Are You Gay, Honey - Wolfstar
6 6 - Circo
Talvez eu devesse ter ido embora quando tive a oportunidade, mas o olhar da Sra. Lupin — que agora eu posso chamar de Tia Hope — ficou tão brilhante ao ver quantos adolescentes havia em sua casa que foi impossível negar seu pedido de ficarmos mais um pouco para comermos.
E aqui estamos, todos nós sentados à mesa do jardim, que James e Marlene ajeitaram rapidamente, com diversos pratos de café da manhã, apesar de já serem umas dez horas.
— Rem, me passa a manteiga de amendoim, por favor? — Runa estende a mão na direção do pote e Lupin a entrega em um resmungo. De todos, ele é o que está em um pior estado, estando pálido e lento, além da careta de dor que faz a cada movimento ou barulho alto — você nem comeu direito, não acha melhor se deitar?
Ele concorda, se levanta, resmungando mais ainda, e entra na casa.
Peter e Marlene brigam pela última panqueca. James e Runa conversam sobre o campeonato das casas, coisa que eu ainda não consegui entender. Lily e Dorcas comem caladas, apenas trocando algumas palavras uma com a outra.
— Já tá ficando tarde — Prongs olha o relógio de pulso e suspira — acho que deveríamos ir, nossos pais vão nos matar.
— Eu liguei pra avisar eles, ontem — me inclino na cadeira — mas os Pettigrew's provavelmente estavam dormindo, por isso deixei só um recado, e a mãe estava furiosa, Jay.
— Ok, ok — ele suspira e passa a mão em seu cabelo, o bagunçando mais — vou só ajudar a arrumar algumas coisas e já vamos.
Eu, Peter e Marlene concordamos e fomos o auxiliar, cada um indo pra um lado da casa. Começo a dobrar a coberta que usei para dormir quando Runa entra na sala.
— Oi, Sirius — ela vêm em minha direção aos pulinhos, parando do outro lado do sofá, me encarando curiosa — posso te perguntar algo?
— A vontade, mas saiba que acabou de o fazer — sorrio de lado e ela revira os olhos, ficando séria logo em seguida.
— Sirius... qual seu livro favorito?
— Sei lá, não leio com frequência — dou de ombros enquanto finalizo de arrumar o sofá que dormi.
— Hm, qual sua música favorita? — ela franze a testa e batuca seus dedos contra o encosto.
— Nossa, tem tantas... o James me zoa por Good Old-Fashioned Lover Boy, do queen, serve? — sua testa parece se franzir mais, o nervosismo começando a ficar mais evidente — mas por que a pergunta?
— Six, qual a sua letra? — ela sequer pisca ao falar, abro minha boca levemente e arqueio uma sobrancelha — você sabe o que eu to falando, né?
— Hm, não? — ela bufa com a minha resposta e aperta o espaço entre suas sobrancelhas — quer me explicar?
— Não preciso — ela bufa, novamente, antes de voltar com o sorriso de lado — só... deixa pra lá.
— Tá bom...
É, é impossível compreender Runa Lupin em certos momentos.
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Quatro dias se passaram desde o café da manhã na casa dos Lupin's, Runa não tentou me perguntar nada estranho de novo, apenas disse para esquecer.
Nesses três dias de aula, tanto nós quanto eles estamos meio distantes, não é como se fossemos amigos e nem reclamo por isso, estou reclamando é da Marlene falando o dia todo sobre eles.
— É sério que vocês não tão com uma pontada de saudade? — a loira arregala os olhos em nossa direção e aponta um dedos para nós três — nem da Mary? Ou da Dorcas?
— Por que estaríamos sentindo falta de pessoas que nem conhecemos? — Peter responde calmo, mas Lene parece chocada.
— Eu tenho, da Lily — James olha abobado pra nenhum ponto em específico, por isso nunca se deve se apaixonar — sinto tanta saudade da voz dela, só posso ouvi-la de longe.
— Acho que deveríamos te ajudar com aqueles seus planos de conquistá-la — os olhos dele brilham enquanto concorda animado e começa a divagar sobre o tema.
Falta. Com toda a certeza não sinto saudade de nenhum deles... talvez de umas conversas loucas com a Runa, do jeito tímido e misterioso do Lupin quando ele não tá odiando a gente e do olhar de desafio/aviso/ameaça da Dorcas. Mas isso deve ser apenas carência, sim, sempre quis que o grupo fosse maior mas, segundo o Prongs, nunca encontramos as pessoas certas.
— Que pena, eu ia chamar vocês pra irem no circo com a gente — Marlene faz uma falsa cara desapontada, colocando a mão no peito e suspirando pesado — é um dos últimos dias antes de encerrarem os shows, realmente uma pena.
— Circo?! — Wormtail salta ao nosso lado, encarando abismado a loira — nós precisamos ir.
— Se vocês forem, eu vou — digo dando de ombros e James assente — não vejo graça alguma em palhaços.
— Dizem que é o melhor circo da cidade — Lene empurra as portas do refetório, entrando em seguida — bom, agora vou convidar nossos queridos amigos.
— Eles não são nossos amigos — ressalto o fato, que ela parece nem ter notado, e sou ignorado — não pode simplesmente me ignorar!
— Ela pode e está fazendo — Peter arqueia uma sobrancelha com um sorriso divertido — o que vai fazer, Pad? Não vai deixá-la agir assim, né?
Pude sentir o tom de desafio presente em sua voz, e eu, Sirius Orion Black, nunca, em hipotése alguma, perco um desafio.
Marlene agora está inclinada sobre a mesa dos Abigail's, conversando alegremente com Dorcas e Alice, acelero o passo em sua direção, parando ao passar o braço por seus ombros.
— Como ousa fingir que não estava me ouvindo? — ela me encara como se fosse me matar.
— Tem alguém que conviva diariamente com você que não faça isso? — Dorcas retruca rapidamente, antes mesmo que Lene possa me responder — porque eu já vi várias vezes o Pet cometer esse perverso crime.
— E bota perverso nisso, Dorc — a loira zomba, um sorriso maldoso crescendo por seus lábios — como Sirius Black pode viver sem atenção? Impossível.
— Cuidado — Prongs coloca a mão em nossos ombros, nos separando — sabemos bem que esse cachorro aqui não é só de latir, ele morde também.
— Mas voltando ao que importa — Marlene tampa minha boca antes que pudesse replicar — vão aceitar o convite?
— Sim — Runa responde como se a palavra estivesse na ponta da língua — seria divertido e não vamos faz uns quatro anos.
— É por causa daquilo... — Remus faz um gesto com a mão, o que faz a irmã arregalar os olhos — porém se quiserem ir, eu vou.
—Faço de suas palavras as minhas — Dorcas batuca levemente, olhando a amiga ao lado — o que acha, Al?
— Está bem, mas quero, pelo menos, uma pessoa comigo o tempo todo e vamos sentar na última fileira — Alice franze a testa e trava o maxilar, voltando seu olhar para as mãos em seu colo — e nem pensem em interagir com aqueles bichos.
— Sim, senhora — James faz uma reverência, arrancando algumas pequenas risadas e quebrando o clima tenso que se instaurava — então, 17h?
— Parece bom — Lily se pronuncia pela primeira vez desde que nos aproximamos — se não souberem o caminho, podemos levá-los.
— Claro, adoraríamos, seria perfeito, magnifico, brilhante — Jay começa a listar diversos adjetivos, Worm vendo a situação apenas o vira e sai o empurrando pra evitar que passássemos mais vergonha — simplesmente brilhante, meu Lírio.
— Por que somos amigos dele mesmo? — Lene fala ao nos distanciarmos do outro grupo e eu dou de ombros.
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Mesmo estando longe podemos ver a tenda vermelha e branca no centro do local, cercada por tudo quanto é tipo de brinquedos de parques de diversão.
A maior parte das atrações tem algumas filas, a única que tem uma grande é um que sobe e desce fortemente, arrancando grito de todos.
— Remus, paga meu ingresso? — Mary faz uma cara pidona e une as mãos implorando — por favor.
— Eu vou a falência desse jeito — ele suspira, pegando mais algumas notas na carteira — eu deveria fazer a Runa pagar por si mesma.
— Ei, eu sou sua irmã mais nova! — a menor garota do grupo o encara chocada e logo em seguida chuta sua canela — eres cruel, debería decirle a mamá todo lo que has hecho.
— O que? — eu, Peter, James e Marlene observamos Runa com curiosidade e perplexidade. O que caralhos ela disse e como alguém consegue falar tão rápido?
— É espanhol, herança de família — Lupin arqueia a sobrancelha para a mais nova — ela basicamente me ameaçou, "você é cruel, eu deveria contar tudo que você já fez para a mamãe".
— Achei que vocês fossem britânicos — Potter comenta despretensiosamente.
— Nós somos, mas temos ascendência mexicana por parte materna — Runa dá de ombros e gesticula com uma mão — e Hope mataria alguém caso não soubessemos espanhol.
— Você chama a sua mãe pelo nome? — Lene franze a testa. Eu nem tinha notado isso — e ela deixa?
— Ela fala que quando morrer vou ser eu que vou sentir o peso da culpa, então nem se importa.
Damos alguns passos, já está quase na nossa vez de pagar a entrada.
Alice está um pouco afastada de tudo com Frank, eles conversam tranquilamente.
— Boa noite, quantos ingressos? — a recepcionista fala encarando o Lupin — Remus? Faz tempo que não o vejo aqui.
— Sim, a vida anda agitada mas decidimos nos divertir enquanto dá — ele ri baixo e ela sorri — dez ingressos, por favor.
Me viro pra Marlene, ela conversa animadamente com Dorcas e Mary, enquanto James e Peter discutem algum plano envolvendo a Evans.
— Estou impressionada que tenha decidido vir — a ruiva se aproxima, parando ao meu lado — desse jeito, logo vai perder sua fama de badboy.
— Se está preocupada com isso, não é necessário — sua sobrancelha levanta sutilmente — me dê uma tarde e eu reconquisto minha fama rapidamente.
Ela abre a boca pra retrucar mas fecha quando Lupin nos chama, passando pelo grande portão com uma faixa em cima, com os dizeres "bem-vindo a Dreamland!". Que nome genérico.
— Odeio esse lugar — Alice resmunga um pouco alto demais, ganhando a atenção de todos nós ela cora.
— Porém você gosta de bichos de pélucias, né? — Frank aponta a barraca do tiro ao alvo — eu sou péssimo nisso, mas posso tentar, se quiser.
— Não precisa — ela abre um sorriso ao falar com ele — eu sou ótima, eu consigo um pra você também, vamos.
— Eles nem disfarçam — Dorcas comenta olhando o casal que se afasta — talvez só eles não tenham notado o quão óbvios estão sendo.
— A suja falando do mal-lavado — Lily sussurra ao meu lado, a lanço um olhar curioso — você não notou?
Nego e ela bufa, indo na frente e sendo perseguida por James e, mais atrás, Peter.
— Lene, olha — Dorcas aponta pra uma tenda de vidência e Marlene torce o nariz — vamos perguntar o futuro da Lily e do James e depois zombar deles?
— Garota, você é perfeita — os olhos azuis da loira brilham enquanto puxa a morena até o local.
— Como sempre a Dorc sendo genial — Runa agarra a mão de Mary, a levando para algum lugar — você prometeu que iríamos no túnel assustador!
— Nem dá medo, Runa! — a mais alta grita se deixando ser levada.
Após elas sumirem em meio a multidão, encaro o Lupin, seus olhos continuam voltados a direção que as duas foram. Seus cabelos estão levemente bagunçados, tirando isso está com a mesma aparência do dia a dia.
— Er... o que foi? — ele se vira pra mim e desvio o olhar — estava me encarando, tem algo errado?
Obviamente, seu merda. Posso fazer uma lista com as coisas erradas envolvendo você, começando pelo o que aconteceu naquele dia, sendo seguida pelo fato de estarmos fingindo que aquela merda nunca aconteceu. Seu cuzão.
— Não — respondo da forma mais neutra que posso — por que tería?
Ele me observa por alguns segundos em silêncio até suspirar e sinalizar com a cabeça para segui-lo.
— Onde estamos indo?
— Conversar — continua a andar, sem desviar a direção — só que esse lugar está cheio demais.
Passamos pela multidão, pedindo licenças e desculpas pelo caminho, até chegarmos na parte lateral do local, onde está deserto e se pode ouvir os gritos de euforia e música abafados.
— Ok... é sério, o que foi? — ele se encosta na parede de concreto — não somos amigos nem nada mas é estranho você ter me ignorado por três dias.
— Só eu que evitei alguém aqui? — levanto uma sobrancelha e ele revira os olhos — tu sabe que tanto eu quanto você andamos nos esquivando um do outro, por causa daquilo.
— Olha, eu estava bêbado e com sono e você tentou me ajudar, o que houve foi um acidente, nada mais — suas bochechas ficam levementes avermelhadas e ele fala rápido — só... podemos fingir que nada aconteceu mas não evitar um ao outro?
— E como sabe que eu tava te ignorando?
— Sério? — suas sobrancelhas se arqueiam em descrença — James e Peter estavam conversando comigo no corredor e você achou mais interessante olhar para o teto?
— Você não é tão interessante assim — dou de ombros. Claro que estava o ignorando, porém o que custa mentir?
— Eu sei que sou melhor do que o teto, Black.
— Para de me chamar por esse sobrenome de merda — franzo a testa e chuto uma pedrinha nos pés dele — eu tenho nome.
— Claro, prefere que eu chame de Orion? — um sorriso de lado sarcástico cresce em seus lábios — o que acha, Orion?
— Continue assim e da próxima vez vai ser pior que uma pichação dizendo que você precisa de sexo — o ameaço e ele solta uma risada — está duvidando?
— Não, só estou me perguntando se você tem limites — seus olhos brilham, não de um modo furioso ou cansado como já o vi tantas vezes — entretanto acho que a resposta vai me preocupar, então esqueça.
— Ainda bem que sabe, Lupin — sorrio vitorioso de lado, de repente me sinto exposto e coloco as mãos nos bolsos da jaqueta.
— Não é justo eu ter que te chamar de Sirius e você manter meu sobrenome — ele começa a voltar a onde estávamos antes e eu o acompanho, caminhamos devagar observando as crianças correndo — ou vai falar que meu nome é tão desinteressante quanto a minha pessoa?
— Ugh, é por causa desse jeito de falar que eu fico tão puto com você, certinho pra cacete — ele franze a testa mas solta uma risada nasalada, então nem me desculpo — mas sério, tem algum motivo pra Remus?
— Meu pai gosta de história e minha mãe adora mitologia romana, porém não sei exatamente o porque de terem escolhido Romulus e Remus — o vento balança levemente algumas mechas de seu cabelo claro, o fazendo passar a mão na frente do rosto — acho que talvez torcessem pra que tivessem outro filho pra poderem nomeá-lo de Romulus... mas veio a Runa e, coincidentemente ou não, ela foi quase um segredo, minha mãe só descobriu a gravidez no quinto mês.
— Nossa — arregalo os olhos e ele concorda com um pequeno sorriso — pelo menos é mais divertido do que na minha família... eles só botam nomes de estrelas, no caso de uma prima minha foi uma gálaxia, Andrômeda.
— É criativo e é tão interessante quanto um conto romano — seus olhos me observam, permancendo por alguns segundos, antes de voltarem na direção de uma ruiva brigando com um garoto de cabelos bagunçados e outro loiro — mas temos que concordar que aquilo é mais interessante.
Dou uma risada baixa assentindo e seguimos para a tenda principal.
Do lado de dentro, a iluminação está no palco, deixando as grandes arquibancadas escuras porém possíveis de serem vistas.
Frank acena para nós, ele está sentado do lado de Alice, que está pálida como uma folha de papel.
— Mary e Runa foram buscar pipoca — Longbottom explica assim que nos sentamos — Dorcas e Marlene devem estar em alguma atração e os outros três foram pegar as bebidas.
— Ah, então acho que passaremos sede — Remus comenta como se não fosse nada demais — quando estávamos vindo, vimos Lily brigando com os dois.
— Ah, que maravilhoso — Alice Fortescue bufa e passa as mãos pelo rosto visivelmente frustrada — quanta sorte.
James, Peter e Lily chegam, os dois primeiros sendo puxados pelos ouvidos pela ruiva, logo atrás vêm as outras quatro garotas carregando diversos copos ou sacos de pipoca.
— Nunca mais te acompanho, James — Wormtail esfrega a orelha avermelhada — nunca!
— Shii! Olhem, já vai começar! — Runa olha para todos com os olhos cerrados.
O show se inicia com uma apresentação de mágica, seguida de uma apresentação de dança misturada a teatro. A parte mais divertida foi as das motos, com toda a certeza.
Porém a parte mais esperada, por estarmos em um circo, é a dos palhaços. Uma dupla entra, os cabelos coloridos e as roupas estranhamente coloridas e engraçadas, o nariz vermelho se destacando pela maquiagem pálida.
— Chega, não consigo — Alice aperta o braço da cadeira com muita força, deixando visível pelas dobras que o tecido faz — preciso sair, quero sair.
Ela fala baixo, mas firme e desesperadamente, nos levantamos pra ajudá-la e liberar o caminho. Sua respiração está entrecortada e superficial, seu peito subindo e descendo rapidamente, suas mãos agora envolta de seu corpo.
Mary passa os braços pelos ombros de Alice e sussurra em seu ouvido, a levando para fora da tenda.
Ela puxa com força o ar, soltando com a mesma intensidade, como se fazer isso a causasse dor. Frank se aproxima da mesma e fala algumas coisas que não consigo entender, porém parecem ter funcionado pois ela até o abraça.
— É, acho que é melhor irmos — Lupin observa a garota de cabelos escuros a sua frente, seu olhar parece cansado e abatido — desculpem por isso.
— Não tem por que se desculpar — Prongs apoia uma mão sobre o ombro do mais alto.
— É, não é como se ela controlasse o medo — Peter comenta baixo, para Alice não nos ouvir — ninguém tem culpa de nada, situações como essa acontecem.
— Sim, como a vez que a Marlene viu aquele rato que o Pet pegou e quase nos atacou — recebo um olhar fulminante da loira, que me mostra um dedo e eu a lanço um beijo — e aliás, palhaços são assustadores.
— Estranho, achei que você era um — dou um soco no braço de James que está rindo, arrancando alguns risinhos dos outros.
— Obrigada pessoal — Alice funga e passa o antebraço sobre os olhos, limpando a região — desculpem por isso... acho que é melhor irmos logo, os ônibus não passam até muito tarde aqui.
O grupo teria de se dividir, por conta dos pontos serem de lados opostos, um levando a Abigail e o outro a Goodwing e Lux.
Alice e Frank vão na frente, sendo acompanhados por Runa, Mary e Peter, atrás Lily tenta ignorar James enquanto conversa com Lene e Dorcas.
— Esse dia foi mesmo divertido, não? — tento puxar assunto, Remus vira seu rosto em minha direção, erguendo suas sobrancelhas — nos resolvemos, contamos a origens dos nossos nomes, descobri um fato interessante sobre a sua irmã, vimos a Lily botar aqueles dois na linha e ainda teve a apresentação... eu diria que foi muito divertido.
— É, talvez você esteja certo — ele concorda comigo e volta sua atenção ao grupo à frente, um pequeno sorriso nos lábios levemente avermelhados.
Espera, ele concordou comigo?
É, talvez ele seja um cara legal.
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