Are You Gay, Honey - Wolfstar
5 5 - Como Abigail's festejam
— Jay — ele me encara, estamos sentados no ônibus, lado a lado enquanto Marls e Pet cochilam no banco da frente — porque chamou ele pro nosso grupo, mesmo?
— Six, pelo o que você contou, ele parece legal — abro a boca mas ele me interrompe — e também tenho um bom pressentimento sobre ele.
— Sério isso?
— Sim — ele dá de ombros — e se for pelo o que eles fizeram, bem, vamos tomar cuidado, mas assim... se eu fosse ele eu teria te quebrado na porrada atrás da escola.
— Nossa — arregalo meus olhos e ponho a mão no peito, o olhando perplexo — isso porque você é meu melhor amigo, imagine se fosse meu inimigo.
— É — ele sorri — eu sou um grande amigo.
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Graças as responsabilidades do grêmio e as aulas, três dias passaram voando.
Nesse meio tempo quase não cruzamos com eles, apesar que se não fosse pela sala de reuniões talvez nem a Lily eu teria visto direito.
— É hoje! — Alice grita chamando a atenção de todos que estão na sala do grêmio — Nem acredito que finalmente é sexta-feira.
— Acho que nunca me arrependi tanto de algo que falei — deito minha cabeça sobre a mesa e a envolvo com meus braços — eu queria simplesmente ir pra casa e dormir até amanhã.
— Nem pensar — Dorcas aponta um dedo na minha direção e me olha brava — você vai curtir essa festa, porque todas aqui sabem muito bem o quanto você adora beber um pouco.
— E quando passo do limite faço alguma merda, bem divertido, uhu — passo a mão no cabelo.
— Fica tranquilo, Remus — a ruiva segura meu braço e sorri — é um dia pra curtir, você não vai criar uma grande confusão só por beber um pouquinho, né?
Suspiro e concordo, é o que eu espero, não criar nenhum caso.
— Quem vai? — questiono e nessa hora minha querida irmã escancara a porta, entrando com um sorriso de orelha a orelha.
— Todo mundo que quiser, ué — ela levanta uma sobrancelha — ou espera que eu, Runa Hope Lupin, vá ser mesquinha e fazer algo particular?
— Você não seria mesquinha, seria controlada — ela revira os olhos e balança a mão em gesto de tanto faz.
— De qualquer forma, eu vou sair mais cedo hoje pra preparar tudo — completamente descontrolada, como eu disse antes — até mais tarde irmãozinho, meninas e Dorcas, minha rainha.
Ela pisca pra garota que apenas revira os olhos com um sorriso e sai. Nunca vou tentar entender o lance delas, qualquer coisa que envolva minha irmã é melhor manter distância porque é sempre uma bagunça e nunca se sabe quando ela vai te puxar pro meio.
— Caramba, parando pra pensar — Mary está sentada em cima da sua mesa, comendo um picolé de maracujá — do jeito que a gente fala do remmy, até parece que ele é um maluco por álcool.
— Não, eu só bebo um pouco, ponto — esfrego um ponto um pouco em baixo do meu cabelo — é só que, ás vezes, quando eu to nervoso eu passo um pouco do limite.
— Igual a véspera das eleições — Lily nem levanta o olhar dos papéis, meu deus, como ela aguenta? — ele quase surtou de ansiedade e decidiu beber mais do que aguentava, falou umas merdas de si próprio e vomitou até o estômago.
— Nem me lembre disso, é muito vergonhoso — volto a prestar atenção nos documentos em cima de minha mesa, melhor do que encará-la, foi ela que ficou esfregando minhas costas enquanto mandava Dorcas buscar um remédio de enjoo e brigando com Runa por estar falando o quão acabado eu estava — nunca mais vou chegar naquele estado.
— Não beba então — Mary levanta as sobrancelhas, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo — venha para o lado negro da força e fume comigo.
— Eu tenho é medo do que vocês dois podem fazer juntos — Alice balança a cabeça em negação enquanto todos rimos.
O sinal toca, indicando o início das aulas da tarde.
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— Eu não acredito que vou ter que guiar vocês — suspiro enquanto o garoto de cabelos bagunçados pula animadamente ao meu lado, a alguns dias ele parou de usar óculos deixando a cor de seus olhos em evidência — e se aquieta, Potter!
— Mas Lily, minha flor, ficar em sua presença é algo majestoso, não consigo me aquietar diante de você — ele me encara com a típica cara de bobo apaixonado, até que ele é fofo, não que um dia eu vá admitir isso.
— Ugh, meloso — Black resmunga atrás de nós, ele está usando a sua jaqueta preta de sempre e uma calça jeans rasgada nos joelhos, como ele adora essa pose de bad boy viu — vai demorar muito até chegarmos, ruiva?
— Não, Black — estou a ponto de enfiar o Potter em uma lata de lixo e abandoná-lo ali — é virando essa rua...
Meu deus, sorte do Remus que ele deixou bem claro que não iria tocar um dedo pra arrumar a bagunça depois, tem gente até no jardim da frente!
— Runa Hope Lupin! — a garota se vira pra nós com os olhos arregalados, mas após notar que sou eu abre um grande sorri — isso está incrível, porém você poderia se controlar um pouco, né?
— Controle é pros fracos — ela bufa e ri — e você deveria falar sobre isso pro meu irmão, não pra mim.
— Mas já? — franzo a testa e ela concorda, apontando com a cabeça pro portão que levava pro quintal dos fundos da casa.
— Ok, ok — Peter parece tenso e deslocado — é... poderia me dizer onde fica as bebidas, por favor?
— Claro, me segue — como ela consegue ser menor que ele? Os dois parecem duas crianças pelo tamanho. Runa agarra a mão dele e sai o puxando — boa sorte com o Rem, Lily.
— Só não destruam a casa e eu não vou me importar com o que façam — falo e Sirius revira os olhos mas James assente.
— Boa festa, meu doce lírio — ele me lança um beijo antes de sair correndo atrás dos outros dois, com Black em sua cola.
Respiro fundo antes de passar pelo pequeno portão, Smells Like Teen Spirit tocando tão alto que quase não consigo ouvir mais nada, as luzes trocam entre diversos tons coloridos o que anima as pessoas que dançam, riem e cantam enquanto bebem ou fumam. Bem, é uma festa dos Lupin's, nenhuma novidade.
Minha respiração trava quando vejo Remus, o garoto visto como exemplo e presidente do grêmio, cantando em cima da mesa com Marlene — ela tinha vindo mais cedo com Dorcas — enquanto usa uma garrafa de FireWhisk vazia como microfone.
— Eu achei que você ia assegurar que ele não fizesse nenhuma loucura! — Meadowes ri um pouco porém para ao ver minha cara — e vocês duas?
— Eu tava ocupada com uns carinhas do time — Mary sorri e pisca de canto pra um dos jogadores.
— Eu... já volto — Alice cora e some no meio da multidão, apesar de curiosa tenho de ficar e cuidar dos meus amigos.
— Tanto faz, puxa aqueles dois dali enquanto eu vou buscar uma lata — Dorcas bufa subindo em cima da mesa, indo buscar os outros dois que ainda cantavam.
Caminho pra dentro da casa, que parece mais caótica do que o lado de fora.
Pelo menos as portas francesas ainda estão intactas, a tia Hope iria matar alguém se a quebrassem.
Dou, exatamente, um passo pra dentro e vejo a cena que me faz arregalar os olhos em choque...
James Potter tentando beber um barril de FireWhisk.
— Ele sabe que não vai conseguir, né? — minha voz sai em um sussurro pra garota de cabelos enrolados ao meu lado.
— Acho que sabe, mas não se importa — ela sorri travessa, segurando uma lata e começa a gritar — vira, vira, vira!
Roubo a lata de sua mão e recebo um olhar de raiva, ela revira os olhos e vai pegar outra.
Por que eu tenho o sentimento que essa não vai ser uma festa comum?
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Eu nunca mais vou ouvir uma palavra que digam contra os Abigail's, pessoas que podem dar uma festa tão boa assim não podem ser ruins.
E ela é um deles, então é realmente impossível.
Ela é boa em tudo, o olhar sério e ao mesmo tempo curioso, a faz parecer tão sedutora. Sem falar que ela é tão inteligente, ela sabe de tudo, cuida de tudo.
E eu pensei em tentar conquistá-la com uma regata preta e uma saia curta vermelha mas, porra, ela que me hipnotizou com aquela calça 'boca de sino' jeans e o cropped 'ciganinha'.
Dorcas Meadowes deveria ser alguma filha de Afrodite ou alguma coisa do tipo, porque ela não pode ser humana.
— Vocês dois, desçam, vamos — as pontas de seus lábios se contorcem em desgosto, igual toda vez que ela vê Sirius — Lily quase me arranca os cabelos por causa de vocês.
— Me desculpa, Do — faço um bico e ela desvia o olhar pra Remus, ah, verdade, ele tá aqui — vamos, Lupin, não quero ninguém fazendo mal a minha garota por nossa culpa.
Ele concorda sem nem questionar e desce quase tropeçando porém Mary o ajuda.
— Você disse o quê? — ela me encara profundamente agora e sinto meu corpo explodir em chamas, meu deus, eu poderia admirar esses olhos castanho escuro por dias e não me enjoaria nunca — eu achei que você tinha bebido bastante mas não a esse ponto.
Ela deve estar furiosa, porque suas bochechas ganham um tom avermelhado vivo.
— E não brinque disso comigo — ela praticamente sussurra.
— Não estou brincando — digo no mesmo volume — eu estou correndo atrás de você desde que cruzamos nossos olhares naquela maldita apresentação de boas-vindas e você sabe disso.
— Não, eu não fazia ideia — ela corta o contato visual, agarrando minha mão e me puxando pra algum lugar.
Nunca odiei tanto na minha vida estar em um lugar com tanta gente, merda.
Ela empurra diversas pessoas que a xingam mas ela apenas dá de ombros, eu, diferente da minha educada deusa, revido todas as ofensas.
Entramos na casa, que está um caos, e ela segue até um corredor, que mais cedo avisou ser proibida a entrada por ser a área dos quartos.
Escancarando uma porta que fica na parede oposta as outras ela me arrasta pelas escadas... um porão? Senhor, ela não vai me assassinar aqui não, né?
— Olha, não sei mesmo qual a sua intenção, porém me parece que tu vai cometer um homicídio.
Ela me joga na cama, talvez um pouco mais agressiva do que deveria pois sinto meu corpo doer quando entra em contato com o colchão.
— Vai dormir, McKinnon — ela se deita em um sofá verde musgo, puxando um lençol e um travesseiro da parte de trás do mesmo — você bebeu e tá falando abobrinhas.
— Não estou não! — continuo deitada, com as pernas e braços abertos e faço um bico.
— Está sim — ela se vira pro lado contrário, encarando o encosto do sofá — amanhã conversamos, McKinnon.
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— Eu vou ligar pra mãe dele e dizer que ele vai dormir aqui — franzo a testa enquanto ouço o barulho de vômito, James exagerou um pouco e agora está colocando até o estômago pra fora no banheiro enquanto Runa o ajuda e Pet está dormindo profundamente no sofá do quarto da garota Lupin — tem certeza que não quer que eu cuide dele?
— Totalmente — a ruiva encara com preocupação a porta encostada — eu quero ter certeza que ele vai ficar bem e você merece aproveitar a festa após cuidar dele por duas horas.
Eu quero ficar e cuidar dele, ele é meu irmão, meu melhor amigo... mas tem tanta gente gritando lá fora que minha curiosidade está a ponto de me matar.
— Não se preocupe, Sirius — Lily coloca a mão no meu ombro — eu vou dar um remédio e deixar ele dormir bem aqui, a qualquer momento você pode vir e verificar se tá tudo bem.
Suspiro, ela é boa, muito boa, agora entendo o porque do James estar tão apaixonado por ela.
Concordo e ao ouvir outro barulho de vômito meu estômago revira e saio correndo do cômodo antes que eu comece a passar mal também, já basta o James pra Runa e Lily cuidarem.
Estranhamente a casa está vazia, quase todos já foram embora, olho o relógio pendurado que marca 04h21... nem é tão tarde assim.
— Black — MacDonald se aproxima de mim, praticamente carregando o Lupin — será que pode me ajudar? É só botar ele na cama, eu preciso estar em casa antes das 4h45 porque é quando meu irmão mais velho acorda e se ele notar que eu não to lá...
— Beleza, corre então — ela empurra o garoto na minha direção e sai correndo meio torta, com seus saltos na mão e tentando arrumar o cabelo e o vestido curto — ei, você consegue ficar em pé?
Ele resmunga, só o que me faltava, um bêbado caindo de sono.
Não seria legal com a Runa se eu deixasse o irmão dela largado por aí, ela foi bem divertida comigo a noite inteira, não seria justo com ela.
Bufo e arrasto o adolescente, que é bem maior que eu, pela casa, até onde seria a primeira porta, que Runa me contou que era o quarto de seu irmão.
O quarto dele é exatamente como eu pensava, a não ser pelos led's no teto que deixam o cômodo em uma coloração azulada.
Ele resmunga mais uma vez e eu o empurro até a cama, mas pelo visto ele não gostou disso porque quando estava prestes a deixá-lo cair na cama ele segura meus braços e acaba caindo por cima de mim.
— Lupin! — seu rosto inteiro demonstra seu desconforto com meu grito, ele geme contrariado e continua ali.
— Cala a boca e vai dormir, caralho — ele diz ao lado da minha orelha, sua voz sai baixa e rouca.
Meu estômago revira de novo, porra Jay, minha barriga agora tá toda fudida por sua causa.
Tento o tirar de cima de mim porém falho, porque ele tinha que estar tão pesado e ser maior que eu?
Travo ao sentir sua respiração leve no meu pescoço, perto demais, perto demais, nenhum cara fica perto assim de outro.
Seu peito se mexe com calma e leveza contra o meu, seu coração bate em um ritmo constante e tranquilo.
Sinto que sou capaz de vomitar a qualquer momento, meu estômago não para quieto por um segundo.
Puxo minha mão pra cima com muita dificuldade, empurro seu ombro e ele reclama e agarra minha mão, entrelaçando nossos dedos.
Que porra, que porra, que porra.
Meu corpo inteiro queima, isso não deveria acontecer, o único que me dá a mão é Prongs quando ele tá com ansioso, feliz demais ou quando vamos atravessar a rua.
Ele continua ali, dormindo sobre mim, que vontade de meter uns chutes nele.
— Rem? — uma voz chama com delicadeza da porta, abrindo-a lentamente em seguida — Six!
Runa se adianta a ficar do meu lado, sua testa franzida e seu rosto vermelho enquanto sacode o Lupin.
— Remus! — ele reclama por conta do movimento — Remus, saia de cima do Sirius, ele precisa respirar e você é um peso, sabia?
Imediatamente ele arregala os olhos em choque e pula pro outro lado da cama, seu rosto rapidamente ficando vermelho.
— Desculpa — ele mantém a cabeça baixa e se enfia sob as cobertas se virando pro lado oposto.
Me levanto e Runa agarra um travesseiro e uma coberta no armário do quarto e me leva até a sala.
— Desculpa por isso, Six — ela parece nervosa enquanto coloca a coberta no sofá — mas o James, Lily e o Pet tão no meu quarto, a Marlene e a Dorcas estão dormindo no porão... acredito que você prefira o sofá ao invés de dormir com meu irmão, né?
Concordo, ela sorri desconcertada, me dá um abraço de boa noite e sai indo pro quarto que estávamos minutos atrás.
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