“Se tivesse compartilhado essa sua genialidade com outras pessoas, dedicando-se exclusivamente à medicina ao invés do crime, estaria hoje em casa com sua princesa de gelo aquecida em seus braços.”

— Apenas diga-me o que devo fazer.

E foram aquelas palavras que fizeram Joker soltar uma estridente e sombria gargalhada.

Notas finais
Dessa vez não teve gif, porque achei que essa imagem era perfeita para o capítulo! O que acharam? Não esqueçam de comentar aqui, isso incentiva muito! E claro, sempre bom ver a opinião de vocês sobre a fic! Beijocas puddin's e até a próxima! PS: Para aqueles que quiserem mais Harley&Joker, postei uma short-fic que terá +- 4 caps -> https://fanfiction.com.br/historia/646860/DearGodImAlone/ (gostaria muito de ver vocês por lá tbm ^^)